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12 11. Pesadelos


Notas iniciais
Oi, cupcakes! Primeiro de tudo: me perdoem pela demora ao postar esse capítulo, mas, como já havia dito no twitter, semana de provas chegou e não tá perdoando! É uma matéria atrás da outra e fica impossível para eu escrever! Peço que sejam legais comigo e não me bombardeiem de perguntas sobre o capítulo de uma vez só e que não cobrem respostas aos seus comentários futuros: eu prometo respondê-los assim que a semana de provas acabar, confiem em mim como sempre fizeram. Segundo: peguem a garrafinha d'água porque esse capítulo tem saliença, resolvi colocar pra me redimir com vocês, espero que entendam o motivo do meu sumiço! Não gosto de dedicar capítulos, mas esse vai pras meninas do twitter que entenderam a minha situação! Obrigada pelo incentivo, lindinhas! Boa leitura!

O amor, criança, é uma coisa difícil e dolorosa, mas, ainda assim, resolvemos conviver com ele, mergulhar em sua imensidão, por mais que saibamos o quanto de sofrimento possa nos trazer.

Seres humanos são estúpidos, está em nossa história.

– Desconhecido.

Os raios solares começaram a entrar pela janela e iluminaram os cabelos dela, deixando-os um pouco mais claros. Eu queria descer e fazer um café da manhã especial, mas não quero sair de perto dela hoje; é nosso primeiro dia como um casal, se é que pudemos nos chamar assim e, para destruir todo o clima apaixonante que tivemos ontem, precisamos conversar sobre o que faremos a partir de hoje, como vamos viver…

Ela deita de bruços, deixando que eu veja toda a parte de trás de seu corpo; ela tem uma cicatriz pequena nas costas, coisa que eu não tinha visto antes, e preciso conter o impulso de tocá-la sobre a pele cicatrizada.

Passo um braço pelas costas dela, aproximando-a de mim e, quando toco em sua cintura, ela se encolhe e ri baixinho, ainda dormindo. Acho que alguém sente cócegas! Sorrio ao descobrir isso e beijo sua cabeça, desejando que ela acorde para olhar para mim, deixando que eu veja seus olhos verdes.

Qualquer um que nos visse juntos agora acharia que nós sempre fomos assim, um casal apaixonado desfrutando da companhia um do outro, mas não é assim. Conosco não é assim porque, se fosse, seria fácil demais e, até onde me conheço, sei que coisas boas são difíceis de conquistar.

Ela se move desajeitadamente ao meu lado para deitar de costas e suas pálpebras tremulam antes que ela abra os olhos. Subo em cima dela e arranco um sorriso dela; olho em seus olhos e, céus, como quero beijá-la agora!

– Bom dia – ela sussurra e eu inclino o corpo para beijá-la.

– Bom dia – respondo quando nos separamos.

Os braços dela envolvem meu pescoço e ela sorri mais amplamente. De repente, a cama recebe um peso a mais e eu viro a cabeça para olhá-lo. Royal está sentado ao nosso lado, com a cabeça inclinada e com a língua pendendo da boca; ela ri com vontade, jogando a cabeça para trás, aproximando o pescoço do meu rosto.

Estico um dos braços e me apoio nos cotovelos, acariciando a cabeça dele com rapidez; ela faz o mesmo e ele deita ao nosso lado, como se aquela cena fosse normal.

– Precisamos de espaço aqui, garoto – peço, mas ele parece entender errado, porque deita de barriga para cima, pedindo carinho – Ei, não pedi que deitasse!

– Deixe-o – ela ri – Talvez ele esteja carente…

– Ou talvez só queira atrapalhar o nosso primeiro momento como um casal – eu brinco e sinto seus músculos ficarem rijos debaixo de mim – O que foi?

– Nada, eu só… – ela suspira – Eu só não sei o que pensar diante disso, quero dizer… bem, eu nunca realmente estive num relacionamento, nunca tive alguém para chamar de meu e, provavelmente, é por isso que tenho medo de me entregar a você, a admitir que nós somos um casal…

– Ei – retiro a mão de Royal, levantando seu queixo – Nós dois somos ótimos juntos e não há nada que possa mudar isso… você já ouviu a expressão ‘os opostos se atraem’? Nós podemos ser diferentes, mas é isso o que nos faz extraordinários juntos, não percebe?

– É esse o meu medo – ela esconde o rosto nas mãos – Eu tenho medo de que sejamos diferentes demais… tenho medo que nossas diferenças nos tornem pessoas divergentes…

– Ontem mesmo você disse que não temos divergências… – fico confuso.

– Mas isso não significa que não possa mudar – ela esconde os seios debaixo dos braços – Não significa que sejamos iguais por toda a vida, não significa que o nós que estamos construindo vire algo eterno ou mesmo algo duradouro. Não significa que o interesse que sentimos agora não possa mudar e se transformar em asco.

– Você não sabe o que está dizendo – sussurro, pulando da cama.

Visto as roupas e, pelo canto dos olhos, vejo que ela se cobre com um lençol fino, escondendo seu corpo nu. Olho para ela com a bermuda ainda aberta, querendo saber o que mais ela queria dizer para mim e, que diga logo, porque se ela não acha que vamos a lugar algum, podemos simplesmente acabar com isso agora mesmo!

POV Katherine/Cherrypie

Quero voltar alguns minutos no passado para quando nós ainda estávamos adormecidos nos braços um do outro para mudar o que disse. O corpo dele enrijece quando toco seu braço, impedindo-o de sair do quarto; a este ponto, o lençol já caiu do meu corpo e descansa solitário no sofá.

– Desculpe – suspiro – Eu só achei que nós pudéssemos ser mais realistas.

– O realismo dói – ele retruca – Nós não podemos viver sempre ligados ao que é real porque machuca.

– Eu sei – balbucio – Também não acho que seja impossível criarmos alguma coisa, um mundo só nosso… nós podemos ser o que quisermos, não importa o quão difícil possa ser.

– As melhores coisas são difíceis de conseguir – ele toca meu rosto com a mão aberta – Por isso devo ter demorado tanto para conseguir você. Nós somos só pó em meio a tudo o que foi criado, somos pó no vento, só isso, mas se eu puder dar um significado a minha vida, a nossa vida, talvez possamos viver melhor, sabendo que somos muito mais do que simples poeira.

– Nós já somos mais do que simples poeira – fico na ponta dos pés e roço nossos lábios – Eu me sinto mais do que simples poeira por sua causa, você me mostrou que eu poderia ser melhor do que quem eu era… e eu quero ser melhor do que o que sou agora, quero ser melhor!

–Para que eu seja melhor, para que nós dois sejamos melhores, talvez necessitemos de um apoio, de alguém que esteja lá para nos ajudar quando precisarmos – ele sussurra – Eu preciso de você, e ficarei feliz em estar ao seu lado para segurá-la quando estiver caindo em desespero… estarei com você mesmo nos piores dias, mesmo nos piores momentos.

– E quando eu começar a ficar com cabelos brancos e minha pele começar a ficar enrugada?… e quando eu começar a ficar feia? – pergunto, ajeitando os cabelos atrás da orelha; ele os move para frente, ajeitando-os à sua maneira e então sorri, balançando a cabeça.

– Para mim, você nunca vai ficar feia. – ele aperta minhas bochechas – Eu quero que nós dois estejamos juntos porque só assim vou conseguir viver bem. Eu preciso de você…

Quero voltar a envolver minhas pernas em seus quadris e deixar que ele me preencha como nunca antes, mas me contento com um abraço. Ele parece feliz, e eu me sinto melhor ainda por saber que a causa de seus sorrisos sou eu; beijo seus lábios mais uma vez e Royal late alto, me assustando. Dou um pulo e sou embalada por seus braços, que me envolvem num abraço protetor.

– Qual é, moção? – perguntou ele ao cão, que abana o rabo e gane – Fique feliz por nós; vamos dar atenção a você depois, eu juro!

Como se tivesse entendido, Royal sai do quarto com o rabo abanando, deixando-nos sozinhos pela primeira vez hoje. Olho em seus olhos e constato o que eu desejava: as pupilas dilatadas e os olhos escurecidos me mostram, explicitamente, que ele está com desejo. Desvio o olhar para o meio de suas pernas, apenas confirmando o que eu já sabia; talvez possamos acabar com o desejo agora.

– Preciso de um banho – mordo o lábio sugestivamente e ele crava os dedos em minha cintura.

– Precisa de ajuda? – ele gagueja, fechando os olhos – Posso esfregar locais que você não alcança e ficarei muito feliz se você aceitar a minha oferta…

– Não sei – faço bico e fico na ponta dos pés, quase roçando nossos lábios – O que você acha melhor?

E, sem esperar que ele responda, entro no banheiro e pulo para dentro do chuveiro; giro a torneira e, logo, água quente começa a cair, molhando minha pele e meus cabelos. Deixo que molhe meu rosto e, quando abro os olhos para chamá-lo, dou de cara com seu peito nu; sorrio com vergonha e escondo a cabeça no vão entre seu ombro e pescoço quando ele se inclina para me beijar.

Porém, ele não deixa que eu me esconda por muito tempo, pois me prensa contra a parede e começa a beijar meu pescoço; fecho os olhos e solto um grunhido quando ele se afasta. Abro os olhos e encaro seu corpo, já molhado e com gotas escorrendo pela pele. Enlaço seu pescoço com os braços e puxo sua cabeça de encontro a minha.

Sem que eu imagine o que ele vai fazer, ele envolve meu corpo noutro abraço e enlaça as minhas pernas em seus quadris, deixando sua ereção pertíssimo da minha entrada. Fecho os olhos quando ele começa a beijar minha clavícula, chupando a pele para dentro de sua boca, brincando com ela.

Por favor! – eu choramingo quando ele afasta a ereção de mim – Por favor, isso é tortura…

– Diga o que você quer – ele pede; reviro os olhos.

– Você sabe o que eu quero – balbucio, mas ele ri.

– Diga o que você quer com todas as palavras – ele pede mais uma vez, beijando meu pescoço.

– Eu quero você, quero você dentro de mim, sacudindo com os meus sentimentos, me rasgando em duas – digo logo de uma vez – Não importa como, eu quero você.

– É isso o que você quer? – ele provoca, mordendo meu lóbulo – Quer que eu esteja dentro de você, fazendo você ver estrelas?

– É isso o que eu quero – sussurro, mordendo seu ombro – É isso, é isso…

Rapidamente, ele desliza para dentro de mim, mas não se move; ofego e mordo seu ombro com mais força. A água cai sobre nós há algum tempo, mas não nos importamos com ela agora, talvez mais tarde. Os azulejos frios contra as minhas costas enviam arrepios por todo o meu corpo, o que me faz tremer em seus braços.

/POV Katherine/Cherrypie

Aperto a carne de sua cintura e forço-me ainda mais fundo para dentro dela; seus olhos se reviram e ela joga a cabeça para trás, gemendo alto. Royal late do andar de baixo, mas não me importo com isso agora. Movo meus quadris para trás e ela choraminga, movo para frente e ela grita; é bom ouvi-la pedindo por mais, gritando por mim.

Nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas ela é a mulher da minha vida e eu quero passar o resto da minha vida com ela.

Ela crava as unhas na minha pele e grita meu nome; enfio uma das minhas mãos entre nós, acariciando-a enquanto entro e saio com rapidez, fazendo suas unhas fincarem cada vez mais fundo em minha pele, mas não me importo com a dor contanto que estejamos em nosso próprio ritmo.

– Mais – ela arfa –… rápido.

Para atender seu pedido, espalmo as mãos nos azulejos e forço meu corpo para frente mais uma vez; ela arqueia as costas e grita por mim. Sorrio e beijo seus lábios, contendo um gemido alto, que ela solta mesmo assim. Eu queria que o beijo fosse mais demorado, porém, não consigo porque, logo, se torna uma bagunça de línguas e saliva, então desisto.

Beijo seu pescoço ao invés de seus lábios e, de qualquer forma, ela parece gostar. Logo suas paredes me apertam e ela crava as unhas em meus ombros, jogando a cabeça em meu ombro e murmurando palavras sujas para mim; não consigo me controlar e acabo explodindo dela antes do tempo, mas ela faz o mesmo e beija meu pescoço.

Mesmo depois de terminarmos o que fizemos, continuamos conectados, e eu continuo com ela no colo; deixo que volte a se recompor para colocá-la no chão. Ela pisa nos azulejos molhados e, quando vejo, há mechas de cabelo escuro grudadas em seu rosto e pescoço; nós suamos e estamos cercados por vapor.

– Uau – ela pisca.

– Ainda preciso esfregar você – sorrio e ela ri alto, abraçando meu corpo com força – Podemos tomar nosso banho agora.

– Só tomar banho? – ela parece chateada, mas um sorriso infantil aparece no seu rosto, o que me faz rir.

– Sua safada – eu roço nossos lábios – Podemos fazer isso mais tarde.

Ela encosta as costas no meu peito e eu pego a barra de sabão, deslizando o pedaço colorido pela pele molhada; passo pelos ombros e pela clavícula, rodeando os seios e brincando com eles depois. Uma risada ecoa no banheiro e eu volto a deslizar o sabonete pela pele dela, passando pela barriga e, então, chego às coxas.

Esfrego o sabão nas mãos até fazer espuma e, então, coloco minhas mãos entre seus grandes lábios, fazendo-a jogar a cabeça para trás, batendo com ela em meu ombro. Lentamente, seus olhos se abrem e eu sorrio para ela, que geme baixinho conforme eu movo meus dedos dentro dela.

– Maldade – ela suspira.

Solto uma risada e a ponho debaixo d’água, abrindo suas pernas para que a água expulse toda a espuma; ainda assim, não retiro meus dedos de dentro dela e, antes que ela saia do lugar, ajoelho-me à sua frente, encostando-a no vidro do boxe. Movo meus dedos com mais rapidez e com força; ela segura meus cabelos e os puxa para cima, deixando-os em pé.

A expressão no rosto dela é algo que eu adoro ver e, se pudesse, tiraria uma foto para guardar de lembrança; não confio na minha mente, é muito traiçoeira. Quando retiro, finalmente, meus dedos de dentro dela, preciso segurá-la para que não perca o equilíbrio e caia no chão; passo meus braços por debaixo de seu corpo e, com cuidado, ajeito-a em meu colo.

Ela fecha a torneira e, quando saio do boxe, não me importo em nos enrolar em toalhas e roupões; o chão seca e o lençol também, é tudo uma questão de tempo.

‘…’

Estamos abraçados na cama e eu sinto o cheiro dela mesmo sem que tenha colocado perfume. É algo que sempre vai ficar em minha memória, por mais que eu esqueça todo o resto; tudo o que eu sonhei em apagar da minha vida: relacionamentos, família, laços, tudo voltou no momento em que eu soube que havia me apaixonado por ela.

Há algum tempo, seus olhos se fecharam e ela nunca me pareceu tão serena e descansada como agora; suas bochechas estão coradas e há um mínimo sorriso em seu rosto. Os cabelos macios passeiam entre meus dedos e, agora, não desejo mais nada. Solto um suspiro alto e, de repente, ela começa a se remexer em meus braços, gritando por ajuda, gritando o meu nome.

Balanço seu corpo numa tentativa de acordá-la e, quando consigo, ela abre os olhos rapidamente e o desespero estampado em seu rosto é quase palpável. Lágrimas começam a cair de seus olhos e ela parece estar se sentindo horrível, por isso, não faço perguntas, só embalo seu corpo num abraço apertado e beijo sua cabeça.

– Ele estava aqui e – ela soluça – e ele queria que eu fosse com ele; disse que mantinha você como seu prisioneiro e, então, ele me estendeu a mão e eu…

– Ei – ajeito seu cabelo – Estou aqui, sempre vou estar.

– Mas era tão real – ela resiste – Era como se ele estivesse vivendo na minha cabeça.

– Ele não está – beijo sua bochecha salgada – Nós dois estamos juntos e eu não vou deixar que ele a machuque.

– Sonho com ele o tempo todo – ela admite – É algo que eu não posso controlar.

– Eu devia sentir ciúmes da minha namorada sonhando com outro cara – tento brincar, mas ela se perde em pensamentos; ergo seu queixo, forçando-a a me encarar – Se sonhar com ele outra vez, apenas se lembre de que ele não pode machucá-la. E, quando tentar segurar sua mão, dê um soco bem no meio daquela cara horrível.

Ela ri e se ajeita em meus braços, ficando com o rosto enfurnado em meu peito; ela respira fundo e eu acabo fazendo o mesmo. Seu dedo indicador faz círculos contínuos no meu braço e, de repente, sua respiração começa a voltar ao normal e seus músculos finalmente voltam a relaxar. Lentamente, ela ergue os olhos para mim e sorri, então constato o óbvio.

Pela primeira vez desde que falei com ela depois do nosso desentendimento, me sinto plenamente puro e a fim de fazer qualquer coisa. Por ela, eu seria capaz de me colocar debaixo de um trem em movimento, de tomar um tiro na cabeça só por saber que isso poderia salvá-la, de me infiltrar na polícia só para mantê-la segura.

Por ela, eu faria qualquer coisa.

Notas finais
Peço seus comentários sinceros, cupcakes! Também peço que não encham os comentários de bobeiras sobre ameaças de me perseguir e tal porque, por mais que seja uma brincadeira, pressiona bastante e eu já estou cheia de pressão das provas! Entendam o meu lado! O que eu gostaria era de ficar sentada na frente do computador escrevendo o dia todo, mas, infelizmente, isso não é possível. Divulguem a fanfic, comentem, compartilhem com os coleguinhas, favoritem, recomendem e acompanhem! É muito bom saber o que vocês pensam sobre a história e é bom que mantenhamos contato! Peço perdão se pareci rude, mas a minha situação é complicada e eu já estou com o estresse elevadíssimo e a pressão lá nas alturas, então... por favor, sejam gentis ao enviar seu feedback! Mais uma vez: desculpem por ter sido grossa e/ou estúpida, nunca foi a minha intenção! Vejo vocês no próximo?