Dream's Place
35 Sem Estrelas
Já era noite em Kyoto. Essa continuava com um clima ameno que estava durante o dia. Hihiro caminhava sozinho pelas ruas da cidade. O garoto parecia sem direção e andava aleatoriamente pelas calçadas. Ele sempre estava teclando algo em seu celular, mas não parecia ter amigos, então talvez fosse uma única pessoa que ele é mais próximo. Seu celular não parecia que conseguiria acessar alguma rede social, então era meio que inviável utilizar alguma ali. O menino sempre usava uma touca branca com listras pretas e carregava uma bolsa tiracolo preta. Apesar do clima ameno que estava fazendo, ele andava com um agasalho preto e uma calça de moletom branca. Ele chega ao parque que se localizava próximo a casa de Tankeno, senta em dos bancos e começa a se concentrar ainda mais na digitação em seu celular. Uma última mensagem havia chegado, que dizia:
"E sua mãe, já sabe alguma coisa sobre ela?"
Ele apenas olha para o celular e rapidamente responde no arcaico teclado:
"Nada ainda, só telefonemas sem importância do exterior."
Depois de enviar ele senta de pernas cruzadas e começa a olhar para o céu sem estrelas. Ele levanta a mão esquerda na direção do céu e diz:
– O próprio mundo através de suas luzes falsas ocultam o brilho das estrelas. As luzes naturais com certeza são as mais lindas – ele continuava com a mão levantada. Parecia esperar que as estrelas surgissem inesperadamente no céu. Seu celular volta a vibrar e ele a prestar atenção nas mensagens que chegavam.
Tankeno estava em sua casa olhando a rua pela janela. A paisagem eram apenas alguns carros e as árvores que balançavam levemente ao vento no parque. Estava pensando em como o dia tinha sido divertido e no garoto que havia conhecido. Estava com um pouco de culpa por ter tocado, mesmo que acidentalmente, em um assunto tão problemático. Mesmo com essas novas memórias ocupando sua mente, ele ainda pensava em como não conseguia controlar seus poderes e sem o controle destes não poderia ajudar Murphy. Seus pensamentos se perdiam – Talvez amanhã eu não devesse ir à escola e passar o dia treinando meus poderes – ele sabia que não era uma atitude boa, mas queria fazê-la, afinal, ele tecnicamente não teria provas, mas ele estava com algumas pendentes que havia perdido em suas saídas da aula na semana e a sexta era o último dia que ele teria para recuperá-las. Sua mente estava confusa com esses pensamentos, então decidiu ir para sua cama.
No anexo da escola Yumeushi, Hayllana estava no seu quarto assistindo televisão. Estava pensando em Hihiro e corava ao fazer isso. Ela realmente parecia ter gostado do rapaz, que aparentava ter mais ou menos a mesma idade da garota. Ela sentia que o conhecia de outro lugar, mas não sabia de onde e a garota realmente já tinha visto o garoto e batido de frente com ele numa batalha feroz, porém, por algum motivo, ela não aparentava lembrar de nada sobre. Hayllana desligou a TV e deitou de bruços na sua cama. Ela estava com bochechas infladas e coradas, apoiando-as com suas pequenas mãos.
Kuzaru estava no dojo de sua casa, treinando o poder de suas células. Os sacos de areia estavam com várias manchas negras de queimaduras de seus calorosos chutes. O controle do ruivo sobre o poder celular parecia estar ótimo, mas ele não sabia muito sobre o poder de outras células. Enquanto golpeava, ele lembrava-se de que, mesmo controlando melhor os poderes, Tankeno estava, descontroladamente, ganhando dele quando estavam no treino que o professor Fig os propôs e só se livrou pela interrupção de Samara na luta. Isso lhe deixava estressado – Como poderia estar perdendo para Tank que nem controlava os poderes? – O garoto pensou e aumentou tanto a intensidade dos chutes que fez com que o saco de areia fosse totalmente carbonizado. Ele olhava ofegante para o saco e sua perna começou a latejar onde levou a queimadura de Sparkle. Ele disfarçou a dor e foi para dentro de sua casa.
Morpheu ainda não tinha voltado à sua casa. Estava deitado no sofá da casa de Oyahashi, mas dessa vez sentia-se mais confortável, pois tinha roupas para vestir casualmente. Ele já tinha agradecido ao amigo pelo o que ele tinha comprado. Morpheu pensava em como agiria se encarasse seu pai – Já que ele era uma célula, como ele lidaria com ele? Se precisasse enfrentar ele diretamente? – isso não parava de incomodá-lo, mas ele decidiu dormir pra esquecer essas coisas por hora.
Hihiro continuava no parque usando seu celular. Já passava das duas horas da manhã e ele continuava digitando no pequeno aparelho. Parecia entendiado ao digitar. Como o garoto não era muito grande, estava deitado no banco, olhando para o céu escuro alternando para o celular ao receber uma mensagem. O garoto aparentava não ter lugar para ir, então apenas permaneceu lá.
O tempo passou e já amanhecia. Tatsuda ainda estava no parque, acordado. Ele de repente levantou-se, soltou o celular no banco e começou a apreciar o nascer do Sol. Seus olhos brilhavam ao assistir o fenômeno. Ele recebendo aquela sensação calorosa do amanhecer disse com um tom avoado:
– Pelo menos a estrela mãe não deixa de brilhar para nós.
Fale com o autor