Dream's Place
17 Segredos Complicados
O clima no hospital estava tenso. Kuzaru e Tankeno olhavam para a médica com olhares sérios. Morpheu e Nandeko olhavam sem entender muito a situação para os dois. A médica de cabelos azuis escuro muda sua expressão rapidamente, ela tinha também um expressão séria e intimidadora no momento. Então finalmente ela começa a falar:
– Não sou eu quem deve explicar tal coisa a vocês. No momento certo vocês saberão o que são as células. Isso é informação demais para vocês processarem agora…
– Não me interessa! – gritou Kuzaru – Tô pouco me importando! O motivo pra eu estar assim é isso e quero saber o que são essas merdas de células!
– Já que você quer tanto saber, vou dizer pelo menos uma coisa: essas merdas de células é você e esse seu amigo da pele também. Só irei falar isso – a mulher se dirige a porta do leito e lembra – se precisarem de mim para algo, me chamem pela campainha.
A mulher sai do quarto. Sua voz não parecia a de alguém que queria passar explicação alguma para os garotos. Kuzaru soca a parede furioso. Murphy tentava acalmá-lo e Tankeno apenas olhava para a porta com uma expressão séria e sussurrou:
– Somos as células então…
Enquanto isso ocorria no hospital, Hayllana estava na casa em que morava com as duas professoras que a acolheram na escola. A casa estava silenciosa. Hayllana estava no seu quarto assistindo televisão. Estava com sua expressão feliz de sempre. Assistia um animede comédia. Na mesma casa estavam as duas professoras na cozinha, sentadas na mesa. Elas apresentavam expressões assustadas e trêmulas. Ouviu-se o sussuro de uma delas:
– De-demônio…
As expressões das duas eram assustadoras, pareciam temer algo na casa, mas Hayllana estava sorridente em seu quarto assistindo de maneira calma.
No hospital, Kuzaru já havia se acalmado, mas ainda queria explicações. Ele pensava em sua mãe, preocupado com as condições da mulher. Começa a ficar tarde, então Tankeno, Morpheu e Nandeko se despedem do ruivo. Quando Nandeko estava próximo a porta, Natsumoto o chama e diz:
– Diga para o pai que está tudo bem com a mamãe.
Nandeko confirma com a cabeça, dá um sorriso tímido e corre para a porta.
Nandeko no corredor falou para si mesmo:
– Kuz, tudo vai ficar bem. Eu vou proteger sua mãe… a Carmesim.
Um sorriso sádico se forma no rosto de Nandeko. A médica observava o garoto, faz uma expressão indignada e diz:
– Merda, queria poder interromper ao menos nisso!
Ela coloca um chapéu de feltro branco em sua cabeça, meio que tapando os olhos, se acomoda na cadeira de seu pequeno consultório, coloca o pés na mesa e dorme calmamente.
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