Dream's Place
38 O Ladrão de Corações
A noite chegara em Kyoto. A sexta-feira havia ficado gélida de repente. Na Souche ainda havia funcionários trabalhando. O trabalho nos laboratórios de pesquisas parecia árduo. Ouvia-se gritos ecoando pelo enorme saguão e várias pessoas movimentando-se de uma lado para outro do lugar. A dança das roupas pretas e brancas não parava, o que era incomum para um lugar como aquele, afinal um laboratório de pesquisas genéticas deveria ser quieto, mas aquele lugar estava parecendo mais com um quartel do exército preparando seus soldados para a batalha... E talvez esse até pudesse ser o caso.
Na porta de entrada do lugar, estava uma pessoa quase totalmente coberta por uma capa, que deixava à amostra só os olhos azuis claros penetrantes. Ela direciona-se às portas de vidro da entrada do lugar, porém estas estavam trancadas. A pessoa olha para os lados e pronuncia baixo:
– Ladrão de Corações: Caoutchouc – no momento não aconteceu nada demais, mas depois a pessoa mostrou suas mãos através da capa e em sua mão direita havia um coração pulsante. O órgão de repente começou a emitir uma luz laranja, que logo tomaram a forma de pequenas ondas elétricas de mesma coloração. Neste momento em que o poder fluía nas mãos do sujeito, ele agiu. Fez com que a pequena tempestade em sua mão, se tornasse enormes relâmpagos que atingiam o prédio incessantemente, em todas as partes. A estrutura começou a derreter em várias partes por causa do calor excessivo que tinham nos raios.
Dentro do prédio houve um rápido alerta. O chefe de segurança já ordenava:
– Segurança contra células, preparem-se! Esse com certeza é o poder de Caoutchouc! Eles devem estar nos atacando de novo por algum motivo, mas dessa vez impediremos isso! – toda segurança do prédio se espalhou para alguns dos locais atingidos. Aparentemente estavam fortemente armados, já que o artilharia que utilizavam parecia saída de um filme de ficção científica. Enormes armas de fogo, com canhões que emitiam luzes coloridas.
Na porta do prédio, estavam cerca de dez desses seguranças. A pessoa estava entrando por um buraco aberto ao lado da porta. Assim que entrou, ouviu os gritos:
– Pare aí mesmo, Sparkle! – Todos os homens presentes apontavam armas, que pareciam ter um canhão ectoplasmático de cor verde em suas bocas.
– Opa, opa! Calma aí pessoal! – o sujeito levanta as mãos, levando direto ao capuz que cobria quase todo seu rosto. Não era Raitorenji, mas sim um homem loiro de cabelo espetado que estava ali. Seus olhos claros radiavam ainda mais depois de tirar a capa. Era um homem atraente, era inegável. Ele sorria para a segurança do local, continuando com a mão levantada – Eu vim só em busca de algumas informações, me desculpem pelos danos que eu fiz.
Os homens continuavam apontando as armas pra ele, quando de repente uma voz entoou por trás destes:
– Abaixem as armas! – um homem branco trajando roupas totalmente pretas, como seus cabelos, levantava a mão como um gesto de ordem, que foram cumpridas no mesmo momento. Ele olhou sério para o loiro – O que quer aqui, Schneider? – o homem louro sorriu e disse:
– Só estou atrás de algumas informações sobre o Arcano.
– Por que acha que deveríamos saber disso?! – o homem de preto indagou com fúria.
– Oh! Calma aí, chefão! – Schneider fez um movimento trêmulo com os braços e falava em tom sarcástico – Respondendo sua retórica violenta, acho que é porque vocês que monitoram Yumeushi, inclusive o corpo docente.
– Você está totalmente certo, Schneider Villahart! – uma mulher de pele negra aparece entre os seguranças. Trajava um roupa totalmente branca e seus cabelos tinha a mesma coloração. Seu corpo estava totalmente bem moldado na saia e na blusa colada que vestia. Ela olha com desprezo para o loiro – Mas isso não é do seu interesse. Você sempre costuma ficar neutro, por que está agindo assim?
– Uh... olha se não é a mulher mais gostosa que conheço – Villahart manda um beijo a distância olhando para os seios da mulher, o que tirou um olhar de fúria dela. Ele no mesmo momento fez uma expressão de medo e continuou – Você é assustadora, sabia? Então vou te responder também, Branca de Neve. Eu somente decidi sair da neutralidade. Saber mais sobre meus amigos células também seria legal.
– E você tentou pulverizar nosso prédio pra isso? – disse a mulher com ironia.
– Ah... Hahahahaha! Sobre isso, é porque eu não controlo bem o poder da célula da borracha. É meio que descontrolado, sabe! Então como eu queria levar um particular com os dois, tentei destruir apenas a parede do coito do am... Do escritório de vocês, mas acabei fazendo uma trovoada, né? – ele se vira em direção a porta ainda com os braços levantados e sai andando lentamente – Bom, mas já que não tem nada pra mim aqui, estou indo embora – o coração em sua mão voltou a brilhar e logo depois a luz se espalhou pelo corpo do loiro. Alguns seguranças prepararam-se pra atirar, mas o homem de preto disso:
– Deixe ele ir.
Schneider dá uma leve olhada pra trás e diz:
– Fez bem, Serushiro – o loiro corre rapidamente pelo rombo que foi feito na parede do local e logo some de vista na escuridão da noite.
Mais tarde, na casa de Sparkle, Schneider abre a porta e diz:
– Cheguei, pequeno relâmpago! – Raitorenji estava deitado em sua cama inconsciente. O loiro coloca a mão no peito do albino e fala baixinho – Desculpa por ter utilizado sua célula por tanto tempo, Fukuda. Estou devolvendo a réplica de seu coração, para que o original pulse normalmente – uma pulsação forte sai das mãos do loiro que automaticamente se espalha por todo corpo de Raitorenji. Villahart tira sua mão do peito do garoto e o coração pulsante, que ele segurava, havia desaparecido. Ele suspira e sorri – Estou indo agora, filho.
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