Dream's Place
39 O Coração do Pai
Notas iniciais
Já passava das dez horas da noite. No centro da cidade estava havendo uma reunião importante. Nela estavam Cuttear e mais ou menos outras dez pessoas. Uma luz iluminava a cabeceira da mesa e lá estava Arcano Cartezus, usando um elegante terno preto, que estava totalmente bem adaptado ao seu corpo. Ele bate as mãos com força na enorme mesa. Parecia furioso por algum motivo. Ele olha para todos as pessoas que estavam ali e suspira forte, depois de tudo isso, diz em um tom alto:
– Eu sei que alguém que está nessa sala planejou um ataque contra mim! – um pequeno alvoroço começou na sala, que foi logo interrompido – Quietos, todos! Primeiro eu pensei que poderia ter sido Sparkle, mas percebi que um moleque como aquele não tinha mentalidade pra isso, porém imagino que todos os restantes aqui consigam planejar tal coisa – ele dá uma nova observação em todos os membros analisando seus rostos. Muitos estavam com expressões de medo, mas três pessoas na sala estavam até calmas. Uma mulher loira que usava um gorro lixava suas unhas e nem prestava atenção em Arcano.
Ninguém se manifestava na sala. Alguns trocavam cochichos, outros debochavam num tom em que fosse inaudível para Arcano e outros nem ligavam para a situação. De repente ouviu-se uma confusão do lado de fora da sala, o que chamou a atenção de todos presentes para a porta. Cuttear se levanta rapidamente e diz:
– Vou dar uma olhada...
– Sente-se no seu lugar, Cuttear! – Cartezus pronunciou em fúria – Vamos apenas esperar.
Arcano cruzou os braços e olhou para a porta. Todos os outros membros também observavam a entrada do lugar. Ouviu-se uma batida forte na porta e logo em seguida mais algumas que pareciam ser na parede. De repente a porta abriu violentamente e assim que ela abriu um corpo de um segurança foi jogado para dentro da sala de reuniões com um enorme rombo no peito. Os membros da mesa olharam para o corpo e em seguida para a figura que estava na porta. Os olhos da figura eram azul brilhante e os cabelos loiros e espetados, sem dúvidas era... – Villahart! – exclamou em um tom furioso o homem negro que estava à cabeceira da mesa. Schneider estava pintado de sangue, assim como todo o corredor que ele havia passado. O homem sorriu de maneira psicopata e disse:
– Esses corações inúteis não servem nem pra alimentar minha célula direito, por isso vim atrás de um peixe maior, certo Cartezus!? – ele pronunciou o nome do professor em fúria e no momento seguinte pulou em cima da mesa e correu em direção dele. Durante a corrida ele colocou sua mão esquerda no peito e neste momento suas veias e artérias saltaram para fora da pele de seu braço e se tornaram enorme chicotes, que em sua extremidade tinha várias pontas que pareciam espinhos de sangue. Quando finalmente chegou próximo de Arcano, ele moveu os braços buscando golpear o homem com seus vasos sanguíneos. Cartezus olhou com fúria e teleportou-se para acima de Villahart e o acertou com um forte chute nas costas. O loiro foi projetado até a parede e acertou diretamente com o rosto. Arcano pousa suavemente e quando olha pra trás Schneider já estava avançando contra ele. Jorrava sangue das artérias do homem e esse sangue ia em direção a Arcano. Quando o líquido chegou próximo do americano, solidificou-se e acertou com peso o rosto de Arcano, que o fez rodopiar no ar e bater em uma coluna próxima. O sangue se transforma em líquido de novo e é absorvido pelas veias do loiro. Os vasos sanguíneos voltam para dentro da pele de Villahart. Ele respira e diz:
– Isso deve bas... – Schneider é acertado por um potente soco na parte lateral de seu crânio, que o faz ser arremessado. Antes que ele caia, Arcano continua com vários chutes fazendo com que Schneider fosse projetado pra cima com fúria. O loiro não conseguia se defender dos golpes. Quando o loiro chega a uma altura que Arcano não consegue mais alcançar, o negro teleporta-se de novo para cima do homem e o acerta com outro chute nas costas. Schneider vai contra o chão numa velocidade absurda e desmaia. Cartezus pousa suavemente e olha para o corpo inconsciente. Depois de fitá-lo mais um pouco, ele afirma:
– Deve estar tentando se vingar pela pequena surra que dei no filho dele, tsc. Mesmo eu achando o que ele tentou fazer violento demais – o negro suspira e volta a cabeceira da bagunçada mesa – Bom, vamos continuar com o que é importante. Quem aqui contratou o assassino dos espelhos pra tentar me matar? – continuou sem resposta alguma. Arcano bufou de raiva – Tudo bem então! Mas que o traidor saiba que quando eu descobrir não terei tanta dó de como eu tive dele – ele olha de canto de olho para Schneider, que estava totalmente imóvel no chão. Arcano vai em direção da porta da sala e ordena antes de sair – Chamem algum pessoal pra limpar essa bagunça e que para que prendam Villahart. Ele pode ter me atacado, mas é uma das células mais valiosas que existe e agora temos a chance de estudá-la. A reunião acaba aqui! – ele sai e bate com força a porta do recinto.
Arcano caminhava por todo lugar em direção a entrada e junto com ele estava um enorme rastro de sangue e vários corações pulsavam no chão, porém todos os corações estavam pretos. Cartezus olhou para tudo aquilo e falou para si mesmo:
– Ele absorveu tantos corações... Tenho sorte de ter derrotado ele antes que a força de todos estes corações reagisse com o dele – ele coloca seu sobretudo por cima do terno que estava pendurado em um torno próximo a porta de entrada do prédio – Tenho que me apressar, afinal amanhã é o dia que completa uma semana e vamos agir. Teleportho! – o homem some deixando apenas pequenos fios encaracolados no ar.
Fale com o autor