Dream's Place
33 Compras
A quinta-feira amanhecia calorosa, bem diferente da noite gelada que passara. Edward ainda dormia no sofá na casa de Tankeno. O moreno já estava na cozinha preparando o café da manhã e pensava: “Eu sou tão inútil que ainda desmaiei e dei trabalho ao Murphy… droga, preciso treinar essa coisa!”. Tankeno vai até Morpheu acordá-lo para se arrumar para ir à escola. Ele tira o lençol com tudo e diz em voz alta:
– Acorde Murphy, já fiz o café! – o moreno olha para o garoto negro no sofá e arregala os olhos. Ele larga o lençol e começa a dizer escandalosamente – Por que diabos você está só de cueca no meu sofá, Murphy?! – o garoto que estava deitado acorda subitamente e cai do sofá. Ele olha para o moreno com uma expressão sonolenta e diz:
– Eu não trouxe outra roupa que não fosse da escola e não queria sujá-la.
– Você poderia ao menos ter ficado de calça – Tank suspira – Enfim, deixe que hoje depois da escola daremos um jeito nisso. Compraremos algumas roupas pra você.
– Tem certeza mesmo, Tank?
– Pode deixar comigo! Agora vá se vestir logo!
– Hum… tá certo – o garoto corre para pegar sua roupa que estava esticada em uma porta próxima e entra no banheiro para tomar banho.
Tankeno volta à mesa e começa a tomar seu café da manhã. Ele pensou o quanto tinha na conta do banco e o dia que seu pai mandava dinheiro aproximava-se também, então não se preocupava, já que não gastava muito e comprava sempre apenas o necessário. Ele terminou o café e foi vestir o uniforme em seu quarto. Passou-se um tempo e Murphy saiu do banheiro, já com o uniforme da escola. Ele foi até a mesa, passou margarina em algumas torradas e começou a comê-las. Enquanto comia, ele pensava se voltaria a sua casa tão cedo. Sua mãe estava em Tokyo, mostrando alguns modelos de roupas que ela criava. Morpheu suspirou, não voltaria pra casa tão cedo depois de ter encarado o pai daquela maneira. Ele voltou a comer suas torradas com angústia.
Tank estava no seu quarto apenas com a calça do uniforme da escola. Ele olhava para o punho direito, que estava com seu poder epitelial materializado. Ele socava o ar e cada vez mais o poder aumentava. Ele tentava fazê-lo diminuir, mas não conseguia, ele então socou a parede e gritou:
– Merda! – um rombo aparece na parede e Murphy olha pra ele assustado. Tank retorna com o mesmo olhar – A que ponto eu vou chegar tentando assim?
– Ei! – Murphy diz inesperadamente. Tank vira o corpo e é acertado por uma esfera vermelha. O poder na mesma hora acaba. Murphy sorri de leve e diz – Essas bilas funcionam bem mesmo!
– Oh, Murphy! Pare de jogar essas coisas em mim – grita Tank ao levantar-se do chão – Sua personalidade tá mudando, deve estar andando muito com o Kuzaru – o moreno faz uma cara debochada ao dizer isso. Murphy apenas ri e diz ao amigo:
– Vista-se logo, cara, vamos nos atrasar!
– Quem acordou primeiro aqui foi eu, sabia?! – Murphy ri ainda mais e vai para a sala assistir TV.
O tempo passa. Já estava na hora do intervalo em Yumeushi. Tankeno, Edward, Kuzaru e Hayllana estavam sentados em uma mesa da cantina. O dia até o momento estava calmo, bem diferente dos outros dias da semana em que estavam. A conversa na mesa estava animada, podia-se ouvir Hayllana gritando alto:
– Compras! Eu quero ir às compras com vocês também! Você vai comprar roupas pra mim também né, irmãozinho?
– Você já não tem roupas demais, Hayllana? – Tank respondeu friamente pra garota enquanto lembrava que todas as roupas dela fora ele que havia comprado.
– Claro que não, irmãozinho… eu estou crescendo – ela infla as bochechas.
O garoto olha com um olhar baixo e diz:
– Pensarei no seu caso, Sasa.
A garota sorri e abraça o pseudoirmão com força. Kuzaru parecia não estar muito feliz. Ele comia com uma expressão que chegava até mesmo a expressar uma pequena ira. Ele então se envolve na conversa:
– Já que todos vocês vão eu também irei até o Centro com vocês. Preciso comprar alguns mangás – ele volta a comer suas batatas palha.
– Você não precisa ir, molho de tomate! – Hayllana para Kuzaru.
– Mas eu vou, escada de colher cenoura! – retrucou o garoto, perdendo a aparência agressiva que estava e partindo para uma debochada.
– Não fale assim comigo, ketchup! – a garota começa a dar socos no braço do ruivo, enquanto ele ri junto com Tank e Murphy.
A tarde chega e os quatro amigos já estão no centro de Kyoto. Há várias lojas e pessoas que passavam por lá. Tankeno estava saindo do banco sozinho, dizendo:
– Bom, tava olhando a minha conta e acho que estou com pouco dinheiro, mas acho que dá pra comprar algumas coisas.
– Mas se realmente tiver pouco dinheiro, Tank, não quero atrapalhar… – Edward diz preocupado.
– Tudo bem, peguei cinquenta mil ienes, deve dar pra algo – todos olham assutados para o garoto e Kuzaru grita para o moreno:
– Como assim deve dar pra algo, tá achando pouco ainda?!
– Bom, é que só tinha mais quinhentos mil ienes na conta, então estou preocupado – Ao ouvir isso os três amigos olham para Tank abismados e Kuzaru diz:
– Vamos embora! Eu não aguento mais tanta humilhação – seus olhos lacrimejavam e ele sussurrava para si – Quinhentos mil ienes…
Murphy ri timidamente da situação. Ele sabia que Tank nunca teve senso de finanças direito, já que nunca foi ensinado da maneira correta sobre ele e sempre teve muito dinheiro que o pai mandava. Eles vão até uma loja de roupas e lá o Morpheu experimenta algumas e escolhe apenas algumas camisetas simples e duas calças. Hayllana pega 5 vestidos. Todos vermelhos com detalhes brancos, porém todos diferente em sua estrutura. Kuzaru apenas observava entediado e pensando quando poderia comprar seus mangás. Depois de duas horas dentro da loja de roupas, eles finalmente saem. A demora foi devido a indecisão de Hayllana com um vestido que tinha detalhes brancos como se fossem pequenas ondinhas e outro com algumas flores. Ela ficou uma hora escolhendo entre os dois e no final acabou levando as duas vestes. Tankeno olha para a carteira, ainda estufada de dinheiro e diz:
– Ainda bem que as coisas são muito baratas.
– As coisas não são baratas, seu rico! – exclamou o ruivo com um enorme grito.
– Mas claro que são, olha quanto dinheiro eu ainda tenho.
– Você fez praticamente um assalto ao banco!
– Já disse que não sou rico, Kuzaru! – o garoto guarda a carteira no bolso da jaqueta preta que usava – Agora vamos à loja de mangás.
– Agora sim! Vai comprar alguns pra mim, né, Tank? Amigão de sempre, gente boa! – dizia Natsumoto em um tom que mostrava seu interesse.
– Acho que não posso gastar tanto dinheiro assim…
– Seu viado! – Kuzaru pula no pescoço de Tank e os dois começam a se bater no chão. Hayllana ao ver os dois pega o guarda-chuva, acerta a cabeça dos dois garotos e grita:
– Parem com isso vocês dois! Não façam uma dama como eu passar vergonha – ela olhava para os dois como se fosse uma rainha debochada.
– Não se ache uma princesa, seu caroço de azeitona! – Kuzaru debocha da garota e ela acerta o guarda-chuva mais duas vezes na cabeça do ruivo. De repente ouve-se uma risada de fora do círculo do grupo. Era o garoto do celular arcaico que ria. Ele então disse:
– Vocês são bem divertidos! – o garoto sorria bastante. Morpheu olhou espantado para o garoto. Hayllana vira e seus olhos brilham ao ver o menino que usava touca e Tankeno, levantando-se, pergunta:
– Quem é você?
– Sou Tatsuda Hihiro. Gostei de vocês, meu espelhos mostram que vocês são bem limpos.
Fale com o autor