Dream's Place

26 A Força do Filho


Todos que estavam no meio da confusão haviam voltado a atenção para Morpheu. Ele nunca pareceu tão determinado quanto estava naquele momento. Depois de alguns momentos de silêncio, Murphy disse:

– Tankeno e Kuzaru, venham comigo até aqui!

Os dois olham-se, confirmam com suas cabeças e seguem Murphy. Eles vão até um corredor qualquer e começam a conversar:

– Então, tenho que lhes contar algo importante, mas não considerem isso apenas uma conversa entre amigos, eu irei falar sobre algo importante sobre as células – inicia Murphy em tom sério e decisivo.

Tank olhava sério para o amigo, mas Kuzaru de repente começa a rir e diz:

– Que tipo de brincadeira você está pensando em fazer com a gente Murphy, haahahaha! Não conhecia esse se lado.

Morpheu olha para Kuzaru com um olhar que reprimia o ruivo. Aos poucos Kuzaru foi baixando o tom da risada e ficou meio envergonhado. Murphy voltou a falar:

– Eu conversei bastante com o professor Boulevard hoje. Ele me repassou informações sobre meu pai e sua ligação com as células. Eu também discuti com meu pai sobre isso hoje, ele me revelou muitas coisas também e coisas que eu já estava suspeitando, mas vou deixar isso para dizer para vocês depois. Voltando ao que eu queria falar, vocês devem treinar o poder de suas células.

– Treinar o poder das células? – interrompeu Tank – pra que nós precisamos treinar isso?

– Deixe eu falar, Tank! – o garoto mestiço se estressou de uma maneira incomum à vista dos amigos. Ele respira e continua – Desculpe, não estou com muita paciência hoje – aquelas palavras não eram de se imaginar saindo da boca de Morpheu, o que fez Tankeno e Kuzaru olharem-se de maneira confusa – Continuando, eu quero que vocês treinem o poder das células para me ajudarem a deter meu pai. Parece que ele comandou o grupo que atacou aquele prédio no sábado e o hospital no domingo – Murphy olha para Kuzaru nesse momento e vê que o garoto se prepara para gritar, mas interrompe – E Kuzaru, eu sei que você irá querer atacar ele diretamente, mas se ele realmente também tem o poder das células como o professor Boulevard disse, precisamos treinar para termos alguma chance contra ele.

– E você acha que só nós três temos chances contra seu pai, Murphy? Com certeza se ele já é uma célula há tanto tempo, deve saber controlá-las muito bem – indagou Tank.

– Nós apenas temos que socá-lo até ele morrer! – exclama furioso Kuzaru enquanto soca a parede – Como aquele homem pode ser seu pai?!

Morpheu olha tristemente para o chão, mas logo volta a levantar a cabeça e diz:

– Bom, contaremos com a ajuda dos doutores Boulevard: Dr. Boulevard Figaro e da Dra. Boulevard Samantha – Kuzaru e Tank olham-se surpresos ao ouvir isso – Samantha disse que poderia arranjar ajuda de outras células também, não esquecendo que ela e o maníaco pelo Kuzaru também tem poderes das células – Murphy olha para os dois garotos que coram ao ouvir a última informação dada – Não vou forçar vocês a nada, então quero saber se vão me ajudar – Morpheu encarou com um olhar sério seus amigos. Tankeno parecia perdido em seus pensamentos, mas Kuzaru parecia decidido que iria ajudar Murphy. O garoto ruivo de repente grita:

– Eu vou te ajudar a acabar com esse seu pai de merda!

– Fale baixo Kuzaru – Morpheu diz olhando para os lados – E quanto a você, Tank?

Tankeno continuava pensativo. Ele queria ajudar seu amigo, mas e se ele não conseguisse aprender a controlar as células, o que faria? Seus pensamentos não paravam de fervilhar em seu cérebro, ele de repente sente uma mão em seu ombro. Murphy olhava para o garoto com um sorriso no rosto, dizendo:

– Por favor Tank, juro que vou recompensar sua ajuda, algum dia.

Oyahashi olhou nos olhos do amigo. Morpheu realmente estava diferente, bem mais decidido, o que estava impressionando-o. Ele então sorri de volta para o amigo e responde:

– Certo amigo, pode deixar que vou ajudá-lo.

– Isso aí garoto! Agora vamos treinar pra descontar algumas coisas naquele professor! – exclamou o garoto ruivo.

Morpheu sorria enquanto voltava para o laboratório, mas tinha alguns pensamentos em sua mente que o deixavam preocupado – Será que devo pedir ajuda à ela? – indagava-se mentalmente ao observar Hayllana, que estava rindo inocente.