Dreams, Love And Freedom
7 And Then While I'm Away
Notas iniciais
Já chegaram em Vancouver. A viagem levou um pouco menos de um dia, conseguiram carona até a fronteira com o Canadá e de lá conseguiram uma outra carona. Os 1.397,4 km já estavam parecendo eternos, tiveram de caminhar por mais duas horas até chegarem na casa da tia de Gibby em um condomínio fechado e bem requisitado, via-se de longe o quanto aquelas pessoas tinham dinheiro. Já era por volta de 9:30 e estavam morrendo de fome, pois durante toda a viagem só pararam para comer uma vez em uma lanchonete de estrada, por fim uma senhora de aproximadamente cinquenta anos, com um coque e um roupão de seda preto abre a porta.
–Gibby! Me dá um abraço, meu querido.
–Tia Emily! Quanto tempo. — eles se abraçaram
–Esse devem ser seus amigos. — sorriu
–Sim, tia. Esses são Brad, Sam, Carly e Alex. — ele disse apontando para cada um
–Prazer, eu sou Emily. Tia do Gibby como podem ver. Ah mas não fiquem aí fora entrem. Mandei Abigail preparar um café da manhã maravilhoso pra vocês.
–Obrigado tia. — disse Gibby e eles entraram
3 horas depois
Eles dormiam após tomarem banho logo após o café da manhã. Estavam exaustos, a viagem foi muito cansativa. Carly, Sam e Alex estavam no mesmo quarto e Brad e Gibby em outro como fizeram em todas as pousadas que se hospedaram, embora a casa de Emily esteja longe de ser uma pousada.
–Gente, acorda. — disse Carly enquanto mudava de roupa
–Não! — disse Alex e cobriu o rosto com o travesseiro
–Que droga. — disse Sam e se levantou
–A empregada da Emily...
–Abigail.
–Sim, ela mandou a gente acordar. Está na hora do almoço.
–Tá. — respondeu Samantha de mau humor e foi ao banheiro
Sala de Jantar
–Pensei que não fossem mais acordar. — disse Emily vendo as meninas descerem
–E perder esse almoço? Não mesmo. — disse Alex
–Pedi pra Abigail deixá-los bem a vontade, sei que a vida de mochileiro não é fácil, por isso quero que aproveitem enquanto tem conforto.
–Obrigado tia.
–De nada, querido. Falei com sua mãe enquanto dormiam. Ela não sabia que estava aqui. Por que não contou? — Gibby ficou meio nervoso, a verdade é que não falava com sua mãe desde que saiu de casa, ela foi totalmente contra essa vida e preferiu não manter contato, sua tia foi o único parente que restou, sempre lhe apoiara em tudo.
–Devo ter esquecido tia. O quê ela falou?
–Bom, ela ligou já que nos falamos todos os dias e eu disse que você já estava aqui. Ela ficou meio surpresa, e me perguntou quanto tempo ficaria, eu respondi que ficariam três meses e que estava meio cansado devido a viagem. Mas ela não quis continuar a conversa e disse que tinha de desligar. Pensei que ela ficaria mais curiosa com a sua chegada, por saber que está bem. — Emily parecia meio confusa
–Sabe como a minha mãe é, não tia? Depois passa, ela devia estar cansada.
–Deve ser. Enfim, vão fazer o quê hoje?
–Pretendemos passar o dia no Parque Stanley, é bom para relaxar. — disse Brad
–Legal, ficarão o dia inteiro?
–Não voltaremos por volta das sete. — disse Gibby e deu um beijo na tia, já acabaram de almoçar e saíram
No parque
–Que cara é essa Sammy? — perguntou Carly, enquanto fitava o lago, os amigos estavam mais na frente
–Saudade do Freddie. — respondeu tristemente
–Aproveita que aqui temos como nos comunicar, fala com ele mais tarde.
–Eu vou. Mas não é a mesma coisa.
–Ah Sam, você sabia que ia ser assim.
–Eu sei, eu só não esperava que fosse tão difícil.
–Mas foi um namoro de duas semanas. Não me diga que você ama ele.
–Amo Carls. — ela abaixou a cabeça e algumas lágrimas saíram — Amo, infelizmente ou felizmente, eu não sei. E ele disse que também me ama.
–Ah Sam. — a morena a abraçou — Queria poder te ajudar, mas tudo que eu posso te falar é que se o destino de vocês é ficar juntos, não se preocupe.
–Como a gente vai ter uma relação assim? Ok que várias relações a distância funcionam, mas a nossa é completamente diferente, quase nunca teremos comunicação, ele pode se esquecer de mim.
–Eu duvido. — Carly disse e tirou uma mecha de cabelo da loira que cobria seus olhos — Aproveita em quanto temos internet, a gente dá um jeito depois. Eu prometo.
–Promete?
–Prometo estar sempre ao seu lado.
–Eu te amo Carls.
–Também, você é minha melhor amiga, sempre vou te ajudar.
–Obrigada.
–De nada. — ela pegou a mão de Sam e andou — Agora vamos, eles já estão lá na frente.
20:00
Sam se encontrava sentada na cama, ligando um laptop que Emily tinha separado para eles falarem com a família
–Sammy? — apareceu Brad com a cabeça na fresta da porta — Posso entrar?
–Claro. — ela disse sem tirar os olhos do computador
–Por que você não está arrumada? A gente vai sair pra jantar. Vamos comemorar, amanhã vamos explorar de verdade, iremos na ponte suspensa e...
–Eu não vou, Brad. Pode avisar que eu vou jantar aqui com Abigail.
–Por quê?
–Vou falar com o Freddie, prometi ligar assim que chegasse e não liguei até agora.
–Liga agora e vamos.
–Não, eu quero ficar conversando com ele. Ele é meu namorado, não minha mãe que eu ligo só pra falar que estou bem e acabou, eu quero conversar com ele.
–Tá, faça o que quiser. Só não entendo porque você quer fortalecer esse laço com ele se sabe que o namoro não pode continuar.
–Porque eu o amo Brad. — ela disse quase berrando e ele a olhou surpreso e triste
–O quê? — ele parecia não entender — Como assim você o ama? Só namoraram por duas semanas.
–O termo certo é namoramos. Ainda estamos juntos, e o tempo não determina se você pode ou não se apaixonar por alguém.
–Nossa que lindo, então foi tipo amor à primeira vista? — ele perguntou irônico, já estava exaltado — Isso não existe Samantha, acaba logo com esse laço, pois vai ser pior depois.
–O quê você tem com isso? Nunca gostou do Freddie, e ele nunca te fez nada. Me deixa em paz, é a minha relação e eu sei como lidar com ela.
–Ótimo, só não quero que fique chorando o tempo todo.
–Eu sei me cuidar.
–É estou vendo. — ele disse já abrindo a porta — Sabe se cuidar tanto, que se apaixonou por um desconhecido em duas semanas. — saiu — E não se apaixonou por mim em todos esses anos.
–Cadê a Sam? — perguntou Gibby ao ver Brad descendo sozinho
–Ela não vai, disse que vai jantar aqui pra conversar com o Freddie. — respondeu de mau humor
–Ah, então vamos.
No quarto
–Freddie? — ela perguntou ao ver Freddie online no Skype
–Oi, pensei que não ia me ligar.
–Desculpa, cheguei cansada e dormi e ainda fui no Parque Stanley, estou morta.
–E eu estou com saudade.
–Eu também, muita.
–Mas não vamos falar disso, me diz como vai ser sua viagem aí. Afinal ficarão muito tempo, não é?
–Sim, bom, amanhã iremos na ponte suspensa de Capilano. E a maioria dos outros lugares teremos de alugar carro. Por sorte não tão longe de Vancouver.
–Que lugares?
–Ah, o lago Moraine, o Calaway Park, os Jardins de Butchart. Temos muitos lugares pra ir aqui.
–E depois?
–Depois iremos pra Europa, que infelizmente não dá pra ir a pé ou pedindo carona, né?
–Vai nadando.
–Háháhá, claro. Afinal é ali do lado. — respondeu irônica
–Brincando baby.
–O Gibby vai providenciar as passagens acho que semana que vem.
–O Gibby que organiza tudo?
–Sim, nós juntamos o dinheiro todos juntos, mas o roteiro, passagens, os gastos é o Gibby que organiza, ele é o único que tem responsabilidade pra isso. Se fosse eu dormiríamos na rua, pois eu não lembraria de reservar nenhum lugar.
–Háhá, só você?
–Não, a Carly gastaria o dinheiro todo em menos de um mês, a Alex ia comprar várias coisas inúteis e reservar quartos em hotéis 5 estrelas e o Brad não ia saber fazer nada, ele é péssimo com programações.
–Ainda bem que vocês têm o Gibby.
–Nem me fale.
–Então, foi difícil arrumar carona? Saíram daqui bem cedo.
–Mais ou menos. Demoramos pra conseguir uma que viesse pra fronteira e de lá tivemos que pegar outra que nos largou bem longe daqui e tivemos de andar por umas duas horas. Meus pés ainda doem.
–Sinto muito. Eu já estou morrendo de saudade. Queria te ver.
–Eu também. — ela disse tentando conter as lágrimas
No restaurante
–Então, como foi todas essa viagens de vocês? — perguntou Emily, curiosa — Já conhecem quase toda a América.
–Tivemos uns problemas, é claro. Mas é normal. — disse Alex bebendo um pouco de vinho
–Que tipo de problemas?
–Ah, você sabe, esquecer o dinheiro no hotel é um deles. — Gibby disse olhando zangado para Brad — Sabe, coisas pequenas.
–E carona. — disse Carly — É muito difícil conseguir carona, principalmente para cinco pessoas.
–Verdade. Mas na estrada é mais fácil, tem muitos caminhões e eles geralmente nos cedem carona. — disse Brad
–Nossa, eu não sei se conseguiria viver assim. — disse Emily — E a comunicação? Como falam com os pais de vocês?
–Ah, é meio difícil. Quase nunca temos acesso ao telefone, já ficamos sem poder ligar por um mês e mesmo assim, interurbano é caro e tem de ser rápido.
–Entendo, mas a maioria dos lugares que vocês foram falam espanhol, como vocês falaram?
–Brad e Alex são bons em espanhol. — disse Carly — Eu sou boa em francês, Gibby fala alemão fluente, como deve saber e Sam também é fluente em italiano. Ela ama tanto a Itália que fez um curso completo de italiano.
–Hum... Por falar nela, por quê não está aqui?
–Deve estar conversando com o namoradinho dela. — disse Brad
–Ah, ela tem namorado? Nossa, deve ser difícil manter um namoro assim.
–Pois é... Na verdade eles estão namorando há duas semanas apenas. Se conheceram em nossa última viagem, em Montana. — respondeu Gibby
–Nossa, assim tão rápido?
–Sim, estão apaixonados. — disse Alex — Já tentamos falar com ela, mas ela está completamente cega de amor, quero ver quando formos para a Europa, não teremos tanto tempo lá, pois teremos de trabalhar e a comunicação será ainda mais difícil e mais cara.
–Coitada. E esse garoto, qual o nome dele? — perguntou Emily interessada
–Freddie, ele é bem legal.
–Mas se esse amor não passar poderá atrapalhar a viagem, não?
–Vai ficar tudo bem, tia. — respondeu Gibby — Samantha é adulta, embora muito jovem ainda, mas sabe se cuidar e tem a gente.
–Só estou preocupada com vocês. Só têm 21 anos e já estão rodando o mundo, tenho medo de que algo aconteça.
–Nada vai acontecer. — tranquilizou-a Carly — Temos todo o roteiro planejado e temos cuidado com o dinheiro, só precisamos nos preocupar mesmo é com carona e essas coisas pequenas.
–Que bom. Assim fico mais tranquila. — disse Emily — Cuidado, queridos. Tem muita gente maluca no mundo.
–Relaxa, tia. Vamos comer.
Em casa
–Não fica assim, meu amor. — dizia Freddie — Eu estarei te esperando.
–Eu sei, é que eu tenho medo de você conhecer outra garota, e eu não estando aí nada te impede de ficar com outra.
–Eu não faria isso. E você? Com todos os homens exóticos do mundo.
–Já falamos sobre isso, Freddie.
–É, mas nada te impede também. — ele disse e a loira riu — Só quero que você prometa que vai me ligar sempre que puder, tenho que ter certeza de que não me esqueceu.
–Eu prometo.
–Ótimo.
–Hã... Freddie, tenho que desligar. Acho que eles chegaram.
–Ah, ok. Me liga amanhã?
–Ligo.
–Tchau, te amo.
–Também te amo. Tchau. — ela disse e fechou o computador, logo em seguida a porta foi aberta por Carly e Alex atrás
–Olá Samantha. — disse Alex e se deitou na cama
–E aí? Como foi o jantar?
–Legal. — respondeu Carly naturalmente — Emily ficou meio preocupada com a gente, mas é normal.
–Hum... Já ligaram pra casa?
–Não, tenho que ligar. — Alex levantou
–E você, hein? Ficou falando com o Freddie?
–Sim, também já avisei minha mãe que estamos aqui.
–Hum... Sam, acho melhor você e Freddie serem só amigos mesmo. Não vai dar certo, não agora.
–Eu sei. — ela abaixou a cabeça — Mas eu prometi não perder contato.
–E você não precisa. Mas será mais fácil cada um seguir sua vida sem estarem presos a alguém. Vai ser mais fácil pra esquecer, e ainda poderão ser amigos.
–Sim. Eu sei.
–Lembre-se que se estiverem destinados a ficar juntos...
–Nada vai impedir. — ela completou — Eu sei.
–Ok, vou ligar pra casa.
–Tá, eu vou dormir. Boa noite.
–Boa noite.
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