Dreams, Love And Freedom

8 Memories Of A Different Life


Notas iniciais
Oláaa. aqui estou, again com um capítulo novinho pra vcs. Boa leitura e deixem comentários (sério, enrolar as pessoas é engraçado até certo ponto) Bjssss "Até uma boa decisão, se for tomada por motivos errados, pode ser uma má decisão." (Piratas do Caribe)

Três meses já se passaram e durante todo esse tempo, Sam e Freddie se falaram todos os dias. Brad e Sam mal estão se falando desde a "discussão". Carly e Alex estão conseguindo animar Sam, dando-a forças para continuar a viagem do jeito que ela sempre quis, com liberdade e companhia dos amigos. Gibby está tentando diminuir o clima estranho entre Brad e Sam, mas não está funcionando muito. Brad está tentando acabar de vez com sua paixão por Samantha. Eles iriam embora para a Europa no dia seguinte, Gibby já havia comprado as passagens e todos estavam ansiosos por finalmente chegar ao continente mais esperado.

–Sam? — procurou Carly pela loira já na casa inteira, quando ouviu um barulho vindo do banheiro — Sam? Samantha? — ela estava vomitando e parecia estar tonta e não ter percebido a presença de Carly — Ai meu Deus, Sam. O quê houve? — ela perguntou ajudando a amiga a se sentar no vaso — Fala comigo, o que houve? Quer que eu chame um médico? Quer que eu... — a loira a interrompeu com a mão pedindo para se tranquilizar

–Não Carls... — sua voz estava meio arrastada — Não se preocupa, eu devo ter comido algo que não me fez bem.

–Mas Sam, o almoço foi há cinco horas! — a morena parecia desesperada — E você não comeu nada nesse tempo.

–Ai Carly, deve ser apenas um mal estar. — se levantou com dificuldade — Depois passa. — ela foi escovar os dentes

–Tudo bem, vamos pra sala. — ela ajudou Sam e a guiou para a sala onde estava Brad e Alex discutindo por alguma coisa inútil para variar

–Sam, está tudo bem? — perguntou Alex ao vê-la — Você está pálida.

–Não é nada. Eu só passei um pouco mal, mas já me sinto melhor.

–Quer que eu chame um médico? — perguntou Brad depois de quase três meses sem demonstrar preocupação em relação a Sam, que o olhou meio surpresa diante do atendimento

–Não, obrigada. — respondeu amigavelmente e sorriu por ter a atenção do amigo depois de ficarem tanto tempo sem praticamente trocar uma palavra sequer; ele sorriu de volta

Ficaram conversando por mais uma hora já que não fariam nada àquele dia. Sam não pronunciou mas nenhuma palavra, ainda estava se sentindo mal, se sentindo tonta, como se fosse cair mesmo estando sentada, preferiu se dirigir ao quarto e descansar um pouco, mas ao levantar caiu no chão quase que imediatamente, desacordada, assustando os amigos que gritavam a chamando e a socorrendo. Apenas eles estavam em casa no momento, Brad a carregou para o quarto e Alex o ajudou. Carly misteriosamente saiu após colocarem Sam no quarto, precisava confirmar uma coisa, ela conhecia a amiga como ninguém e sabia que estava acontecendo algo de que não fora confidenciada.

–Sam? — Brad a chamou ao vê-la abrir os olhos vagarosamente — Sammy, está tudo bem?

–O quê houve? — ela perguntou ao ver Alex e Brad a olhando preocupados — Cadê a Carly?

–Ssshh... Se acalma, daqui a pouco Gibby chega e poderemos chamar um médico.

–Não é necessário.

–Sam... — nisso Alex foi interrompida ao ver Carly entrar no quarto segurando uma pequena sacola

–Brad, Alex, podem dar licença para eu conversar com a Sam?

–Por quê? — Brad perguntou sem entender — Não pode ser depois? Ela está mal.

–É sério,Brad. — insistiu Carly — É importante, depois vocês voltam, por favor. — mesmo sem entender Brad e Alex saíram, deixando Carly e Sam a sós

–Carls? O quê foi?

–Eu vou te falar o que foi Samantha. — a loira se assustou com o tom de voz da morena que falava como se fosse sua mãe — Vai para o banheiro agora fazer esse teste de gravidez.

–Enlouqueceu? De onde você tirou que eu estou grávida?

–Não me venha com essa Sam, eu sei muito bem que você e Freddie transaram antes de irmos embora. Você não passou a noite no quarto e era o último dia, meio óbvio não? E não tente fingir, esconder ou mentir pra mim, eu sou sua melhor amiga, eu te conheço, Sam.

–Ok. — ela parecia meio envergonhada — Não vou mentir, Freddie e eu transamos sim e ...

–Lembraram de usar camisinha? — Carly a interrompeu e Sam ficou surpresa e parecia estar com medo agora

–Eu não... eu acho que não. — as lágrimas já começavam a deslizar em sua face — Ai meu Deus. — ela levou a mão até a boca e começou a chorar

–Calma, Sam. — Carly a abraçou — Não é o fim do mundo, vá ao banheiro e faça o teste, só assim teremos certeza. — ela a olhou com carinho e cumplicidade

–Eu vou. — Sam pegou o teste e foi direto ao banheiro

5 minutos depois

Sam saiu com uma cara indecifrável se apoiando na porta do banheiro

–E então? Positivo ou negativo? — Carly parecia nervosa

–Positivo. — se sentou no chão e desatou a chorar com Carly a consolando

–Calma, não fica assim. — a morena a consolava e nem notou a presença de Brad e Alex que tinham acabado de entrar — Cuidaremos de você e do bebê, não se apavore.

–Bebê? — Brad perguntou as assustando e então notou o teste de gravidez que Sam segurava — Vo-você está grávida? — perguntou temeroso e com os olhos tremendo como se estivesse se forçando para não chorar; Alex assistia a cena calada com a mão na boca; Sam apenas o olhou e sussurrou:

Sim.– nesse momento Alex e Brad já não conseguiram se conter e choraram também

–VOCÊ TEM NOÇÂO DO QUE VAI FAZER AGORA SAMANTHA? — Brad berrava e chorava ao mesmo tempo — E AGORA? HEIN? ME RESPONDE! — Sam apenas o olhava com medo — ME DIZ, COMO FICA NÃO SÓ A SUA VIDA, MAS A VIDA DE TODOS NÓS AGORA? VAI FAZER O QUÊ? EU SABIA QUE SÓ PODIA SAIR MERDA DAQUELE NAMORO... — essa foi a gota d'água para Sam que se levantou e lhe deu um forte tapa e começou a berrar ainda mais alto

–O QUÊ VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE MERDA? ESTÁ CHAMANDO MEU FILHO DE MERDA, UMA CRIANÇA QUE NÃO TEM CULPA DE NADA, A CULPA É MINHA, MAS NÃO FALE DO MEU FILHO E EU NÃO PEDI A SUA OPINIÃO, EU RESOLVO A MINHA VIDA! — ela gritou com a respiração descompassada, Carly a segurou pois perdeu um pouco o equilíbrio e Alex tentou acalmar Brad que estava tão nervoso quanto Sam

–O quê você, quer dizer nós vamos fazer agora hein? — ele perguntava mais calmo mas ainda chorando — Me diz, me dê uma solução, Samantha.

–Eu vou ter o meu filho. — respondeu categórica, era uma coisa óbvia, Sam nunca abortaria uma criança, nunca.

–E a nossa viagem Samantha? Como fica as nossas viagens com uma criança?

–É Sam. — Alex se pronunciou pela primeira vez — Como vamos lidar? Não sabemos nada sobre crianças. E crianças gastam demais.

–Vocês podem continuar e...

–NÃO! — interrompeu Carly — Eu sei o que você vai falar, vai falar que podemos seguir sem você, mas NÃO Sam. Ou você vai com a gente ou não vamos mais.

–É Sam. — afirmou Alex — Não vamos te abandonar. — e olhou para Brad que olhava para o chão com o olhar perdido e com as lágrimas já secando em seu rosto

–Não posso continuar com um filho.

–Claro que pode. — Brad falou calmamente ainda sem olhá-la — Temos dinheiro suficiente para cuidar de um bebê durante a viagem. O único problema será a atenção. Precisará de toda a sua atenção. — Alex e Carly a olharam como se esperassem uma resposta

–Não seria justo com vocês. — ela recomeçou a chorar — Não seria justo...

–Sam — Carly a chamou e sentaram na beira da cama — , não lhe deixaremos, vamos te ajudar ao máximo, temos dinheiro o bastante. Não precisa trabalhar com a gente, descanse e cuide da gravidez.

–Mesmo assim, não seria justo.

–Lembre-se do nosso pacto. — relembrou Brad

Flashback

6 anos atrás

–Eu Sam Puckett prometo nunca abandoná-los, para que nossa amizade dure por toda as nossas vidas. — a menina loira de 15 anos jurou assim como os amigos sobre a fidelidade e lealdade que teriam presente em toda a eternidade, os melhores amigos planejavam nunca se separar. Era uma amizade forte demais, se conheciam desde muito pequenos e prometeram nunca se abandonarem, sempre juntos, ou nenhum ou todos, nunca um sozinho.

–Então, todos já juramos. — disse Gibby — Só falta acender essa vela para completar nosso juramento. — ele acendeu uma vela qualquer, mas com o simbolismo de amizade eterna — Pronto, agora estamos presos para sempre. — eles riram

–E quando viajarmos o mundo, por mais dificuldades que encontremos nada nos separará. — disse Alex

–Nada. — disse Carly

–Nada. — disse Brad

–Nada. — disse Sam, sussurrando e fechou os olhos, quando os abriu:

Fim do Flashback

–Eu me lembro. — ela sorriu

–Então...

–Temos que falar com Gibby.

–Não será necessário. — saiu Gibby detrás da porta. Sua expressão estava indecifrável, não parecia zangado, mas também não parecia feliz — Grávida Samantha? — ela parecia triste ao vê-lo decepcionado com ela — Não pensou na consequência de sexo sem camisinha, não?

–Eu sinto muito Gibbs. — ela fungou — Realmente, não sabe como estou arrependida.

–Como pode estar? — ele a surpreendeu e colocou a mão em seu ventre fazendo um carinho de leve — Deve carregar um lindo bebê aqui, nenhum bebê é sinônimo de arrependimento. — ela sorriu

–Tem razão.

–Quanto a viagem, não se preocupe. Daremos um jeito, prometemos nunca abandonar um outro e faremos isso. — disse Gibby e Sam o abraçou, dando corda para Alex, Carly e até Brad os abraçarem também. Todos juntos, como deve ser

2 horas depois

Quarto das meninas

–Sam? — chamou Alex olhando-a deitada na cama — Não vai ligar para o Freddie? — se sentou na cama de Sam — Já está quase na hora do horário que conversam.

–Não. — respondeu e se virou pensativa — Não vou ligar para o Freddie hoje, nem nunca.– sussurrou mas Alex pôde escutá-la

–Como assim? — seu tom aumentou e fez Carly olhá-las

–O quê foi? — perguntou Carly sem entender

–Sam disse que não vai mais ligar para o Freddie, nunca mais.

–Como assim Samantha? Ele tem o direito de saber que está grávida. Ele é o pai.

–Ele não vai saber.

–Por quê não?

–Porque vai estragar a vida dele. Ele tem sonhos também, ele quer ir para a faculdade e dar orgulho a mãe dele que sofreu muito com a morte do pai. — Alex e Carly a ouviam atentamente e viram-na limpar uma lágrima solitária que escorreu — Não terá tempo para uma criança, principalmente assim, de alguém que conheceu à pouco tempo, o quê vai dizer a família? Ou pior, e se tentar tirar meu filho de mim?

–É, não acho que ele deixaria tomar a decisão que quer. — confirmou Alex

–Mesmo assim, ele ainda tem direitos. — insistiu Carly

–Ele é muito novo, Carly. Não vou destruir seus sonhos, e mesmo assim nosso namoro mal daria certo mesmo, imagina agora com uma criança? Eu simplesmente vou chegar e dizer que estou grávida? — ela começou a soluçar — Não posso fazer isso com ele, comigo, com meu filho, com vocês. Seria muito mais injusto do que contar a verdade agora. — Carly pareceu se render, não havia jeito, o futuro não se encarregaria de deixá-los juntos tão novos, com uma criança a caminho e tantos sonhos a serem concretizados ainda

–Tem razão. — disse Carly abaixando a cabeça

–O quê você vai fazer? — perguntou Alex — Ele provavelmente vai te ligar hoje.

–Acho que teremos que perder o contato. — Sam abaixou a cabeça chorando silenciosamente — É o melhor a ser feito. — ela disse acariciando o ventre

–E você, Sam? — perguntou Carly preocupada — Seu bebê vai crescer sem um pai?

–Meu bebê terá quatro ótimos tios. — deu um sorriso fraco — E eu vou ter de esquecer. Pelo menos guardarei uma lembrança de Freddie comigo — se deitou na cama recostando-se nos travesseiros — , para sempre.– e logo pegou no sono

Teriam de sair no dia seguinte se quisessem pegar o vôo das dez horas. Freddie tentou ligar e não conseguiu, mas achou que fosse devido a nova viagem. Mas não recebeu mas nenhum recado, telefonema, nada. Ficara preocupado, procurou por Sam durante mais seis meses, sem sucesso. Por fim desistira, confirmara que ela havia desistido dele, então ele também seguiria sua vida, se mudou para a Austrália para voltar a viver com a sua mãe que encontrava-se doente e precisava da ajuda do filho. Agora com nove meses de separação já não via mais esperança para encontrar o amor da sua vida. Ou quem sabe reencontrar?

Notas finais
Tá aí, reviews please e até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.