Notas iniciais
Minha primeira FIC, espero que gostem :)

São 5:23 da manhã e acordei com mais um pesadelo.

Fui direta á casa de banho lavar o rosto, estudando-o em frente ao espelho. Eu já não era a mesma e eu própria sabia disso, eu já não me sentia viva como antes e o meu próprio rosto era a prova disso. Os meus olhos já não tinham a mesma cor viva de antes, aquele leve tom cinzento que a minha avõ fazia sempre questão de dizer que adorava, eles agora encontravam-se mais escuros lembrando-me a cor de um dia de chuva e trovões, e os meus cabelos iam perdendo aquela cor viva, dia após dia tornando os seus longos e ondulados fios ruivos sem brilho, e aquelas suaves ondas que o acompanhavam até ao fim das minhas costas já não eram tão perfeitas como antes. Eu não era a mesma Leah Oleander, não só no exterior como no interior. Eu tinha mudado e eu tinha a perfeita noção disso, mas a escolha não foi minha, a escolha foi baseada naqueles que me rodeiam.

Foi á três semanas que os meus terrores noturnos decidiram surgir. Aqueles estranhos pesadelos tinham começado fazendo com que eu passa-se as noites em branco acordando confusa enquanto tentava entender a origem e do que eles se tratavam. E o melhor de tudo é que estes estranhos pesadelos vão evoluindo. Não me perguntem como ou a razão de isso acontecer porque nem eu mesma sei, eles apenas evoliu e mesmo que eu fique acordada a noite inteira há sempre uma altura em que eu consigo lembrar-me de que eu realmente tinha tido um pesadelo nessa noite, questionando-me de quando eu tinha adormecido.

Eu cada vez tenho mais a certeza que a origem destes pesadelos se devem ao facto de a minha melhor amiga Victoria ter desaparecido, ela derrepente desapareceu, assim como se nada fosse, deixou uma carta a pedir desculpa, e para ninguém a contactar pois isso não iria valer a pena.

Tudo isto punha-me ainda mais confusa em relação a tudo o que se passa á minha volta. Eu tinha a certeza de que Victoria nunca faria algo como aquilo, ela estava tão feliz, tinha-me com ela sempre que fosse preciso, ela tinha um namorado que era absolutamente louco por ela, eu estava tão orgulhosa de eles os dois e então ela desaparece… fazendo-me pensar que a culpa disso ter acontecido tinha sido toda minha.

Eu nas últimas semanas deixava-a livre para ela ir ter com o Zayn, o seu namorado, mas bem, isso é o que qualquer melhor amiga faria, certo ? Apesar de eu de vez em quando ter ciúmes dele eu não podia fazer nada, ela é a minha melhor amiga e ele o seu namorado, eles estão felizes juntos e é apenas isso o que interessa ! Mas porque ela foi-se embora ? Quase todos os dias á noite nós estavamos juntas, e eu via no seu rosto o quanto feliz ela estava ! Ela prometeu que nunca me iria deixar e eu então eu disse que a ia proteger, e então ela foge, deixando-me para trás. Não, era impossivel ela ter ido embora sem mim ! Ela tinha-me prometido, entao eu irei descobir o que aconteceu, ela é a única pessoa que realmente me importa e ela não me pode abandonar assim de repente, mas isso aparentemente já aconteceu.

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Como é habitual estou sozinha em casa, o meu pai teve mais uma das suas viagens de negócios devido á empresa que ele herdou dos meus avós, por isso raramente está em casa, e a minha mãe, bem a minha mãe é médica então ela passa mais tempo no hospital do que em casa, simplesmente vem de vez em quando para ver se esta tudo em ordem , e como eu tambem não tenho irmãos é natural eu passar os dias sozinha.

Como não consigo dormir mais vou aproveitar para fazer jogging, neste preciso momento o que eu preciso é de deixar de pensar nestes pesadelos e nos problemas que a minha vida tem de ultrapassar, e fazer jogging parece ser uma bela ideia.

Rapidamente vesti os meus calções de corrida pretos, juntamente com uma T-shirt cinza escura dos "Nirvana", prendi o cabelo e agora só faltava encontrar o meu ipod para eu estar pronta.

Quando estava a sair de casa, dei de caras com a Mary Ann, uma amiga minha que vive no mesmo condomínio que o meu.

– Leah ?! O que estas aqui a fazer a estas horas? — Perguntou, surpreendida por me ver acordada tão cedo.

– Humm, eu vim fazer jogging, não consegui dormir mais, e como estava sozinha em casa, pareceu-me uma boa ideia – disse simplesmente.

– Queres a minha companhia? — perguntou, com os seus olhos brilhando de entusiasmo.

– Não é preciso, eu estou bem sozinha e tu deves ter coisas bem mais interessantes para fazer do que fazeres-me companhia numa simples corrida, e alias não é demasiado cedo para estares acordada ?- Sinceramente o que eu mais queria neste momento era estar sozinha, e ela não era propriamente a melhor pessoa que eu queria ter como companhia. Digamos que se ela viesse fazer jogging comigo, o único assunto que ela ia querer ter ia ser só sobre rapazes e não é propriamente um assunto que me agrade, por isso eu preferia estar sozinha e meter na cabeça em como a minha melhor amiga estaria bem.

– O meu irmãozinho decidiu acordar-me. Eu realmente ainda não estou habituada a ter um bebé em casa, ainda não entendi o porquê de os meus pais terem decidido dar-me um irmão ! Se fosse um mais velho eu até ficava feliz agora um puto pequeno que só sabe chorar ? Eu detesto a minha vida realmente…. — Sinceramente eu não estava com apetite para ouvir os problemas dos outros, já me bastavam os meus…

– Desculpa Mary mas eu tenho mesmo de ir, preciso de estar sozinha, desculpa. — disse-lhe enquanto tirava o ipod do bolso dos calções.

– O que se passa? Passou-se algo ?- perguntou com cara de preocupada.

– Caso não te lembres a Victoria desapareceu ! A minha melhor amiga decidiu aparentemente fugir assim do nada ! E se isso não é uma boa razão para eu estar neste estado eu realmente não sei como ficar, por isso eu peço imensas desculpas por não corresponder ás tuas espectativas sim ? Agora eu tenho mesmo de ir. – sim, eu sabia que tinha sido bruta mas caso ninguém tenha entendido a Victoria desapareceu ! Será que esta gente realmente não se importa ?

– Ela se desapareceu foi porque quis não achas ? Ás tantas ela chateou-se com o namoradito dela e então decidiu ir-se embora, ela já tem idade para ter juízo, e ela escolhe o que bem quer fazer, só não entendo o porquê de estares assim tão preocupada.

– Eu tenho razões para estar preocupada ! Mas olha, esquece sim ? Eu não vou perder o meu tempo a falar contigo, Adeus Mary !- disse virando-me e pondo os fones nos ouvidos.

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São 7:00h e decidi ir ao Starbucks beber uma enorme caneca de café com natas. Escolhi a mesa que se encontrava mais ao fundo junto á janela quando derrepente um rapaz que aparentava ter a minha idade decidiu se sentar na minha mesa. Eu olhei á minha volta e a maior parte das mesas estavam vagas, mas mesmo assim o rapazito decidiu experimentar a sua sorte só foi pena ele ter escolhido a pessoa errada.

– Eu ficaria muito agradecia se tu fizesses a gentileza de levantar esse rabo e fosses para outra mesa. – disse mantendo a minha voz o mais calma e suave possível e sem olhar para o rapaz, apenas continuei a beber a minha bebida como se não se passa-se nada.

– Mas eu não quero tomar o pequeno almoço sozinho e assim é da maneira que eu consigo ter uma bela vista enquanto como — sorriu

– Bom, eu já avisei para tu ires para outra mesa, certo ? Ou precisas de uma certa ajuda ? Se quiseres eu sei uma maneira rápida para passares para o outro lado da sala num instantinho. – sorri.

Ele olhou para mim um pouco confuso mas logo se pôs a pé – Acho melhor eu ir andando – respondeu mas antes de ir embora ele fez questão de me avaliar de cima-a-baixo, logo de seguida abanou a cabeça e seguiu. Eu já estava habituada a ser abordada por todos os tipos de rapazes, pois eu não tinha uma beleza muito comum. Meu cabelo ia até ao fundo das costas com um tom ruivo acastanhado, os meus olhos eram de uma cor prata sendo mais escuros nas bordas, e o meu tom de pele era como porcelana. Ah, e fiquem sabendo que eu não tenho sardas, yap eu sei, quem é a ruiva que não tem sardas nem olhos verdes ? Essa sou eu, e bom a niveis de corpo, eu tenho uns bons atributos !

– Adorei conhecer-te ! – disse alto o suficiente para ele ouvir, ele virou-se lentamente e eu mandei-lhe o meu melhor sorriso, de seguida ele virou-se e foi-se embora

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Eram 8:00h em ponto quando cheguei a casa.

– LEAH OLEANDER !! — Mal entrei em casa ouvi o meu primeiro e ultimo nome, e isso é mau sinal, quando o Leah Oleander surge é porque eu vou ouvir das boas.

– Por onde é que andas-te ? Estava a morrer de preocupação ! Não sabes avisar quando vais sair ?- disse a minha mãe, aparentemente preocupada.

– E ia avisar que ia sair para quê? Tu nunca estás em casa, não te interessas por mim e eu desde quando queres saber por onde eu andei ? Mas não te preocupes que eu fui simplesmente fazer jogging ! Ou nem isso eu posso fazer ? — disse irritada enquanto me dirigia para as escadas em direção ao meu quarto.

– Leah ! Eu não admito que me falas nesse tom! — gritou a minha mãe. Sinceramente eu não queria discutir, por isso simplesmente fingi que não a ouvi … achei que o melhor a fazer era sair de casa por isso mal troquei de roupa dirigi-me para as entradas, não me importando se a minha mãe me visse.

– Onde é que a menina pensa que vai ? — perguntou a minha mãe aparecendo atrás de mim, eu não lhe respondi o que iria piorar mais as coisas.

– Eu estou a falar contigo, Leah! Foi essa a educação que eu e o teu pai te demos? — disse enquando me seguia, uou ela queria mesmo iniciar uma discução !

– Como é que tu e o pai me podem dar educação se vocês nunca estão comigo? — respondi-lhe de volta, enquanto pegava nas chaves de casa e nas do meu carro.

– Nós temos um trabalho ! E eu estou simplesmente preocupada contigo, eu sou tua mãe! — disse levantando a voz.

– Tu só podes estar a brincar comigo ! Primeiro, nunca estás em casa, segundo eu praticamente não existo para ti, terceiro só estás preocupada comigo quando te convém e quarto desde quando é que uma mãe só passa dividamente um dia por semana com a filha ? E agora já dizes que és minha mãe? Eu não estou com cabeça para discussões por isso, ADEUS !! — disse fechando a porta da entrada e indo a correr em direcção ao meu carro.

Quando olhei para trás vi que a minha mãe estava na porta da entrada da casa a olhar para mim, enquando lhe escorria uma lagrima pelo rosto.

Podem achar que eu fui demasiado dura com ela, mas se vocês estivessem a passar por o mesmo que eu passo todos os dias, vocês iriam entender perfeitamente o que eu sinto.

A minha mãe quando está em casa está sempre a pôr defeitos em mim, eu tento fazer sempre o melhor que consigo, mas para ela isso nunca chega, ela quer mais, sempre mais, e o meu pai nem vale a pena falar, ele raramente está em casa e quando está passa a vida trancado no escritório e quando eu vou lá tentar dizer pelo menos um “Olá” ele diz para eu não o incomodar porque está muito ocupado.

Se vocês acham que eu devia de estar agradecida por ter muita “liberdade” estão muito enganados, eu praticamente não tenho pais e a única pessoa que conseguia fazer com que eu ultrapassa-se isto tudo era a Victoria, mas pelos vistos ela quer estar sozinha e agora como é que querem que eu ultrapasse isto tudo, se a única pessoa que me percebe decidiu abandonar-me tambem?

Notas finais
Muito obrigada por terem lido e espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar, pois eu adorava saber a vossa opinião já que é a primeira vez que escrevo algo assim.
xoxo :)