Notas iniciais
Mais um Capítulo pronto, espero que gostem e BOA LEITURA ! :)

Leah? És tu ? — perguntou Hailey, uma amiga minha que frequenta a mesma escola que eu. Naquele momento eu estava no parque em frente ao lago, enquanto duas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Eu estava a recordar a Victoria, eu precisava urgentemente dela, eu precisava dela aqui ao meu lado.

Como eu não queria que a Hailey me visse naquele estado virar a cara e limpei as lagrimas para ela não ver.

– Ó, olá Hailey. — disse-lhe, sorrindo.

– Estavas a chorar ? O que se passa? — perguntou preocupada.

– Ah ? Não se passa nada, eu estou normal. — disse-lhe enquanto mostrava um sorriso falso, aquele com que eu já estava habituado a fazer-se passar por uma máscara onde escondia todas as minhas tristezas e mágoas.

– Eu conheço-te Leah, e sei muito bem que estavas a chorar. – disse aproximando-se de mim — Estás assim por causa da Victoria ? — quando ela acabou de dizer o nome da minha melhor amiga, eu não consegui responder nem conter as lágrimas, eu não conseguia fingir que o facto de a Victoria ter desaparecido não me abalava… eu precisava dela aqui ao meu lado.

– Ó Leah, não é preciso ficares assim ! Se ela não voltar, tens de te lembrar que vais ter a mim e aos outros sempre ao teu lado! — disse Hailey, tentando animar-me, mas, bem, se era assim que ela iria querer me animar, dizendo que a Victoria podia nunca mais voltar, assim isso seria impossivel.

– Se ela não voltar ? É claro que ela vai voltar! Como é que és capaz de dizer uma coisa dessas ? — disse enquanto limpava as lágrimas que escorriam por o meu rosto.

– Ai vai ?! Então porque é que ela esta á duas semanas desaparecida, sem dizer nada a ninguem, simplesmente escreveu aquela carta a despedir-se de nós ? — disse Hailey.

– Tu acreditas naquela carta? Achas mesmo que a Victoria iria escrever algo como aquilo? Ela nunca iria embora sem me dizer nada! – se havia alguém que conhecia perfeitamente a Victória esse alguém sou eu, e eu não podia simplesmente acreditar no que os outros dizem, eu tinha de pensar em todas as possibilidades, e a da carta ter sido escrita pela Victoria não era propriamente uma delas.

– Eu apenas acho que ela não vai voltar, mas se tu tens assim tanta certeza que vai, isso é contigo. — disse Hailey não mostrando muita importância ao assunto.

– Porque ninguém se importa com a Victoria ? Já pensas-te na possibilidade de ela ter sido raptada ou algo assim ? Ou ter sido obrigada a fugir? Aiii eu não entendo nada ! Porque é tudo tão confuso ? Porque é que os pesadelos tinham de começar mesmo agora ? Já não basta eu estar confusa em relação á Victoria e agora tambem tenho de estar em relação a pesadelos sem sentido nenhum? — eu tinha acabado de esquecer que a Hailey estava aqui, eu apenas queria deitar tudo o que eu tinha preso em mim.

– Andas a ter pesadelos, Leah? — perguntou Hailey, eu olhei para ela, encontrando os seus olhos que mostravam a sua preocupação.

– Sim ando, todos os dias tenho sempre o mesmo pesadelo, quer dizer de dia para dia eles vão… evoluindo. Mas isso não interessa, o que me interessa agora é encontrar a Victória. – disse determinada

– Por uma vez na vida pára de pensar nela! Pensa em ti, nem que seja só uma vez ! Agora conta-me sobre os pesadelos. O que queres dizer com “evoluindo” ?

– É só que os meus pesadelos de dia para dia meio que evoluem, eu não te sei explicar como nem porquê Hailey, apenas acontece.

– Mas como começou ? – perguntou.

– Eu á duas semanas tive um pesadelo, só que ele não chegou a terminar, digamos, então no dia seguinte eu sonhei com esse mesmo pesadelo mas na parte onde tinha terminado nesse dia meio que veio a continuação, então agora é sempre assim, mas nunca mais acaba, e eu não consigo entender os pesadelos sequer… — disse simplesmente.

– E como é que são esse pesadelos então ? – Eu não me sentia muito bem ao contar sobre os meus pesadelos, eu achava que de certa forma era demasiado esquisito, eu preferia guardar este assunto para mim, mas mais tarde ou mais cedo eu teria de contar sobre os pesadelos a alguém, e já que a Victória não está junto a mim, eu prefiro então contar á Hailey.

– Bem, todos os pesadelos começam comigo e com um rapaz a correr numa floresta, pelo que me apercebi, parece que nós estamos a fugir de algo, não sei bem do quê ou de quem, simplesmente eu e ele estámos a correr rápido, muito rápido para o meu gosto, sempre a olhar para trás, até que eu acabei por cair, assim de repente e quando eu dou por mim eu estou no colo desse tal rapaz e ele continua a correr comigo nos seus braços, não sei como é que ele conseguiu ter tanta força para correr e levar-me junto a ele como se eu não pesasse nada, e continuou a correr, a uma velocidade inexplicável… depois não te sei explicar como, mas tudo de repente parou e começou a dar fotografias a preto e branco e a cada fotografia que passava vinha sempre um flash tipo um trovão e mais nada… ah e na noite passada aconteceu algo diferente, aquelas fotografias começaram novamente acompanhadas com os flashes e o resto, mas não dava para perceber em que se baseavam, e de repente o que se passou a seguir foi a coisa mais estranha e inexplicável que aconteceu em todo o pesadelo, aparecia eu a dormir e de repente estava alguém a dizer-me qualquer coisa ao ouvido, que eu não conseguia entender, e mal ele acaba de dizer aquilo eu abro os olhos e acordo, e quando eu acordo eu tenho a sensação de que esteve alguem no meu quarto… eu sei que isto nem parece um pesadelo, mas ao contar é completamente diferente Hailey…

– Tens noção de que isso não é normal, certo ? — disse Hailey fitando-me.

– É normal sim, vês eu já sabia que nunca deveria ter contado isto a ninguem, agora vais achar que eu estou maluca e vais querer meter-me num manicómio ! – disse ironicamente.

– Desde quando é que uma pessoa sonha sempre com a mesma coisa, e de dia para dia o que sonha vai evoluindo? — disse Hailey levantando-se.

– Não sei ! Mas se acontece a mim também deve acontecer aos outros !

– Eu nunca ouvi nada assim, Leah! E sabes ao menos quem é o moço que está a correr contigo ?

– Não, isso não… eu não lhe consigo ver a cara, ele usa sempre uma camisola com capucho, e o capucho tapa-lhe sempre o rosto e na floresta onde nós estamos é de noite e não dá pra ver nada.

– disse enquanto atirava uma pedra para o lago.

– E não consegues mesmo perceber o que te disseram ao ouvido? — perguntou Hailey, olhando-me. Eu estava com uma pedra na mão pronta para atirar para o lago, e parei naquele momento, eu nunca consegui compreender bem o que me disseram ao ouvido, simplesmente percebi a primeira letra, e mesmo assim foi dificil, aquele susurro nunca saía da minha cabeça, mas a compreenção daquela palavra estáva longe de ser entendida, parecia que estava á espera da altura certa para eu a compreender.

– Humm, não… só sei é que começa por um “V”. — disse-lhe

– Isso é uma grande ajuda ! — disse Hailey fazendo-me uma careta.

– Eu não tenho culpa que o homem ou sei lá bem quem, esteja praticamente a morrer ao pronunciar aquilo, eu nem sei como tive a sorte de conseguir compreender a primeira palavra!- disse-lhe deitando a lingua de fora – mas vá, já acabou o assunto dos pesadelos ?

– Por enquanto sim. Olha e que tal irmos dar uma volta? — perguntou Hailey, enquando pegava na sua mala.

– É uma boa ideia. — disse-lhe sorrindo.

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Pelos vistos a minha mãe teve de fazer mais uma vez o turno da noite. E pela primeira vez fiquei contente por ela não estar em casa, eu já estava farta das nossas discussões, eu já estava farta de tudo

Como estava cansada decidi ir tomar um longo banho, vesti-me e no fim desci até á cozinha e bebi um copo de leite, eu não conseguia ter nada no estômago, simplesmente um bocado de leite chegava.

Quando fui para o quarto liguei a TV mas como estava demasiado cansada acabei por adormecer.

Devia de ser 4 horas da manha quando eu acabei por acordar com mais um pesadelo, deste vez eu tinha percebido muito bem o que me disseram ao ouvido, demasiado bem mesmo… eu não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir, mas eu ouvi, eu ainda sentia um leve formigueiro no meu ouvido, como se tivesse acabado de estar alguem a dizer algo no junto a ele, tal e qual como no meu pesadelo, e eu ainda pensava que preferia nunca ter descoberto qual era aquela mestiriosa palavra começada po “V”, mas bem eu acabei por saber qual ela era, e agora eu não poderia fazer nada para voltar atrás.

Notas finais
Comentem.
Próximo Capítulo: Determinada