Notas iniciais
Olá, meus(minhas) caros(as) leitores(as)! Apenas passando para dar aqueles avisos básicos. Essa é a minha primeira short fic em desenvolvimento cuja história já está planejada e em andamento, por isso, eu peço para que comentem para saber como estou andando e para saber a opinião de vocês com relação à história, vocês são muito importantes e cabe a mim dizer que cada comentário é um grande incentivo para a continuação da história. Ah, acho que eu não preciso ressaltar que plágio é crime, né? Então eu espero que não tenha de me envolver em confusões por conta disso, essa é uma história completamente original e de minha autoria, cópias não serão admitidas. Então é isso minhas pessoas bonitas, desejo uma boa leitura! Beijinhos e até o próximo capítulo!

No outro dia, assim que chegou à universidade fez o possível para evitar David e Faith. Estava completamente quieta e pesarosa, aquilo definitivamente não era normal e afastou as pessoas que estavam em seu caminho pelo seu olhar sem o brilho usual e cruel.

Com as roupas apropriadas e todo o necessário para a caminhada, a mulher se aproximou do organizador e sendo bem direta, o perguntou sobre seu par.

— Senhorita Moreland...com o senhor Bitencourt.

— Mereço....Obrigada.

Com a chegada do ônibus luxuoso que os levaria até o local, foi uma das primeiras a entrar no veículo e sentar nos fundos, longe de toda a população tediosa da universidade. Colocou os fones de ouvido a cruzar as pernas sem muito o que fazer, até que viu a figura de uma pessoa irritante surgir em sua frente: David Bittencourt, que, mesmo percebendo seu humor irritadiço que todos os outros temiam, sentou-se ousadamente ao lado dela. Ele não havia captado a mensagem?

— ...?! Você está está querendo arranjar briga?!

Como se aquilo já não bastasse, ele arrancou um dos fones do ouvido del, o que a fez ficar sem fala pela falta de senso dele, era pior até mesmo que ....Anthony. Ao se lembrar do rapaz, logo o rosto repleto por raiva murchou em tristeza, o que apenas fez David olhar para ela com estranheza.

— Aconteceu algo, não é?

— E daí? Não te diz respeito. E Faith, porque não está com ela?

— Ela não pôde vir hoje.

— Por que?

— "Não te diz respeito."

Imitando a voz dela em sarcasmo, a mulher sentiu uma enorme vontade de dar-lhe um belo de um soco porém se segurou por, apesar de tudo, ser sensata e educada, não teria a capacidade de envergonhar seu sobrenome.

— (Esse cara...Eu realmente..O ODEIO.)

Concluiu o fitando com os olhos quase pegando fogo, o que não o incomodou em nada.

— Ela não pôde vir...porque está doente.

— ...

Ficando em silêncio a escutar o que ele tentava dizer, não perguntou mais nada pois já sabia o que aquele "doente" significava. E, agora que parava para pensar nisso, a namorada desse cara tinha uma doença terrível e ainda assim ele permanecia ao seu lado, embora não gostasse de admitir, admirava muito a força dele, deve ser muito difícil.

— Pois então...Vai dizer o que te deixa selvagem dessa maneira?

— Cale-se. Para quê te contaria, senhor Perfeição? Para rir da minha cara? Não me trate como uma palhaça, estou longe de ser uma.

— Não tenho o costume de rir do problema alheio.

— ...

— ...?

— Ele se foi...

— Quem?

— Anthony...Ele se foi, estou sozinha novamente.

— Ei...!

Desesperada por um mínimo de consolo, acabou se soltando para o último dos indivíduos que o faria se ela estivesse normal: David Bittencourt. Acabou agarrando-se ao braço dele a chorar rios de lágrimas, o que chamou a atenção dos outros estudantes e logo murmúrios começaram a correr.

— Seduzindo até mesmo garotas comprometidas...Que heartbreaker, representante David.

— Eeh? Aquela não é a Moreland?! Ela e o senpai já terminaram?!

— Sendo rejeitada assim em público logo após uma separação, que humilhante...E ainda por cima ela não é amiga da Faith?!

Sem conseguir escutar nada, David apenas permitiu que ela chorasse o quanto quisesse enquanto fitava o além em seriedade sem dar importância ao que corria pelo ônibus.

— Porque sempre que conversamos seus olhos estão vermelhos como os de um coelho?

Assim que ela terminou e aparentemente se acalmou, haviam acabado de chegar na floresta e aos poucos os universitários se retiravam de suas poltronas, antes de se levantar, dando um lenço para a mulher que estava acabada depois de chorar tanto.

— Fique quieto! Eu não tive culpa em nenhuma das ocasiões! ...Obrigada.

— ...Pelo quê?

— Me escutar e por sua gentileza.

— Você muda de opinião muito rápido, pensei que claramente me odiasse.

— COMO SOUBE?!

— Você faz questão de deixar tudo muito evidente.

— Ugh...

— E...Não fique agarrando os outros em público, é problemático. Não quero ter muita intimidade com você, sou comprometido.

— Esse....Argh!! Ele realmente se acha a última gota de água do deserto!

Estava quase mudando de opinião sobre a pessoa dele, até que aquele último comentário a fez apertar o tecido que ele havia emprestado-lhe com toda a sua força em ira à medida que o homem descia, e após muita relutância, o seguia.

— Como vai ser isso?

— Sei lá. Tenho bola de cristal, por acaso? Você é quem deveria saber, senpai.

— Você realmente me irrita...

— Digo o mesmo.

Jogando o pano no rosto dele assim que ele se virou para fitar a figura da morena, ele pegou o tecido e o guardou de qualquer jeito em seu bolso, encarando-a em fúria. Estava na cara que os dois eram a única dupla que não se dava;

Com os dois se calando para escutar as instruções dos superiores, apenas suspirou ao entender que cada casal teria de ir por caminhos diferentes porém com a mesma meta: chegar ao topo antes das seis da tarde.

— Que maravilha... Ei, David, já fez alguma trilha antes?

— Não.

— Tá de brincadeira com a minha face...

— Nunca tive vontade.

— Que mesquinho. Pois agora verá como é incrível.

— Uhum. A deixarei na liderança então já que você é tão experiente. Não nos perca.

— QUEM VAI SE PERDER? EU SOU A MESTRE DAS TRILHAS! VAMOS SER OS PRIMEIROS NISSO!

— Não precisa se alterar, estou confiando em você.

Ele disse em um sorriso maldoso que claramente estava lhe remetendo um desafio. Aquele maldito veria quem é que mandava naquilo. Iria baixar o espírito indígena nela, não descansaria até que chegassem no lugar.

— Você já nos perdeu? O esperado de Rachel Moreland...

— DÁ PARA FICAR QUIETO? Está me atrapalhando.

— Você é estúpida? Era só seguir a porcaria do caminho e seguir as placas, para quê inventar de achar um caminho alternativo?!

— Dá para fechar a matraca?! Senta a busanfa aí, vamos descansar um pouco.

— Francamente, em que furada fui me meter...

Ele comentou a acompanhar a mulher, enquanto esta se sentava apoiada sobre o enorme tronco de uma árvore, sentou-se no lado oposto a cruzar os braços impaciente.

— Está com medo?

— É claro que não.

Embora ela tenha o dito com imensa rispidez, não tinha muita força nas palavras e a mulher apenas deu de ombros.

— Não se preocupe, isso já aconteceu várias vezes comigo. E eu já passei por aqui antes, não há porque se desesperar.

— Mesmo?...Eu nunca fiz uma trilha sequer porque nunca tive oportunidade.

— ...

Surpresa com a tonalidade suave na voz do loiro que julgava mal-educado e tudo de ruim, virou-se ligeiramente para ficar as costas do rapaz em curiosidade.

— Seus pais não saem com você?

— Eu sou apenas uma engrenagem nesse mecanismo que chamo de "família", minha única função é viver pela música e seguir o mesmo percurso que meus pais. Sempre fiquei preso em uma mansão estudando e treinando, nunca saí demais, apenas em um dia que eu fugi por rebeldia e nisso acabei conhecendo Faith.

— Você é filho único?

— Sim.

— Deve ter sido muito solitário. (Com certeza ele deve sofrer muita pressão, agora, até que a personalidade dele faz sentido...Ser reprimido o tempo todo deve ser muito doloroso. Mas porque ele está me contando isso? Ele não me odeia?)

— Com certeza foi, e mesmo depois de conhecer Faith, as coisas não mudaram muito.

— ... Diga, David, você ama ela?

— Eu não sei direito, mas desde o conheço foi um noivado contra a nossa vontade, é evidente que esse sentimento não é e provavelmente nunca será recíproco.

— Porque você diz algo tão cruel?

— Esta é a verdade. Sou um mero colega de classe para ela.

— ... (Eu queria ajudar ele de alguma maneira, mas é um problema pessoal deles dois, não posso simplesmente dizer o que eu acho e me meter, não seria educado.)

— Por falar nisso....Hoje é seu aniversário, não é?

— Eh? Como soube?!

— Estava te mirando o tempo todo, eu te investiguei completamente. Tem muito sobre você que está oculto, uma pessoa muito interessante.

— (Assustador... Tenho que ser cuidadosa, se ele descobrir que sou adotada...Vai ser uma vergonha imensa para o meu pai.) O-Obrigada...?

— Eu quero saber mais sobre você. Eu posso?

— Q-Que...Mas porque você está sendo tão invasivo de repente?!

— Você me deixa curioso... E eu odeio isso.

Com ambos se virando na mesma hora e os olhares se encontrando, se surpreendeu ao ponto de corar automaticamente.

— Você deveria estar curioso sobre a sua namorada...digo, noiva.

— Já sei sobre tudo a respeito dela.

— Isso soa muito estranho, sabia? Parece até mesmo que está apaixonadinho.

Caçoou do loiro e em um olhar sério perfurante dele, logo aos poucos a morena parou de rir, encarando o chão sem saber como reagir..

— E se eu estiver?

— ...?! Você...Você está doido?! E se te escutam?!

— Não dou a mínima.

— E a Faith? Você não tem vergonha?!

— O noivado...foi cancelado.

— ...!!

— Faith foi quem pediu para que o fizesse.

— (Nossa...Ele foi chutado e agora está vindo para cima de mim. O que eu falo?) Quando foi que o senhor se apaixonou por mim?

— Naquele dia no mercado, há anos. Apesar de não conseguir ver minha verdadeira aparência, você continuou ao meu lado e fez coisas estúpidas ao ponto de conseguir me animar, eu nunca ri tanto na minha vida. Encontra-la de novo na universidade com certeza foi o destino.

— ENTÃO CONTRATA UM PALHAÇO QUE É MAIS EFICIENTE...."Destino"?

Aparentemente espantado com a fala dela na defensiva, após instantes levou uma mão à boca e começou a rir melodiosamente. Era a primeira vez que o via sorrir? Aquela expressão ficava muito bem nele.

— Porque eu gastaria meu dinheiro se eu já tenho você?

— Abusado, hein? Isso é falta de surra.

— Rachel...

— Feliz aniversário.

— Ah...valeu.

E, após uma pausa constrangedora, a morena se levantou querendo enfiar a cara no chão de vergonha, evitando olhar para David.

— Vamos lá, ou então perderemos a hora.

— Certo.

— (Isso não foi uma confissão, né? Quer dizer, embora esteja brigada com o Anthony...nós AINDA somos namorados. Ele está com um parafuso a menos?)

Passando a andar rápido para o evitar, escutou os passos entrarem no ritmo atrás dela e quando percebeu havia tropeçado num galho, caindo em uma moita. O loiro ficou parado perplexo esperando que ela reagisse para que soubesse se ela estava ferida ou não, sendo que quando ela vagarosamente virou a cara vermelha com a cabeça repleta de folhas, um sorriso foi se alargando até que se transformou em risada.

— O que é isso, Rachel? Você está apertada, quer se camuflar do inimigo ou algo parecido?

— CALA...CALA A BOCA!!

Saiu da moita a ajoelhar-se na grama totalmente envergonhada e com o orgulho ferido, bagunçou o cabeço liso, o que foi suficiente para as folhas deslizarem dos fios e caírem sobre o chão.

Ergueu ligeiramente a cabeça e viu uma mão estendida para si, olhando para esta e em seguida o rosto do loiro, hesitante, porém no fim aceitando a gentileza e levantando-se com sua ajuda.

— Você é realmente desajeitada...Está ferida?

— Estou bem, não foi nada demais.

— Se você diz...

E assim, eles continuaram a subir, e subir, e subir até que enfim chegaram ao topo e encontraram os outros casais. Se arrastou como uma cobra para perto de uma árvore, aonde agarrou a coitada e se sentou apoiando suas costas nela, exausta enquanto David apenas a fitava segurando a risada e ao mesmo tempo que com estranheza já que , ao que parecia, ela estava três mil vezes mais disposto que ela.

— Meu filho, você não cansa não?

— Não tão facilmente quanto você. Isso que dá ser sedentária, senhorita detergente.

— Eu vou te acertar...você vai ver!

E assim continuaram a brigar inocentemente, algumas vezes o ameaçando — o que não o assustava nem um pouco -, fazendo infantilidades como tacar folha um na cara do outro, não parecia algo apropriado para o representante mas ele não demonstrou se importar em momento algum e, naquele momento...Ela estava feliz.

No momento que os responsáveis chegaram, o grupo inteiro desceu junto ao ponto de encontro aonde novamente pegaram o ônibus para de volta à universidade.

— Até que hoje foi divertido, você não é tão ruim quanto eu pensei.

— Se você não fosse tão superficial..

— Continue e eu vou de dar um socão.

— Sim, sim...

Os dois novamente se sentaram nos fundos do ônibus, aonde durante o caminho longo em que a noite vinha, Rachel vagarosamente caía para o lado até o ponto de encostar sobre o ombro do loiro e dormir profundamente.

— Ei, Rachel..

Pensando que ela estava fingindo, ele fechou o livro que estava lendo e virou o rosto calmamente, encontrando a aparência inocente dela dormindo pacificamente, contemplou-a por um momento, quando ficava daquela forma, era mais adorável do que esperava. Não a incomodou, entre um suspiro voltou a ler silenciosamente.

— Mulher...acorda!

Quando o ônibus chegou ao destino, todos rapidamente desceram do veículo porém não importava o tanto que balançava a morena, não acordava de jeito nenhum.

— Problemática...argh.

Sem escolha, acabou levando-a em suas costas e ao atravessar a rua, parou na frente do portão principal a chamando repetidamente por seu nome porém sem resposta. Vendo-se sem saída, pediu ao professor responsável o endereço da morena e como era perto, pôde a carregar até lá, quando na frente a porta do apartamento dela, botou-a no chão como um boneco e procurou pela chave nos bolsos das calças dela, e mesmo assim ela não acordou, era impressionante.

— Isso é hilário demais...Imagino ela bêbada, deveria gravar isso.

Em um sorriso perverso, abriu a porta do apartamento e a colocou cuidadosamente na cama, procurando por uma caneta, encontrou uma sobre a mesa de sua cozinha e passou a desenhar no rosto da adormecida.

— Senhorita...detergente...

Murmurava à medida que escrevia em sua testa e desenhava na mesma um bigode. lágrimas caindo de seus olhos e um olho arregalado falso sobre suas pálpebras fechadas.

E, para finalizar, colocou-a sentada na cama com dificuldade e de pernas abertas,colocando no centro delas uma garrafa verde a botar as mãos dela sobre a garrafa e outras ao redor dela,

— Eu nunca vou perder essa foto.

Tirando uma foto da cena, passou a rir ao ponto de ficar sem fôlego da maldade que havia feito, Mas, misericordiosamente, a ajeitou na cama e recolheu toda a bagunça que havia feito, a pegar alguns papéis toalha e molhando-os, sentando-se na beira da cama e limpando o rosto da morena. quando terminou e prestes a tacar os papéis sujos no lixo e ir embora a fim de deixa-la dormir em paz, ela repentinamente o agarrou, o que o fez abrir os olhos em surpresa.

— ...Sonâmbula?

Sussurrou para si mesmo e quando usou a mão livre para tocar a da mulher que o segurava para se soltar, ela o puxou a força-lo a cair ao lado dela do outro lado da cama e a abraça-lo como um travesseiro, colocando a perna em cima de seu corpo paralisado.

— Eu te amo taanto.

Ela murmurou entre risadinhas abafadas, apertando-o com mais e mais força.

— Seria bom se isso fosse verdade...Ei, idiota, acorde!

À medida que a empurrava com cautela de cima dele, quando estava prestes a se libertar, ela fez uma cara chorosa que o fez imediatamente desistir e apenas se permitir ser abraçado e usado como uma espécie de travesseiro.

Com o desligar das luzes automaticamente pelo sistema da casa, apenas suspirou e tentou resistir fitando o rosto dela iluminado pelo brilho que vinha da cidade pelos vidros, mas no fim, acabou caindo no sono também.

~ No outro dia ...

Acordando a se espreguiçar, Rachel abria vagarosamente os olhos e avistou uma figura de cabelos dourados, olhos fechados de cílios grandes e lábios volumosos.

— Eu morri?

Pensando que era um anjo ou coisa parecida, logo ficou pálida.

— Só existe uma pessoa que parece um anjo mas na verdade é o diabo...D-David?!

Finalmente se dando conta, se levantou tão rápido que caiu no chão e avistou garrafas de bebidas espalhadas pelo chão.

— AAAAAAH!

Gritou ao associar o que havia acontecido, ficou bêbada e traiu Anthony...com o David?!

— Que barulhenta...O pior despertador de todos.

— PORQUE VOCÊ ESTÁ AQUI?!

— ...Huh? Você não se lembra?

Ele perguntou a se levantar lentamente e quando ela piscou os olhos em dúvida, um sorriso perverso tomou posse do semblante do loiro.

— RESPONDE LOGO!

— "Eu te amo taanto".

Imitou-a com a voz fina e afetuosa, o que a fez ficar inteiramente vermelha e pegar um travesseiro a lhe atacar o mesmo no mesmo instante.

— ISSO É MENTIRA!! Nos...Nós não fizemos..."a-aquilo"...não é?

— Aquilo...? Oh, você está tendo pensamentos pervertidos?

— NÃO ESTOU!

— Nós apenas dormimos juntos, você me agarrou e não quis me soltar, foi isso.

Respondeu-a e embora o rosto dela tenha se acalmado, parecia de alguma maneira decepcionada?

— Porque? Você queria ter feito? Podemos fazer agora, se quiser.

— DE JEITO NENHUM! É bom que você esteja tão disposto essa hora da manhã...Mas eu recuso!

Se arrastando pelo chão para se afastar dele, acabou caindo na provocação dele, o que o fez rir dela novamente.

— Deveria pedir para Faith...O que são todas essas garrafas?

Por fim o perguntou para o loiro.

— O que é isso, você está com ciúme? No entanto, já a disse que nosso relacionamento terminou,.. Como a senhorita pode ver, são bebidas que eu teria levado para o meu apartamento se "pessoas" não tivessem me agarrado e me impedido de ir embora.

— Cale-se, eu não tive culpa. Você não fez nada, certo?

Ela perguntou e ao vê-lo retornar à um sorriso diabólico, logo soube que tinha coisa aí.

— E-Ei...O-O que você fez?!

— ...

E com isso, ele ficou pensativo porém pegou o celular e mostrou a foto para a morena.

— APAGA ISSO AGORA!

— Nunca.

— DAVID BITTENCOURT!

— Sim?

— Seu maldito...MEU SANTO CRISTO! Estamos atrasados!

— Ah...Verdade.

— E o seu uniforme?

A morena perguntou e com isso, ele apontou para a mochila dele, abrindo a mesma e tirando os roupas perfeitamente dobradas, passando a tirar a camisa na frente dela.

— EI, SEU MALUCO, EU ESTOU UMA DAMA.

— ...

— "Nem parece", é o que você está pensando não é, seu idiota? MAS EU SOU! Vá se trocar no banheiro!

O empurrando para o banheiro e fechando a porta em desespero, pousou as mãos sobre o coração que batia acelerado graças às ações daquele homem estúpido. Ele estava brincando com ela? Não ´podia estar apaixonada pelo ex da melhor amiga dela, isso seria algo tão abominável como uma traição para ambos os lados. Se perdoaria por abandonar tudo para amar nele?

E...Porque diabos estava pensando em uma idiotice dessas?

Amor e David são dois mundos paralelos para ela, certo?!

Então porque ela se recusava a acreditar nisso? Odiava-se por se apaixonar tão facilmente pelas pessoas erradas.

Já estava se vendo no futuro, já foi chutada pelo Anthony, agora ia ficar com ele e daqui a uns..seis meses, talvez, ele iria chutar ela também e...Nossa, desde quanto ela começou a ser tão auto-depreciativa? Não combinava com ela. E não podia julgar o loiro assim já que ele ficou tanto tempo com Faith, que sequer amava ele até ser abandonado, certamente é um cara fiel.

— Isso é tudo culpa daquele idiota.

Ela sussurrou a trocar de roupas pacificamente quando se lembrou da imagem de Anthony. Ah, esse relacionamento durará por quanto tempo mais? São tantas brigas, reconciliações, abandonos (por parte dele), sumiços repentinos sem avisos por causa de negócios da família...Estava exausta emocionalmente.

— Ei, Rachel, você já está...pronta?

Quando estava terminando de abotoar a blusa e estava na metade do percurso, o loiro repentinamente abriu a porta do banheiro e saiu com os olhos bem abertos em surpresa que não demorou para se tornar malícia.

— Belo sutiã, o que são essas coisas na estampa? Ursinhos?

— AAAAAH!

E foi assim que David Bittencourt de fato passou a se tornar parte de sua vida e pensamentos, ficou o dia inteiro o evitando, corando a cada vez que o encontrava pelos corredores da universidade. Ele realmente é...o demônio. Com certeza deve pensar que ela é uma criança agora, mas o que podia fazer?! Era o sutiã preferido dela!

— EI, SEU MALDITO!

Ao avistar a figura do loiro no mesmo lugar de sempre e onde havia o visto no primeiro dia na universidade, ele estava treinando Fur Elise em torno de pétalas que caíam delicadamente, uma cena espetacular até que a magia se desfez quando Rachel se aproximou escandalosa.

— O que foi?

Ele perguntou com a voz calma, olhando para ela com indiferença. Geralmente ele gritaria ou a expulsaria, então presumiu que ele estava de bom humor, por alguma razão.

— Qual o problema de ursinhos, hein?!

— ...Huh?

Ele ficou paralisada por um momento sem entender, quando captando a referência, passou a rir até ter de se apoiar na árvore para sustentar o corpo.

— Qual a graça?!

— Escute...Roupas são meramente para cobrir o corpo, você pode usar ursinhos, sapinhos, alienígenas, o que preferir...Embora eu acredite que ficaria muito melhor sem um.

— SEU...PERVERTIDO!!!

E depois dessa declaração, aí sim passou a evitar o loiro ainda mais. E quando chegou ao seu apartamento, estava feliz. Ele não se importava com aquilo...Mas, ei, não estava feliz por causa disso, certo?! Recusava-se a aceitar o fato.

Ao subir no elevador após uma semana e andar na direção da sua porta, viu uma figura familiar encostada na parede ao lado, com cabelos curtos que combinavam muito bem nele, reconheceu com muita dificuldade a pessoa que pensava ser um modelo.

— ...Anthony?

— Rachel!

Quando ele escutou a voz, correu para cima da morena em um abraço esmagador, sendo que teve de dar alguns tapinhas nas costas do moreno para que ele não a sufocasse.

— O que você está fazendo aqui?! Não iria ficar um ano fora e por isso me deixou?!

— Eu consegui terminar tudo pois eu queria voltar logo, por isso não tive chance de te ligar já que chegada exausto e acabava adormecendo...Você ainda está brava?

— (Então esse tempo todo ele estava tentando manter contato mas não conseguia...isso é verdade?) Não me importo, você poderia ter dois minutos livre em vinte e quatro horas para me ligar, não invente desculpas. Agora vá embora, eu tenho que estudar porque pelo menos nisso eu vejo um futuro.

Ela anunciou friamente, o que o acertou como uma facada e logo se arrependeu pela expressão amarga que tomou o rosto do maior, mas ainda assim, ele se manteve firme na frente da porta dela.

— Eu soube que David e Faith terminaram...e agora você se apaixonou por ele, não é isso?

— ..?! O quê?!

— É isso?

— E se for?

— Rachel...

— ...?

— Por favor, não vá ainda. Eu realmente quero ficar com você.

— Eu não quis dizer que eu não quero também, mas...eu...

Não precisou dizer demais para que o moreno captasse a informação, era claro que no espaço de tempo que ele esteve fora, aquela paixão por David que tinha considerado momentânea se aprofundou inesperadamente ao ponto de sequer o ver sem estar vermelha ou parar de pensar nele. Ele sabia de tudo isso, era muito transparente para ele, e ainda assim...

— Ainda assim quero mais uma chance, uma última...Você pode me dar?

— Eu não posso simplesmente te iludir e ficar com você, Tony, e sabe disso.

— Eu sei, mas ainda assim, por favor, me iluda, não estou pronto para deixa-la ir ainda.

— ... Certo.

E no fim das contas, acabou sendo comovida pelas palavras dele, olhando para o chão e sendo envolvida pelos braços dele novamente.

— Obrigado...

Porque queria tanto chorar naquele momento, o que era o certo? O que era o errado?

Deveria simplesmente esquecer David?

Não sabia. E naquele momento...parecia estar longe de saber.

Notas finais
Oie pessoinhas, sou eu de novo! Passou rápido, né? Bom, se vocês curtiram ou não, eu peço que comentem suas opiniões e venho esclarecer algumas duvidas antes de ir. Eu irei postar os capítulos em um intervalo de um dia, então se hoje teve um, depois de amanhã terá outro para que eu não fique muito sobrecarregada. Sobre o horário, eu sou muito imprevisível, então o horário que eu terminar o capítulo eu devo postar, então fiquem atentos(as), Acho que por enquanto é isso...Agradeço desde já e espero que tenham gostado! Até a próóximaa! kissus ~