Notas iniciais
Olá, meus(minhas) caros(as) leitores(as)! Apenas passando para dar aqueles avisos básicos. Essa é a minha primeira short fic em desenvolvimento cuja história já está planejada e em andamento, por isso, eu peço para que comentem para saber como estou andando e para saber a opinião de vocês com relação à história, vocês são muito importantes e cabe a mim dizer que cada comentário é um grande incentivo para a continuação da história. Ah, acho que eu não preciso ressaltar que plágio é crime, né? Então eu espero que não tenha de me envolver em confusões por conta disso, essa é uma história completamente original e de minha autoria, cópias não serão admitidas. Então é isso minhas pessoas bonitas, desejo uma boa leitura! Beijinhos e até o próximo capítulo!

No dia seguinte, foi um tanto quanto difícil encarar David agora que Anthony havia retornado, por algum motivo, sempre que avistava o loiro seu coração parecia doer constantemente, e aquela expressão de dor...O severo David o percebeu e na hora do intervalo, a seguiu até aonde Rachel caminhava, a cercando e por fim a capturando, encostando-a sobre a parede. Gesto que a deixou assustadíssima.

— O que houve? Você esteve fazendo essa cara de quem está com dor de barriga o dia inteiro,

— David, eu...

— Diga logo.

— Eu e Anthony... Nós voltamos com o nosso relacionamento.

— ..Não está falando sério.

— Estou...

— Você está brincando comigo?! Rachel, quantas vezes mais terá de ser jogada fora por esse cara para entender?!

— David..!

— Esqueça...Apenas faça o que quiser,

E com isso, ele apenas se virou bruscamente e se afastou, o que fez com que o coração da morena se despedaçasse dentro de si. Havia feito o certo, não é mesmo?

O dia se passou e quando as aulas e treinamentos terminaram, estavam mais acabada do que o normal, apenas se animando quando passando pelo caminho de árvores de cerejeira e neste avistando a figura familiar: Faith, sentada em um banco fitando o céu noturno com uma expressão pacífica.

— Oh, Rah. Como você vai?

Ela perguntou em um aceno delicado com sua mão e sem pensar duas vezes, se jogou em um abraço na amiga, que abriu os olhos em surpresa.

— R-Rah?!

— Eu senti tanto a sua falta. Por onde você esteve?!

— D-Desculpa...É...Eu...viajei.

— ...

Sabendo que ela estava mentindo por ela ter desviado o olhar, ficou um momento parada olhando fixamente a amiga, porém logo sentou-se ao seu lado no banco e apertou firmemente sua saia tomando coragem.

— Eu soube...Você está doente, não é?

— ...! Quem...Oh...Veterano Anthony...

— Porque você mentiu para mim?

— Eu não queria te preocupar, me desculpa. Parece que só faço tudo errado.

— Não diga algo assim...Se você ousar mentir novamente, eu te dou uma coça sem ligar se você é fofa ou não. Avisada está.

E com isso, a ruiva passou a rir, tocada com a preocupação dela.

— Não é para rir!

— Oh, na verdade, eu vim para saber a sua resposta.

— Resposta de quê, gente?

— David...ele não te entregou?

— O quê?

— Entendo...Jogando sujo, isso não de faz.

— Não estou entendendo nada. Se você explicar ficarei eternamente grata.

— Uma carta que eu escrevi parra você.

— Ué, e porque ele não entregou? Cruzes, eu vou falar com ele amanhã! Isso não se faz! O que tinha nessa carta?

— Uma confissão.

— ...Oi? Fafa...Você é uma pecadora?Que inesperado, e eu pensando que é um anjinho...

— Não é isso...

— Não? Que tipo de confissão? Você se meteu em alguma confusão?

— Rah...Eu te amo.

— ....Quê? ah...Eu também gosto muito de você, nossa...eu estou ficando sem graça.

— Romanticamente!

Ela gritou com sua voz doce e as bochechas rosadas, aparentemente irritada mas ainda assim delicada. Congelando por alguns instantes, demorou para que retornasse à realidade.

— Incomum, não é? Esse tempo todo eu era rival do meu próprio noivo.

— E-Escuta, Fafa...Eu também amo você...Mas...Como amiga, quer dizer, somos mulheres...isso não é estranho?!

— É completamente natural.

— M-Mesmo...?

— Você já tentou?

— O-O quê?

— Com uma mulher?

— ...! AAH QUE NOITE LINDA, UMA NOITE PERFEITA PARA...

— Rah!

— D-Desculpa! Fafa, eu não consigo mudar isso, sabe..A verdade é que a pessoa que eu gosto é...

— ...?

— O seu ex.

— ..David?! De verdade?! Mas eu pensei que se odiavam!

— Eu odiava! Mas, quando eu me aproximei dele, eu percebi que ele é muito mais delicado e gentil apesar dessa aparência ríspida dele, aos poucos eu cabei caindo na teia dele.

— Oh, Rah...Mas e o veterano Anthony?

Aparentemente bem com a resposta que a morena lhe deu, a ruiva pareceu que já tinha a previsto e logo perguntou com preocupação sobre o rapaz que no caso era o atual companheiro da amiga.

— Ele pediu uma segunda chance, mas você você sabe... Eu sempre gostei dele, por isso... Eu pensei... "Esquecer o David deve ser o melhor" talvez...

— Mas...Você está mentindo para si mesma.

— Mentindo?

— Sim...Gostar e amar são coisas diferentes, Rahzinha. Você pode estar perdendo seu grande amor para se forçar a ficar com uma outra pessoa, iludindo ela.

— David não me ama...

— Ele ama sim, e muito. E há muito tempo, você sabe disso, não sabe? Desde o tal dia no mercado.

— ...

Relembrou-se e a voz dele ecoou em sua mente: "Naquele dia no mercado, há anos. Apesar de não conseguir ver minha verdadeira aparência, você continuou ao meu lado e fez coisas estúpidas ao ponto de conseguir me animar, eu nunca ri tanto na minha vida. Encontra-la de novo na universidade com certeza foi o destino."

Aquilo era verdade? Ah, como seria capaz de esquecer ele se realmente for? Que dura realidade.

— Dê tempo para o tempo, tudo vai se acertar. Pode contar comigo se precisar de apoio. Seja forte, Rah.

— Fafa...Obrigada.

E respondendo com um sorriso doce e gentil típico da ruiva, ela se despediu da amiga em um abraço demorado.

Depois daquele dia, Rachel e David passaram a se ver muito pouco, ele parou de ir ao lugar aonde sempre treinava naquele caminho cercado de pétalas de cerejeira, sempre que passando por lá na esperança de o ver, sentindo um vazio tomar conta de si. As coisas com Anthony aos poucos voltaram a andar direito, ele estava mais atencioso e sempre comunicava sobre praticamente tudo para que ela ficasse aliviada.

E logo que o ano se foi, era quase natal. A comemoração do término da universidade foi espetacular e o centro das atenções foi o brilhante aluno número um: David Bittencourt.Era a primeira vez que retornava a vê-lo e ainda assim, ele estava tão rodeado por pessoas que sequer conseguiu o cumprimentar. Como já era de se esperar, ele se tornou logo uma estrela em ascensão, depois de diversas participações notáveis em concertos, ficou mundialmente famoso, o que apenas o liderou para o caminho de centenas de viagens por semana, desde a comemoração, nunca mais o viu desde então, e isso a marcou profundamente, sempre na esperança infantil de acordar um belo dia e o ver lá. Então parece que o amor que ele tinha por ela foi apenas momentâneo, não foi? o certo é esquecer...e ir em frente.

Rachel, por sua vez, se tornou uma compositora e pianista bem reconhecida no país e Anthony também, sempre encantando com seus movimentos suaves, veio a ser um pianista espetacular, até melhor que ela, ousava pensar,

Após cinco meses, tinham um cronograma apertado porém que permitia que o casal se encontrasse de vez em quando, de vez em quando deparando com Faith também, mais saudável do que no ano anterior, coisa que deixou Rachel particularmente feliz. Assim passando o tempo doce, a rotina começou a se tornar normal como já era de se esperar.

— Que mania estranha.

— Ãhn? O que foi agora, Anthony?

— Porque você fica andando de um lado para o outro com um copo? Está me dando nervoso, já faz duas horas que você está nisso. Para quê isso,gente?

— Para tacar a água no chão e sapatear em cima.

— ...Abusada, hein.

— Shiu. Vou indo, boa noite.

— Bons sonhos.

E após se despedirem, ambos foram para seus respectivos apartamentos e a primeira coisa que Rachel fez foi se jogar na cama, caindo como uma pedra e só então percebendo que tinha uma caixa de papelão apoiada na cama quando bateu a cabeça nesta e se levantou em um pulo, resmungando baixinho e olhando para a caixa com ódio.

— Quê porcaria é essa?

Se perguntou a pegar a caixa com brutalidade e abrir a mesma com rapidez incrível, ficando paralisada ao ver o pano branco. Vagarosamente estendeu a mão trêmula e pegou o tecido branco que estava dentro do objeto, ah, era o lenço de David que lhe emprestara naquele dia do passeio. Caindo em lágrimas, tampou o rosto com o pano, abafando tanto a voz quanto as lágrimas que molhavam o pano. Quanto estava prestes a esquecer ele... porque isso tinha que acontecer?

Desde esse dia, meses se passaram e seu aniversário estava próximo, e como sempre, não planejava fazer exatamente nada além de comer um bolinho. Sempre odiou muita extravagância, o luxo é algo que pode corromper as melhores pessoas., ficava feliz com as coisas pequenas e que julgava essenciais da vida mas não podia afirmar com toda a certeza que atualmente era feliz e não sabia sequer o motivo.

Seu namorado era perfeito e bem sucedido.

Ela era bem sucedida.

Tinha uma boa fortuna e um nome reconhecido.

Era amada e acolhida por muitas pessoas.

Porque se sentia tão vazia então?

Refletindo sobre isso em uma caminhada no parque perto do apartamento, a figura de costas do loiro se afastando dela lhe passou pela mente e acabou murmurando.

— Isso não pode ser...Certo? Eu o esqueci...Eu o esqueci, e ainda assim...Talvez seja uma punição divina?

— Rachel!

Subitamente sendo chamada, virou-se e encontrou a figura do namorado ao seu lado, que a envolveu em um abraço apertado.

— EI, SEU IDIOTA! ISSO É VERGONHOSO, TODOS ESTÃO OLHANDO, PARE!

— Não precisa ser tão tímida, apenas ignore-os.

— Sem vergonha...

O tirando de cima de si com as bochechas avermelhadas, ele sorriu gentilmente como ele sempre o fez, e como sempre, conseguiu se acalmar por um momento de todos os pensamentos ruins. Até ele repentinamente fazer um movimento brusco e erguer o queixo da morena, prestes a lhe selar os lábios em um beijo, porém com a aproximação, acabou repentinamente vendo a figura do loiro no lugar do namorado, por conta disso deu um pulo se afastando, o que o surpreendeu e o deixou ligeiramente irritado já que ultimamente ela esteve o evitando bastante sem sequer saber o motivo direito.

— D-Desculpa...

— Não..Eu não deveria tê-la pressionado sabendo que é tímida em público, sinto muito.

— Tony, não é isso...

— Está tudo bem..

Ele assegurou afagando a cabeça da menor carinhosamente, mas ainda assim..

— (O que está acontecendo comigo...?!)

— Ah, Rachel, eu queria conversar com você sobre algo muito importante...

— ...? O que foi?

— Casamento...O que você acha?

— ...?! Q-Que jeito estranho de se propôr.

— Eu sei que você não gosta de nada antecipado e se eu lhe comprasse algo caro como um anel de diamante você se acharia na obrigação de se casar comigo pela culpa.

— (Ele leu minha mente...) Eu...Irei pensar sobre isso...Tudo bem?

— Sim...Rachel...

— Oi?

— Eu te amo.

— ...! P-PARE DE DIZER COISAS VERGONHOSAS ASSIM, ESTÚPIDO.

— Eu...te...amo. É apenas a verdade.

— EU VOU TE BATER!!

Quando chegou no apartamento após a caminhada, estava pálida e trêmula. Deus do céu...Ele a propôs, não foi isso? O que ela deve fazer?! Desnorteada, ligou para Faith, a única amiga a qual podia confiar.

— Fafa...Me desculpe, estou incomodando?

— Rah? Aconteceu algo?

— Tony ele...ele me propôs.

Sussurrou ao telefone, e logo a ruiva gritou do outro lado.

— Oooh! Isso é incrível, meus parabéns!

— O QUE EU FAÇO?!

— ...? O que houve? você parece bem desesperada.

— ...Ei..Fafa..Eu...Posso ser franca?

— Mas é claro!

— É o David...Não sai da minha cabeça, eu estou enlouquecendo.

Em prantos, a voz do outro lado da linha pareceu se tingir com pena e passou a tentar acalmar a morena.

— Não chore... Não precisa se pressionar tanto.

— É claro que eu preciso...Não sei o que eu devo fazer!

— Rah...Escute...

— ...?

— Você AMA o veterano Anthony?

— A-Amar é algo bem f-forte...

— Você gosta dele?

— É lógico, bastante!

— Como um irmão, certo?

— ...

— Eu e o David já sabemos, você e o veterano Anthony cresceram no mesmo orfanato.

— Vocês...

— Sim, estudamos você. Eu sinto muito invadir a sua privacidade. Era uma obrigação do representante ter certeza que os alunos de suas respectivas turmas não viriam a provocar nenhum escândalo, e ao ajudar os mais velhos contatando os detetives que haviam sido contratados, bom, quando David descobriu sobre vocês dois...Ele apenas ficou em silêncio e não mencionou nada para não destruir suas reputações. Como naquela época nós ainda estávamos juntos, eu acabei descobrindo mas jurei manter segredo. Desculpa...

— Ele é uma pessoa muito gentil, huh...Podia ter perdido seu posto e todo o reconhecimento que tinha conquistado por ser um mentiroso.

— Não é? Eu também achei um gesto muito corajoso da parte dele...Rah?

— Eu não posso fazer isso...

— ...? Como assim, Rahzinha?

— Não posso casar com Anthony.

— ...

— Eu o iludi por tanto tempo e acima de tudo, não apenas ele, eu fechei os meus olhos e tudo o que vi foram mentiras. Por isso tudo o que sinto dentro de mim é...nada.

— Rah...

— Eu vou terminar com isso de uma vez, não foi certo. Eu não sei o que tinha em mente quando voltei para ele, eu deveria ter ficado firme.

— Siga o seu coração.

— Fafa...Obrigada, sou abençoada por ter você.

— Espero ter conseguido aliviar você ainda que um pouco, venha me ver se quiser chorar depois disso.

— Muito obrigada, de verdade...

— De nada, fighting!

Após a conversa, abraçou o próprio corpo tentando se encher com determinação, mas era um assunto muito delicado.

Diversos dias se passaram e com o peso da culpa caindo sobre os seus ombros a cada vez que Anthony sorria para ela, se sentia um monstro, uma manipuladora fria e que agora seria ela aquela que o abandonaria. Nunca seria perdoada por isso, mas a decisão de rejeitar a proposta apenas se fortalecia com o passar das horas, os momentos juntos não eram mais felizes...

Eram torturantes. E imaginava até quando conseguiria suportar tudo aquilo.

— Posso ver pelo seu rosto que você já tem uma resposta, não é?

— ...

— Entendo..

— Não posso fazer isso, eu realmente, realmente...sinto muitíssimo. Tomei um tempo importante seu.

— Eu não me arrependo de nada.

— ...!

— Obrigado por ter me deixado te amar por esse tempo, por favor, não se esqueça de mim e mantenha contato, sim?

— Tony....

Com lágrimas caindo cor suas bochechas, levou ambas as mãos ao rosto, sendo abraçada carinhosamente pelo moreno, apenas se soltou e chorou por tudo o que fez e deixou de fazer com ele por seu egoísmo. Ainda assim...estava sendo perdoada por isso.

Era uma mulher de sorte por ter tantas pessoas boas ao seu redor, principalmente Anthony. E mesmo que fosse algo horrível de confirmar...Sua consciência estava mais leve e a dor que a perfurava internamente parou de doer, destruída pela gentileza do amigo de infância.

Ah, Anthony Tierney...Nunca o esquecerá.

Adorado irmão.

— Rah? Bom dia. Me desculpe por ligar tão cedo....

— Oh..Fafa...Tudo bem, como hoje é meu aniversário tenho o dia livre mesmo.

— Sabe de uma coisa? Eu tenho um presente para você...Mas eu o deixei sobre o banco naquele caminho agradável que tinha várias árvores de cerejeiras.

— Pedindo para a aniversariante ir atrás do próprio presente...

— Me desculpa...É que eu o esqueci lá há algumas horas por puro descuido e agora mesmo estou no hospital.

— Farei isso logo então antes que vejam e peguem ele, okay? Eu te ligo quando voltar.

— Certo!... Feliz aniversário, Rahzinha!

— Obrigada! Beijos.

Se levantando com minha preguiça da cama, após tomar o café e fazer tudo devidamente, já arrumada, saiu de casa a bocejar. Só a Faith mesmo para conseguir a tirar de sua toca em um dia desses.

Sem entender o porque de a ruiva ter esquecido o presente na antiga universidade em que estudaram juntas, levou em consideração que talvez ela estivesse matando as saudades do lugar e suspirou a inflar as bochechas caminhando por aquele nostálgico caminho repleto por pétalas de cerejeira. Assim como naquele dia...

Repentinamente escutou o ecoar de uma canção que claramente vinha de um violino com perfeição.

— Fur...Elise?!

Apressando o passo para a direção de onde vinha a melodia, encontrou aquela pessoa no lugar em que sempre treinava.

— David...?

Piscou várias vezes, aquilo não poderia ser uma ilusão de sua mente, certo? Pensava que nunca mais o veria, cogitando que estava caindo na loucura.

— Quanto tempo, Rachel.

— P-Porque...

— É seu aniversário, não é?

Indagando, ele estendeu sua mão após guardar o violino em sua capa, entregando-lhe uma rosa tão vermelha quanto as bochechas dela naquele momento, com os olhos marejando, apenas pulou para cima do mesmo em um abraço apertado.

— Desculpa! Eu te amo... Eu não consigo te esquecer, apesar de tudo. Muitas pessoas sofreram por minha causa, eu sou realmente a pior.

— Ei...Isso é...! Uma confissão?

— CALE-SE! N-NÃO SEI DO QUÊ VOCÊ ESTÁ FALANDO.

Tentando se afastar quase que de imediato, acabou sendo envolvida pelos braços do loiro, sendo impedida de concluir a ação.

— Pensei que esse dia jamais chegaria. Isso não é uma rejeição. Pelo contrário, Rachel...Eu quero mais que isso, tê-la unicamente para mim.

— ...? Eh? C-Como assim?

— Quer casar comigo?

— CASAR?! M-Mas...! (Não era isso que eu estava esperando por esse tempo todo de um relacionamento? É como um sonho. Apenas diga que sim, Rachel, que droga!)

— Eu sei, será uma vida de viagens constantes. Mas eu lhe garantirei tudo...Teremos uma vida confortável, darei espaço para que você também trabalhe, conforto, atenção e o essencial...Amor, isso eu não deixarei de lhe oferecer um segundo sequer como pelos últimos anos, embora nunca tenha o percebido antes.

— PARE DE SUSSURRAR ESQUISITICES NO MEU OUVIDO!

— Não a deixarei ir tão facilmente, pense sobre isso. Ok?

— Eu quero!

— ...! Rachel, você não está sendo precipitada? Tem...certeza, mesmo?

— Tenho...Por todo esse tempo, você não saía da minha cabeça. Se isso não é amor, é o quê?

Ela revelou, escondendo o rosto sobre o peito do maior, sentindo-se estúpida falando aquilo em voz alta,

— Então...Vamos fazer isso.

— Fazer o quê?

— ...

— S-SEU...PERVERTIDO!!!

E as horas e os dias passaram juntos, a eternidade parecia ser o caminho para os dois naquele interminável...

Sonho.

Notas finais
E esse foi o último capítulo! Foi uma experiência incrível para mim, nunca me senti tão à vontade escrevendo uma história. Eu apreciei muito e com certeza planejo fazer mais histórias assim no futuro. Espero que todas tenham gostado também tanto quanto eu!! Kissus e obrigada à todos(as) que me acompanharam até aqui! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!