Dread Of The Grave.
1 Prólogo - A Noite começa
Dois seres sem nome se vêem no topo de uma colina repleta de destroços, o céu vermelho os iluminava, revelando a sua palidez completa, destroços de casas os envolviam, juntamente com o que pareciam ser esqueletos humanos, velhos e deteriorados pelo tempo, podia se dizer que o lugar que aqueles dois seres estavam realmente poderia ser feito apenas com entulhos, casas e corpos talvez, deveria sim haver mais lá, porém, o visível era apenas isso, nem uma grama sequer de terra a ser vista. Uma lua azulada iluminava os dois, um deles, o que tinha, como dito, uma pele pálida, porém não branca, era um vermelho pálido, num tom fraco e frio, este, começou a falar num tom forte, porém, ainda sim meio triste, com razões para tal:
-Quantos anos?-Falou olhando ara a lua vermelha, deixando seus olhos da mesma cor em destaque- Quantos? Vamos ter que ficar aqui para sempre irmão?
Falava no mesmo tom sempre, deixando sua tristeza e melancolia quase imperceptíveis, apenas seu irmão entendia o sofrimento dele, o irmão, com a pele também vermelha, porém, diferente do irmão que possuía cabelos brancos curtos, este possuía longos cabelos da mesma cor, e continha em seu rosto uma expressão um pouco mais feliz, sendo sua voz, mais suavizada, e não tão destruída pela melancolia:
-Não pense assim, olhe para lá, aos poucos eles destroem o que foi nosso, de pouco em pouco, comem nossas terras com metal, e bebem nossos rios com a água deles, eles estão se destruindo sozinhos. — Falou o irmão mais velho, colocando sua mão sobre o ombro do mais novo. — Podemos ver também, não existe mais aquela velha centelha neles, eles não tem mais "vida", estão meramente vivendo, porém, seus motivos se perderam a anos, são apenas pobres almas, sinto até pena deles pelo futuro que lhes aguarda.
O irmão mais velho se levantou, e apontou para baixo, revelando ao irmão, apenas fumaça e metal, era o que estes seres viam, metal, fumaça e luzes, obviamente, haviam outra raça lá, de pele mais clara, e de cabelos de diferentes cores, variando mais entre negro e loiro, porém, estes sinceramente não chamavam a atenção, andavam, falavam, riam, choravam, porém, algo estava errado, o metal e as luzes, eram mais interessantes aos olhos dos irmãos que está outra forma de vida, poderiam simplesmente não estar lá, que para ambos, faria pouco diferença, porém, o irmão menor mostrava certo desprezo a eles:
-Veja o que fizeram irmão...Onde está tudo aquilo que nossos avós nos contavam sobre os ancestrais? Onde está a beleza de antes? — Rangia os dentes com raiva, seus olhos azuis mudavam para um padrão negro- Quanto tempo até podermos ir lá? Apenas me responda isso.
O irmão mis velho ficara com uma expressão triste ao ver o rosto do irmão tão cego pela fúria que tinha, então apenas decidiu que seria melhor responde-lo com sinceridade:
-Pouco, não sei o quanto, mas iremos sentir o momento.
O irmão menor fez um sinal de confirmação com a cabeça, descendo a colina a colina aos pulos logo em seguida, deixando fundas marcas de pegadas onde pisava.
O irmão mais velho agora assumia uma expressão mais melancólica na ausência do irmão, ao mesmo momento em que um outro volto se mostrava atrás dele, menos pálido, porém, até mesmo sua coloração de pele era diferente, este tinha uma pele completamente branca, como o marfim intocado, e seus olhos eram vermelhos, assim como a pele do irmão. Este se aproximou calmamente para o lado dele, ficando de pé, dando a se reparar assim a grande diferença de altura entre os dois, deixando o irmão em destaque.
-E eu? Vou ver aquilo virar nosso novamente? — Falou olhando para baixo, deixando que logo, o sorriso de antes desaparecesse por completo, dando lugar a um triste e sem vida.
-Não....Você sofreu muito já.....Não é melhor você simplesmente.....Bem, você sabe — O vulto tinha em si uma expressão de dó, olhava para o irmão segurando lágrimas, na visão dele, o grande ser em sua frente, era apenas um grande guerreiro que estava para encontrar seu fim.
-Não meu amigo, Quero ir o mais longe que conseguir, se tiver que ir rápido, que seja pela sua mão, ou pela de meu irmão.
Ambos os seres começaram a descer a colina, olhando uma ultima vez para o monstro que antes havia se tornado sua terra, e que em breve, teriam que concertar, destruir tudo, e começar do zero.
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