Dramione - Side Effect
1 Prólogo
Notas iniciais
Vou tentar portar 1 vez por semana. Vamos ver se consigo!
- Eu não peguei nada! Eu não peguei nada!
- Não minta para mim!
- Ahhhhhhhhhhhhh!
O grito agoniante e cheio de dor preencheu os meus ouvidos. Girei a maçaneta da porta e nada.
- Alorromora! – gritei, com a varinha apontada para o buraco da fechadura. Nada!
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! – outro grito. Meu corpo de retesou em resposta, ouvi-la gritar e não poder fazer nada era como ter milhares de facas de gelo penetrando meu corpo. Meu coração parecia que tinha parado de bater, pesava em meu peito. O ar se recusava achegar até meus pulmões.
- Bombarda! — de novo o feitiço não funcionou.
Procurei por outra saída, mas não havia janelas, nem portas, apenas paredes sólidas. Aquilo era quase um armário de vassouras.
- Não, por favor, não! – ela suplicou. Aquilo estava me corroendo, eu podia sentir a dor e a agonia dela. Eu precisava tirá-la de lá.
- Bombarda Maxima! – mais uma explosão que nem mesmo arranhou a madeira.
- Mas que merda! – xinguei alto.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! – quando aquele último grito chegou aos meus ouvidos, todos os pelos do meu corpo se eriçaram, minha cabeça rodou. Respirei fundo para recuperar a sanidade e percebi que estava de joelhos no chão. Apoiei as mãos na porta e me forcei a ficar de pé.
Os gritos pararam, mas um choro cortante os substituiu. Eu podia imaginar as lágrimas escorrerem por sua pele clara, eu já tinha visto isso acontecer diversas vezes. Eu já tinha feito isso acontecer diversas vezes. Atirei-me contra a porta com toda a força que consegui reunir, bati nela com a lateral do corpo e fui lançado para trás. Ignorei a dor que tomou conta do meu ombro direito e avancei de novo, e mais uma vez. Afastei-me e chutei a madeira com o solado do pé. Nada parecia fazer diferença.
Congelei no lugar. O choro também tinha parado. Agora só havia silêncio do outro lado e isso era ainda mais desesperador. Então, a porta se abriu. Saí do cômodo para a mais completa escuridão.
- Lumos Maxima! – a ponta da minha varinha lançou uma bola de luz através da sala e pude vê-la. Estava deitada no chão, de costas para mim, no extremo oposto do imenso ambiente.
Comecei a correr, mas por mais que forçasse meu corpo para frente e fincasse os pés no chão procurando dar mais impulso, eu parecia não sair do lugar. Abri a boca para gritar seu nome, mas minha voz não saiu.
Alguma coisa pareceu se mover na escuridão a minha direita. Agora eu precisava mesmo alcançá-la. Concentrei-me em me mover e finalmente consegui avançar. Mas, ainda assim, eu não estava tendo muito progresso. A coisa parecia estar mais perto agora. Quando cheguei a uns quatro metros dela, uma luz verde surgiu, vindo da coisa, diretamente, para ela.
- HERMIONE! NÃO! – me joguei de encontro a seu corpo inerte...
Mas não consegui alcançá-la, não consegui ver se a maldição a atingira. Acordei gritando, com o nome dela ainda preso na garganta. O mesmo pesadelo, de novo. Já era a terceira vez só essa semana. Por sorte eu agora vivia sozinho naquela casa, ou teria acordado a todos e teria que dar muitas explicações. Droga! O que eu ia fazer quando voltasse para a escola e tivesse que dividir o dormitório com aqueles idiotas?
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