[Dramione] - Revelações 2 - Escolhas
1 Prólogo - The Sentence
Notas iniciais
Prólogo — The Sentence
– Srta. Granger, a senhorita, tem algo a acrescentar?
– Tenho sim Sr. Ministro. Eu amo Draco Malfoy.
Foram essas as palavras que mudaram minha vida. Assim que eu as ouvi meu corpo reagiu sozinho, eu não tinha controle, eu apenas sabia que precisava beijá-la. Saí em disparada do meu assento no tribunal e fui de encontro a ela. Nós estávamos a poucos metros um do outro o tempo todo, mas para mim aqueles poucos metros eram quilômetros, um abismo. Abismo esse que eu ultrapassei em velocidade ímpar, apenas para selar os lábios dela com os meus. Eu estava decidido, Hermione seria minha, apenas minha e de mais ninguém.
Eu sabia que o tribunal devia estar um caos a nossa volta, mas tudo que existia para mim naquele momento era ela, seus lábios doces, o cheiro do perfume, a pele suave, a mão delicada que me segurava pela nuca me puxando para mais perto, tentando diminuir uma distância já quase inexistente.
Afastei-me muito a contra gosto e olhei em seus olhos, o castanho nunca teve um brilho tão intenso quanto aquele. Soltei um riso involuntário, se eu tivesse que morrer nesse exato momento, eu morreria feliz.
– Eu amo você, Hermione Granger.
– E eu amo você, Draco Malfoy.
Beijei-a novamente enquanto a erguia em meus braços e girava no lugar. Eu explodia de felicidade, pelo menos até ouvir a voz do ruivo atrás de nós.
– COMO É QUE É? HERMIONE! COMO ASSIM VOCÊ ME TROCOU POR ESSA DONINHA LOIRA QUICANTE?
Soltei Hermione e me preparava para explicar alguma coisa, ou pelo menos tentar, mas não tive essa oportunidade: assim que me afastei o suficiente de Hermione o ruivo pulou sobre mim me dando um soco. Fui ao chão e senti o gosto de sangue em minha boca. Maldito Weasley! Três pessoas seguravam o Cenoura-ambulante pra mantê-lo afastado de mim, entre eles o Potter, com o qual o ruivo gritava.
– Eu não acredito que você tá defendendo essa fuinha, Harry!
Passei a mão no rosto para limpar o sangue do canto da boca, Hermione e um auror qualquer vieram tentar me ajudar a levantar. Dispensei a ajuda de ambos e me pus de pé. Minha mãe olhava aterrorizada a cena, dividida entre ficar no lugar e correr para me socorrer, Shacklebolt tentava fazer sua voz soar mais alto que a bagunça do ambiente.
– Rony, por favor, já chega! Silêncio todos. Vamos nos organizar aqui, estamos no meio de um julgamento!
– Calma? Você quer que eu me acalme, Kingsley!?
Weasley virou as costas, irritado, e saiu gritando coisas como “Aquela fuinha me paga” e “Como Hermione pôde se apaixonar por ele?”. Potter saiu correndo atrás do amigo e as coisas dentro do tribunal começaram a se acalmar. Fui guiado de volta ao meu assento e minha mãe me abraçou e começou a inspecionar meu ferimento. Hermione sentou-se em seu lugar e os jurados voltaram a sua pose imponente.
– Okay. Vamos retomar as coisas de onde paramos. Os Srs. jurados, por favor podem se retirar para decisão da sentença.
Minha mãe e eu ficamos sentados, esperando a sentença, por pelo menos uns dez minutos, ao fim dos quais os jurados voltaram a se juntar a nós para declarar o veredicto.
– O júri já tem um veredito?
– Sim ministro.
– A ré, Narcisa Black é declarada?
– Inocente das acusações. Porém, tendo em vista que a conduta dela não foi das mais exemplares, este júri a sentencia a prestação de serviços comunitários no Centro de Apoio Psicobruxo Pós-Guerra, coordenado por Andrômeda Tonks, pelo tempo de um ano.
– O réu, Draco Malfoy é declarado?
– Culpado pela pratica de magia das trevas; por auxiliar o grupo de Comensais da Morte na invasão da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts; da tentativa de assassinato de Alvo Dumbledore; de usar a Maldição Imperdoável Imperius.
– Qual é a sentença?
– O réu deverá prestar serviço comunitário, auxiliando na reforma e reconstrução da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts até que a mesma esteja pronta para receber os alunos novamente e trabalhará como assistente medi-bruxo no Hospital St. Mungus Para Doenças e Acidentes Mágicos pelo período de um ano após o mesmo concluir sua formação. É imprescindível que o réu obtenha média mínima “Ótimo” em seus Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia — NIEM’s — de Poções e Feitiços, caso contrário não estará apto a trabalhar no St. Mungus.
– Caso o réu descumpra alguma das exigências?
– Será submetido à prisão em Azkaban pelo período de um ano, sem direito a liberdade condicional e visitas.
Hermione que até aquele momento estivera quieta e observando, levantou-se da cadeira gritando.
– Isso é injusto! Kingsley você não pode permitir!
– Hermione, é a decisão do júri. Não posso fazer nada.
– Mas é injusto.
Resolvi me meter.
– Hermione, o que exatamente é injusto?
– Você entendeu que se descumprir qualquer uma dessas ordens da sentença vai ser preso?
– É claro que sim, não sou idiota.
– E você não acha isso injusto?
– Ser preso? – puxei-a para meus braços envolvendo-a carinhosamente – Hermione, meu amor, eu estou achando incrível o fato de eu só ser preso em último caso. Eles estão me dando uma chance e eu vou cumprir tudo corretamente.
– Mas, Draco...
– Nada de mas Srta. Granger. – sorri e levantei seu rosto para poder olhá-la nos olhos – Eu vou reconstruir Hogwarts, me formar e vou trabalhar no St. Mungus. E você vai garantir que eu tire Ótimo em Poções e Feitiços. Tudo bem?
– Okay.
Fale com o autor