Dramione - Orgulho e Preconceito
46 Tempo
Notas iniciais
Prévia: _O tempo passou muito rápido, não? – disse olhando para frente – Parece que foi ontem que a professora Minerva nos deu a notícia e depois de amanhã... – eu não gostava nem de pensar naquilo. Era uma coisa horrível, como o Ministro deixa uma decisão dessa para o filho do acusado?
Capítulo 46 – Tempo
POV. HERMIONE GRANGER
Saímos da sala, direto para o jardim, para vermos se assim esfriaríamos a cabeça.
_Obrigado. – disse Draco.
_Pelo que? – perguntei sem saber.
_Por ter dito tudo aquilo sobre mim, e sobre minha mãe. – falou olhando para o lago.
_Eu não fiz mais do que a minha obrigação. E você deveria prestar queixa. Ele não deveria ter dito aquilo...
_E dar esse gostinho a ele? – perguntou olhando para mim – Só pode estar brincando, não é?
_Não. Isso não pode continuar assim. Ele vai continuar a falar assim com outros alunos. Você tem que fazer alguma coisa. – falei com aquele meu famoso tom de mandona.
_Não Hermione. Não vou fazer isso.
_Ei, a orgulhosa na história sou eu lembra? – brinquei.
Ele olhou para mim e sorriu fraco, e disse:
_Só você para me fazer sorrir, não é mesmo? – eu não disse nada e apenas sorri.
Depois de algum tempo calados, algo que o Robert disse veio a minha mente.
_Draco? – chamei-o.
_Sim?
_Seu pai virá aqui depois de amanhã? Para receber o julgamento?
_Sim. – suspirou.
_O tempo passou muito rápido, não? – disse olhando para frente – Parece que foi ontem que a professora Minerva nos deu a notícia e depois de amanhã... – eu não gostava nem de pensar naquilo. Era uma coisa horrível, como o Ministro deixa uma decisão dessa para o filho do acusado?
_Pois é. Mas, eu acho melhor assim. – e vendo que eu não entendi continuou – Pelo menos eu me livro disso logo, e eu e minha mãe podemos viver em paz.
_Pensando por esse lado...
_Eu não sei se conseguiria passar por tudo isso sozinho. Pode parecer uma coisa boba, mas não é. É dureza passar por tudo isso e ainda ter que encarar todos. – disse – Mas, eu tenho sorte de ter você ao meu lado.
_Sempre terá. Sabe disso. – disse dando-lhe um selinho.
Ficamos um bom tempo deitados juntos, ali em baixo de uma árvore qualquer. Pode ser uma árvore qualquer, mas eu estava ótima ali com ele ao meu lado. Acho que eu sobreviveria toda minha vida em Azkaban desde que ele estivesse ao meu lado.
Quando se encontra alguém que você realmente ama, não há um momento se quer que esteja infeliz, desde que esteja com ela. Você pode passar por tudo, vivenciar tudo, que ficará bem.
E a melhor parte é que você nunca se cansa dela, nunca enjoa dela, e nunca fica entediada. Você sempre tem o que fazer, e mesmo que não tenha, basta ficar abraçada com ela, quieta e em silêncio que é como estar no paraíso. Se bem, que o paraíso comparado a isso não é absolutamente nada.
Eu acabei adormecendo abraçada a ele, e tive os mais belos sonhos que alguém poderia ter. Sonhei que estávamos andando em um campo de mão dadas, tipo aqueles sonhos que mostram em filmes, nós riamos e nos beijávamos. Conversávamos, fazíamos um piquenique e ficávamos apenas nos olhando e sorrindo um para o outro.
Um sonho tão real, que foi quase ruim ter acordado. Mas, assim que acordei pude perceber que o sonho não fez jus a sua beleza. Ele estava me olhando com o sorriso mais lindo do mundo.
_Você fica linda quando dorme, sabia? Mais ainda, se é possível.
_E você é lindo quando eu acordo. Mais ainda, se é possível. – disse e ele riu.
_Vem, vamos almoçar. – disse ajudando-me a levantar.
Fomos então para o Salão Principal almoçar, eu não tinha notado mas eu estava com muita fome.
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