Notas iniciais
Olá!!!!!! Hoje estou um pouco mais satisfeita com o capítulo, eu consegui fazer um capítulo maior do que eu estava fazendo esses dias, 959 palavras não é o máximo? Bom, espero que gostem e tenho uma coisa a dizer: eu tive criatividade para um trecho do capítulo que eu vou sublinhar para saberem kkk

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Prévia: _Por que? – ele riu – Porque você é o meu filho.

Capítulo 47 – O julgamento.

POV. DRACO MALFOY

Hoje era uma típica manhã de primavera. Não estava nem calor, nem frio. Os pássaros cantavam do lado de fora da janela, avisando que o sol já nascera. Aquele poderia ser um belo dia... Para qualquer outra pessoa que não fosse eu.

Sim, porque hoje era o dia em que o Ministro iria trazer o meu pai até o castelo para que eu, Draco Black Malfoy, escolhesse o futuro dele. É claro que eu já possuía a total certeza do que eu decidiria, porém saber o que escolher e realmente escolher são duas coisas totalmente diferentes. E embora o que eu fosse escolher fosse a coisa certa, ao meu ponto de vista, eu teria que arcar com as consequências daquele ato.

Respirei fundo e tomei impulso para levantar-me da cama, sentei e coloquei meus chinelos, porém, continuei sentado, parado, olhando para o nada.

_Coragem, Draco. Coragem. – disse a mim mesmo e levantei.

Peguei minha toalha e minha roupa, abri a porta do meu quarto e saí para o salão comunal para ir ao banheiro tomar meu costumeiro banho matinal.

Nada melhor do que um bom banho para clarear seus pensamentos, é como se a água que cai lavasse toda a sua alma, possibilitando que você pense com clareza e calma.

Assim que terminei de me trocar, voltei para o salão e encontrei uma Hermione sonolenta saindo do quarto, meio cambaleando e coçando os olhos. A visão mais linda do mundo.

_Bom dia Draco. – disse bocejando.

_Bom dia meu amor. – disse sorrindo e observando-a.

_Dormiu bem?

_Eu tentei, mas não me saí muito bem. – confessei.

_Vai dar tudo certo, Draco. – disse aproximando-se de mim – Quando menos esperar isso tudo terá passado.

_Assim espero. – ela me abraçou e enterrou sua cabeça em meu peito.

_Estarei com você nisso. Sempre estarei.

O Ministro chegaria logo depois do café da manhã, mas isso não significa que eu iria consegui comer alguma coisa. Mesmo o Blásio forçando-me e quase dando na minha boca, eu não consegui comer. Afinal, era a vida do meu pai que eu iria decidir daqui a pouco e ele queria que eu comece alguma coisa?

Eram aproximadamente dez horas quando a professora Minerva foi até o jardim, onde eu estava para me chamar e avisar que o Ministro estava me esperando na sala dela.

_A Hermione pode ir junto? – perguntei. Seria melhor com ela ao meu lado para me dar forças.

_Não acho que é uma boa ideia. – disse Hermione.

_Acho que é melhor. – concordou a professor – Você pode dar apoio moral a ele.

_Tudo bem. – concordou e foi comigo.

Ao chegarmos à sala da diretora demos de cara com o Ministro, mais cinco aurores de segurança e o meu pai com o uniforme de Azkaban, correntes prendendo seus pulsos e todo sujo e acabado.

_Draco! – exclamou ele a me ver, ele parecia aliviado.

_Ministro. – cumprimentei-o ignorando totalmente meu pai.

_O que faz com ela? – perguntou meu pai espantado, referindo-se a Hermione. – O que essa sangue-ruim fez com você?

_Lave a sua boca para falar da minha namorada. – disse um pouco exaltado, mas assim que percebi respirei fundo e disse – Ela é minha namorada.

_Por Merlin! – exclamou descrente.

_Bom, que sejamos rápidos. Temos mais coisas para fazer além de resolver esse caso.

Sentamos em uma cadeira que a professora conjurou para nós, e os aurores e meu pai ficaram em pé.

_Eu, Kingslay Shackelbolt, Ministro da Magia transfiro o poder de decidir o resultado do processo de Lúcius Malfoy ao seu filho, Draco Black Malfoy. E o motivo desta decisão é: último desejo de Lúcius Malfoy pela pena de morte. – ele terminou de ler o pedaço de pergaminho e olhou para mim – Alguma pergunta?

_Ele pediu para que eu decidir? – perguntei totalmente confuso.

Para mim quem havia decidido isso era o Ministro e não o ele próprio.

_Sim.

_Por que pediu isso? – perguntei ao meu pai.

_Por que? – ele riu – Porque você é o meu filho.

Mas, é claro! Agora tudo fazia sentido. Ele desejou isso, e como era o seu último desejo não poderia ser negado, ele achou que eu iria decidir que ele fosse inocentado de tudo.

Hermione olhou para mim deixando claro que tivesse chegado a mesma conclusão. Olhei para a professora Minerva que tinha em sua face, uma expressão de choque e depois de descrença.

_E então? – perguntou o Ministro – Qual é a sua decisão? Ele é inocentado de todos os seus crimes ou ele ganha o beijo do dementador?

Eu fiquei em silêncio por um instante, olhei do meu pai para a Hermione, que assentiu incentivando-me, depois olhei para a professora Minerva que olhou-me com compaixão e em seguida olhei novamente para o meu pai que tinha um sorriso doentio em seu rosto.

_Ele levará o beijo do dementador. – disse por fim.

_O que? Como? – começou a gritar – Você é o meu filho! Você me traiu!

_Quem nos traiu primeiro foi você. Eu e a mamãe, você nunca gostou de nós, sempre nos maltratou. Sempre maltratou todo mundo, e mesmo indo parar em Azkaban continua o mesmo, com sede de poder, sede de vingança. – disse olhando em seus olhos – Eu tenho pena de você.

_Tem que assinar aqui, senhor Malfoy. – pediu o Ministro entregando-me uma pena e o pergaminho que ele lera.

Eu assinei e perguntei:

_Será que eu poderia me retirar?

_Sim, muito obrigada. E desculpe fazê-lo passar por tudo isso. – disse – Sei que não deve ter sido fácil.

_Não, não foi. Mas, o senhor não teve culpa, só fez o seu trabalho. – disse a ele.

E sem mais olhar para aquele homem que eu um dia chamei de pai, peguei na mão da Hermione e saímos de lá.

Finalmente esse momento havia chegado, e havia passado.

Notas finais
Viram a minha criatividade? Kkkk não é muita mas....