Dramione - House Of Night
10 Visita Indesejada
Notas iniciais
O carro de Draco estava parado em frente a uma enorme mansão, não tão grande quanto a dele, claro. Era a casa de seu melhor amigo de infância, Blásio Zabini.
– Draco? — O moreno se assustou ao ver um Draco sorridente à sua porta. — Quem é vivo sempre aparece. — Sorriu Zabini.
– Ah, cara, vê se não enche e me deixa entrar. — Draco riu e entrou na casa.
Sentaram-se no grande sofá da sala e Zabini serviu um copo maravilhoso de whisky.
– Então, o que o traz aqui a essa hora?
– Você foi à minha casa ontem, então vim à sua hoje. — Sorriu tomando um gole. — O que queria comigo?
– Conversar. Astoria tem me deixado louco. Nós brigamos todo dia e ela me põe para fora da casa dela. Ontem foi o mesmo, mas ela parecia mais irritada, pediu que eu nunca mais voltasse.
– Desde que eu me lembro vocês estão juntos, me admiro ainda não terem casado. — Draco riu gostosamente da cara do amigo.
– Não fale isso nem brincando. — Zabini puxou um maço de cigarros do bolso e levou um à boca. — Ainda fuma? — Ergueu o maço oferecendo um à Draco que deu de ombros e aceitou.
– Só quando necessário.
– Por que não para de sorrir feito um retardado? — Zabini perguntou desconfiado. — Isso só pode ser uma coisa: mulher.
Draco manteve o tom de mistério mas não por muito tempo.
– A conheci a alguns dias, o nome dela é Hermione, Hermione Granger.
– Alguns dias? Cara, ela deve ser maravilhosa! Olha só pra você, está apaixonado. — Draco fez uma careta e Zabini deu uma longa gargalhada. — Nunca pensei que fosse te ver assim de novo. A última vez que te vi assim, foi quando estava de casamento marcado com a Pansy.
Zabini riu mas percebeu segundos depois que o loiro não o acompanhou.
– Não precisava lembrar disso cara. — Draco falou chateado lembrando-se do passado.
Draco e Pansy namoravam desde o segundo grau. Quando ambos completaram 21 anos, noivaram. Jovens saudáveis e perdidamente apaixonados um pelo outro, ao menos era o que Draco pensava. Uma semana antes do dia do casamento, Pansy disse que gostaria de ter uma conversa séria com ele. Naquele dia, Draco perdera seu chão. A garota havia dito que não o amava mais, que havia conhecido outro cara que era com quem gostaria de ter uma vida. Draco fechou-se para o mundo e prometeu nunca mais se apaixonar por ninguém, ela seria a primeira e a única mulher a fazê-lo sofrer dessa forma. Desde então, o assunto Pansy Parkinson era um assunto delicado para ele. Não que ele ainda fosse apaixonado por ela, ele ainda guardava um rancor nada saudável dela.
– Desculpe. — Zabini falou meio sem jeito. Achava que o amigo já havia se recuperado disso.
– E eu não estou apaixonado por Hermione. Apenas estou, como posso dizer? Deslumbrado por ela. Eu a conheci na House of Night. — Zabini o olhou com a sobrancelha arqueada.
– Você está assim por causa de uma putinha qualquer de um clube de stripper? — Perguntou com desprezo.
– Não fale assim dela! — Draco soou agressivo e Zabini recuou alguns centímetros no sofá. — Ela não é uma qualquer. Por algum motivo que eu ainda não descobri ela esteve lá naquele dia. Nós saímos hoje a tarde. Ela é inteligente e bem, é mãe de dois filhos. — Draco falou casualmente.
– Cara, quanto mais você fala dela, mais eu acho que você está ficando louco. Você está entrando numa grande encrenca, me escuta. Depois que você entrar, vai ser difícil sair. — Draco deu de ombros.
– Eu gosto da companhia dela. — Zabini balançou a cabeça negando-se a acreditar que Draco estava cego por essa mulher. — Quando você a conhecer, saberá do que estou falando.
Draco deu uma longa tragada no segundo cigarro que havia acabado de acender.
– Você devia ligar para Astoria. — Draco falou quebrando o silêncio e Zabini assentiu.
***
A segunda amanheceu nublada, o céu parecia que iria desabar a qualquer segundo.
Hermione preparava o café da manhã enquanto Hugo e Rose sentavam-se à mesa.
Tomaram o café com uma rapidez admirável e saíram para ir à escola. Em menos de meia hora Hermione já estava de volta à casa.
Sentou-se na escrivaninha onde estava seu notebook e começou a vasculhar oportunidades de emprego pela internet. Ela já havia rodado o bairro inteiro atrás de qualquer tipo de emprego mas nada conseguiu. Mesmo formada em direito por uma das maiores universidades de Londres ela simplesmente não conseguia um emprego. Parecia que o mundo conspirava contra ela. Sua atenção foi tirada ao ouvir batidas na porta. Devia ser algum vizinho já que não tocaram o interfone.
Hermione levantou-se e foi até a porta, sem olhar pelo olho mágico a abriu, se arrependendo de tal feito no mesmo momento.
– O que está fazendo aqui? NÃO, melhor, como entrou aqui? — Ele mostrou um par de chaves que estava em sua mão. Hermione cruzou os braços, uma expressão fria no rosto.
– Não vai me convidar para entrar? — A voz rouca, que um dia ela teria dado tudo para ouvir mais uma vez, soou pelo corredor do quinto andar. Ainda relutante, Hermione deu passagem, sabia que quando ele insistia em algo ele conseguia.
– O que quer? — Ela tentou soar fria mas sua voz tremeu, denunciando seu estado de espírito devido à presença do ruivo ali.
– Vim apenas conversar. E saber quem é o homem que você trouxe aqui ontem. — Hermione arregalou levemente os olhos e trincou os dentes.
– Não lhe devo satisfações da minha vida, Ronald. Não mais. — Hermione falou finalmente segura, o fitando com ódio no olhar. Quem ele pensava que era?
– Eu tenho o direito de saber! — Ele explodiu fazendo Hermione recuar alguns passos mesmo estando distante dele.
– Você perdeu o direito de saber qualquer coisa sobre mim quando foi para a cama com aquela vadia pela primeira vez. Sim, eu sei que aquela não havia sido a primeira. Não me surpreenderia se você me dissesse que faziam aquilo a muito tempo. — As palavras de Hermione eram tão frias e carregadas de mágoa que deixou Rony sem ação por breves momentos.
– Ela não significou nada. É você que eu amo. — Hermione gargalhou sarcasticamente e Rony a olhou com raiva.
– Essa foi, com certeza, a piada do dia. Do dia não, do ANO. — E Hermione gargalhou mais uma vez.
Hermione percebeu tarde demais que o ruivo se aproximava perigosamente. Deu alguns passos para trás e se desesperou ao sentir suas costas baterem de encontro à porta. Ele parou a alguns centímetros dela e o coração de Hermione perdeu uma batida. Rony sorriu satisfeito, ela só era forte quando ele estava longe, ela ainda o amava.
– Você sabe que é verdade o que eu digo, assim como eu sei que ainda me ama. — Rony falou ao ouvido dela e viu os pelos de sua nuca arrepiarem. Ele soltou uma risadinha sarcástica.
Nesse momento, a mente de Hermione entrava em curto-circuito entre empurrar o Rony traidor de perto dela, ou simplesmente matar as saudades de seu Rony.
Nesse meio segundo em que Hermione tirou para pensar sobre o assunto, sentiu seu corpo ser pressionado pelo corpo dele. Suspirou involuntariamente e isso foi como se tivesse dado sinal verde.
Rony a abraçou pela cintura e apenas encostou sua boca à dela. Hermione, ainda fora de si, deixou que ele aprofundasse o beijo levando suas mãos até os cabelos lisos e curtos dele. O beijo era urgente, faminto, quase selvagem. Ficaram ali por segundos, minutos, horas, nem eles mesmo sabiam. Rony quebrou o beijo, encostando sua testa à dela, Hermione ainda de olhos fechados e respirando com dificuldade.
– Agora vai me dizer quem esteve aqui ontem? — Hermione pareceu ter acordado de um transe. Juntou toda força que tinha e empurrou Rony bruscamente enquanto ele lhe lançava um olhar confuso.
– Nunca mais faça isso. — Hermione falou entredentes, seus olhos faiscando de raiva. Raiva de si mesma por ter deixado aquilo acontecer. Ele ameaçou se aproximar mais uma vez e Hermione pegou um vaso que tinha na mesa. — Não. Se. Aproxime.
– Não faz assim Hermione, eu sei que você ainda me quer, eu vi. — Ele falou calmo, deixando Hermione a beira de um ataque de fúria.
– Se você não sair dessa casa agora eu juro que não respondo pelos meus atos. Eu seria capaz de te matar sem dó nem piedade, Ronald. — Ela disse com os olhos fechados, contando até dez mentalmente.
– Não precisa ser tão agressiva, eu já tô indo. Mas saiba que eu volto.
– Se você se atrever a voltar, considere-se um homem morto.
Ele riu e abriu a porta.
– Saiba Hermione, que eu perdi a batalha mas não a guerra. Você irá voltar pra mim. — Finalmente Hermione jogou o vaso que estava em sua mão na direção do ruivo, errando por apenas poucos centímetros.
– A chave. Não quero que tenha uma chave da minha casa. — Hermione apontou para a chave que tinha nas mãos dele. Ele deixou a chave na mesa e se foi.
Hermione foi até a mesa e pegou a chave, analisando-a. Era a chave que ela havia dado a Hugo em caso de emergências. Agora tudo estava explicado.
Antes que pudesse pensar no que estava fazendo, pegou seu celular e fez uma ligação.
– Estou atrapalhando algo? Não? Pode me encontrar no café aqui na esquina de casa? Te vejo lá em quinze minutos.
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