Dramione - House Of Night

31 Segredos desvendados.


Notas iniciais
Hey amoresssssssss! Cheguei com o capítulo e com finalmente uma revelação. Alguns de vocês já suspeitavam, enquanto outros não faziam ideia.
Vão ler hehe beijos!!!

Ter de acordar cedo pra trabalhar em uma sexta-feira particularmente calorenta poderia ser considerado no mínimo estressante. Às 6 horas da manhã, Draco acordava com um mau humor absurdo. Hoje, o mau humor habitual estava triplicado. O ar seco fazia sua respiração ser ruidosa e os lençóis quentes demais pra serem usados. Ele tinha acordado durante a noite centenas de vezes, inexplicavelmente. Então ele tinha levantado, olhado a hora, resmungado uma coleção de palavrões e voltado pra cama.

Agora, de manhã, ele se recusava a ter que levantar. Seu corpo ainda não tinha descansado o suficiente e ele se sentia quebrado. Mas... ele tinha que levantar.

Depois de um bom banho pra tirar o suor, vestiu seu impecável terno e gravata juntamente com seus sapatos sociais muito bem lustrados e saiu do quarto. Uma olhada no céu lá fora mostrou que não havia motivos pra ele estar se sentindo com calor e sufocado, estava sol sim, mas as árvores mostravam que o vento estava forte. Se ele tivesse parado pra pensar, talvez levasse aquilo como um aviso de que o resto do dia não seria nada bom. Ou, ele poderia só estar caminhando pra um forte resfriado.

Winky acabava de servir a mesa de café da manhã quando ele se sentou em uma das cadeiras.

- Bom dia Sr Malfoy.

- Bom dia Winky. — Ele sorriu pra sua empregada de tantos anos.

Em poucos minutos sua mãe se juntou à ele. E em seguida, sua tia Bella. Ele não queria ser rude mas a presença de sua tia ainda não era normal.

- O que faz aqui essa hora tia?

- Sua tia vai morar conosco durante um tempo. — Sua mãe respondeu e ele sentiu, mesmo que pouquíssima coisa, o desprezo na voz de sua mãe.

- E por que?

- Porque a Mansão Lestrange está em reforma e sua mãe me ofereceu um quarto aqui. — Ela sorriu.

Draco não retribuiu. Não é que ele não gostava dela, ele só não se sentia a vontade na presença dela. Sua tia, se olhando bem, parecia uma desvairada. Seus cabelos negros eram tão sempre despenteados e seus olhos de mesma cor estavam sempre em movimento. Fora isso, ela poderia ser considerada uma dama impecável. As roupas sempre bem arrumadas e de grife, os sapatos de salto nos quais ela se equilibrava perfeitamente bem. Mas ela era sua tia acima de tudo. Irmã de sua mãe.

Terminado seu café da manhã, se despediu das senhoras e se encaminhou pra fora de casa. O vento gelado bateu em seu rosto e ele quase suspirou de alívio quando sentiu o calor estranho deixar seu corpo.

A manhã de trabalho foi péssima. Assim como todas as manhãs. Ele precisava arejar um pouco. Faltava menos de uma hora pro horário de almoço quando ele saiu em direção ao bar mais próximo. Ele não tinha o costume de beber em horário de trabalho mas o dia estava se saindo tão terrivelmente ruim que ele não via mal algum em tomar algumas doses de whisky.

Depois de três ou quatro copos, ele não soube dizer, de whisky, ele saiu do bar. Era apenas a dois quarteirões da empresa, então ele nem se preocupou em pegar o carro. Na calçada, ele acendeu um dos seus cigarros e fumou. Uma olhada na rua ele viu algo que o alegrou pela primeira vez no dia: um chaveiro. Seria hoje que ele descobriria o que tinha naquela maldita gaveta.

Jogou o cigarro no meio fio e atravessou a rua. No meio do caminho, notou que chovia bem fracamente. Qual era o problema desse tempo?

O sininho da loja soou, avisando o atendente que alguém tinha acabado de entrar. Draco foi até o balcão onde o chaveiro trabalhava em alguma coisa muito complicada.

- Boa tarde. — Draco cumprimentou.

- Boa tarde senhor, posso ajudar em alguma coisa? — O chaveiro, um velho senhor barrigudo, levantou o olhar de seu trabalho e sorriu pro loiro.

- Na verdade, pode sim. — O homem esperou que ele continuasse. — Eu tenho uma gaveta no meu escritório e eu perdi a chave. Você pode resolver isso pra mim?

- Acredito que sim garoto. Preciso dar uma olhada antes.

- Bom, pode ser agora?

- Deixe o endereço comigo e meu filho chegará lá o mais rápido possível.

Draco assentiu. Anotou o endereço num pedaço de papel e saiu da loja. Algumas caminhadas depois e ele estava no prédio intitulado Malfoy Seguros. Com um suspiro cansado ele entrou. A recepcionista lhe deu um aceno de cabeça que ele mal retribuiu. Agora que estava pensando no conteúdo da gaveta, sentia-se curioso.

Quando estava prestes a entrar na paz da sua sala, sua secretária o chamou.

- Sim Cho? — Ele perguntou.

- Sr Potter lhe aguarda em sua sala. — Draco ergueu uma sobrancelha desconfiado.

Entrou na sala e encontrou um Harry Potter muito confortável na cadeira em frente à sua mesa.

- Potter? — Ele questionou quando fechou a porta atrás de si.

- Malfoy. — O moreno se virou pra ele e sorriu.

- O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa com a Hermione? — Ele começou, preocupado.

- Não, está tudo ótimo com ela. O que vim tratar com você são negócios.

As sobrancelhas de Draco se uniram em total confusão.

- E que negócios são esses? — Ele perguntou, dando a volta na sala e indo pra sua mesa.

- Quero ajudá-lo a recuperar seus lucros. Quero comprar metade das ações da sua empresa.

Draco engasgou e olhou pra ele com os olhos arregalados.

- Como? — Perguntou cético.

- Isso que você ouviu. Quero que sejamos parceiros.

- Me diz que isso não tem um dedo de Hermione. — Ele estreitou os olhos. Harry deixou a cabeça pender pro lado como se pensasse na sua resposta.

- Na verdade não. Ela só me contou sobre você estar indo à falência. Eu pensei que essa sociedade fosse beneficiar tanto a mim quanto a você.

Draco pareceu pensar no assunto.

- Veja bem, eu tenho uma empresa de automóveis e você uma de seguros. Isso definitivamente pode dar certo. Eu compro metade das ações da Malfoy Seguros e com o dinheiro você vai se reerguer. Num futuro próximo, você vai estar tão rico que será capaz de comprar as ações de volta se assim quiser.

Ele tinha que admitir que era uma boa proposta e que Harry era um cara legal.

- Bom, bem vindo à Malfoy Seguros. — Ele levantou e apertou a mão de Harry.

- Garanto que não vai se arrepender.

- Acho bom mesmo, Potter. — Ele falou sério mas em seguida riu.

- Vou deixar o contrato pra que você possa ler com calma. Preciso voltar pra casa antes que Gina mate alguém.

- Boa sorte com ela. — Draco fez uma careta.

- Obrigada, vou precisar.

O moreno saiu, deixando um Draco pensativo pra trás. Ele realmente esperava que estivesse fazendo uma boa coisa aceitando essa proposta. Depois que ele descobrisse quem era o maldito que estava roubando sua empresa, ele teria que se reerguer. Potter estava certo.

- Sr Malfoy? — Ele levantou a cabeça do papel que lia. — Um jovem quer ver o senhor, diz que é chaveiro.

- Deixe-o entrar.

- Com licença. — Ele ouviu o garoto dizer. Era mais jovem que ele, sem duvidas. Tinha cabelos castanhos e olhos negros como carvão.

- Entre. A gaveta é essa aqui. — Ele apontou pra primeira gaveta da mesa de madeira. A única com fechadura.

O garoto olhou pra gaveta e sorriu.

- Fácil. Essa fechadura é bem comum. Eu tenho uma chave bem... — Ele mexeu na maleta que levava nas mãos e puxou uma chave acobreada. — aqui.

Ele abriu a gaveta e estendeu a chave pra Draco.

- Obrigada. — Ele agradeceu e pagou o jovem.

Em menos de cinco minutos ele estava sozinho em sua própria sala. O contrato de Potter ficou esquecido, assim como a chave que o garoto lhe dera. A única coisa que chamava sua atenção era a gaveta aberta e abarrotada de papéis.

Ao se aproximar, ele notou que eram papéis de cartas. E haviam muitos deles. Pegou todas as cartas e jogou em cima de sua mesa. Pegou uma aleatoriamente e olhou remetente. Eram de sua tia Bella. Subitamente ele retesou. Um pressentimento ruim o atingiu, juntamente com o calor de mais cedo. Com cautela, ele abriu a primeira carta do lote. A data era de 1984, dois anos antes dele nascer.

"Lúcio,

Sei que prometi me afastar de você mas eu não consegui. Desculpe por isso mas estou de volta à cidade. Queria muito vê-lo, seria possível?

Com amor, Bella."

Draco abriu uma outra. Essa era do ano seguinte.

"Lúcio,

Você me faz a mulher mais feliz desse mundo. Eu agradeço todo dia por você me amar e me culpo da mesma forma por trair a minha irmã. Mas não temos como evitar, temos? Espero encontrá-lo no mesmo lugar de sempre.

Com amor, Bella."

Draco atirou a carta longe. Maldito desgraçado! Ele traía sua mãe com a irmã dela. E sua tia? Como ela podia fazer isso com a própria irmã? Draco rangeu os dentes com ódio. Seu pai era um maldito canalha. Mandando a raiva pra longe, ele se obrigou a continuar a ler. Algumas cartas depois, ele chegou em uma que chamou sua atenção. Era datada de 29 de dezembro de 1985.

"Lúcio,

O que eu tenho pra te falar não é bom. Eu estou grávida. Não sei o que fazer, estou desesperada. Por favor, não me abandone, eu te imploro.

Bella."

A boca de Draco escancarou. Seu pai tinha engravidado sua... tia? Isso definitivamente era pior do que pensava. Transtornado e esperando o pior, continuou a ler.

"Lúcio,

Sei que não quer me ver, mas não é justo fazer isso com seu filho. Sim, é um menino, como você sempre quis.

Bella."

Um menino? A cabeça de Draco deu voltas. Ele tinha um irmão? Mas ele tinha certeza que sua tia não tinha filhos.

"Lúcio,

Por favor, me desculpe, sei que errei por ter contado pra Narcisa mas eu precisava de ajuda. Me perdoe, por favor, eu te amo.

Com amor, Bella."

O calor se intensificou no corpo de Draco. Até onde ia aquilo tudo? Que merda era isso tudo? Sua mãe sabia e não fez nada? Eram muitas perguntas sondando a cabeça de Draco e nenhuma resposta. Abriu a próxima carta.

"Lúcio,

Narcisa diz que essa é a melhor solução. E ele é seu filho e não um bastardo. Eu vou passar o resto do semestre fora, as pessoas já estão começando a comentar.

Com amor, Bella."

O coração de Draco batia tão violentamente no peito que ele achou difícil respirar. Mas não havia nada no mundo que o faria parar de ler aquelas cartas. Ele tinha que ir até o fim. A próxima carta era de 1986, mais precisamente 10 de junho, cinco dias depois do seu aniversário. Sua respiração ficou presa na garganta mas ele prosseguiu.

"Lúcio,

Ele é lindo. Tão loiro quanto você e herdou seus belos olhos cinzas. É inacreditável a semelhança com você. Ele tem apenas alguns traços meus mas são quase imperceptíveis. O menino é uma cópia fiel sua. Estou mandando também uma foto dele.

Com amor, Bella."

Draco vasculhou o envelope mas não encontrou foto alguma. Nervoso e ansioso, olhou de volta pra gaveta. A foto estava lá, virado ao contrário. Com um medo inacreditável, ele pegou a foto e olhou. O bebê, provavelmente com dias de vida, tinha os cabelos loiros platinados e a pele muito clara. Pra sua infelicidade, ele estava com os olhinhos fechados. O bebê era tão parecido com... ele.

Ele hiperventilou. Tinha que ser coincidência. Só tinha mais uma carta na mão. Ele abriu com as mãos trêmulas.

"Lúcio,

Você não pode deixar ela levar meu filho! Você tem que fazer alguma coisa, por favor! Narcisa não pode tirar meu filho de mim! Eu te odeio Lúcio Malfoy, eu te odeio por ser um idiota sem coração!"

A carta caiu de suas mãos, assim como sua cabeça caiu no tampo da mesa. Não, não, não! Simplesmente não podia ser!

Tremendo de raiva, juntou todas as cartas abertas que estavam jogadas em cima da mesa e enfiou nos bolsos. Ele estava indo pra casa resolver essa história.

Notas finais
Vai ter barraco no próximo capítulo e muito drama, aguardem! hehehe
Me digam o que acharam do segredo da gaveta. Vocês já faziam alguma ideia?
Beijos e até.