Dramione - House Of Night

24 O resgate de Hermione Granger


Notas iniciais
Olá gente!!! Cheguei com mais um cap bombástico pra vocês se esbaldarem!
Enjoy :)

Ela abriu os olhos com profunda dificuldade, por alguns minutos achou que estivesse cega, mas logo seus olhos se acostumaram à escuridão do ambiente, distinguindo algumas sombras. O chão era frio, úmido e pegajoso. Tentou se levantar com o apoio das mãos mas foi impedida pelas cordas que obrigavam seus braços a ficarem grudados um ao outro à suas costas.

Tentou, inutilmente, lembrar como fora parar ali mas sua cabeça doeu demais com o esforço. Por fim, depois de inúteis tentativas, conseguiu sentar. Tateou como pôde o chão, as paredes, qualquer coisa que conseguisse.

Uma luz ofuscante a cegou instantaneamente e ela reclamou de dor. Alguém que ela não conseguiu identificar, entrou no cômodo lodoso e jogou uma bandeja aos seus pés, desatando os nós da corda em seu pulso.

Consumida pela fome, antes mesmo que o homem se afastasse alguns centímetros engatinhou até a comida e comeu. A única luz do lugar era a que vinha da porta aberta. Depois de satisfeita, olhou em volta e viu onde estava. Uma masmorra, suja e fétida.

Forçou a mente mais uma vez e conseguiu lembrar. Lembrou da aula de dança, da visita de Draco e depois a briga que tiveram na porta da escola e daí em diante tudo estava confuso.

O homem que havia trago a bandeja, estava de costas pra porta e sem que ela pensasse nas consequências, levantou sorrateiramente com a bandeja vazia em mãos e o golpeou. O homem vestido de negro e com capuz cobrindo a cara, caiu no chão com um estrondo. Aquela era sua chance! Passou às pressas por cima do homem desmaiado e se viu frente a dois corredores idênticos, ambos com luzes ao fim. Sem pensar muito, correu pelo lado direito e ouviu passos vindo em sua direção. Provavelmente haviam escutado o barulho do que acontecia lá embaixo. Pra sua sorte, havia uma escada escondida num ponto escuro do corredor e sem pestanejar subiu.

Ao fim da escada, encontrou-se numa enorme, elegante e sombria sala de estar. Uma mesa, disposta com pelo menos 15 cadeiras e na cabeceira dela, um homem com feições ofídicas e um sorriso diabólico no rosto.

- Ora, ora, veja quem veio me fazer uma visita. — Hermione sentiu todo seu corpo arrepiar com a voz do homem.

- Quem é você? — Ela perguntou, o medo transpassando sua voz.

- Ah querida, não tenha medo, venha até mim. — A última parte soou mais como uma ordem. Temendo pela sua vida, Hermione se adiantou a passos curtos e demorados até ele.

O homem se levantou da cadeira e quebrou a distância entre os dois fazendo a morena recuar alguns passos. Ele riu sombriamente e levou uma das mãos com unhas compridas até o rosto dela. Hermione fechou os olhos, deixando as lágrimas de medo descerem enquanto ele tocava seu rosto.

- Por que estou aqui? — Ela perguntou num fio de voz.

- Tudo a seu tempo.

Ele se afastou subitamente, o mesmo sorriso diabólico nos lábios, pegou a taça em cima da mesa e bebeu o restante do conteúdo.

- Levem-a. — Ele gritou pras sombras, que logo se transformaram em dezenas de homens encapuzados. Eles a agarraram pelo braço e a retiraram da sala.

***

Na sala de visitas da Mansão Malfoy, Draco andava de um lado pra outro, nervoso. No sofá, sentados, estavam Gina e Harry Potter acompanhados de Blásio Zabini e Narcisa.

- Nós precisamos avisar a polícia! — Gina gritou, chamando a atenção de todos pra ela. As lágrimas já escorriam freneticamente pelo rosto dela.

- Não! — Draco gritou igualmente. — Eles vão matá-la se fizermos isso!

- Então você sabe quem a levou — Harry deduziu. Draco e Blás trocaram um olhar desesperado. Se seguiu mais alguns minutos de explicações.

- Ai meu Deus, é ainda pior do que pensávamos! — Gina falou com a voz esganiçada. Harry abraçou a esposa que já estava em prantos.

- Acho que não é uma boa ideia você ficar por aqui, Gina. — Harry falou. — Não esqueça que está grávida e não pode se alterar. — Ele falava em vão.

- Não me peça pra ir pra casa esperar notícias, não vou aguentar! — Ela soluçava.

- Acho melhor nós três conversarmos. — Draco falou. — Mãe, cuide de Gina.

Narcisa assentiu e ambas se retiraram pro andar de cima.

- O que faremos? — Harry perguntou quando já encontravam-se a sós.

- Pagaremos. — Blás respondeu.

- Não tenho esse dinheiro todo. — Draco falou aflito.

- Nós podemos dar um jeito. Posso te dar mais da metade do dinheiro. — Blás falou convicto.

- Não posso aceitar, temos que encontrar outro jeito.

- Draco Black Malfoy! Você vai aceitar essa porcaria de dinheiro! Hermione também é minha amiga e farei de tudo pra salvá-la. — Blás gritou irritado. Draco apenas suspirou.

O estresse do ambiente foi quebrado pelo toque agudo do celular do loiro depositado em cima da mesa. Os três se entreolharam nervosos e Draco correu até o telefone e o atendeu.

- Boa noite, rapaz. Aliás está uma bela noite hoje não? Não tão bela quanto sua namorada, admito. — A risada fria de Voldemort ecoou pelo telefone.

- Eu juro que vou acabar com você. — Draco vociferou, nervoso, possuído pela vontade de matá-lo.

- Você tem quatro horas pra me entregar o dinheiro ou sua namoradinha pagará o preço. Eu avisei, não avisei, Jovem Malfoy? Seria um grande desperdício ter que matar algo tão bonito.

- Nos encontramos em quatro horas. — Draco respondeu e o silêncio tomou conta do outro lado. Ele se virou pros amigos e falou: — Precisamos entregar esse dinheiro.

***

Risadas e mais risadas. Uma festa, muitas bebidas e comidas. Muitos homens vestidos de negro e capuz. Era o quartel-general de Voldemort.

Na mesma sala de estar onde Hermione estivera antes, agora uma festa acontecia. Voldemort comemorava a entrada de 10 milhões em sua conta bancária logo em breve.

- Um brinde ao nosso chefe! — Gritou um dos homens dele. Todos levantaram seus copos e o olharam.

- Saúde. — Disseram em uníssono.

- Obrigada, obrigada. — Ele agradeceu com seu típico sorriso diabólico.

- O senhor é muito esperto. — Um deles falou cortês. — Mas não acho necessário matar a garota. Apenas pegue o dinheiro e a entregue de volta.

As risadas cessaram e um silêncio pesado se formou.

- Está certo. Pois então façamos o seguinte: a garota vive e você morre. — Um tiro de pistola foi ouvido e poucos segundos depois, o homem jazia no chão em meio a uma poça de sangue.

- Quem ousar me questionar, acabará como ele ou pior. — Todos se dispersaram enquanto ele ainda mantinha a arma em mãos. — A garota morre. Aliás, que graça teria se não houvesse mortes?

Com uma expressão satisfatória, saiu pela porta da sala direto para seus aposentos.

***

Draco e Blás já tinham retirado o dinheiro. Os 10 milhões já estavam dentro de uma mala no canto da sala. Esperavam impacientemente pela ligação de Voldemort que não dava sinais de vida.

Draco ainda andava de um lado pro outro na sala de visitas. Gina e Narcisa estavam no quarto e provavelmente ambas sabiam que só podiam esperar que eles lhe dessem notícias quando as tivessem. Ficar ali só iria atrapalhá-los.

Finalmente o telefone tocou. Pra sua decepção, era apenas sua secretária perguntando algo que ele não deu atenção e desligou. Se Voldemort ligasse, não poderia deixá-lo esperando na linha. O dia já havia amanhecido a pouco mais de duas horas e o sol não dava sinais de que fosse aparecer. O céu estava cinza e tão carregado como no dia anterior, mas não chovia. O desespero dos amigos era palpável, os três sentiam o estômago revirar diante da situação.

Draco sentia-se terrivelmente culpado e o fato de estarem brigados só piorava tudo. E afinal, o mês estava longe de acabar, não esperava que o mafioso não cumprisse com sua palavra. Mas o que podia esperar de um cara como ele?

O toque estridente e irritante o despertou dos devaneios, na tela dizia número não-identificado. Era ele. Sem mais delongas, atendeu.

- Galpão abandonado no Tower Millennium Pier, meia hora. Não atrase.

Repassou as informações pros outros dois e Draco subiu pra avisar a mãe. Depois de descer, foi até o escritório do pai, sendo seguido por Harry e Blás. Abriu a última gaveta da mesa e puxou uma .38 que sabia ser de Lúcio.

- Apenas por precaução. — Falou quando viu o olhar interrogativo dos amigos.

Os três saíram de casa e cada um entrou em seu carro. Draco levava a mala de dinheiro em seu porta-malas, e os outros dois só acompanhavam a uma certa distância.

Pouco menos de meia hora, como combinado, chegaram no píer. Estava deserto, já que era um lugar abandonado e inutilizado a muito tempo.

Draco desceu do carro e caminhou até os dois amigos que também desciam de seus carros. Olhou mais uma vez em volta e antes que alguém visse, puxou a arma do cós da sua própria calça e a entregou ao Harry, que assentiu com a cabeça, entendendo.

Blás ajudou o loiro a tirar a mala de dinheiro do porta-malas e ambos caminharam até o centro do píer. Poucos segundos depois, uma doblô preta parou à sua frente. Voldemort em pessoa, puxando Hermione pelos cabelos, desceu e os quatro ficaram frente a frente.

Draco sentiu seu coração pesar ao ver a amada machucada e chorosa. Sentiu vontade de correr até ela mas Blás o segurou pelo braço.

- Então, nos encontramos de novo Draco Malfoy. — Voldemort sorriu, exibindo seus belos dentes brancos e afiados como de um animal.

- Vamos ao que interessa! — Ele disse sem rodeios. — O dinheiro. — Ele apontou pra mala.

- Se assim prefere... No 3, cada um recebe o que veio buscar.

A contagem se iniciou e ao fim dela, Draco jogou com certo receio a mala aos pés de Voldemort. Hermione foi jogada em seus braços meio segundo depois.

Ele a segurou em seus braços como se sua vida dependesse disso. Hermione chorava copiosamente agarrada à camisa de Draco. Ainda sentia-se apavorada.

- Me desculpe, foi tudo culpa minha, eu, por favor — Draco falava em meio a soluços, não impedia as lágrimas finas e salgadas de caírem. Hermione apenas se agarrou à ele mais fortemente e apertou os olhos.

- Hermione, cuidado! — A voz desesperada de Harry surgiu em meio ao choro dos dois e ambos olharam pra onde ele estava, depois seguiram o olhar dele até o homem que ainda estava parado em frente à eles, observando o casal.

Ele apontava a arma em direção à Hermione, seu conhecido sorriso diabólico brincava em seus lábios.

- Ora, que cena mais linda. Uma pena ter que acabar com a festinha do casal.

Dois tiros simultâneos foram ouvidos.

Notas finais
E aí, o que acharam?? Não se desesperem!!!!! HAHAAHAHAHA
Obrigada pelos reviews!
Até o próximo.