Dramione - House Of Night

26 Nada disso faz sentido (POV Draco Malfoy)


Notas iniciais
Oi gente linda e maravilhosaaaaaa. Como eu disse, fiz o capítulo com o ponto de vista do Draco. Acho que não ficou muito bom mas tem uns acontecimentos no final que serão extremamente importantes no decorrer da fic. Então sem mais delongas... Vão ler!

E então lá estávamos nós. Naquele lugar deserto e amedrontador. Nada se comparava ao que eu senti ao vê-la ali, viva, nas mãos daquele crápula. Eu teria facilmente acabado com ele, se Blás tivesse deixado, tamanho era o meu ódio.

Senti o peso de Hermione sobre mim e a abracei tão forte quanto pude. Era reconfortante tê-la em meus braços de novo e eu não consegui impedir que as lágrimas escorressem furiosamente pelos meus olhos.

Eu dizia coisas desconexas enquanto ela somente chorava abraçada à mim, o mundo a nossa volta totalmente esquecido. E esse foi o nosso erro. Ainda apavorados e assustados com a atual situação, ouvimos o grito de aviso de Harry Potter mas já era tarde demais.

Instintivamente, joguei Hermione pra longe de mim. E então veio o primeiro tiro e um nanosegundo depois veio o segundo. A dor me atingiu em cheio e eu senti o líquido quente escorrer pela minha camisa. A cena toda se passava em câmera lenta. Eu vi Hermione correr em minha direção e então ela pareceu mais alta do que eu. Foi quando percebi que havia caído. Ainda pude distinguir as vozes desesperadas de meus amigos antes de tudo voltar ao normal... Antes tudo estava em câmera lenta e agora parecia tudo rápido demais. Eu sentia a dor dilacerante em meu peito a cada respiração que dava e as lágrimas caíam sem que eu mesmo percebesse. Tudo estava escurecendo e tudo que eu queria era cair na inconsciência. Meus olhos ameaçaram fechar e então eu ouvi sua voz.

— Por favor Draco, não me deixe... — Sua voz era rouca, devido ao choro forte. — Não durma. — Mais uma vez meus olhos ameaçaram fechar. — Olhe pra mim. — Ela bradou.

Assim o fiz. Minha visão estava desfocada mas eu ainda conseguia ver o castanho de seus olhos. E então tudo ficou escuro... e a última coisa que ficaram gravados na minha memória foram a voz, o rosto e o cheiro de Hermione.

***

Eu tinha plena consciência das coisas à minha volta mas não acordava. Sentia algumas presenças na sala, assim como ainda sentia a dor em meu peito só que mais suportável. Senti também as agulhas no meu braço e ouvia os barulhos do aparelho ressoando pelo quarto do hospital.

Forcei meu inconsciente a despertar de vez e abri os olhos. A primeira coisa que vi foi o teto branco-encardido do quarto, a segunda foi minha mãe, sentada do meu lado esquerdo olhando pela janela. Tentei me sentar mas não tive muito sucesso, aquelas merda de aparelhos me obrigavam a ficar deitado.

Minha mãe me encarou subitamente e murmurou meu nome, como se não acreditasse no que estava vendo. Correu até mim e me deu um abraço caloroso que eu prontamente retribuí.

E então, a terceira coisa que eu vi foi ela. Dormia inquietamente na poltrona à minha direita. Como se tivesse sentido que eu a olhava, acordou assustada e irritada. Quando seu olhos encontraram os meus, as íris castanhas se arregalaram levemente e ela se levantou. Caminhou até mim sem quebrar o contato visual. Mal ouvi as palavras pronunciadas pela minha mãe e muito menos notei que ela havia saído do quarto. Tudo que eu conseguia fazer era encará-la e me perguntar o motivo dela estar ali.

Ela não tinha motivos pra estar ali. Eu a havia magoado e como se pra completar, toda aquela merda tinha acontecido por minha culpa. Ou por culpa de Lúcio, não importava mais. O que importava era que ela não tinha motivos pra estar ali, mas mesmo assim estava.

Eu a observei melhor e ela parecia tão cansada. Os olhos vermelhos, as roupas amarrotadas, as olheiras profundas e escuras abaixo dos olhos... Isso me fez pensar a quanto tempo eu estava ali.

— A quanto tempo estou... — Ela não deixou que eu terminasse.

— Quase três dias. — Não consegui reprimir minha expressão de surpresa. E então ela simplesmente me abraçou em meio ao choro.

E eu entendi porque ela estava ali.

***

Mais tarde, naquele dia, depois de todos já terem ido embora minha mãe ainda estava lá.

A porta do quarto se abriu e qual não foi a minha surpresa ao ver quem entrou por ela. Minha tia Belatriz Lestrange estava parada na entrada do quarto, olhando de mim pra minha mãe.

Minha mãe lançou-lhe um olhar fulminante e saiu às pressas do quarto. Eu apenas consegui ver o vulto de seus cabelos loiros passar por nós. Olhei indagador pra minha tia.

— O que faz aqui? — Perguntei mais áspero do que pretendia.

— Vim ver como estava. — Ela respondeu. Se aproximou de mim meio insegura e sentou na poltrona onde Hermione estivera mais cedo.

— Como pode ver já estou melhor.

Pude captar um lampejo de mágoa em seu olhar mas pra mim aquilo não fazia sentido. Ela volta sei lá de onde e tenta ser a tia preocupada que nunca foi? Eu entendo o fato dela ter amado Lúcio, mas isso eu não entendia.

Ela levantou-se rapidamente e sentou na borda da minha cama. Tudo que eu fiz foi levantar uma sobrancelha aguardando o que ela faria a seguir. Mas eu não estava preparado para o que veio a seguir. Ela segurou minha mão e começou a chorar. Me sentei melhor na cama e fiquei observando suas tentativas de secar as lágrimas que não paravam de cair.

— Me desculpe Draco. — Aquilo estava ficando cada vez mais sem sentido pra mim. Ela continuou a falar. — Me desculpe por não ter participado da sua vida. Me desculpe por nunca ter estado presente nos momentos que você precisou. Me desculpe por tudo.

Ela voltou a chorar copiosamente e eu a abracei meio sem jeito. Não havia porque ela pedir desculpas por tal coisa.

— Tudo bem tia, não tem problema. — Falei meio incerto.

— Eu fiquei tão preocupada, achei que você fosse morrer. — Ela parou de chorar de repente e sorriu. — Mas fico feliz que esteja bem.

Dei uma risada nasalada e ela aumentou seu sorriso. Minha mãe voltou pro quarto e o clima ficou meio tenso. Minha tia falava e falava e falava e minha mãe nem sequer nos olhava... Eu precisava saber o motivo daquilo tudo mas sabia que não era a hora.

Minha tia foi embora longas horas depois, o que me deixou aliviado. Era no mínimo estranho toda aquela cena que ela estava fazendo. Mas eu estava cansado e resolvi deixar meus questionamentos pra depois.

Deitei na cama desconfortável do hospital e adormeci rapidamente.

Notas finais
Ficou meio chato né? Mas prometo que o próximo vai ser melhor E maior. Até.