Dramione - House Of Night
35 Lily
Notas iniciais
Eu não abandonei a fic que, devo dizer, já está chegando ao fim. Mesmo que eu demore a postar, eu postarei.
Era uma manhã calma de Dezembro. Draco e Hermione ainda dormiam profundamente e o mesmo acontecia no quarto das crianças no fim do corredor. Desde a audiência no mês passado, Draco tinha se mudado pro apartamento de Hermione. Depois de eles terem comemorado da melhor forma possível, Hermione o convidou para morar com ela — ela não sabia se estava fazendo a coisa certa, mas uma semana de convivência depois ela estava certa de que tinha feito — e ele aceitou com um pouco de relutância. Fazia também um bom tempo que não falava com sua mãe ou tia. Não que elas não tentassem, elas tentavam até demais mas Draco estava disposto a não conversar. Hermione tinha preferido não se meter.
Um barulho estridente veio da sala perturbando a paz de todos na casa. Draco acordou brevemente e aumentou o aperto em torno de Hermione que nem se moveu. O barulho continuou durante mais alguns minutos e depois cessou. Novamente a casa mergulhou em silêncio. Menos de um minuto depois o barulho retornou e dessa vez Hermione despertou. Ela se mexeu na cama e sentiu os braços fortes dele em volta de si. Ele aproximou o rosto de seu cabelo e tomou uma respiração profunda. Ela sorriu; ele fazia isso todos os dias. O barulho continuou e agora Hermione pôde distinguir que era o som do telefone tocando insistentemente na sala. Ela fez menção de levantar mas ele a puxou de volta.
- Draco... — Ela chamou.
- Fique aqui. — Ele pediu com a voz rouca de sono, o rosto enterrado levemente no travesseiro branco.
- Eu só vou atender o telefone. — Ela retrucou. Com um muxoxo chateado ele a soltou.
Hermione correu até o telefone e o atendeu num fôlego só.
- Alô? — Ela perguntou.
- Hermione? — Perguntaram do outro lado da linha.
- Sou eu, Gina...? — Ela perguntou de volta incerta.
- Sim, eu preciso da sua ajuda... — Ela ouviu a amiga respirar fundo antes de continuar. — Harry já saiu para trabalhar e não atende o celular e eu acho que a bolsa estourou.
Hermione arregalou os olhos com o susto e soltou um gritinho.
- Já estamos chegando aí! — Ela gritou para o telefone e bateu o mesmo no gancho.
Ela voltou correndo pelo corredor e Draco acompanhou com os olhos o vulto que era Hermione. Ela bateu na porta do quarto das crianças as acordando e gritando ordens. Eles tinham que correr!
Ela voltou para o quarto e Draco não teve tempo de perguntar o que estava acontecendo porque sentiu roupas sendo jogadas em cima dele.
- Vista-se! — Ela gritou para ele, fazendo o mesmo.
Em poucos minutos todos os quatro estavam vestidos, e desses quatro, três estavam confusos e sonolentos.
- Hermione! — Draco chamou pela segunda vez.
- A chave do carro, vamos logo com isso! — Ela gritou mais uma vez da porta de casa.
Draco, Rose e Hugo se entreolharam aflitos e a seguiram. Dentro do elevador, Hermione apertava o botão do térreo repetidas vezes, Draco achou que qualquer hora ele quebraria.
- Dá para me dizer o que está acontecendo? — Ele pediu segurando sua mão que ainda insistia em apertar o botão enquanto ela olhava impaciente para os números no painel acima da porta.
- Gina! — Ela respondeu incoerentemente.
- O que houve, ela está bem? — Ele perguntou mais aflito do que antes.
- Ela está tendo o bebê! — A voz de Hermione saiu fina e estridente, parecido com um grito sussurrado.
Draco arregalou os olhos da mesma forma que Hermione tinha feito minutos antes e largou sua mão para apertar o botão. Ela teria rido se não estivesse tão nervosa. O elevador parou no térreo e os quatro desceram. Rapidamente chegaram na garagem do prédio onde o carro estava e entraram em tempo recorde.
Draco ligou o motor do carro com um ronco e saiu garagem a fora. Hermione pegou o celular do bolso e discou o número de Harry. Gina não tinha conseguido falar com ele então Hermione tentaria. O telefone tocou, tocou, tocou e caiu na caixa postal. Ela bufou frustrada. Discou o número da casa de Gina e deu ocupado, ela devia estar falando com Molly. Draco arrancava com o carro nas ruas semi vazias e em poucos minutos ele estacionava em frente ao jardim muito bem cuidado dos Potter. Hermione desceu do carro as pressas e nem sequer bateu na porta de entrada. Gina estava sentada no sofá com uma mão na barriga e outra agarrando com força o estofado de couro branco. James estava parado de frente pra mãe parecendo enjoado e sem saber o que fazer. Quando viu Hermione quase suspirou de alívio.
- Gina! — Hermione chamou se aproximando. — Vim o mais rápido possível.
- Obrigada amiga! Aquele inútil do meu marido não atende o telefone.
- Pare de falar, vamos logo, temos que ir para o hospital!
- Hermione...
- Venha eu te ajudo a levantar.
- Hermione...
- Vamos logo com isso Ginevra! — Ela gritou.
- Hermione! — Gina gritou de volta.
A morena finalmente parou e olhou para a amiga meio chocada.
- Não precisa gritar comigo! Até parece que é você que está prestes a ter um filho!
- Desculpe. — Ela sussurrou envergonhada.
- Venha James, pegue a bolsa e leve até o carro.
Os três saíram da casa, James primeiro seguido por Gina sendo apoiada por Hermione. Ela levou a amiga até o banco do carona e a ajudou a sentar. Hermione conhecia bem as dores das contrações, tendo ela dois filhos. A cara de poucos amigos de Gina era no mínimo assustadora e Draco parecia ter ficado ainda mais nervoso.
- Onde é o hospital?
Gina falou o endereço e logo eles estavam pegando a estrada. No banco de trás, Hermione era espremida pelas crianças e a bolsa que ela idiotamente esqueceu de colocar na mala. Gina soltava uns palavrões baixinhos de vez em quando ao mesmo tempo em que se contorcia por conta da dor.
- Vou pegar um desvio para chegarmos mais rápido. — Draco avisou.
- Faça como quiser só chegue nesse maldito hospital logo. — Gina rosnou de volta. Ela estava com os dentes trincados se impedindo de falar qualquer coisa.
Hermione estendeu sua mão para acariciar a amiga e tentar acalmá-la.
- Tente ligar para Harry de novo. — A ruiva pediu. — Esse idiota uma hora vai ter que atender ou essa criança já vai nascer ficando órfã.
James riu abertamente diante da ameaça da sua mãe para seu pai. Ele já tinha acostumado com o humor escorregadio dela mas seu pai sempre passava maus bocados.
Hermione fez o que foi solicitado e discou o número, novamente o telefone tocou algumas vezes e caiu na caixa postal.
- Ele deve estar em alguma reunião, por isso não atende. Falou com Molly? — Hermione perguntou.
- Eu liguei para a Toca e falei com Rony, ele disse que estariam indo para o hospital.
Pela sua visão periférica, Hermione notou Draco enrijecer um pouco à menção do nome do seu ex-marido. Era do conhecimento de todos que os dois se odiavam mas ela sabia que Draco se comportaria na presença dele, ela só esperava que o ruivo fizesse o mesmo.
Draco de repente freou o carro com brusquidão fazendo todos se assustarem. Gina soltou um grito indignado quando o cinto de segurança apertou sua garganta.
- O que foi isso? — Ela gritou para o loiro ao seu lado.
- Engarrafamento. — Ele respondeu com um gemido.
Depois de meia hora de engarrafamento, xingamentos cada vez mais feios de Gina, vários gritos tanto de Hermione quanto da ruiva, finalmente chegaram ao hospital.
Gina foi levada para a sala de parto para ficar no soro e Hermione foi junto. Draco ficaria com as crianças até Molly e Harry chegarem. Não muito tempo depois, várias cabeças ruivas adentraram a porta do hospital fazendo alvoroço. Uma das recepcionistas olhou feio para eles e pediu, ranzinza, para que eles fizessem silêncio.
- Onde ela está? — Molly perguntou assim que avistou Draco.
- Na sala de parto com Hermione.
- E Harry?
- Ainda não conseguimos falar com ele.
- Esse homem também é um inútil! — Molly indignou-se.
Draco quis rir da incrível semelhança entre mãe e filha mas perdeu a concentração com o fogo do olhar que era lançado em sua direção. Ronald Weasley olhava-o como se quisesse que ele pegasse fogo. Aparentemente, ninguém notou o clima tenso que se estendeu entre os dois. Molly foi até uma enfermeira e pediu que a levasse até sua filha. Rony sentou em um dos sofás na sala de espera ao lado do filho que correu para um abraço. Draco achou que era um bom momento para ir buscar um café e arrumar um analgésico para sua dor de cabeça. Essas mulheres o deixariam louco se ficasse mais um minuto dentro do mesmo ambiente. Hermione parecia mais estressada do que Gina e isso o fez pensar em como foi quando Hermione estava grávida. Ela, sem dúvidas, deveria ter feito a vida do Weasley um inferno. Draco até conseguiu sorrir com isso.
Ele pagou o café na máquina de expresso e se serviu. No meio do caminho, parou uma enfermeira que passava e pediu um remédio para dor de cabeça. Em menos de cinco minutos ele voltou e entregou-o a pílula. Quando Draco voltou, percebeu que Ronald falava ao telefone. Ao avistar Draco, ele riu de alguma coisa e sussurrou para a pessoa do outro lado da linha. Dando de ombros, Draco sentou ao lado de Rose. Um dos irmãos Weasley apareceu pela porta de entrada tão eufórico quanto os outros tinham aparecido. Talvez fosse uma característica familiar, Draco pensou.
- Mamãe ligou e pediu que eu viesse buscar vocês. — Ele apontou para as crianças com cara de tédio, menos James que parecia nervoso com toda a situação.
- Eu quero ficar aqui! — James protestou.
- Você sabe que não deve discutir com a sua avó não sabe? Então é melhor irmos. — O Weasley, que parecia ser o mais velho dos irmãos, — Draco tentou lembrar o nome mas não conseguiu — fez um gesto para que eles levantassem e o acompanhassem.
Quando eles saíram, somente restaram Rony e Draco, um do lado do outro em silêncio. De repente, Hermione apareceu no fim do corredor e por impulso, Draco correu até ela.
- Como ela está? — Perguntou quando a distância entre eles era curta.
- Com dor. E descontrolada.
- E Harry?
- Conseguimos falar com ele, ele está a caminho.
Draco assentiu e segurou a mão dela em um gesto carinhoso. Rony observava tudo com raiva o que não passou despercebido pela morena que estava de frente para ele. Desconfortável com o olhar que estava recebendo, escondeu seu rosto no peito de Draco, que afagou seu cabelo.
- Quero ver minha irmã. — Rony se pronunciou pela primeira vez. Pelo seu tom de voz, parecia mais uma ordem do que um pedido.
- Não é permitido a entrada de mais ninguém, por isso estou aqui fora. Foi o que a médica disse.
- Mas eu quero vê-la, me leve até lá agora.
Hermione arqueou uma sobrancelha e se desvencilhou dos braços de Draco para encarar Rony.
- Eu tenho cara de médica? Se quiser se junte aos seus irmãos na porta do quarto até ser liberada a entrada de alguém lá. — Ela respondeu com desdem.
Ele bufou e saiu pelo corredor a passos largos. Hermione balançou a cabeça cansada.
- Onde já se viu me dar ordens como se eu fosse um cachorro. — Hermione murmurou para si mesma.
- Ele é um babaca e não merece sua atenção. Venha, vamos tomar um café e relaxar um pouco. Daqui a pouco Harry estará aí e vai dar tudo certo.
Hermione assentiu e o seguiu. Eles nem viram quando um Harry desesperado chegou correndo e invadiu a sala de parto. Hermione e Draco voltaram para onde todos os outros esperavam e ouviram os gritos revoltados de Gina através da porta.
- Harry acabou de chegar. — Um dos gêmeos informou para os dois.
- Isso explica os gritos. — Hermione riu.
Depois de muito tempo de espera, ouviram ao longe o choro do bebê. Todos comemoraram e se abraçaram. Molly saiu do quarto algum tempo depois, radiante, dizendo que podiam entrar. A comissão de ruivos mais Hermione e Draco entraram no quarto. A luz estava baixa e Gina estava deitada com um embrulho nos braços. Ao lado dela estava Harry, suado e sorridente.
Todos se aproximaram e em silêncio parabenizaram Harry.
- É uma menina. — Gina falou.
- Como vamos chamá-la?
- Lily. — Gina decretou.
Harry praticamente brilhou de emoção.
- Minha mãe vai adorar. — Ele confessou.
Hermione assistiu com emoção o casal de amigos à sua frente. Draco percebendo seu estado de espírito, entrelaçou seus dedos no dela e apertou sua mão em apoio. Ela levantou a cabeça para olhar em seus olhos e sorriu.
- Esse vai ser o primeiro Natal da nossa pequena Lily.
- Vamos todos para a Toca como todos os anos! — Molly sentenciou.
A menina se mexeu no colo de Gina ao ouvir as palavras da avó.
- Acho que a Lily concorda. — Gina comentou e todos riram.
Notas finais
Obrigada mais uma vez pelos reviews! Não me abandonem logo agora que estamos no fim.
PS: Alguém viu o show do Justin Timberlake no Rock in Rio?????? Meu Deus, que homem era aquele???????
PS2: Eu estava lá e ainda não caiu a ficha!!!!!!!!! Passei um sufoco mas valeu a pena, o vi tão de pertinho!!!
PS3: Desculpem, eu precisava compartilhar isso com alguém hehe.
PS4: Acabaram os ps's.
A propósito, estou escrevendo (metade já está escrita) uma fic nova. E sim, ela é Dramione. O nome dela é Hold on e aqui vai o link: http://fanfiction.com.br/historia/412993/Hold_On_-_Dramione/
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