Dramione - House Of Night
36 Compras de Natal
Notas iniciais
E voltei com uma noticia não muito boa: talvez este seja o penúltimo capítulo da fic :(
Mas não vamos ficar tristes, muito pelo contrário, fiquemos felizes porque euzinha uma pessoa totalmente sem tempo e sem cabeça pra escrever não abandonou essa fic! Tava pensando até em me dar um prêmio!
(tudo brincadeira tá? hahahahaha)
Beijos e até lá embaixo!
Hermione acordou de bom humor naquela manhã. As imagens da felicidade de seus amigos ao terem mais um filho a contagiou e a fez lembrar dos seus próprios filhos. Era verdade que os dois já estavam grandinhos mas ainda parecia que os tinha tido a pouco tempo. Para comemorar, decidiu fazer um delicioso café da manhã como a muito tempo não fazia. Draco ainda estava dormindo profundamente quando ela levantou da cama enérgica. As crianças, obviamente, faziam o mesmo.
Ela fechou a porta do quarto com cuidado e saiu no corredor. Uma das coisas que ela mais gostava era o silêncio da manhã. Estava frio e ela se arrependeu no mesmo instante de não ter pego um casaco. Não queria ter que entrar no quarto de novo e acordar Draco. Foi até o aquecedor e aumentou a temperatura, eliminando um pouco do frio que sentia. O inverno em Londres era realmente rigoroso.
Ela foi para a cozinha e pegou da geladeira e da dispensa tudo o que precisava. Começou, então, a trabalhar. Quando já estava quase tudo terminado, ouviu o barulho da porta de um dos quartos abrindo.
– Bom dia. — Draco falou, sonolento.
– Bom dia. — Hermione respondeu sorrindo.
– O que você está fazendo? — Ele perguntou, finalmente percebendo a bagunça que estava a cozinha e a quantidade de coisas já prontas em cima da mesa.
– Nosso café da manhã. — Ela respondeu simplesmente.
– Já disse o quanto você é maravilhosa hoje? — Ele perguntou se aproximando e a enlaçando pela cintura.
– Hoje ainda não. — Ela respondeu rindo e em seguida beijou-o.
– Vamos comprar os presentes de Natal hoje? — Ele perguntou depois de se separarem.
– Vamos sim, depois de deixarmos as crianças na escola, está bom pra você?
– Ótimo.
– Vou acordar Hugo e Rose. — Ela disse desvencilhando-se de seus braços e indo para o corredor.
Ela abriu a porta do quarto e seus olhos mergulharam na escuridão. Era incrível como seus filhos nem ao menos de importavam de não terem um abajur. Ela, quando era pequena, morria de medo do escuro. Hermione caminhou cegamente até o lado da parede onde ela sabia estar a janela e abriu a cortina. Rapidamente o quarto ficou claro e ela conseguiu distinguir as coisas. Hugo que estava dormindo virado para a janela, mexeu-se e incomodado, cobriu o rosto com o edredom.
– Bom dia! Vamos acordar?
Hermione foi veemente ignorada. Rindo, foi até Hugo e puxou o edredom, descobrindo-o. Ele resmungou e se dando por vencido, sentou na cama. Hermione foi direto para a outra cama e fez o mesmo com Rose que resmungou algo ininteligível e se virou para o outro lado. Depois de muito tentar, os dois estavam de pé.
– Tomem banho e venham tomar café. E vão logo para não se atrasarem!
Mais de vinte minutos depois, os dois apareceram na cozinha e juntaram-se a Draco e Hermione.
– Uau, mãe, caprichou hoje! — Hugo comentou.
– Ela acordou de bom humor. — Draco brincou.
– Ah, deixem de graça!
Todos riram e começaram a se servir. Hermione se serviu de um pedaço de torta, algumas torradas, bacon e ovos. No fim, ela parecia que ia explodir.
– Acho que comi demais! — Ela comentou fazendo uma careta. Seu estômago girou e ela sentiu vontade de vomitar.
Antes que tivessem tempo de perguntar, Hermione correu até o banheiro e colocou tudo o que havia comido para fora. Estava suando frio e parecia prestes a desmaiar quando Draco apareceu totalmente preocupado.
– Hermione você está bem?
Ela balançou a cabeça sinalizando que sim e sentou-se no chão do banheiro. Levantou a cabeça, fechou os olhos e respirou fundo. O enjoo parecia estar passando. Draco saiu e retornou minutos depois com um copo de água na mão.
– Obrigada.
Dez minutos mais tarde, Hermione levantou-se, muito melhor do que estava antes. O mal estar já estava bem longe.
– O que foi isso? — Draco perguntou preocupado.
Hermione parecia pensativa e quase não captou a pergunta feita pelo loiro.
– Não tenho certeza. Acho que foi algo que eu comi.
Ela voltou para a cozinha onde os dois pequenos ainda estavam sentados conversando.
– A senhora está bem, mãe?
– Estou sim querida, foi só um mal estar. — Ela colocou o copo vazio dentro da pia. — Já estão prontos? — Ela perguntou olhando para o relógio na parede.
– Eu estou. — Rose falou, se levantando da cadeira.
– Eu também. — Hugo respondeu.
– Então vamos se não nos atrasaremos.
Draco pegou a chave do carro e guiou os outros três até o elevador. Entraram no carro em silêncio e assim foi até chegarem nos portões de ferro da escola. As crianças saíram do carro às pressas, indo encontrar seus amigos que os esperavam na porta que ainda não havia sido aberta.
Novamente o silêncio permaneceu dentro do carro. Hermione estava perdida em pensamentos e parecia distante.
– Hermione? — Draco chamou.
– Sim? — Ela murmurou totalmente alheia. Draco, irritado, reduziu a velocidade do carro e parou no acostamento. Hermione finalmente saiu dos seus devaneios e olhou um pouco assustada para Draco.
– Será que você pode me dizer o que está acontecendo?
Hermione suspirou.
– Nada, não tem nada acontecendo. — Ela mordeu o lábio inferior.
Draco balançou a cabeça negativamente mas não tornou a perguntar. Ligou de novo o motor do carro e seguiu caminho até o local onde eles fariam as compras de Natal.
Os dois desceram do carro e entraram no Westfield Stratford City, um dos lugares onde Hermione mais gostava de fazer compras. Logo na entrada, havia uma enorme árvore de Natal enfeitada e um coro de Natal de idosas. Hermione sorriu para elas e entrou, sendo seguida de perto por Draco.
O shopping era tão bonito quanto ela se lembrava. O espírito natalino estava extremamente presente em cada canto das lojas. Fazia um bom tempo que Hermione não ia até ali mas tudo ainda era o mesmo.
Entusiasmada com a ideia das compras de Natal, Hermione entrou na primeira loja que encontrou. Era uma loja de roupas femininas. Assim que entraram, uma mulher alta e muito bem arrumada veio ao encontro deles.
– Bom dia, em que posso ajudá-los? — A moça sorriu cordialmente para Hermione mas seus olhos estavam pousados em Draco.
Hermione arqueou uma sobrancelha e chamou a atenção da moça.
– Estou a procura de um presente para uma amiga. — Hermione falou ao mesmo tempo em que entrelaçava a mão de Draco na sua.
A moça nem sequer se abalou com o ato de Hermione mas voltou a olhar para ela.
– Tenho um vestido perfeito, acabou de chegar aqui na loja. Venham comigo.
– Ótimo! — Hermione puxou Draco pela mão e ambos seguiram a mulher. Hermione notou que ela parecia mais estar em uma passarela.
A mulher foi até o balcão no fundo da loja e de lá tirou um cabide com um vestido que mais parecia um sonho. Era realmente lindo e bastante ousado. Definitivamente uma coisa que Gina usaria. O vestido era vinho, com um enorme decote e bem justo.
– Vou levar. — Hermione falou fazendo pouco caso.
– Ótimo. Tenho certeza que sua amiga vai adorar!
– Também tenho. Pode embrulhar para presente. — Hermione deu-lhe o cartão de crédito.
– Tudo bem. Só um minuto.
A mulher passou para o outro lado do balcão e Hermione ouviu o som da inconfundível risada de Draco. Ela virou-se para ele e cruzou os braços.
– Do que está rindo? — Ela perguntou.
– De você. — Ele respondeu simplesmente.
Hermione endureceu a expressão.
– Que bom que eu te divirto. — Ela resmungou. Draco riu mais uma vez e abraçou-a.
– Você fica linda com ciúmes. — Sussurrou em seu ouvido e Hermione bufou.
Um pigarro alto chamou a atenção dos dois para a atendente com a sacola e seu cartão de crédito em mãos.
– Obrigada. — Hermione agradeceu e se soltou momentaneamente de Draco para pegar a sacola das mãos da atendente.
Ambos saíram da loja sob o olhar mau humorado da atendente. Draco olhou o relógio e resmungou.
– Preciso ir, tenho uma reunião às 9hrs. Volto para almoçarmos juntos, certo?
– Certo. Boa reunião.
Hermione se aproximou e deu-lhe um beijo terno. Draco retribuiu com carinho e se despediu. Caminhou pelo enorme pátio do shopping e saiu pela porta. Para seu descontentamento, sem querer, esbarrou em alguém e quase foi ao chão. Ele levantou os olhos para pedir desculpas e se surpreendeu com quem viu.
– Filho?! — A voz da mulher soou esperançosa.
Notas finais
Até o próximo.
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