Notas iniciais
Oi gente, venho aqui humildemente pedir mil desculpas pela imensa demora pra atualizar a fic. E venho dizer também que talvez seja assim, pelo menos até eu entrar de férias.
Confesso que me perdi um pouco no enredo da fic e foi difícil voltar a escrever, mas eu prometo que já voltei e as ideias estão fluindo.
Mas chega de enrolação porque eu sei que vocês estão ansiosos pra lerem!
Até lá embaixo!!!!!!!!!
PS: estava com saudades de vocês hihi.

Era segunda-feira, pouco antes das onze da manhã e Draco já se sentia cansado da monotonia da Malfoy Seguros. O lugar estava um verdadeiro inferno e tudo estava acumulado desde que ele tinha sido internado, a duas semanas atrás. Relatórios pra conferir, documentos pra assinar, problemas pra resolver e muita, muita dor de cabeça.

Bufando de cansaço, largou um dos relatórios de volta na pilha de papéis e recostou na cadeira jogando os pés pra cima da mesa. Ele precisava de uma pausa. E de um café. E de um cigarro. E de Hermione. Mas só os dois primeiros estavam ao seu alcance no momento.

Pegou um cigarro no maço recém comprado e acendeu. A última semana tinha sido no mínimo bizarra. Primeiro Pansy Parkinson tinha feito ele trair Hermione, logo depois Hermione tinha sido sequestrada por Tom Riddle e no fim ele tinha levado um tiro por ela. Seu ombro ainda sentia os resquícios do ferimento que estivera ali anteriormente. Avaliando o seu feito com mais calma ele percebeu a loucura que tinha feito. Não que ele se arrependesse, absolutamente que não, mas era assustador a forma que ele tinha preferido morrer no lugar dela. Ele tinha certeza que nunca tinha amado alguém de tal forma.

Deu um último trago no cigarro e sorriu. A vida era engraçada. Ele teve que perder tanta coisa pra chegar até ela. E se ele pudesse voltar no tempo, teria feito tudo de novo só pra no final ele tê-la em seus braços... Duas batidas suaves na porta cortaram sua linha de raciocínio. A cabeleira negra e lisa da sua secretária entrou em seu campo de visão.

- Desculpe incomodar Sr. Malfoy mas é urgente. Um dos nossos associados, o Sr. Horácio Slughorn está aqui.

Draco olhou meio atordoado pra ela e apagou o cigarro de qualquer jeito no cinzero encima da mesa.

- Leve-o pra sala de reuniões e chame Severo.

Sua secretária assentiu e saiu pra cumprir as ordens. Draco passou as mãos pelos cabelos platinados, o nervosismo estampado em seu rosto, a dor de cabeça aumentando impiedosamente. Um dos associados vindo até a empresa pessoalmente, não podia ser boa coisa, disso ele tinha certeza. Ele tinha visto seu pai passar por isso e agora sentia na pele. O cargo de presidente era um fardo muito pesado. A porta de sua sala tornou a se abrir e Severo entrou sem ser convidado.

- Sim, Sr Malfoy?

- Slughorn está na sala de reuniões. Não sei o que ele quer, mas quero que você me acompanhe.

Os dois homens saíram da sala, em direção à sala de reuniões envidraçada no fim do corredor. Com um último suspiro, Draco levou a mão à maçaneta e entrou.

(...)

A situação era pior do que Draco pensava. Ele não podia simplesmente acreditar na sua maldita falta de sorte. A dor de cabeça agora era infinitamente insuportável, assim como o peso nas suas costas.

Ele precisava de outra merda de um cigarro e café. Forte, quente e com muita cafeína. Ele puxou o segundo cigarro do dia de dentro do maço e acendeu. Tragou tão profundamente que podia sentir a fumaça se alojando nos pulmões. Sentou na cadeira e soltou a fumaça através dos dentes cerrados, observando ela se dissipar rapidamente no ar da sala. A acusação do homem com quem esteve em reunião a poucos minutos atrás martelando em sua cabeça.

"Vocês estão nos roubando Sr. Malfoy. E não é de hoje que isso anda acontecendo, nós só precisávamos de provas contra o senhor." disse Slughorn.

Os papéis que comprovavam a maldita acusação pesou em suas mãos. Como era possível ter roubado tanto dinheiro se a própria empresa estava à beira da falência? Isso não fazia porra de sentido nenhum! Avaliando os balanços mais uma vez, assinado por um advogado, resmungou um palavrão alto.

Sem se importar em apagar o cigarro aceso em seus dedos, saiu da sala e invadiu a sala de Severo.

- Quero os balanços da empresa na minha mesa. Agora. Sem questionamento.

O homem, assustado com a intromissão, apenas assentiu. Draco correu direto pra máquina de café e pegou um copo grande. Voltou pra sala e tragou o resto do cigarro esquecido em seus dedos. Um tragada, um gole, era quase um calmante natural. O tempo lá fora era chuvoso mas era tão comum da Inglaterra que não tinha mais tanta importância. Nem sequer tirou os olhos do céu quando a porta se abriu e o som de pastas sendo colocadas na mesa de madeira ecoou pela sala.

Ele fechou os olhos e massageou as têmporas.

Antes de abrir aquelas pastas pra finalmente confirmar suas suspeitas, ele precisava se livrar da dor de cabeça. Uma olhada no relógio mostrou que já era horário de almoço, o que era perfeito. Como se fosse uma intervenção divina, o seu celular tocou. No visor, escrito "Hermione" e ele sorriu.

- Olá amor! - Ela cantarolou do outro lado da linha.

- Eu estava nesse exato momento pensando em te ligar.

- Ah mas isso é maravilhoso! Que tal irmos almoçar juntos? E conversar um pouco... As crianças só voltam mais tarde, você sabe, foram da escola direto pra casa da avó.

- Acho uma ótima ideia, chego aí em vinte minutos.

Ele desligou o telefone, pegou o paletó nas costas da cadeira e saiu.

Pouco mais de vinte minutos depois e ele estacionava o carro na porta do prédio dela. Tocou o interfone e esperou que ela abrisse o portão. A dor de cabeça ainda insistia mas era mais suportável agora. O barulho de liberação do portão soou e ele entrou sem hesitação. O elevador demorou mas em poucos minutos ele estava entrando no apartamento.

Ele deu uma boa olhada no lugar. Fazia tempo que ele não ia até lá. Sua atenção foi tirada quando Hermione entrou em seu campo de visão vestida somente de lingerie e salto, os cabelos soltos e bagunçados. Absurdamente sexy.

- Wow! — Foi o que ele conseguiu dizer, estupefato.

- Senti saudades.

Ela mordeu o lábio inferior sugestivamente e Draco soltou um rosnado, fechando a distância entre os dois. Ele a enlaçou pela cintura e a prendeu num beijo ardente. Ah, ele também sentia saudade! E a manhã tinha sido bastante difícil.

Ele a conduziu até a parede mais próxima e a prensou, acabando com qualquer espaço vazio que tinha ficado entre os dois. Entre beijos ardentes e desesperados, as roupas de Draco, juntamente com seu sutiã, já estavam pelo chão. Ele levou a mão até seus quadris e a puxou, ela entendeu o recado e enlaçou as pernas ao redor da sua cintura. Com ela firme em seus braços, ele seguiu direto pro quarto.

Sem delicadeza e com pressa de ter um ao outro, Draco se livrou de sua boxer e logo depois da calcinha dela. Parou por alguns segundos pra olhar nos olhos de Hermione enquanto a penetrava. Se tinha uma coisa que ele gostava, era das expressões contorcidas de prazer dela. Prazer que ele estava dando.

Ela ofegou quando sentiu seu corpo endurecer enquanto chegava à beira de um orgasmo. Draco não parecia estar longe também. Mais algumas estocadas e os dois vieram juntos. Desabaram na cama, esgotados.

Ele a puxou de encontro a ele e depositou um beijo em sua testa, em um agradecimento silencioso por aliviar a tensão e dispersar seus pensamentos por uns momentos. Mas esse gesto o lembrou que o dia tinha apenas começado e ele tinha que voltar pro trabalho.

A barriga de Draco roncou, lembrando que fazia horas que ele não comia.

- Acho melhor irmos almoçar, certo? — Ela perguntou rindo e ele assentiu, se levantando da cama e vestindo suas roupas.

Foram pra cozinha e sentaram na mesa.

- Eu preciso voltar pro trabalho. — Ele soltou, imensamente chateado.

- Como está lá? Você parecia tenso quando chegou aqui.

- Não é por menos, tenho um problema de grandes proporções em mãos.

- Talvez eu possa ajudar... — Ela murmurou incerta.

- Como você já sabe, a empresa do meu pai está indo a falência. — Ela assentiu. — Como se isso não fosse ruim o suficiente, um dos nossos sócios nos acusou de roubo. — Ele passou as mãos pelos cabelos, a tensão voltando aos ombros.

- Roubo? Mas isso é muito sério, Draco! — Ela arregalou os olhos.

- Você acha que eu não sei? Tenho certeza que em breve terei um processo nas mãos.

- Bem, mas se não é verdade, você não tem com o que se preocupar.

- O problema está todo aí. É verdade. Eles não acusariam sem provas, Hermione! Alguém está roubando o dinheiro dos sócios e da empresa, é a única explicação. Eu vou descobrir quem é, você vai ver, e quando eu pegar o desgraçado, eu vou acabar com a vida dele. — Draco rosnou.

- Olha, eu sei que está com raiva e de cabeça quente mas você precisa pensar. Nós vamos descobrir quem está roubando e quando descobrirmos, tomaremos medidas legais pra punir o culpado.

- Nós? — Ele perguntou confuso.

- A partir de agora, eu sou sua advogada. Apenas não faça nada sem me consultar. Nós vamos resolver isso, eu prometo.

Ele sorriu.

- Sabia que você é maravilhosa?

- Na verdade sabia sim, já me falaram muitas vezes. — Ela deu de ombros mas logo depois desatou a rir.

Eles se serviram e almoçaram e conversaram sobre qualquer coisa pra ocupar o tempo. Mas Draco precisava voltar.

- Amanhã eu volto. Trago os balanços da empresa e nós dois avaliaremos qualquer fraude que tiver, tudo bem?

- Pra mim está ótimo.

- Talvez eu passe em Beauxbeatons pra te buscar. — Ele avaliou. — Mas agora eu preciso ir.

- Bom trabalho, meu amor.

Com um último beijo, Draco saiu do seu paraíso particular pra voltar pro inferno. Ao menos a dor de cabeça tinha ido embora.

Notas finais
Desculpem qualquer erro ortográfico, não tive tempo de revisar ):
O capítulo não ficou lá muito bom mas foi só pra desenrolar a história e eu poder voltar com força total.
Espero que tenham gostado mesmo assim, beijos!
Até.