Dramione - House Of Night

34 Eu declaro o réu...


Notas iniciais
Hello babies!!!
Desculpem a demora mas ele capítulo foi realmente difícil de escrever. Eu não fiquei muito feliz com o resultado mas eu espero que vocês gostem mesmo assim.

Beijocas!!

Draco estava nervoso, mas não superava o nervosismo de Hermione. Aquele era seu primeiro caso e ela nunca tinha estado desse lado do tribunal uma vez sequer. Os dois estavam sentados do lado de fora aguardando serem chamados. Obviamente, aquele seria um julgamento fechado. Isso deixava Draco mais calmo, tudo que não precisava agora era a exposição.

Hermione abriu sua pasta pela quinta vez e recomeçou a analisar papel por papel, Draco olhou para ela e bufou. Ele confiava nela mas essa atitude nervosa dela estava deixando-o ainda mais nervoso.

– Desculpe, estou meio ansiosa. — Ela ofereceu-lhe um sorriso amarelo. Ele nem se importou em responder, ao invés, levantou e foi até a máquina de café.

Sua cabeça doía mais que o normal, ele daria tudo por uma das pílulas mágicas de sua secretária Cho.

No instante seguinte que ele voltou, um dos guardas apareceu e os chamou pra entrar. Assim que entraram, avistaram o Sr. Slughorn e seu advogado no lado direito do salão.

Draco sentou-se na cadeira ao lado de Hermione e olhou em volta. Tinham pouquíssimas pessoas na platéia, a maioria delas seus funcionários mais importantes da empresa. Ele não tinha ideia do que Hermione tinha planejado e o que iria acontecer, ele só sabia que tinha que sair dessa.

Quando a porta tornou a se abrir Draco se viu incapaz de se manter naquele ambiente. Sua mãe, – Mãe não, tia. Ele pensou com desgosto. — tinha acabado de entrar. Ele queria ir lá e gritar com ela e mandá-la embora dizendo que ela não tinha o direito de estar ali mas a mão de Hermione foi mais rápida que seus pensamentos. Antes que pudesse pensar em levantar, ele estava firmemente sentado na cadeira.

– Não. Faça. Isso. — Ela murmurou pausadamente.

Ele fechou os olhos e respirou fundo. Ignorando a mulher sentada atrás de si, ele voltou os olhos pra frente. O juiz tinha acabado de se sentar e estava lendo alguns papéis.

Draco e Hermione trocaram um último olhar enquanto o juiz dava início ao julgamento. Depois dele ter falado sobre o caso de roubo no qual Draco era o acusado, Hermione foi chamada pra fazer sua defesa.

– Bom dia senhoras e senhores, sou Hermione Granger, advogada de defesa do acusado. Estou aqui pra lhes provar que meu cliente, o réu, Draco Malfoy, não é culpado do crime ao qual foi acusado. O Sr. Malfoy herdou a empresa de seu pai a pouco tempo atrás quando infelizmente ele veio a falecer. O Sr Lúcio Malfoy era total responsável pela empresa, sendo presidente dela. O cargo, eventualmente, passou de pai para filho como manda a tradição de sua família.

Ela respirou fundo e voltou seu olhar pra Draco.

– O Sr. Malfoy foi acusado de roubar dinheiro da empresa do Sr. Slughorn. — Ela se virou pro homem baixinho e gordinho, com cara de leão-marinho. — Mas, segundo diz a prova A e a prova B, — Ela pegou duas pastas que o juiz lhe deu. As pastas estavam marcadas com a logo da Malfoy Seguros. — Meu cliente não é culpado disso. Olhem vocês mesmos, — Ela deixou as pastas no balcão pra que os jurados pudessem vê-las. — meu cliente se tornou presidente da empresa em 25 de Abril, uma semana após o falecimento de seu pai. E segundo consta da prova B, dada pelo próprio Sr. Slughorn, seu dinheiro vem sendo roubado desde Janeiro, o que nos leva a concluir que meu cliente nada tem a ver com isso.

Hermione sorriu satisfeita. Ela podia ver nos olhos dos jurados que eles absolutamente concordavam com ela. Mas ela ainda não podia se denominar vencedora, mas ela estava no caminho. Aquilo parecia que iria ser fácil. Ela tornou a agradecer a atenção de todos e sentou-se. Draco apertou sua mão por baixo da mesa levemente e sorriu.

– Você foi fantástica. — Ele sussurrou pra ela, que agradeceu com um sorriso.

– Bom dia senhores, sou Bartolomeu Crouch, advogado de acusação. Digo a vocês senhores, meu cliente não acusaria ninguém sem provas sólidas, assim como o Juiz desta corte não autorizaria esta audiência se tivesse certeza que o acusado não poderia ser culpado. O Sr. Malfoy sempre foi conhecido por sua fama em desprezar o trabalho e por consequência as vontades de seu pai. Segundo meu cliente me informou, o Sr Malfoy sempre trabalhou na empresa de seu pai, o que exclui totalmente o argumento de que ele pode não ser culpado de tal acusação pelo fato de só ter subido à presidência meses depois.

O Sr. Crouch fez uma pausa pra respirar.

– Nada exclui o fato de que ele pode ter tramado tudo isso mesmo antes de seu pai morrer. Por isso, eu gostaria de começar chamando a primeira testemunha desse caso. Sr. Draco Malfoy, por favor, tome seu lugar pra começarmos o interrogatório.

Draco prendeu a respiração enquanto ouvia seu nome sair da boca de Bartolomeu Crouch. Hermione fez um som muito parecido com um rosnado ao seu lado e ele olhou pra ela sem saber o que fazer. De repente, a voz do juiz se fez ouvir em alto e bom som.

– Sr. Malfoy, nós não temos o dia todo.

Hermione forçou um sorriso pra ele enquanto sua cabeça trabalhava furiosamente pra encontrar um jeito de contornar a situação. Draco engoliu em seco e se levantou, caminhando até o balcão das testemunhas. Ele ia depor contra si mesmo e não podia evitar, ele mal conseguia esconder a indignação estampada em seu rosto.

Hermione revirou a lista de provas em sua mesa e pensou.

O que vou fazer? O que vou fazer? O que vou fazer? Sua consciência gritava. Ela respirou fundo, tentando pôr seus pensamentos em ordem. Ela ouviu ao longe Draco jurando dizer a verdade e decidiu ver o que o advogado de acusação faria. Ele obviamente estava confiante e tinha um plano.

– Sr. Malfoy, é verdade que o senhor nunca realmente se importou com a Malfoy Seguros? — Ele perguntou, uma sobrancelha levantada em desafio.

Draco estreitou os olhos antes de responder: — Não.

Ele não sabia onde ele estava querendo chegar, mas definitivamente não era em um bom lugar.

– É verdade que você e seu pai, Lúcio Malfoy, tinham um tipo de, — Ele fez uma pausa e olhou pro papel em sua mão, logo voltando seu olhar pra ele. — inimizade?

Draco franziu o cenho. Que porra de pergunta era aquela? Ele percebeu que todos estavam esperando sua resposta.

– Acho que inimizade é uma palavra muito forte, nós só não nos entendíamos muito bem. Mas não é como se isso fosse algo anormal.

– Compreendo. Mas talvez tenha sido um desentendimento muito grande, não? Seu pai queria que você vivesse pro trabalho como ele fazia e quando ele te forçou a isso, você poderia ter desejado vingança, por isso roubou sua própria empresa.

– Protesto! — Hermione gritou.

– Deferido. Sr. Crouch, maneire um pouco e pare com as insinuações.

– Sem mais perguntas.

Hermione prontamente levanta e segue diretamente pra Draco.

– Sr. Malfoy, você pode me dizer a situação de sua própria empresa? Senhores, apresento a vocês, a prova C.

Ela novamente deposita uma nova pasta no balcão dos jurados.

– Estamos à beira da falência.

– E por que? Os investimentos estão indo mal? — Ela pergunta e olha pra ele incisivamente. Ele parece compreender o que ela quer dizer.

– Porque estamos sendo roubados, também.

Um burburinho começou entre as poucas pessoas na sala.

– Sem mais perguntas, meritíssimo.

O Sr. Crouch tornou a se levantar e deu passos lentos até Draco.

– Sr. Malfoy, posso saber como foi que o senhor nunca notou o desvio do dinheiro de sua própria empresa?

– Eu nunca tive acesso direto ao dinheiro ou aos balanços.

– Você sabe que isso não torna impossível suas ações não é? Você poderia muito bem ter um cúmplice.

– Protesto! — Hermione grita novamente.

– Deferido. Sr. Crouch, por favor.

– Sem mais perguntas, meritíssimo.

– Mais alguma pergunta Srta. Granger? — o Juiz pergunta.

– Não, meritíssimo, mas eu gostaria de chamar a próxima testemunha.

– Sr. Malfoy, pode voltar ao seu lugar. Pode mandar entrar a próxima testemunha.

– A testemunha que vou chamar agora, é o vice-presidente da Malfoy Seguros, Severo Snape.

Draco arregalou os olhos quando viu o velho amigo de seu pai entrar pelas portas, acompanhado de um guarda. Definitivamente, Hermione estava ficando louca. O que ela pretendia?

Snape caminhou calmamente até o lugar onde Draco estivera antes e sentou-se. Um guarda se aproximou, com uma bíblia na mão. Snape pôs a mão em cima da bíblia, e murmurou o juramento, sua voz pingando desdém.

– Juro dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

O guarda se retirou e Hermione se aproximou.

– Sr. Snape, o senhor era amigo do pai de Draco, Lúcio Malfoy, a muito tempo não é?

– Sim. — Ele respondeu com indiferença.

– E é verdade que você soube, meses antes, do estado de saúde de Lúcio, correto?

Hermione observou o pomo de adão dele subir e descer quando ele engoliu em seco. Ela sabia que fizera uma boa coisa fazendo essa investigação.

– Sim.

– Senhores, apresento a vocês a prova D. Essa é uma cópia do registro de presença do hospital, do dia 16 de Fevereiro desse ano. E apresento a vocês a prova E. Esse é o exame que Lúcio Malfoy foi buscar no dia em questão, e aqui, mostra a confirmação de sua doença.

Hermione deu uma rápida olhada pra Narcisa sentada na última fileira. Olhar esse que não passou despercebido por Draco. Ele estava compreendendo o raciocínio de Hermione.

– É verdade também que o senhor é quem cuida das finanças da empresa, estou certa?

– Sim, está. — Ele responde, mais calmo do que deveria estar.

– Essas aqui são as provas F. Esse é o registro de entrada na Conta Corrente de Lúcio Malfoy e esses, são os registros de entrada na sua Conta Corrente.

Hermione pegou os dois papéis e levou até Snape.

– Você pode ler o valor dos dois pra mim? Leia primeiro a de Lúcio e depois a sua.

– 250 mil. — Ele falou. Seus olhos correram rapidamente pelo papel e depois pro outro. Quando seus olhos arregalaram levemente, Hermione soube que ele tinha visto o que ela tinha visto também.

– E o seu?

– 250 mil. — Ele falou, baixinho.

– Muita coincidência não? — Hermione franziu o cenho e coçou o queixo, como se tivesse pensando. Depois voltou pras provas no balcão e pegou uma das pastas.

– Essa foi a pasta que o Sr. Slughorn apresentou como prova, onde consta os valores dos roubos e datas. Você pode ler o primeiro valor pra mim Sr. Snape?

– 500 mil.

Hermione quase riu. Ele estava na sua mão.

– Outra coincidência não é? Vejo que temos muitas por aqui.

Hermione pegou de volta os registros das Contas Correntes e passou a olhá-lo.

– Mas vejamos, nem tudo é coincidência. Vejo que os registros seus e de Lúcio Malfoy nem sempre são iguais. Veja, em Março seu registro é bem maior que o dele.

Hermione levantou os olhos do papel e cruzou os olhos com ele. Ela podia ver o medo neles, mas seu rosto continuava impassível.

– E de acordo com os balanços verdadeiros da Malfoy Seguros, em Março os números começaram a cair. Você pode explicar isso Sr. Snape?

A sala caiu num silêncio. Todos pareciam ter prendido a respiração.

– Não. — Ele sussurrou, mas foi firme.

– Então o Senhor não sabe como todas essas coincidências aconteceram?

– Não. — Ele respondeu mais firme.

– Como o senhor se sente sobre a morte de Lúcio Malfoy?

Ele pareceu assustado com a pergunta e seu semblante escureceu.

– Isso não lhe interessa. — Ele rosnou.

– Mais respeito Sr. Snape. — O Juiz advertiu.

– Ele era seu amigo não era? — Hermione pressionou.

– Amigo? — Snape riu. Hermione sabia, ele já estava perdendo o controle. Ela soube por Narcisa que Lúcio havia feito algo pra Snape, ela só não soube o que. — Lúcio Malfoy é um bastardo!

– Então o Senhor não ficou triste com a notícia de seu óbito?

– Eu não via a hora daquele crápula morrer. — Ele murmurou, seus olhos estavam apertados em pequenas fendas e seus dentes estavam rangendo. Por um instante, Hermione sentiu medo mas se forçou a continuar. Ela estava quase lá. Quando ela ia fazer a próxima pergunta, ele a interrompeu. — Ele não merecia nada do que ele tinha. Ele não merecia a família que tinha, ele não merecia o dinheiro que ele tinha. Ele roubou a mulher que eu amava e eu roubei seu dinheiro. Eu daria tudo pra ver sua cara quando ele descobrisse! — Ele começou a divagar.

Hermione parou estática. Ela conseguia ouvir duas coisas distintas na sala. O barulho da cadeira arrastando e Narcisa respirando audivelmente. Ela saiu de seu estado de inércia e foi até Draco obrigá-lo a sentar. Ele fez, depois de muito esforço e muitas ameaças do Juiz.

Hermione voltou a olhar pra Snape, que parecia absurdamente louco a seus olhos e o medo voltou com força. Ela então, se virou pro Juiz e murmurou:

– Sem mais perguntas, meritíssimo.

– Guardas, por favor, levem o Sr Snape daqui. A corte entrará em recesso durante 20 minutos. Quando voltarmos, teremos o veredicto.

Todos começaram a levantar e sair. Hermione segurou Draco pela mão e o levou pra fora. Seus nervos estavam em frangalhos e sua ansiedade nas alturas.

Quando toda a adrenalina começou a deixar seu corpo lentamente ela se sentiu tonta. Draco a segurou pela cintura e os dois saíram pra área externa.

– Você está bem? — Ele perguntou preocupado.

– Estou. Isso foi apenas a adrenalina deixando meu corpo.

Ele abriu um enorme sorriso.

– Você sabe, você foi incrível lá dentro com Snape.

– Eu sei, foi assustador. — Ela sussurrou mais pra si mesma. Draco riu. — Desculpe por não contar nada sobre meus planos.

– Sem problemas. — Ele balançou a cabeça.

Ela olhou pro relógio e sorriu.

– Vinte minutos. Acho melhor irmos.

Os dois entraram e voltaram pra sala onde estiveram antes. Quando todos fizeram silêncio, o Juiz recebeu o envelope das mãos do jurado número 1 e abriu.

– Por maioria dos votos do júri, o réu Draco Malfoy, julgado por este tribunal, é considerado... Inocente.

O Juiz bateu o machado e Draco suspirou de alívio. Ele e Hermione se abraçaram brevemente e depois ela se virou pro Sr. Slughorn e Sr. Crouch. Sr. Slughorn passou por ela, parabenizando pela belíssima defesa e se encaminhou pra Draco.

– Me desculpe rapaz, tudo indicava que você era o culpado.

– Sem problemas. — Draco falou, indiferente. — O importante é que descobrimos a verdade.

– Sim, sem dúvidas. — Slughorn ofereceu uma mão, que Draco apertou sem hesitar. — Preciso ir, se cuide.

Draco assentiu e se aproximou de Hermione que conversava animadamente com Bartolomeu Crouch. Algo em seu peito apertou quando ele viu ela rir abertamente de algo que ele falou. Ele chegou e a abraçou por trás.

– Ela foi fantástica não é? — Ele comentou, depositando um beijo em sua nuca. Ele podia sentir pela forma rígida de seu corpo que ela estava envergonhada.

– Sim, foi. — Ele sorriu amarelo. — Se vocês me derem licença, eu preciso resolver coisas ainda hoje.

– Sem problemas, adeus Sr. Crouch. — Hermione sorriu de novo pra ele enquanto Draco acenava com a cabeça em despedida.

Quando ele estava longe, Hermione se virou pra Draco e lhe lançou um olhar feroz.

– O que foi isso? — Ela perguntou.

– Apenas mostrando que você é minha. — Ele deu de ombros.

Ela sorriu.

– Vamos sair daqui? Nós temos o resto do dia pra comemorar e eu tenho uma ótima ideia de por onde começar! — Ele comentou, olhando-a de cima à baixo. — Eu já disse o quanto você fica sexy vestida assim?

– Não, mas você pode falar se quiser.

– Que tal eu falar isso enquanto... eu tiro ele?

Ela ri sonoramente enquanto os dois caminham em direção ao carro estacionado.

Notas finais
E aí, o que acharam? Eu quase morri pra escrever essas cenas da audiência até porque eu nem tenho conhecimento nessa área né? Mas eu tentei meu melhor. Por isso, me deixem saber o que eu errei - ou acertei, na melhor das hipóteses.

E eu queria agradecer aqui a super ajuda que a SrtaLovegood tá me dando revisando os capítulos pra mim. Logo, logo, todos estarão revisados e vocês poderão desfrutar de uma melhor leitura.
Obrigada Tábata, você é um anjo!