Notas iniciais
Oie, voltei e estou muito feliz com os reviews!!! Esse cap foi um pouquinho maior como prometido(obaaa!) Amanhã sem falta respondo todos os comentários. Beijos e apreciem mais um capítulo :]

Draco saiu ainda desnorteado do Clube. Em sua mente apenas o rosto daquela mulher que o impressionara. O nome dela ecoando em sua mente. Pegou a chave do carro no bolso, desligou o alarme e entrou no lado do motorista. Dirigiu alguns quilômetros até a grande mansão em que morava. Parou em frente aos enormes portões de ferro com grandes letras garrafais dizendo “Mansão Malfoy” e abriu a janela ao seu lado.

— Boa noite, Sr. Malfoy. — Draco ouvira a voz do porteiro ressoar no seu ouvido mas não absorveu uma palavra do que ele dissera. Os portões se abriram e ele acelerou, estacionando em frente às escadas que levavam a uma imponente e antiga porta de madeira. Saiu do carro e olhou para a única janela iluminada da casa. Provavelmente sua mãe estava o esperando. Bufou em descontentamento ao entrar em casa e ver que estava certo. Sua mãe descia correndo as escadas enrolada em seu robe de seda.

— Onde esteve, Draco? Toda noite você vai sumir dessa forma? — Ela disse, completamente áspera.

— Agora não, mãe! — Draco disse tentando desviar das palavras de sua mãe e subir as escadas até seu quarto.

— Agora sim, Draco. Aonde tem ido todas as noites? Tem a ver com alguma garota?

— Narcisa, deixe o garoto em paz. Ele sabe o que faz. — A voz potente de Lúcio, invadiu o local fazendo-os olhar para o topo da escada. Lúcio era um homem magro, alto e loiro, com ar imponente, não muito diferente de Draco e Narcisa. Os três tinham o mesmo porte e a mesma cor de cabelo, loiro platinado. Lisos e elegantes.

Narcisa, obediente como sempre fora, deixou Draco passar sem dizer nenhuma palavra sequer.

— Obrigado, pai. — Disse Draco já quase no topo da escada.

— Não me agradeça, amanhã conversaremos sobre isso. — Lúcio disse e logo se retirou sendo seguido por Narcisa. Draco bufou e entrou em seu quarto.

Tirou os sapatos, a camisa e a calça, ficando apenas de cueca-boxe e deitou em sua cama macia. Observou seu quarto como há muito tempo não fazia. Tinhas as paredes brancas e as cortinas prata, o lençol de cama era verde musgo, sua cor preferida. Os móveis eram todos antigos e elegantes, assim como todos os outros da casa. Mais uma vez seus pensamentos voltaram para a morena da boate e ele adormeceu rapidamente, sonhando com ela.

Foi acordado no dia seguinte por sua mãe, que delicadamente abriu as cortinas do quarto deixando que a luz adentrasse o cômodo.

— Levanta, Draco. Isso não é hora de estar dormindo e seu pai quer conversar com você. — Narcisa saiu, deixando um Draco resmungando para trás.

Ele se levantou a contragosto e foi até o banheiro praticamente se arrastando e batendo a porta em seguida.

Quase uma hora depois, finalmente bateu à porta do escritório de Lúcio.

— Entre! — A voz soou lá de dentro e Draco abriu a porta. Lúcio estava sentado na cadeira atrás da mesa e pela cara de poucos amigos, estava aborrecido. — Sente-se, Draco.

— Estou bem de pé. — Draco disse com cara de tédio e Lúcio pareceu ainda mais aborrecido.

— Pois bem, onde você passou a noite? — Lúcio perguntou indo direto ao ponto.

— Estive em uma casa noturna, precisava relaxar. — Draco fez pouco caso do assunto.

— Esteve bebendo novamente? Já disse que não devia fazer isso. Temos uma reputação a zelar, Draco, não pode ficar por aí se embebedando como um qualquer. Você carrega o sobrenome Malfoy e deve se portar como um. Você já tem 25 anos, está na hora de ter responsabilidades! — Lúcio dizia exaltado enquanto Draco fingia não dar a mínima. Era sempre assim. Draco fazia pouco caso de tudo que se relacionava à família. — Não esqueça que quando eu não puder mais, quem vai administrar a Malfoy Seguros será você.

Draco estremeceu ao ouvir isso. Desde os seus 18 anos, após terminar o colegial, seu pai lhe obrigou a estudar e trabalhar em função da Malfoy Seguros, dizendo que no futuro ele a assumiria. Por mais que Draco fosse grato ao pai por tê-lo ensinado tudo que sabe sobre administração de empresas, ele não queria ter que assumi-la. Odiava responsabilidades desse tipo, onde tudo dependesse somente dele para funcionar. Não tinha garantias de que depois que seu pai deixasse a empresa, ela continuaria de pé e intacta. O medo de fracassar era uma constante na vida dele.

— O senhor, infelizmente não me deixa esquecer. — Draco disse, finalmente se sentando na cadeira de frente a Lúcio.

— Não pense que fico feliz com esse pensamento, mas infelizmente você é meu único herdeiro, logo, meu sucessor na presidência da empresa.

— Era só isso que tinha pra dizer?

— Não quero mais vê-lo chegar altas horas da madrugada. Espero que tenha entendido bem. — Draco assentiu e se levantou, deixando o cômodo que mais detestava da casa.

A mansão, apesar de sua grandeza, constantemente deixava Draco sufocado. Ele saiu, pegando seu sobretudo preto e vestindo-o. Precisava dar uma volta, precisava respirar fora daquela casa. Saiu pelos portões de ferro e entrou em uma rua qualquer, logo se viu próximo a uma praça. Algumas crianças brincavam por ali e ele ficou as observando ao longe. Draco sempre quisera um filho, para dar a ele tudo que seus pais não lhe deram: amor e carinho. Percebeu algum tempo depois que ao lado da praça havia uma escola, o que explicava a quantidade de crianças presentes ali a essa hora da manhã. O sinal da escola ressoou no quarteirão e todas correram em direção ao portão azul, se espremendo para ver quem passava por ele primeiro.

Draco olhou as horas, 7h35 marcava seu relógio de pulso. Saiu daquela rua a procura de uma banca de jornal, queria dar uma olhada nas notícias. Ao virar na esquina, viu um pouco distante uma banca de jornal e logo se adiantou até lá. Por instinto, suas pernas o levaram de volta a rua da escola e com o jornal tampando sua visão, virou a esquina para entrar na rua mas esbarrou em alguém. Estava pronto para xingar o idiota que não olhava por onde anda mas seu coração deu um salto ao ver quem era.

— Hermione? — Draco perguntou incerto, apenas para provar que seus olhos não estavam lhe pregando uma peça. A mulher o olhou assustada ao ouvir o nome dela sair de sua boca.

— Como sabe meu nome? Quem é você? — Ela perguntou, insegura, seu rosto transparecia um pouco de medo. Isso o fez controlar a vontade de tocá-la para saber se era real.

— Draco, Draco Malfoy. Te vi ontem a noite dançando, na House of Night. — Ele a viu corar absurdamente e baixar o olhar e mais uma vez ele teve que controlar a vontade de tocá-la e forçá-la a olhá-lo.

— Me lembro de você. — Hermione disse num sussurro, mordendo os lábios. Nunca esperaria por aquele momento, achava que nunca mais fosse vê-lo na vida. Draco, ao ouvir as palavras de Hermione, sorriu tão lindamente que ela achou que fosse desmaiar por falta de ar. O silêncio entre os dois ficara irritantemente constrangedor até que Hermione se pronunciou. — Bem, eu… preciso ir. Até mais, eu acho. — Ela disse voltando a fazer seu caminho até o ponto.

— Posso voltar a te ver? — Ele perguntou alto para que ela ouvisse. Ela somente murmurou um “Nos vemos por aí”, sorriu e entrou no ônibus.

Notas finais
Gostaram? odiaram? amaram? nunca mais querem ler?