Notas iniciais
Respondi todos os reviews, finalmente!(Eu ouvi um aleluia?) E pra surpresa de vocs, resolvi postar um captulo novo hoje!(Estou ouvindo barulho de festa?) HAHAHAHAHAHAHHAHA Aproveitem esse captulo e digam o que acharam e se acham que alguma coisa deve mudar. Beijos beijos beijos ♥

Hermione olhava pela terceira vez através do vidro da janela. Fazia pouco menos de três horas que ela havia esbarrado em Draco Malfoy na esquina da escola de seus filhos. Ela simplesmente não conseguia parar de pensar nisso.

Voltou a se sentar no sofá da sala e ligou a televisão para assistir a um programa qualquer. Quando o relógio bateu 11h em ponto, ela se levantou e foi até a cozinha preparar o almoço. Percebeu que faltavam alguns temperos e decidiu ir até o mercado no fim da rua. Voltou alguns minutos depois com algumas sacolas.

Já no corredor do seu apartamento, ouviu o telefone tocar em casa, correu e rapidamente encaixou a chave na fechadura e abriu a porta.

— Alô? — Hermione atendeu arfante por causa da corrida até ali.

Alguém do outro lado da linha respondeu e o semblante de Hermione se tornou sombrio e raivoso.

— Está certo. Eles estarão aí sábado bem cedo. — Disse entredentes, sua respiração pesada. — Não torne a ligar. — E desligou o telefone com brusquidão.

Idiota, babaca, cara-de-pau”. Eram os pensamentos de Hermione naquele momento.

Voltou sua atenção para as compras que haviam ficado largadas em cima do sofá e as levou para a cozinha. Com uma fingida tranquilidade, Hermione começou a preparar o almoço, seus pensamentos voando longe.

Terminou, enfim, de cozinhar e sorriu ao olhar o relógio. Faltava mais ou menos meia hora para seus filhos saírem da escola. Com toda calma do mundo, Hermione arrumou sua bolsa e foi até o quarto. Deu uma olhadela no espelho e ajeitou os cabelos, agora lisos, e passou um pouco de perfume. Não podia negar que estava ansiosa com a possibilidade de encontrar Draco Malfoy de novo, seu estômago revirava de nervosismo.

Saiu do apartamento, entrando no elevador em seguida, alguém já estava por lá.

— Boa tarde, Minerva. — Hermione disse simpática, sorrindo para a senhora.

— Boa tarde minha querida! Há quanto tempo não a vejo. Como vão as crianças?

— Estão ótimas, estou indo buscá-las na escola agora mesmo. — Hermione disse olhando o visor do elevador que já indicava que estavam no térreo. — Tenha um bom dia, Minerva. Foi um prazer vê-la.

Hermione saiu do prédio e caminhou até o ponto de ônibus que ficava do outro lado da rua. Cinco minutos depois o ônibus chegou e Hermione entrou sentando na janela para observar a paisagem. A escola não ficava longe, pelo menos uns quinze minutos de ônibus, embora a pé demorasse muito mais. Finalmente desceu do ônibus e entrou na rua. Algumas crianças já saíam acompanhada de seus pais e Hermione olhava em volta como se procurasse alguém, e realmente procurava. Sem conseguir se conter, Hermione olhou para todos os cantos da rua mas seu sorriso morreu ao perceber que ele não estava ali. Por que estaria? Pensou ela vendo o portão da escola se abrir e centenas de crianças saírem às pressas. Logo avistou o cabelo inconfundível de Hugo no meio da multidão e ao seu lado uma Rose carrancuda. Assim que a viram, se desvencilharam das outras crianças e foram até Hermione. Hugo sorria travesso e Rose parecia furiosa.

— O que você fez dessa vez, Hugo? — Hermione perguntou desconfiada assim que eles se aproximaram.

— Por que tudo eu? — Ele perguntou fingindo inocência. Hermione se virou para a filha que ainda mantinha o mesmo olhar raivoso.

— Ele me envergonhou na frente de todo mundo, mãe. Disse para todos meus amigos que eu tenho medo de dormir sozinha… Como se eu pudesse escolher dividir o quarto com ele! — Ela começou a falar exasperada. Sem dúvidas era uma cópia perfeita de Hermione.

— Hugo, eu já não disse para deixar sua irmã em paz? Custa você me ouvir pelo menos uma vez na vida? Está de castigo até o fim de semana! — Hermione falou tempestuosa, vendo que sua filha estava prestes a cair no choro.

— Mas mãe…

— Nem mais, nem menos. Se reclamar, ficará de castigo até o próximo fim de semana. — Hermione disse dando um puxão de orelha em Hugo que segurou um muxoxo indignado. — Agora vamos embora, devem estar com fome não? — Os dois balançaram a cabeça afirmativamente, Hugo quase correndo até o ônibus.

Dando mais uma olhada em volta, Hermione entrou no ônibus com uma decepção enorme.

***

Draco Malfoy havia tirado o dia de folga. Ele, como filho do dono da empresa, tinha seus privilégios. Sentou na poltrona de seu quarto e observou a noite cair pela janela, o copo de uísque pousado sobre a escrivaninha. Fazia algumas horas que havia reencontrado inusitadamente, Hermione Granger, a mulher que havia tirado seu sono na noite passada. “A gente se vê por aí.” As palavras dela ecoavam em sua mente. Como e quando a veria de novo? Suspirou algumas vezes e se pôs a observar seu quarto. Imaginou Hermione ali, sentada em sua cama, observando-o trabalhar e vez ou outra o chamando para dormirem juntos. A porta foi bruscamente aberta e Draco viu seu pai entrar no cômodo furioso.

— Por que não apareceu no trabalho hoje? — Perguntou com sua voz imponente. Qualquer pessoa em sã consciência sentiria medo, mas Draco não sentia, não mais.

— Estava indisposto. — Mentiu descaradamente, vestindo sua máscara de tédio como em toda vez que Lúcio lhe dirigia a palavra.

— Parece que o que lhe falei sobre responsabilidades não te serviu em nada, não é mesmo? Se continuar com esse comportamento serei obrigado a te demitir. — Draco deu de ombros. — Você é mesmo uma vergonha para nossa família.

Lúcio saiu batendo a porta com toda força que tinha e Draco voltou a olhar pela janela já escura. Os jardins de sua casa já nem podiam mais ser vistos dali de cima. Olhou as horas e se pôs a pensar. “O que essa mulher está fazendo comigo?” Pensou ele pela milésima vez naquele dia.

Depois de algumas horas, levantou-se e abriu seu armário. Os tons sóbrios tomavam conta do espaço; preto, cinza, azul marinho e alguns destaques para o branco. Pegou a roupa que mais lhe agradava e entrou no banheiro. Se olhou no espelho e passou a mão pelos cabelos, finalmente expondo seu nervosismo. Draco não se sentia assim desde a primeira vez em que saíra com Pansy Parkinson, sua namorada da adolescência. Se despiu e abriu o chuveiro, deixando a água quente relaxar seus músculos.

Uma hora depois, Draco se prostrava em frente ao espelho grande de seu quarto. Se avaliou minuciosamente e sorriu satisfeito. Pegou a chave do carro na escrivaninha e saiu, fechando a porta atrás de si. Sorrateiramente desceu as escadas e se sentiu aliviado por não encontrar ninguém pelo caminho. Passou pelas grandes portas de madeira da entrada e entrou no carro. Pelo retrovisor, pôde ver seu pai o observando enfurecido da janela do quarto, mas não quis pensar naquilo no momento. Só conseguia pensar nela.

Dirigiu mais alguns quilômetros assim como fizera na noite passada, só que dessa vez, ele estava ansioso demais para ir devagar. Em menos de dez minutos chegou à entrada do lugar onde havia uma grande e brilhosa placa escrita House of Night Club. Estacionou o carro próximo dali e ligou o alarme. Olhou novamente para a placa do lugar e sorriu passando pelas grandes portas de aço.

O lugar não parecia mais o mesmo para Draco. Ele nem sequer olhava as pessoas que passavam por ele, olhava diretamente para o palco, na esperança de vê-la dançar de novo. Sentou em uma poltrona que ficava nem muito longe nem muito perto, um lugar estratégico onde poderia vê-la, ser visto por ela, mas não ser notado por muitos.

Draco pediu um copo de uísque e se pôs a esperar. Olhou seu relógio que marcava 1h15 da manhã e depois seu celular, onde havia milhares de ligações de Narcisa. Bufou e desligou o aparelho. Não muito tempo depois, as luzes do lugar se apagaram e como na noite passada, todos os homens presentes se aproximaram para ver o show que iria começar. Draco engoliu em seco e esperou o que pareceu ter sido uma eternidade até uma garota loira entrar no palco e começar a dançar. Todos gritavam e se jogavam para a mulher no palco que se aproximava da platéia com confiança em seu rebolado.

Draco largou o copo de uísque que segurava, deixando o mesmo cair no chão e se quebrar. Aquela não era, nem de longe, sua Hermione. Aquela mulher era vulgar e descarada, os cabelos loiros compridos até a curvatura do bumbum. Draco mal pôde conter sua frustração, olhava indignado para a loira oferecida no palco, como se ela fosse algo que ele nem quisesse chegar perto. Levantou num estrondo e saiu do clube com o semblante numa mistura de decepção e raiva. Ele estava mais do que certo de que iria encontrá-la ali hoje. Entrou no carro ainda furioso e saiu cantando pneu pela rua.

Assim que estacionou na frente de casa, notou seu pai ainda na janela. Parecia que nem havia mudado de posição desde a hora em que saíra. Entrou o mais rápido que pôde e correu até o quarto trancando a porta. Tudo que não precisava agora era de uma discussão com Lúcio. Sentou na cama, respirando fundo e contando até dez, tentando controlar a frustração que sentia em seu coração. Draco não sabia se ficava triste por não tê-la encontrado ou se ficava feliz por não tê-la encontrado naquele lugar.

Notas finais
Gostaram?????? É, não foi dessa vez que nosso casal favorito se encontrou né? Mas prometo que no próximo haverá algumas revelações importantes e quem sabe um encontro! hehehe Até a próxima!