Dramione - House Of Night
16 Como tudo aconteceu.
Notas iniciais
Enjoy :]
LEIAM AS NOTAS FINAIS!
O cheiro de morango misturado com uma fragrância feminina um tanto conhecida entraram pelo nariz de Draco. Ele tentou se virar mas percebeu que seu braço estava embaixo de um corpo, e estava dormente. Mas ele não se importava. Olhou pra mulher ao seu lado que ainda dormia feito um anjo e sorriu. Ficou admirando-a durante um longo tempo até ela finalmente se mexer e abrir os olhos.
- Bom dia! — Ele sussurrou próximo ao ouvido dela. Ela sorriu.
- Bom dia! Que horas são? — Ela perguntou se aconchegando ainda mais nos braços dele.
- Não faço ideia!
Hermione ergueu o rosto e deu-lhe um selinho demorado. O momento foi quebrado pelo barulho irritante do interfone na cozinha. Foi aí que Hermione despertou realmente e lembrou-se que Rose e Hugo estariam ali logo cedo. Draco pareceu ter o mesmo pensamento.
Hermione agarrou-se ao lençol, notando tarde demais que ainda estavam nus. Levantou-se enrolada no lençol, catou as roupas no chão e começou a se vestir. Draco já tinha vestido a cueca e Hermione parou alguns segundos o que estava fazendo pra observar o maravilhoso corpo do loiro.
- Limpa a baba. — Ele falou já vestindo a calça. Hermione franziu o cenho sem entender. — Está quase babando olhando pra mim.
Hermione escondeu o rosto envergonhada e ele se aproximou tirando as mãos do rosto dela que ria. Deu um beijo calmo nos lábios dela, suas mãos segurando o rosto dela firmemente. O interfone tocou de novo fazendo-os lembrar o porque da pressa em se vestir.
Hermione se soltou dele e correu pro interfone. Falou alguma coisa que ele não entendeu e voltou correndo. Prendeu os cabelos e pegou um moletom no armário o vestindo em seguida. Saíram do quarto juntos e Hermione foi pra cozinha fazer o café-da-manhã.
A campainha tocou e ela pediu que Draco fosse atender. A porta abriu e um Harry, Hugo e Rose impacientes entraram em seu campo de visão. Num momento de lucidez da sua impaciência, Harry entendeu o motivo da demora e sorriu pro loiro de cara amassada, roupas amarrotadas e cabelos bagunçados.
- O que houve com seu rosto? — Rose perguntou assim que Draco abaixou pra abraçá-la.
- Me machuquei, pequena. Mas não é nada sério. — Draco mentiu.
- Mentira! — Hugo falou. — Seu que foi meu pai quem fez isso! Acho bem feito!
- Como é Hugo? — Hermione apareceu no exato momento em que ele falou as palavras maldosas. — Repita isso e só sairá dessa casa quando for maior de idade. Onde já se viu falar uma coisa dessas? Vai já pro seu quarto e não quero isso se repita!
Hermione parecia com os nervos a flor da pele.
- Calma, não precisa ser tão má. Ele é apenas uma criança. — Draco falou segurando a mão dela.
- Não, ela está certa. Rony tem influenciado muito a cabeça de Hugo e isso o tem feito mal. Tem que cortar o mal pela raiz. — Harry falou com o semblante triste. Tinha saudades do Rony antigo, bobão e inocente. — Bom, tenho que ir, até mais.
Harry despediu-se e partiu.
- Não sei mais o que faço em relação à Rony e tudo que o envolve.
Estavam sentados no sofá da sala, tomando um café bem forte, as crianças no quarto.
- Parece que ele tem o prazer de me deixar infeliz, ou de tentar ao máximo pra conseguir isso. Sem contar o ciúme obsessivo sem motivo! Quando ele vai entender que não temos mais nada? — Hermione suspirou. Draco apenas a ouvia, não sabia o que responder. — Até Hugo tem se virado contra mim por causa dele. Isso é a pior coisa que ele poderia fazer, virar um filho contra a própria mãe!
- Ele não presta. Mal posso acreditar que pertence àquela família tão boa.
- Mas ele nem sempre foi assim. Ele era tão carinhoso e sensível, foi por isso que me apaixonei. A alguns anos atrás ele começou a ficar assim. Ficava cada dia mais estranho. Foi quando eu descobri que me traía. Recebi uma carta anônima…
Flashback on
Havia acabado de descer do táxi e estava ansiosa pra chegar em casa e encontrar Rony, Hugo e Rose. As aulas da faculdade tinham me deixado extremamente cansada e eu precisava de Rony pra me fazer relaxar.
Passei pela caixa de correio e aproveitei pra pegar as correspondências que já transbordavam da caixa. Se eu não o fizesse ninguém faria mesmo.
Abri a porta da pequena casa em que morava e joguei a bolsa encima do sofá dando uma olhada nas correspondecias pra saber se havia algo de importante além de contas pra pagar. Uma carta me chamou a atenção, era endereçada a mim. Peguei a carta do meio das outras e larguei o restante na mesa de centro. Sentei no sofá e com a curiosidade me corroendo abri o envelope. Não tinha assinatura alguma, mas a letra era feminina.
Comecei a ler o conteúdo da carta e minha expressão era de choque e indignação.
“Sei os motivos de Rony estar estranho, tenho um bom palpite pra você: Ele tem outra, não é óbvio? Nós duas sabemos o quanto ele é insaciável na cama e bem, agora vocês têm filhos, enquanto eu não tenho nada que me impeça de ter liberdade.
Sei que não acreditará numa palavra do que está lendo mas te dou mais um palpite: 10 Monmouth, St London, quarto 205. Amanhã à noite.”
Li, reli e só pra ter certeza reli mais uma vez. Ouvi a porta da frente bater e me assustei com a voz de Rony ecoando pelo cômodo.
- Oi amor! — Amassei o papel em minhas mãos como se fosse lixo e sorri pro meu marido.
- Olá amor. — Respondi com a voz um pouco trêmula.
- Está tudo bem? — Ele perguntou em tom preocupado.
- Sim, só estou cansada, o dia foi extremamente puxado na faculdade.
- Vou tomar um banho. — Deu-me um beijo frio e se retirou.
- Tudo bem, vou fazer o jantar, daqui a pouco as crianças estarão aqui. — Falei vendo-o sumir pelo corredor sem dar sinais de que tinha me ouvido.
Desamassei o papel em minhas mãos e mais uma vez passei os olhos desacreditados pelo papel. Isso devia ser algum tipo de brincadeira de mau gosto. Guardei o papel na bolsa e evitei pensar no assunto. Aquilo era ridículo.
Na manhã seguinte tudo ocorreu da mesma forma: Rony acordara antes de mim, saíra pra trabalhar e eu como sempre ficava encarregada de levar as crianças até a escola e depois ia pra faculdade. Já estava no final do último período e isso me deixava mais alegre.
Corri pra faculdade e consegui chegar sem atrasos, o que era algo difícil. As aulas foram boas e nenhum dos professores haviam passado material pra casa. Parece que hoje é meu dia de sorte!
Já estava pronta pra entrar no táxi e ir pra casa, jogar os pés pra cima e aproveitar os minutos de paz antes de todos chegarem em casa quando meu celular toca insistentemente.
“Rony” apareceu no visor do celular. Atendi rapidamente feito uma boba apaixonada.
- Oi amor!
- Só liguei pra avisar que não precisam me esperar pra jantar, terei que trabalhar até mais tarde. Vejo você mais tarde, tchau.
Rápido, frio, sem me dar chance de reclamar ou dramatizar a situação. Abri a bolsa pra guardar o aparelho em minhas mãos e aquele maldito papel amassado parecia acender feito uma luzinha.
Antes que me arrependesse do que ia fazer, rasguei a parte da carta onde estava o endereço e entrei no táxi. Mostrei o endereço ao motorista e ele seguiu rapidamente pelas movimentadas ruas de Londres.
Finalmente ele murmurou um “chegamos” e eu olhei o lugar onde estava. Paguei a corrida e saltei do táxi. Um enorme e luxuoso hotel estava bem à minha frente e eu me senti intimidada pelas pessoas que passavam por ali. Era, sem dúvidas, um bairro da classe alta de Londres.
Respirei fundo e entrei. Fui até o elevador e entrei, apertei o botão que indicava o segundo andar. Minhas mãos suavam loucamente e minha respiração era descompassada. Não tinha ideia do porque tinha entrado na ideia de uma pessoa que nem era capaz de se identificar.
Com um “plim” a porta abriu, me dando a visão de um corredor muito bem decorado e sofisticado. Procurei o número 205 e bati na porta. Meu coração parecia que ia pular do peito a qualquer momento. A porta se abriu e uma morena alta, de cabelos extremamente lisos e escorridos, olhos claros e um corpo de fazer inveja a qualquer mulher, apareceu. Ela parecia contente em me ver ali. Eu não soube o que falar. Ouvi uma voz familiar vir de dentro do quarto e meu coração perdeu uma batida.
- Quem está aí? — O ruivo se aproximou e entrou em choque ao me ver parada ali. — Her-mione? — Ele gaguejou.
Tentei evitar algumas lágrimas que insistiam em descer por minha face.
- Não é o que você está pensando! — Ele disse a clássica frase de quem tem culpa na história.
Olhei novamente pra ele, depois pra mulher na porta e logo depois pro quarto. Ele estava apenas de calças e ela enrolada em um roupão branco, a cama do quarto parecia ter sido atingida por um furacão.
- Claro que não! Eu estou vendo, Ronald. Com meus próprios olhos. — Gritei com raiva. Não acreditava que ele fora capaz de fazer aquilo.
- Por favor Hermione, me escuta! Tem uma explicação pra isso tudo!
- Tem sim. Você estava me traindo, é óbvio. Essa é a explicação pra “isso tudo”. — Eu já não impedia as grossas lágrimas de descerem furiosamente pelo meu rosto.
- Como chegou aqui? Como… me achou aqui?
- Isso não importa. O que importa é que nosso casamento acabou. Nós não temos mais nada a partir de agora. Ele é todo seu. — Olhei pra mulher e ela pareceu satisfeita com o desfecho da história.
- Tudo bem amor, você a deixaria de qualquer forma pra ficar comigo! — A morena falou simplesmente e eu senti vontade de matar os dois seres na minha frente.
- Cale a boca! — Ele gritou exasperado pra mulher que não se deixou abater.
Não queria mais ouvir a voz de nenhum dos dois, apenas pus minhas pernas pra trabalhar e corri pelo caminho que tinha feito pra chegar até ali. Ouvi a voz de Rony atrás de mim e decidi ir de escada mesmo. Corri escada abaixo, parecendo uma louca descontrolada. Meu choro era tão alto que algumas pessoas pararam o que estava fazendo pra me observarem. Não me importei, apenas queria sair daquele lugar.
Parei na calçada do luxuoso hotel e fiz sinal pra um táxi que passava. Senti meu braço ser puxado com força e me virei pra pessoa que mais me decepcionara na vida.
- Por favor Hermione, você tem que me ouvir, eu te amo, por favor. — Não aguentei ouvir aquelas palavras.
- Isso não é verdade e acaba de provar isso pessoalmente pra mim. — minha voz era quase um rosnado.
- Você sabe que não foi assim, não aconteceu nada!
- Eu sinto nojo de você Rony, essa é a única coisa que sinto por você nesse exato momento. Agora me solte, está me machucando.
Ele soltou meu braço e passou a mão pelo rosto, demonstrando estar nervoso com a situação.
- Não aconteceu nada porque eu cheguei antes. Passar bem.
Entrei no táxi e disse o endereço da casa de Gina, chorei o caminho inteiro até lá, revivendo a cena de poucos minutos a todo momento.”
Flashback off
- E foi assim que eu descobri que meu maravilhoso marido me traía. — Hermione riu sem humor.
- Isso foi terrível. — Draco segurou suas mãos que estavam suadas. Sabia que era difícil pra ela reviver aquele momento mesmo que em sua mente.
- Foi o pior dia da minha vida. — Ela se aproximou do loiro e se aconchegou nos braços dele. — Não quero mais falar sobre isso.
- Não precisa.
Ela levantou o olhar pra ele e sorriu.
- Você é mesmo incrível.
- É o que dizem por aí. — Ele disse presunçoso e Hermione riu.
- Você não tem que trabalhar?
- Na verdade, tenho. — Ele disse olhando o relógio na parede da sala que marcava 9h46.
- Então o que ainda está fazendo aqui?
- Está me expulsando de sua casa Hermione Granger? — Ele perguntou forçando uma voz autoritária.
- Não. Apenas não quero meu namorado com problemas no trabalho.
- Mas eu sou o chefe agora!
- Pior ainda! Sabe que precisa se adaptar com o novo cargo. Precisa ter responsabilidades, Draco.
- Não fale assim, parece meu pai. — Draco falou sério.
- Mas é a verdade, você precisa ser responsável pra assumir a empresa de seu pai, não adianta discutir comigo! — Draco suspirou.
- Como pretende que eu vá trabalhar se você não desgruda de mim? — Ele perguntou risonho e ela se afastou dele com um olhar feio. Ele a puxou de volta. — Pra mim tá bom assim.
Ela voltou a sair dos braços dele.
- Vai Draco. — Ela disse apontando pra porta.
- Só se me der um beijo.
Hermione se jogou de volta nos braços do loiro e o beijou carinhosamente. Depois de breves momentos se separaram sorridentes e Hermione saiu de cima dele, deixando que ele se levantasse.
- Nos vemos mais tarde? — Ele perguntou e ela afirmou.
Com mais um beijo rápido nos lábios de Hermione ele se foi.
Notas finais
Perguntinha pra vocês queridas leitoras: Qual seria o melhor presente de aniversário de Hermione pra Draco? Deem suas sugestões, lindas!
E aos que não comentam: digam pelo menos um "oi" pra eu saber que estou aí, poxinha!
Até.
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