Dramione - Heart Attack {Hiatus}
34 Pleasure
Notas iniciais
Pov. Hermione
Assim que todos se dispersaram, eu e Draco levamos Nathan e Esther para o quarto que eu estava dormindo.
–Então, é isso. Vocês já tomaram banho, já comeram. A comida estava boa Nathan?
–Sim. — O menino murmurou seco e virou a cabeça para a janela.
Apesar de toda essa rebeldia, Nathan era uma criança amável, isso Luna pode perceber e passar para Hermione. Ela e Blásio conseguiram cuidar dos dois direitinho, e riram muito com as discussões dos dois loirinhos, era competições do tipo: Quem respira mais tempo de baixo d’água, ou quem consegue colocar o maior pedaço de torta de amendoim na boca. Até que Esther chateada por não ter conseguido comer toda a torta, decidiu competir por quem o pai amava mais.
E depois disso, o menino ficou calado. Os olhinhos ficaram vermelhos, e Blásio sabia que ele não piscava para não chorar. O bico de raiva que se formou, tremia.
Esther ficou desconcertada, ela tinha ficado com tanta raiva que magoou Nathan, agora se sentia mal pelo “irmãozinho”. Ela não iria se acostumar com ter um irmão, ela sempre fora ciumenta, nunca gostou de dividir atenção. E Nathan era filho da mulher que queria matar a sua mãe, além de ser um pequeno-grande-idiota. Mas machucar o garotinho não estava em seus planos.
Blásio pegou a mão do menino e o levou para fora, lá conversou com ele, coisas como o amor, o ciúmes de Esther, como a Hermione queria ter ele como filho, falou de Hogwarts e o menino ficou animado com a casa dos leões. E apesar da preferência pela grifinória, o moreno havia naquela hora criado um laço com o pequeno, e já se intitulara padrinho do moleque.
Quando voltaram para dentro da casa então, Esther pediu às desculpas que Luna aconselhou, e apesar de Nathan ter murmurado um “tanto faz”, nos momentos seguintes os dois estavam fazendo mais competições pela casa.
E Luna falou tudo isso com Hermione, fazendo com que a castanha fosse mais paciente.
Ela então deitou com Esther na cama, e Draco sentou na cama de Nathan. Apesar de não estar muito próximo ao menino, ele ainda sentiu uma barreira sólida ali.
Hermione abraçou sua filha e não a soltou por um bom tempo. Somente um dia longe dela, e seu mundo desabou. Logo ela estava chorando.
–Eu amo você tanto. Tanto minha filha, você vai sempre ficar comigo a partir de agora. A simples ideia de perdê-la me mata.
–Eu também lhe amo, mamãe. – Esther a abraçou de novo.
–Eu também te amo Nathan. É muito bom ter você aqui conosco, estávamos precisando de alguém para dar mais amor. – A mulher se levantou e acariciou a cabeça do pequeno. Por um segundo ela viu um olhar doce e agradecido do menino, que logo se transformou em raiva e indignação.
–Eu não preciso do seu amor. Eu já tenho uma mãe! –Hermione suspirou e afastou-se triste. Seu coração se apertava ao ver a criança quebrada que o loirinho era.
–Ok, ok. Agora, vou dormir com o pai de vocês hoje. –Ela havia transfigurado a cama de casal que dormia com a Esther em duas de solteiro. — Tentem não se matar à noite, e se precisarem de algo estaremos no quarto ao lado. –Esther assentiu e recebeu muito bem o beijo de Hermione, já Nathan, desviou o rosto. Hermione anotou mentalmente, que amanhã iria fazer algo que aproximasse os dois.
Pov. Esther
Eu mal havia recuperado meu pai, passei tanto tempo sem ele. E agora, chegaria mais um. Será que o papai conseguiria ter o coração grande suficiente para amar todos nós? Será que ele gostaria mais desse Nathan?
Eu ando seriamente preocupada, o menino é insuportável. Eu não se se vou aguentar ter um irmão. Eu nunca quis um irmão. Naquele cativeiro ele me ofendeu diversas vezes, acho que me culpava por também não ter um pai presente na sua vida. Mas lamento dizer irmãozinho, eu também não tive.
Eu fui criada somente por minha mãe, que foi uma ótima mãe, a melhor do mundo. Mas tive que dividir atenção com aquele trabalho chato dela. E agora que eu finalmente posso ter uma família completa, não vai ser você vai arruinar tudo.
Assim que ia dormir, comecei a ouvir gemidos na cama ao lado. Levantei assustada e percebi que o menino estava tremendo e chorando, mas que menininha!
Tentei balançar o corpo dele, e cara, ele pesa. Cutuquei-o mais algumas vezes, e ele acordou.
Nathan estava vermelho, tremendo, molhado de lágrimas. Eu fiquei assustada e dei um passo para trás.
Pov. Nathan
–O que você quer? – Eu disse com raiva, raiva daquela garotinha que parecia um anjo loirinho, vestida com uma camisola branca que ia até os tornozelos. Ela estava com os olhos arregalados e as bochechas coradas.
Também estava com raiva de mim, raiva do Draco e da Hermione, raiva de todos, menos do tio Blásio, que era a melhor pessoa que tinha ali, e também tinha Luna, que era como outro anjo. Saudades da minha mamãe.
Eu não sabia o que estava acontecendo, eu sentia raiva e pronto. E agora, estava com raiva por ser pego chorando.
–E-eu, só quero s-saber se você está bem.
–Estou. – Eu virei e me cobri, na verdade, estava com frio. Aquela campina era fria, estava com sono, mas não conseguia dormir por causa dos pesadelos.
–Posso deitar com você... – E ela não esperou resposta, não acho que era uma pergunta também. Só vi quando ela subiu na cama, ela era muito pequena, tinha pezinhos minúsculos descalços, e os cachos jogados nos olhos. Ela arredou até ficarmos os dois nos esquentando, e nos cobriu com seu cobertor também.
–Eu ainda não gosto de você – Ela murmurou pra mim, mas eu tive a impressão de que a menininha falou para ela mesma.
–Eu também não. –Eu não gosto de você, Esther Granger Malfoy, mas eu também não gosto de mim.
*-*-*-*-*-*
Pov. Hermione
–Acha que eles vão ficar bem, Draco? –Eu perguntei sentada na cama dele.
Na verdade, a cama de Harry do quarto de hospedes não era de casal, mas era maior do que uma de solteiro. Nos cabia perfeitamente, mas era apertada. Ele estava sentado do outro lado, e eu estava extremamente cansada. Tirei a camiseta branca de botões, coloquei a varinha no criado e comecei a tirar meus coturnos. Mas parei assim que senti as mãos do meu namorado massagearem meus ombros.
Logo seus dedos estavam escorregando a minha clavícula. E gemi, e deitei a cabeça para trás.
–Tenho certeza. Assim como nós ficaremos bem aqui. – Aquelas palavras tinham um toque de promessa, eram roucas e foram murmuradas contra meu ouvido.
A boca do Draco então começou a descer pelo meu queixo, meu pescoço. Senti ele colocar sua língua para fora, e passar por toda extensão.
Ele então forçou meu ombro para que eu me deitasse de costas na cama, e passou para minha frente.
–Você não sabe como é quente a visão de você com uma calça apertadinha, sutiã verde rendado e a barriga lisa de fora. –Então ele começou a plantar beijos ali e eu segurei seus cabelos loiros platinados.
Suas mãos escorregaram pela minha panturrilha, e ele tirou meu coturno. Depois as meias, então plantou um delicado beijo no meu pé, subindo as mãos pelo tornozelo até alcançar o cós da minha calça. Para então ele a retirar.
Arqueei o corpo para ajudar na remoção, e logo já estava apenas de langerie na cama.
–Não sabe o quanto tempo eu fiquei com saudades desse corpo. Meu corpo! – Ele puxou minha cintura possessivamente e me beijou duro. Sua língua invadia minha boca e me fazia tremer. –Não sabe quantas noites eu desejei ter você assim, e tive que me aliviar sozinho.
–Agora você me tem. Começa a agir – Eu com sofreguidão ao sentir suas mãos nos meus seios.
–Eu amo os seus peitos. É um belo par que você tem aqui. – Eu ri tremendo, enquanto ele abaixava as taças do meu sutiã e mordia meu mamilo.
Eu gritei, e ele riu baixinho
–Malfoy! Para de provocar.
–Malfoy? Meu Merlin! Amo o som do meu sobrenome saindo da sua boca. Você não sabe o quão sexy está agora, Granger.
Ele estava fazendo aquilo como uma tortura, uma tortura pelo o que eu havia feito com ele. Eu não estava no direito de reclamar, era uma ótima tortura.
–Deus! Eu não aguento mulher. Olha como me deixou. –O loiro então esfregou sua ereção obvia, coberta pela jeans, em minhas coxas.
–Hmm-Mmm. –Gemi com os olhos apertados. –Tem muita roupa ai. – Falei quando abri os olhos. Minhas mãos voaram para sua camisa, ele levantou os braços para me ajudar, e logo aquela insignificante peça de roupa já estava no chão.
Suas mãos me pegaram e eu fui jogada para a metade da cama. Ele se ajoelhou mantendo uma de suas coxas no meio das minhas pernas e começou a retirar a peça. Assim que estava só de cueca ele me beijou novamente, suas mãos marcavam minha cintura e sua língua trabalhava duro junto com a minha. Sua ereção bem marcada pela boxer branca estava sendo pressionada no meu centro. Eu me esfregava à procura de mais contato.
–Draco. – Chorei em seus lábios.
–Estou aqui meu amor. Diz o que você quer... – Ele sussurrou no meu ouvido.
–Você – Saiu como um gemido. – Eu quero você dentro de mim.
Eu não precisei pedir de novo. Logo ele me preencheu gemendo. Sua mão buscou pela minha, e ele levantou meus braços acima da minha cabeça. Com a nossas mãos entrelaçadas ele ia cada vez mais fundo, cada vez mais rápido, mais duro.
Eu enrolei minhas pernas em sua cintura em busca de mais contato e ele soltou um urro rouco.
Mais um gemido eu soltei, e ele passou a língua pelo meu pescoço arqueado.
–Vamos Hermione. Goza para mim – Eu não aguentei. Segurei em sua mão mais firme e nós dois encontramos o ápice juntos.
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