Dramione - Heart Attack {Hiatus}
22 Morte e motivos
Notas iniciais
–Por favor, só... me escuta – Eu suspirei e coloquei minha mãos em seu peito para impedir de ir, ele olhou dentro dos meus olhos e nenhum de nós ousou desviar– Eu estava errada, eu deveria ter ouvido a sua versão dos fatos, e ter confiado em você, mas se você se colocar no meu lugar, eu fui ferida Draco. E agora que Pansy me contou tudo, eu pude ver que você também foi ferido. E eu lamento profundamente por ter ouvido isso de Pansy. Mas eu queria dizer também que eu fui infantil, e hipócrita, porque eu tava dizendo para Esther que ciúmes não leva a nada, quando eu olhei a cena eu fui cega, e eu não te ouvi depois, e.. – Eu suspirei – E eu te amo.
–Você fala de mais Hermione – Ele me empurrou na parede da casa e atacou meus lábios – Eu não conseguiria ficar bravo com você por muito tempo, você é meu mundo. Você e minha princesa, e logo mais alguns...
–Mais, Draco? – Eu perguntei
–Acha que eu me contentaria só com um filho, Granger? – Ele disse brincando – Fora que, inferno! Você deve ficar quente grávida – Ele mordeu os lábios e eu revirei os olhos – Mas não agora, não com tudo o que está acontecendo com Justice. –Eu assenti e dei um demorado selinho nele, segurei seu pescoço e aprofundei o beijos, ele logo prensou seu corpo no meu, levantei minha perna direita e a deixei suspensa em seu quadril, ele relutantemente quebrou o beijo ofegante e eu arqueei a sobrancelha.
–Eu tenho que ir para casa hoje meu amor, eu até chamaria você e a Esther para dormirem lá comigo, mas estou com zero segurança, e eu vou sair para jantar. – O monstro do ciúmes despertou, abriu o olho e bocejou.
–Vai jantar, é? – Deixei minha voz soar normal, sem parecer desesperada e ciumenta – Com quem?
–Com minha mãe, parece que meus primos resolveram sair da Romênia por uns tempos.
–Eu não sabia que você tinha primos...
–São filhos do primo do meu pai, primos de segundo grau sei lá, apenas sei que minha mãe é madrinha da Jullietta, e eu não vejo Casmer faz um tempão. Talvez uns oito anos.
–Okay, então divirta-se –Mumurrei
–Você vai ficar bem, meu amor?
–Claro que sim, Draco – Revirei os olhos – Você vem amanhã?
–Bom, fiquei de almoçar com minha mãe amanhã, é festa de aniversário de Julietta e minha mãe fará o almoço.
–Tudo bem – Controlei minha voz para não sair decepcionada. – Devo me preocupar com essa Julietta?
–Não, dá última vez que a vi, há cinco anos atrás, Jullietta não era meu tipo.
–Ela é bonita? – O monstro do ciúmes rugiu, Draco era totalmente sem tato para falar algo como, “ ela não era meu tipo”.
–Hum, era loira, os cabelos eram piores do que o seu no primeiro ano – Eu soquei o braço dele de leve e ri, meu cabelo era um desastre. – Tem os olhos pretos, mas inchados, usa aparelho nos dentes, e anda com saias maiores do que a de uma irmã de caridade. –Ele disse com sinceridade.
–Aah, okay então meu bem, te amo – Eu lhe dei um último beijo, ele explicou que iria à toca despedir-se de Esther, e disse que amanhã a noite provavelmente voltaria.
Ele saiu e eu suspirei cansada, sei que estou agindo como uma adolescente tendo ciúmes, mas olhe bem o meu namorado. Eu não confiaria ele perto de ninguém.
Coloquei o leite para esquentar e peguei um dos cubinhos de chocolate quente, fiz um misto quente e coloquei em uma bandejinha, levei até o meu quarto e fechei a porta, troquei a roupa da festa por uma calça de moletom, uma regata rosa e um moletom preto por cima, calcei umas meias já que tenho o hábito de andar descalça e joguei um feitiço em meu rosto que removia toda a maquiagem, liguei o meu computador e comecei a comer.
Última vítima de Elizabeth, Connor Andrew, homem 55 anos, mestiço, morava em Hogsmead, como aquela vadia conseguia ir em lugares sem ninguém conseguir vê-la? Comecei a pesquisar a história de vida do cara, nada muito surpreendente, até que vi algo que me chamou atenção, morou anteriormente em Brighton, uma cidade que fica a duas horas de Londres, levantei apressada e fui até o quarto vazio do Harry, eu não costumava a invadir a privacidade dos outros, mas isso era caso de vida ou morte.
Abri a gaveta da escrivaninha e encontrei a pasta da Justice, a mesma que Harry mandou eu analisar quando cheguei.
Mas era claro que teria alguma ligação, ora Brighton, o pai de Elizabeth Justice, David Justice, um sangue puro de família tradicional, nunca se envolveu com magia das trevas até onde se sabe. Era um boticário que nasceu e viveu em uma vila bruxa de Brighton, ele morreu de raiva , uma doença que apesar de ter tratamento, não tem cura, é bem sinistra na verdade. Fui então até a mini-biblioteca que Harry tinha no porão. Na verdade a biblioteca não tem livros de história, nem nada, tinha apenas registros de pessoas, mapas, poucos livros de feitiços, coisas que um auror (principalmente um auror-chefe) tem em casa.
Procurei então a vida de David Justice, nós investigamos o cara na verdade, mas é claro que não tão profundamente quanto Elizabeth e a sua mãe, Anne Justice.
David sempre fora um homem bom segundo os vizinhos, Anne antes de sua morte também era. Na verdade todos na vizinhança falavam o quanto estavam surpresos por tudo o que vem acontecendo, David era bondoso, ajudava os necessitados que não tinham dinheiro para comprar as poções, era um marido exemplar e um ótimo pai. A senhora Justice, apesar de mesquinha, era uma mulher fria, da alta classe, que nunca fez nada de mal, a não ser não ter sentimentos, nem de ódio nem de amor, bruxos, trouxas e mestiços, eram apenas pessoas, diziam que os únicos a quem ela nutria algo era o senhor Justice, sua filha, e seu falecido pai. Depois da morte do marido e do pai, ela se concentrou apenas na felicidade de Elizabeth, mas por um motivo não conhecido (já que nunca apresentou raiva de trouxas ou mestiços, para ela eles eram apenas bruxos comuns, que merecia seu bom dia, mas nunca sua generosidade ou compaixão.) ela tornou-se uma comensal.
Depois de alguns minutos ou horas sei lá, lendo o histórico do senhor Justice, eu descobri algo. Connor Andrew, além de seu melhor amigo, era também seu sócio.
Connor tinha algo que Elizabeth quer, ou sabia de algo que ela não podia deixar ela saber, hora de fazer uma visitinha a família Andrew, você sabe, consolar a sua morte, e descobrir o motivo dela!
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