Dramione - Heart Attack {Hiatus}
23 A carta I
Notas iniciais
Pov. Draco
–Maas pai, eu quero ir visitar a vovó! –Ela choramingou no meu colo
–Papai promete que essa semana ainda te leva para visita-la meu anjo, mas hoje não dá!
–Okay – Ela levantou bruscamente e saiu correndo. Eu suspirei cansado.
Levantei e fui atrás da minha pequena, ela estava no quarto do Percy, no colo do Teddy, ele acariciava seus cabelos.
–Ér, hum.. Teddy? – Eu resmunguei e ele me olhou
–Oi tio Draco?
–Você pode me dar uma licençinha com a Esther?
–Sim – Ele murmurou confuso.
Pov. Hermione
–Temos que chamar o Draco! – Harry disse aflito
–Não Harry, ele estará ocupado nesse jantar, e eu posso fazer isso! – Disse cansada das explicações
–Mas Mione... Isso é perigoso! Se algo acontecer com você eu nunca vou me perdoar, e depois serei morto, pois tenho certeza que Draco não hesitaria nem um segundo em me mandar um Avada Kedrava.
–Não vamos falar nisso, será um segredo, apenas eu você e o Rony vamos ficar sabendo, e essa semana ainda iremos na casa da família dele. Ponto final. – Eu disse autoritária Rony assentiu brevemente e desviou o olhar, Harry suspirou e depois maneou a cabeça duramente. Eu sorri e subi as escadas.
Pov. Narrador
Assim que Draco deu as devidas explicações para Esther, que muito a contragosto aceitou que fosse almoçar no dia seguinte apenas, ele se despediu dela e aparatou na mansão.
–Mãe! – Ele exclamou ao ser abraçado fortemente pela mulher que estava com saudades.
–Bebê, como você está? Anda magro, Harry Potter não anda te alimentando?? – Ela falava sem parar – Faz uma semana, Draco! UMA SEMANA QUE VOCÊ NÃO VEM ME VISITAR, NEM TRÁS ESTHER OU HERMIONE!
–Desculpa mãe – Ele murmurou quando a mulher parou para tomar fôlego.
–Sem essa, Draco – Ela disse zangada – Agora entre, Julietta e Casmer lhe esperam.
Draco parou boquiaberto ao olhar para dentro da sala, parece que enfim o patinho feio da família teve jeito, Julietta que antes era tudo aquilo que ele descrever para Hermione, agora estava bonita.
Parece um clássico clichê, a menina antes feia, fica bonita, mas mesmo assim aquilo pegou Draco de surpresa. Seus cabelos longos loiros e sedosos, seus olhos negros estava perfeitos envoltos pelos longos cílios naturais, seus dentes sem aparelho eram brancos e alinhados, e apesar de continuar com as longas saias, as roupas agora valorizava seu corpo. Era uma saia preta longa, uma pequena sandália sem salto pérola, e uma regata da mesma cor, branca desbotada quase pérola. Ela sustentava um grande rabo alto, que mesmo assim batia em suas costas, e um franjão que tampava metade do olho esquerdo. Casmer ao seu lado, loiro, alto, forte e bonito. Vestia uma camisa regata branca, um sobretudo preto por cima aberto, e um jeans. Seus olhos negros eram idênticos ao da sua irmã, assim como os lábios pequenos e grossos, e dentes perfeitos com um sorriso aberto em direção ao primo.
–Julietta, Casmer! –Draco exclamou assim que acordou do transe – Quanto tempo – Ele foi em direção a Casmer, apertou sua mão e lhe deu um forte abraço. Logo foi a vez de Julietta, ela o puxou para um abraço e beijou sua bochecha. –Prima querida como está mudada. –Ela abriu um largo sorriso.
–Olá Draco, obrigada.
–Qual foi o motivo de toda essa mudança? – Ele exclamou alegre e o sorriso dela vacilou por alguns segundos.
–Ora, uma mulher não pode levantar sua autoestima? – Ela disse feliz.
–Pois eu adorei o resultado. – Ele exclamou e se virou para Casmer – E como vai o emprego novo?
–Ah Draco, eu acabei de começar, passamos por longos perrengues... Você sabe, o inicio é sempre o mais difícil, eu larguei o hospital tem um ano e seis meses, a decisão de abrir uma clínica foi algo complicado, mas está valendo a pena.
–Ótimo, vocês tem que me contar como está indo a Romênia. E você Black-out, parabéns, 19 aninhos, não? – “Black-out” era o apelido que Draco dava à Julietta quando eram pequenos, graças aos seus olhos negros. Ela assentiu com a cabeça fortemente e Narcisa interrompeu a conversa.
–Ér, Draco querido, pode vir ao escritório um instante? – Draco sorriu preocupado para a mãe e afirmou.
–Com licença – Ele disse aos primos e contornou a sala em direção à escada.
Assim que entrou, Narcisa fechou a porta.
–O que aconteceu, mãe? — Ele perguntou aflito
–Apareceu uma carta destinada a você, ontem a noite, uma coruja a deixou e foi-se rapidamente. –Ela abriu a terceira gaveta e retirou um envelope pardo com apenas um simples Draco, feito com uma letra caprichosa. A carta não tinha nada que a deixasse fechada lá dentro, mas ainda sim, o envelope estava lacrado, talvez por alguma cola invisível. – Eu joguei o detector de feitiços, assim como disse para fazer em cada encomenda, carta e coisas que eu recebesse de estranhos, e me parece que a carta tem sim um feitiço, mas eu não o conheço, tentei abri-la então – Draco lançou um olhar assustado a Narcisa – Não faça esse olhar moçinho, sabe que eu me preocupo com você, nunca lhe entregaria uma carta que oferecesse algum risco a você, a Esther ou à Hermione.
“Mas, não abriu, simplesmente continuou lacrada, como se eu não tivesse feito nenhum esforço, como se eu não tivesse quase a rasgado. Eu fiquei apreensiva, então tentei queimar a carta, não fique bravo comigo Draco, mesmo que contenha algo importante essa carta era um enigma, eu tinha que destruí-la, mas novamente eu não obtive sucesso, tentei todos os feitiços que você pode imaginar, quase joguei um crucio nesse pedaço de papel. – Draco deu uma risada.
Pov. Draco
–Então resolvi pesquisar algo, desci aquela biblioteca fedorenta no porão. E lá em baixo notei que você nunca levou Hermione para aquele lugar – Minha mãe me lançou um olhar raivoso
–Continue a história, mãe. – Suspirei
–Ah sim, fiz um feitiço para encontrar o livro certo, até que achei um. Um livro velho era meio que um diário do seu pai – Eu a olhei surpreso, tudo começou com uma carta e logo a história já estava pronta – Não pense que tinha algo importante lá – Ela suspirou e se sentou na cadeira da mesa e fez um gesto com a mão para eu me sentar na cadeira a sua frente.
“Tinha apenas alguns feitos do Lord das Trevas – Eu e ela estremecemos ao ouvir a menção do nome dele – Foi quando em uma parte eu achei algo, é uma poção que os comensais tinham estoques, era para facilitar a comunicação, você mergulhava a carta na poção e ninguém além do destinatário abriria ela, era algo que leva pele de Briba. – Eu sabia o que pele de Briba era, Harry tinha uma bolsinha ridícula que ganhou de Hagrid em seu décimo sétimo aniversário. Claro que eu zuei ele muito, mas era útil, esconda alguma coisa nela e ninguém, exceto o dono, pode tirar.
–A minha carta foi mergulhada nessa poção... – Murmurei compreendendo a história da minha mãe.
–O detalhe não é esse Draco, essa foi uma poção criada pelo próprio Voldemort, apenas comensais sabiam da existência dela. O que tem ai pode ser perigoso...
–Então vamos abrir para descobrir o que tem.
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