Notas iniciais
Oe, gente eu já tinha o capítulo escrito, mas eu queria mais comentários para postar. O próximo capítulo está quase finalizado, e eu só vou postar se tiver pessoas se manifestando. Quero agradecer a todos que comentaram, e os inúmeros favoritos que eu recebi. Vocês são de mais. s2' Bom capítulo :) Nanny c2'

Atenda o telefone quando ele tocar”

Respira, respira fundo Hermione, não vai ajudar em nada estando nervosa.

Atenda o telefone quando ele tocar”

Sra. Weasley estava desolada, a mulher teve que tomar um remédio para dormir, Sr. Weasley estava abalado, mas dando apoio. George estava se recuperando, contando a história, mais uma vez, aos aurores. Se eu apurasse os ouvidos, conseguiria ouvir mais uma vez o trecho:

–‘Então eles entraram, dois. Eu não sei como, já que a casa é lotada de feitiços, eu comecei a gritar para a Esther se esconder, a baixinha estava assustada, mas me obedeceu [...]’

Assustada. Minha filha, tão pequena, e já sentindo o pânico.

Atenda o telefone quando ele tocar”

–‘ [...] e depois de tanta luta eu não consegui, tudo ficou preto, acho que fui atingido com algum feitiço – Eu olhei para sua cabeça, galo na testa, um na cabeça atrás, cortes nos lábios provavelmente de um feitiço, e um lado do cabelo chamuscado. E ele havia feito aquilo para salvar minha pequena. – E quando eu acordei... ela... eu... a casa, estava vazia.. eu... – Ele não conseguia terminar. Seus olhos se encheram d’água. Era obvio que se sentia culpado.

Atenda o telefone quando ele tocar”

George foi deixado com um papel, um bilhete, escrito “Atenda o telefone quando ele tocar”, apenas isso que aquela desgraçada deixou. Parecia aqueles sequestros ridículos trouxas, mas todos sabemos que ela não tinha nada de ridícula, Elizabeth Justice era uma doente. Uma doente que estava com minha filha nos braços, e iria ligar, falando o preço, mas o preço eu sabia, meu sofrimento.

Olhei rapidamente para Draco, e disse com um olhar o que eu queria. Ele saiu do meu abraço com os olhos inchados e a postura rígida, não havia chorado na frente de ninguém, mas ele sabia que todos nós ouvimos os gemidos de dor e raiva do outro lado do quarto.

Então meu marid... meu homem atravessou a sala e bateu no ombro do George, depois deu um abraço desajeitado e disse algumas palavras que ninguém mais ouviu, depois de alguns segundos George assentiu relutante e Gina apareceu. Gina e Draco trocaram mais algumas palavras, até a ruiva levar o irmão para a cozinha.

A casa estava cheia, todos nossos amigos que estavam no restaurante, tinham vindo para cá, mais alguns Weasley, Fleur tinha ficado com Teddy e Victorie, mas passou aqui para me dar um pouco de solidariedade, eu fui simpática, mas o que eu queria mesmo era subir para o meu quarto e me enrolar como um gatinho na minha cama e chorar, chorar muito. Mas Hermione Granger era forte, e era símbolo de força para todos.

Minha mãe ajudava Gina a preparar chá para todos, era 04h da manhã e ninguém dormia. Meu pai saiu com Gui, Harry e Ron para procurar pistas, interrogar pessoas. Harry, mesmo que sendo chefe dos aurores, queria fazer uma externa, já que a localização da casa só pode ter sido delatada por alguém da equipe.

Lélis e Francis, após interrogarem George, saíram procurando quando sinal pela casa que mostrasse a identidade dos nossos sequestradores. Apesar de sabermos que era coisa de Elizabeth, tínhamos que saber o nome dos cúmplices.

–Hermione, minha filha, tome uma xícara – Eu segurei o chá fumegante e a xícara quase caiu, eu estava tremendo. Draco apareceu então do meu lado, segurou minha xícara e se sentou no sofá.

Levou o chá na minha boca e acariciou os meus cabelos. Eu senti um fogo, o fogo de ser amada queimando dentro de mim, então, a imagem da Bu andando pela primeira vez me invadiu, e eu soltei um soluço.

Minha mãe me olhou com um pouco de pena, um pouco de compreensão e muita compaixão. Draco disse: -Obrigada pelo chá Sra. Granger, eu acho que vou levar Hermione lá para cima, farei com que ela termine de beber. – Ele disse e minha mãe olhou para ele com carinho e admiração e assentiu, então se virou e fungou. Ela também não choraria na minha frente.

Draco me arrastou pelas escadas, depois abriu o quarto do Harry, a única suíte. Conjurou roupas para mim e para ele, e ligou a banheira com água quente.

–Vamos, meu amor, termine o chá. –Ele disse me abraçando. Eu peguei a xícara e levei a boca. Rapidamente terminei minha bebida e a banheira estava quase cheia.

Ele então me despiu. Depois se despiu. Eu apenas com uma calçinha, e ele com uma boxer.

Desligou a água da torneira da banheira e sentou lá dentro, me puxando para sentar também. Encostei minhas costas em seu peito, e ele deu um beijo em meus cabelos.

–Você era linda, mesmo quando seus cabelos eram duros. – Ele disse e eu ri um pouco, sem nenhum humor. Ele não quis fazer graça, quis só me distrair. Nenhum de nós dois estava com humor, estávamos vazios. –Eu te amo minha morena. Tudo vai ficar bem, você vai ver.

Agarrei-me à aquelas palavras como a tábua da salvação.

–Não precisa ser forte aqui, não precisa ser forte comigo. – Ele disse fazendo círculos na minha cintura, e murmurando essas palavras no meu cabelo.

E com um soluço as lágrimas desceram. Um soluço sofrido, que deu inicio a vários outros. Ele não fez nada, não disse nada. Apenas me apertou ainda mais contra seu peito e me permitiu desabar. Logo senti as suas lágrimas batendo no meu ombro.

–Eu quero minha filha de volta! – Eu disse como uma criança mimada sentindo um buraco no seu peito.

–Eu também, e nós a teremos. – Disse com a voz forte e rouca.

*-*-*-*-*

Com o corpo menos doído, com a mente mais clareada e sem nenhum sinal de maquiagem borrada, eu desci de mãos dadas com Draco.

Luna estava sentada perto do telefone cochichando alguma coisa com Blásio. O moreno, surpreendentemente, tinha lágrimas nos olhos. Me apertou o coração, todos lá sofriam, Esther era uma criança muito amada.

Triiim, triiim, triiim.

Todos os murmúrios pararam e a atenção foi direcionada ao telefone. Eu e Draco congelamos. Luna foi a que teve coragem de respirar fundo e atender o telefone.

–Alô? – Ela disse com uma voz calma e doce. Fez uma careta e entregou o telefone para o Draco. Eu me aconcheguei perto para ouvir.

–Draco Malfoy.

–Draco amor, como é bom ouvir o som da sua voz.

–O que quer Elizabeth? Onde está a minha filha? – Ele disse duro.

–Tudo ao seu tempo. Eu não vou fazer nada com sua pirralha irritante, ela não para de falar! – O tom da mulher era irritado. –Nossa visita está marcada para amanhã, horário e lugar está naquele papel.

–Eu disse que iria te encontrar não disse? – Draco murmurou entre dentes. – Onde Esther se encaixa nisso?

–Eu tinha que ter uma apólice de seguro. Eu preciso que você faça algo para mim, Esther é a garantia de que vai ser feito. Não a matarei para fazer a Granger sofrer, o que é da Granger está guardado. Não se atrase, não leve a Granger, sem graçinhas Malfoy. Até amanhã – Ela desligou o telefone. Draco olhou para mim e eu dei um grito sufocado. As lágrimas rolaram e todos me olharam assustados.

Não era todo dia que se via Hermione Granger chorando.

Notas finais
Só eu que odiei o título do capítulo?? O.o Sério, preciso de mais criatividade. Foi muito doloroso para mim escrever sobre perda. E eu tentei colocar um sentimento real no casal Dramione. Mas as surpresas estão por vir no próximo capítulo. Mereço reviews??? Quero sugestões!!!! E também quero que vcs digam o que será que a E.J quer com o Draco. Beijooosss :* Nanny c2'