Notas iniciais
Oe garela, bom, esse é um capítulo que eu prometi postar. LEIAM ISSO É IMPORTANTE, OU VOCÊS NÃO IRÃO ENTENDER O CAPÍTULO: -O Draco na minha fic é uma pessoa sofrida, então quando ele sentiu a perda da Esther, todo aquele sofrimento que estava guardado saiu para fora, fazendo ele ter flash-backs. Então o que vocês vão ler agora é a mente de Draco Malfoy divagando. Segunda coisa: O título do capítulo é o nome de uma música que com certeza a maioria conhece, então eu lhes SUPLICO que coloquem a música, a versão do filme shrek. E escutem ela lendo TODO o capítulo, isso mesmo, quero que coloquem no repeat. Tenho outras coisas para falar lá embaixo, então, vejo vocês lá. Bom capítulo :') Nanny c2'

Olhei novamente meus braços, cicatrizes, aquilo havia sido o meu limite.

Eu ainda tinha pesadelos com a guerra, eu sempre tive pesadelos com a trouxa que tive que matar na minha iniciação. Eu olhava para cima, para uma força maior, e implorava para que todo meu sofrimento acabasse. Mas não.

Eu voltei para Hogwarts e muitas vezes fui humilhado, humilhei também, mas não tinha mais o efeito de antes. Não me satisfazia.

Foi quando eu notei aquela morena, de início foi o seu corpo perfeito, sua inteligência e o fato da garota perspicaz, eu levei alguns segundos para lembrar do sangue dela, e os mesmo segundos para lembrar do sangue de todos que eu já vi morrendo, vermelho, escuro, iguais.

Então eu fiquei encantado pelo seu olhar inocente, que rapidamente se tornou malicioso.

Hermione Granger havia encantado Draco Malfoy.

Os dias foram se passando, as provocações. O beijo. Tudo passando e ficando grudado na minha mente, então meu pior dos demônios voltou. Meu pai.

E eu me lembro da noite em que ele disse que eu deveria me casar, que impôs regras. Quis controlar de novo minha vida. Lembro-me também da sua frase “você foi um comensal, nunca deixará de ser. Essa marca irá te perseguir para sempre. Acostume-se com isso garoto.”

Eu me tranquei no quarto, e chorei, tentei arrancar aquilo da minha pele, passando as unhas sobre o braço em carne viva, e filetes de sangue escorrendo por entre meus dedos e se misturando entre minhas lágrimas. Meu pai havia me fodido para sempre. Eu não poderia foder Hermione Granger.

E ela foi embora, eu nunca mais ouvi falar do seu nome. Eu me afundei em bebidas e implorei novamente para aquela força do céu me dar uma esperança. Ele havia me mandado Hermione Granger, e eu fui um fraco que a deixou ir. Minha vida foi sempre isso, um vazio, uma tristeza, uma agonia que eu tentava a todo custo escapar, mas não me movia.

Todas as noites dizia silenciosamente minhas preces.

Até que então eu não fui ouvido, eu sofri meses, para nem o Sr. Deus conseguir me salvar do manto negro que me cobria. Eu dormia sabendo que amanhã não seria melhor, eu tive um único sopro de esperança na vida, que me foi tirado. Porque seria melhor? Ela não voltaria. Ela nunca voltaria. E eu sempre seria mal visto. Eu era o resto de um homem perdido e solitário.

Para que acordar amanhã? Foi a minha primeira tentativa. Um veneno. Um whiski, uma mãe decepcionada e chorando sobre o meu corpo no chão. Eu lutava para viver. E eu não tinha motivos, então eu senti aquele sopro de esperança. Talvez Deus queria que eu vivesse.

Mas minha mãe ficou desolada, pior, ela me ignorava. Ela me fazia sentir a pior pessoa de todas. Então porque Deus queria que eu vivesse se eu não tinha ninguém? Qual era a importância da minha vida?

Assim ouve a segunda tentativa. A navalha, o sangue, as lágrimas. Eu não tinha mais motivos para estar vivo.

Então minha salvadora apareceu novamente. Minha mãe. Ela ficou do meu lado enquanto os medi-bruxos não chegavam, as lágrimas dela se misturavam com a minha, eu não tinha forças para dizer nada. Como eu queria dizer que a amava. Então pedi para o tal do Sr. Deus novamente me deixar viver apenas para eu dizer para essa mulher que eu amava.

Mas ela era minha mãe, viu em meus olhos. Senti seus lábios na minha testa, e todas as palavras que diziam que eu deveria lutar.

Aquela guerreira então, levantou a manga do braço, onde tinha a marca. Mesma marca que eu tinha, e que não saia de jeito nenhum. E eu pude notar então, apenas com um mexer de olhos, já que minha boca aberta seca não conseguia falar, e minha cabeça não virava sem fazer muito esforço. Eu notei todos os arranhões feitos com a unha dela, vi as marcas, a pele em carne viva. E ela me disse: “isso é só uma marca, não significa nada. Irá marcar sua vida.Mas não pode mudar quem você é de verdade. Tente lutar, meu filho. Lute por mim.” E foi sentindo as lágrimas dela em cima de mim que eu tive força novamente.

Minhas tentativas de suicídio pararam, mas eu ainda tinha que ter algo a que aliviar minha dor. Entrei então em cada bar, e no meio de pernas de várias mulheres. Minha vida não fazia sentido novamente, mas eu ainda estava lá. Por causa dos olhos de Narcisa Malfoy. Que sempre me olhavam reprovadores ao chegar em casa tarde.

Meses se passaram. Eu me afundei mais.

Então aquele cara dos óculos redondos e cicatriz de raio apareceu. Eu não aceitaria sua ajuda, isso fazia-me sentir mais fraco. Eu era uma vergonha. Não passaria por mais essa humilhação.

Ele não desistiu, ele lutou. E eu fiquei durante meses naquela clínica. Eu tomava todos os remédios, com nojo de mim mesmo. Fazia terapia em grupo que não curavam minha culpa. Nunca falava ao psicólogo que eu ainda tinha pesadelos, nunca falava das dores que eu provocava em mim mesmo para conseguir dormir, arranhões, beliscões, furos.

E era apenas a visita da minha mãe que eu recebia.

Depois de um mês eu amaldiçoei Potter. Para então ele ir em um dia. Levando esperança.

Um futuro para qual eu sonhei, seria um futuro sem a Granger do lado, mas meu Deus. Poderia ser minha salvação.

E com a ajuda do Potter eu comecei a estudar para passar no teste, fazia exercícios físicos, e lia livros de feitiços diversos. As vezes eu me lembrava da Granger, eu estava agindo exatamente como ela.

Comecei a diminuir, com a ajuda dos doutores, a dosagem dos remédios para que não me atrapalhassem em meus exercícios, nem que me derrubassem, como diversas vezes já fiquei.

Lembrei do dia que tudo mudou, três dias antes da minha alta:

“Eu havia completado as 100 flexões, estava na clínica a quase um ano e meio, minha mãe sempre que me visitava não ficava mais com os olhos marejados e a boca trêmula, eu sentia que ela tinha apenas orgulho.

Tirei a roupa e a porta foi aberta, uma enfermeira nova havia trazido roupas limpas e tinha vindo verificar se eu tinha tomado os remédios. O olhar dela no meu corpo foi puro desejo.

Ruiva, alta, esbelta, olhos verdes. Ela era linda, uma mulher que certamente estaria na minha lista se fosse um tempo atrás. Então ela puxou assunto, de inicio profissionalmente, como eu estava, se estava me alimentando. Então da minha vida passada. A conversa com ela simplesmente fluía, ela me contou que a mãe dela havia falecido de câncer quando ela era jovem, e nos últimos meses ela tinha cuidado dela. E se apaixonou por isso, começou então tratando de idosos, até que conheceu Ryan, o diretor da clínica. E foi assim que ela foi parar lá.

Começamos a falar de relacionamentos, e ela me contou que não teve muitos namorados por justamente ter cuidado da mãe. E eu contei de Hermione. Simples assim.

Segundos depois já estávamos nos beijando, eu deitada em cima dela, com a mão por dentro a camisa branca, tocando sua barriga. Seus dedos estavam enroscados em meu cabelo que estava um pouco maior.

Eu mentiria ao dizer que não estava animadinho, Lana, seu nome, era atraente, eu era homem, e estava a um ano sem contato com uma mulher.

Mas eu simplesmente travei. Não era como as outras que eu transei depois de Hermione. Lana precisava de ser amada, precisava de um homem que cuidasse dela. Eu precisava de Hermione. Simples assim.

Depois de termos conversado e ela ter se tornado minha amiga, apesar de eu ver que seu sorriso estava um pouco forçado, eu decidi tomar um banho.

Olhei para o meu reflexo no espelho embaçado, olhei para as minhas cicatrizes, e olhei para cima, desejando que aquela força maior me salvasse dali.”

E todo aquele inferno tinha passado, eu tinha saído daquilo com um vazio por dentro, eu me sentia feliz, mas não completo.

Então meu amor voltou, melhor ainda, ela trouxe um pedaço de mim. E esse tempo todo que eu fiquei morrendo pela alma, ela tinha uma parte de mim junto com ela.

E Esther era também parte dela, ela era um passado meu e da Hermione. Aquela coisa de meio metro, loira e mimada tornou-se minha vida. Ela e Hermione era tudo para mim. E se alguém ameaçasse, eu iria lutar, não me esconder mais como um fraco.

Era apenas o meu inferno começando novamente.

Maybe there's a God above
And all I ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
And it's not a cry you can hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken hallelujah

(Talvez haja um Deus acima
E tudo que eu sempre aprendi sobre o amor
Foi como atirar em alguém que te desarmou
E isso não é um choro que você pode ouvir à noite
Não é alguém que vê a luz
É um frio e é um sofrido aleluia.)

Notas finais
A intenção era fazer vocês chorarem, não sei se consegui. :c rsrs QUERO AGRADECER A TODOS OS COMENTÁRIO QUE RECEBI, MAS EIS MINHA EXPLICAÇÃO DE PORQUE NÃO RESPONDI NENHUM: -Garela, estou de férias u.u Então estou ficando um tempo na casa da minha avó. Aqui só tem um adaptador, e três notbooks :) Estamos revezando para ver quem usa o 'T', então estou usando o celular para ler e entrar no Nyah! Sempre que o adaptador me for disponibilizado eu irei entrar no notbook, e talvez postar o capítulo e responder os reviews. Quero agradecer a compreensão de todos, saiba que eu tenho muito carinho por quem deixa comentários ^.^ Beijoos :* Nanny c2'