Dramione - Heart Attack {Hiatus}
33 Decisão
Notas iniciais
–Draco? – Hermione levantou os olhos com esperança ao ouvir os barulhos causados pela aparatação fora de casa.
Blásio abriu a porta correndo, temendo que tivesse algum ferido. Ele então viu Ron entrando na frente, cansado e abatido. Depois Harry, com Esther no colo, o que fez todos franzirem a testa. Draco é um pai muito ciumento.
Blásio pegou Esther no colo e a abraçou apertado em meio às lágrimas, depois a entregou para Hermione, e foi se sentar ao lado da loirinha que tinha os olhos marejados. Ele passou nos braços em volta do ombro da mais recente amiga e respirou aliviado junto com Luna.
A sala então se encheu de suspiros, choros e felicitações. Hermione estava ajoelhada no chão com Esther no colo. A Senhora Granger também se abaixou, e o senhor Granger estava em pé, acariciando os cabelos da filha e da esposa.
George entrou correndo pela sala, seguido por Gina, e não se preocupou nem em respeitar o momento mãe e filha, arrancou Esther dos braços da Hermione e murmurou desculpas. Recebendo afagos em troca.
Hermione então olhou preocupada para a porta, e viu Draco com uma criança no colo. Seu cenho franziu e seu estômago embrulhou preocupada.
Então o grande cômodo, que acomodava a todos, se rompeu em silêncio.
–D-Draco? Você está bem? O que aconteceu? Quem é essa criança?
–Hermione, eu... –Draco encarou a namorada com os olhos suplicantes, ele não sabia explicar como a criança estava em seus braços. Aquele garoto não era seu filho, mas como abandonar uma criança assim? Ele não poderia deixar Nathan ter uma infância pior do que a sua, com um “pai” que o rejeitava, com uma mãe que não era mentalmente instável, sem frequentar uma escola e ter contato com o mundo. Qual seria o destino do pobre loirinho?
–Ele é meu pai. Mas ele não me quis antes. –O garotinho que era muito maduro e sério para sua idade disse.
Ninguém entendia, mas Nathan não teve momentos felizes, foi criado por seguidores da sua mãe, no meio de feitiços das trevas e vendo a morte e a tortura como uma criança comum vê um desenho animado. Foi educado pelos homens que matavam crianças da idade dele para conseguir o que sua mãe queria. Ensinado a odiar, a ser frio. Foi obrigado a amadurecer sem nem saber o significado dessa palavra.
–Pai? Como assim, Draco? Alguém me explica o que está acontecendo? – A voz de Hermione ficou embargada, sua garganta doía, era uma força imensa falar algo com aquele bolo preso na garganta.
–Harry, leve os... os meus filhos para tomar um banho e sair daqui.
–Eu não saio daqui junto com o Potter. – Nathan disse feroz. E Harry teve um frio na barriga.
E se Nathan fosse realmente filho do seu amigo? Afinal, o garotinho falou seu sobrenome da mesma forma que o suposto pai falava quando eram crianças.
–Eu levo você –Luna pegou a mão suja do menininho e passou os dedos da outra mão em seus cabelos. Ele fez uma careta, mas não afastou a mão da loirinha. –Blásio, traga a Bu para cima para que possamos lavar esses dois. –Blásio ficou assustado, como assim estava sendo obrigado a cuidar das crianças?
–Lovegood eu...
–Blásio! – O olhar azul dela queimou nas raias douradas do moreno, o mesmo piscou assustado e pegou a garotinha no colo.
Assim que as crianças saíram de sala, Draco desabou no sofá com as mãos no rosto, e Hermione sentou do lado do loiro. Deram as mãos. E Draco começou a contar tudo.
*-*-*-*-*-*
–Mas você tem certeza, que esse menininho, Nathan, não é mesmo seu filho? –Hermione não era burra, rapidamente conseguiu notar algumas semelhanças físicas entre Draco e suposto filho, e também na personalidade.
–Toda a certeza que eu tenho nesse mundo. A menos que quando ela te atacou estava grávida de três meses. Você lembra alguma coisa?
–Na verdade não, seu físico estava normal, e ela me parecia bem disposta.
–Então, Nathan não é meu filho. –Draco afirmou com convicção. Hermione crispou os lábios e disse:
–Mas vamos agir como se fosse. Não quero nem pensar no tipo de monstro que Elizabeth poderia ter criado quando este tivesse ficado maior. E pelo que me parece, Nathan já sofreu bastante por uma vida só.
–Ela vai querê-lo de volta. –Foi a Sra. Granger quem falou. – Elizabeth é uma doente, mas pelo que contou, ela ama a criança. De uma maneira doentia claro. Então, vocês realmente acham que ela não vai fazer de tudo para recuperá-lo?
–Recuperá-lo? Mas foi ela quem nos entregou o menino. –Ronald falou e Draco assentiu.
–Você não está entendendo, meu rapaz. – Pela primeira vez, o Sr. Granger falou – Ela está tramando algo grande, e a saúde do menino a atrapalha. Então porque não entregar a criança ao inimigo? Ela sabe que nenhum de nós recusaria cuidar uma criança inocente, e imagine o quanto é trabalhoso cuidar de uma criança rebelde com a saúde debilitada. Ela também plantou a dúvida da paternidade em nossa cabeça. Com certeza querendo nos atrasar.
–É mais fácil atacar um povo fraco. Ela está usando o próprio filho como uma bomba. – Gina disse pasma, e Harry pegou a sua mão que estava tremendo.
–Uma bomba que, quando causar o estrago, vai estar inteira. Nenhum de nós vai permitir que o garotinho morra. –George disse.
–Parabéns. – Kingsley disse – Excelente linha de raciocínio pessoal, devemos pensar como o inimigo. E agora sabemos metade do plano daquela vadia. Mas o que faremos? O menino não pode nos distrair.
–E não vai. –George disse – Eu vou entrar no meio disso tudo para dar mais apoio, tá na hora de não só os aurores trabalharem. Somos uma família, vamos proteger nossa família. – Hermione emocionada deu um beijo na bochecha do ruivo.
–Estamos dentro. –Gui disse – Vou mandar uma mensagem para o Carlinhos.
–E quem vai olhar o menino? – Arthur Weasley perguntou.
–O pai dele é claro. –Hermione falou. – Está na hora do Nathan ter uma família decente.
–Não posso me afastar do trabalho, e não vou conseguir ajudar olhando uma criança sozinho, meu amor. E ainda tem Esther, que está bem magoada.
–Esther vai entender, sua menina é ciumenta e teimosa, mas inteligente e esperta. Não suporta injustiça, nem o sofrimento alheio. E não estará sozinho, eu vou lhe ajudar. A partir de hoje Nathan é nosso filho, e a Justice nunca mais verá ele.
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