Dramione - Heart Attack {Hiatus}
10 A medi-bruxa e a educação de Hermione Granger
Notas iniciais
–Por quê? A vista é tão boa... – Ele disse olhando pra minhas pernas
–Na hora que eu descer, eu arranco a suas bolas e faço engoli-las, e você nunca mais terá filhos –Ele arregalou os olhos e disse:
–O que você vai fazer é virar o rosto para frente, fechar os olhos, soltar as mãos e cair suavemente nos meus braços, é só confiar...
–Eu confiar em você?
–Bom, então fique ai, até todos voltarem – Suspirei cansada e fiz o que ele mandou. Me senti caindo, caindo, caindo, até me esborrachar em cima de Draco, eu cai no macio, e ele com o meu peso no seu peito soltou um gemido de dor
–Eu disse cair suavemente, não se jogar feito uma doida! – Ele disse enquanto eu me levantava e estendia a mão para ele. Fingi que não ouvi a parte do doida e me virei para ir embora –De nada!!
–Ah, ér.. Obrigada! –Já estava me virando de novo, quando parei – Está machucado? – Perguntei já que ele segurava a sua perna e gemia
–Acho que quebrou –Ele disse. Eu peguei seu tornozelo mexi devagar
–Oh Meu Merlin, quebrou mesmo! – Eu arregalei o olho
–Calma Hermione...
–Mil desculpas, eu não queria, você sabe que eu não sou a pessoa mais delicada do mundo –Falei desesperada
–Ei, só torceu... Logo logo melhora – Ele disse se aproximando para falar, eu sabia onde aquilo iria chegar, e quando ele estava a milímetros da minha boca eu me levantei
–Vou ver onde a Molly está.
–Ela foi visitar uns parentes, disse que não queria ver os filhos acabando com a casa dela...
–Eu não sabia – Falei franzindo o cenho – Se eu soubesse não faria a festa aqui na Toca
–Ela não disse que não queria que fizesse a festa, está até empolgada... Mas é que o Weasley dono da loja de logros resolveu criar um salão de jogos, e começou a construir um lugar permanente
–Jorge – Falei fazendo um movimento de negação com a cabeça e rindo–Fica calmo, eu vou te levar no St. Mungus. – Eu disse aparatando com ele em frente a loja abandonada.
Passamos pelo manequim e eu fui falar com a recepcionista. Ela indicou uma porta no terceiro andar e disse para aguardar alguns minutos
–Aii. Uii. Aaii... – Draco gemia do meu lado no elevador
–Dá para parar de GEMER!!! –Falei brava
–Desculpa, mas se você não notou eu estou tendo que apoiar o meu pé no chão. E é provável que não tenha apenas torcido , e sim quebrado, você anda pesadinha Hermione
–Está me chamando de gorda????
–Pesada.. – Ele disse calmo
–E qual a diferença????
–Você pode ser magra, mas é pesada... Nunca ouviu falar que osso pesa?! – Eu levantei a mão e bati no seu braço.
–Aiiwn sua violenta – Ele falou com a voz de dor. E eu comecei a lhe dar seguidos tapas
O elevador parou e a porta se abriu, de lá entrou uma senhora muito idosa, e eu e Draco saímos. Sentamos em dois dos banquinhos amarelos que tinha no corredor ao lado da porta do medi-bruxo-ortopedista. E caímos em um silêncio incomodo. E eu o quebrei
–Anda se dando bem com a Esther né?! – Falei displicente
–Ah sim... Ela tem os mesmos gostos que eu! É fácil conversar com ela.
–Nunca suspeitou que ela é sua filha?
–Não – Ele suspirou – Porque escondeu isso de mim? – Ele perguntou agora olhando pra mim, mas eu continuava a olhar pra frente
–Se coloca no meu lugar. O que teria feito?
–Teria conversado com você, entender seus motivos, e te falado que estava grávido –Eu gargalhei e ele me acompanhou nas risadas
–Próximo – Eu ouvi uma voz irritantemente chata da porta do consultório. Ajudei Draco a se levantar e se apoiar em mim e entramos na porta da grande sala branca que tinha cheiro de poções.
–Boa tarde- Falei para a medi-bruxa que estava de costas. Ela se virou, arregalou os olhos e pulou no pescoço do Draco
–Draquinhoo – Pansy Parkinson falou com a voz melosa –Veio me visitar? – Disse olhando esperançosa pra ele. Até que pareceu notar que ele estava escorado em mim – E porque trouxe a sangue-ruim?
–Ei, não fala assim da Hermione. Eu acho que eu torci o pé- Ele disse meio incomodado por ela ainda estar agarrada nele.
–Aah sim.. O que aconteceu? – Ela disse agora se sentando de frente para nós e tomando postura de uma profissional
–A Hermione caiu em cima do meu pé – Ele disse rindo e eu dei um tapa nele
–Ainda está morando na casa do Potter com ela? – Falou com nojo como se eu nem estivesse lá
–Hm, sim... – Ele disse desconfortável
–Deixa eu ver Draquinho... –Ela começou a conjurar feitiços enquanto anotava algo em sua prancheta. –Draco você quebrou a perna em três lugares – Eu me encolhi na cadeira- Eu vou fazer um feitiço para colocar tudo de volta no lugar, e você vai ter que beber poções durante 3 dias para passar a dor
Ela continuou a falar, deu uma poção pra ele, e receitou o nome para ele comprar mais. Depois começou a tagalerar sobre a vida dela.
–Draco, temos que ir. Ah Esther deve está preocupada
–Então vamos. – Ele disse se levantando
–Quem é Esther? – Ela perguntou
–A minha filha – Ele disse
–Oi??? Sua filha? Com quem? – Ela arregalou os olhos e ficou espantada
–A minha filha com a Hermione
PLAFT – Foi o som a “medi-bruxa” caindo para trás
–Pansy??! – Draco começou a abanar com as mãos o rosto dela. Eu empurrei ele pro lado e conjurei o feitiço
–Aguamenti – Apontei para o rosto dela, e saiu um jato de água. Ela acordou tossindo, e me lançou um olhar de ódio
–Como assim você tem uma pentelha com essa imunda?
–Minha querida eu agüentei a consulta inteira as suas indiretas, e ofensas, mas agora não dá mais! –Eu disse dando um tapa na cara da vagabunda – E não fala mais da minha filha – Dei outro tapa do outro lado do rosto dela.- Você vem ou fica Draco? – Perguntei olhando pra ele
–Eu vou. Tchau Pansy.. –Ele disse constrangido.
Eu nem esperei ele terminar de falar a frase e já aparatei, olhei em volta da sala da Sra. Weasley, sentei no sofá e respirei fundo de cansaço. Foi quando alguém me abraçou por trás e pulou no meu colo
–Mamãe, onde a senhora estava?
–Fui levar o Malfoy no hospital
–O que houve com o papai? – Ela arregalou os olhos
–Ele quebrou a perna em um acidente, mas já está melhor.. –Falei afagando os cabelos dela. Logo ouvi um barulho e olhei e lá estava Draco parado em pé
–Acidente? – Ele arqueou a sobrancelha
–Cala a boca – Falei mal-humorada
–Precisava bater nela? – Ele disse sentando e suspirando
–Agora está defendendo ela? Ela me chamou de sangue-ruim durante toda a consulta, eu poderia processá-la no Ministério. – Falei com raiva
–Não estou defendendo ela – Ele levantou os braços –Só acho um exagero você ter batido nela
–Mas que droga!! Ela me ofendeu, e você não fez nada... Vai para o inferno você e a sua boa educação. –Falei pegando minha filha no colo e aparatando em casa
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