Notas iniciais
10000000000000000000 desculpas... Eu demorei, eu sei... Mas é que eu ando dormindo muito na casa da minha tia, fora que estamos com trabalhos na escola. E pior os simulados são semana que vem, 4 provas em um dia e 5 no outro.. Estudando que nem uma condenada... E pior é, a minha festa falta 21 dias para acontecer e ainda falta muuuita coisa pra olhar... Me desculpem pessoinhas do meu coração... Mas uma coisa é certa: Depois que passar a minha festa eu vou postar com todo gás.. Beijos ♥ Nanny

Aparatei, entrei no quarto com Esther no colo, peguei uma toalha e o secador para ela e sua mão

–Vamos tomar banho amor?

–Porque a senhora brigou com o papai?– Ela respondeu me ignorando. Peguei uma toalha e entrei no banheiro com ela, fechei a porta e a coloquei sentada em cima do vaso sanitário, comecei a tirar a sua calça.

–O seu pai é um homem ridículo. Lembra daquela garota que ele disse que iria chamar para sua festa, é digamos, a namorada dele – Eu não podia falar para Esther o que Pansy realmente era. Mas quando eu disse a palavra “namorada” ela fechou a cara. –Ela é médica, e durante toda a consulta ela me chamou de sangue-ruim e me ofendeu então na hora que ela falou de você eu bati nela. Agora o seu querido papai está defendendo-a.

–Porque?

–Porque ele é ridículo Esther

–Ele não é ridículo – Ela gritou – Tá, só às vezes – Ela disse baixinho como se se confessa um segredo, e sorriu para mim. Peguei ela já despida e levei ela para debaixo do chuveiro.

Durante todo banho conversamos sobre a festa dela, e algumas coisas sobre a nova escola que ela freqüentaria depois das férias.

Acabei, levei ela enrolada até o vaso, a coloquei em pé, apliquei um creme em seus cabelos enrolados e os sequei. Peguei-a no colo mais uma vez e a levei para o quarto, entreguei algumas peças de roupa para ela e ela vestiu sozinha.

–O que iremos fazer esta noite?

–Que tal se eu fizesse umas pipocas e víssemos Frenzy, juntas, embaixo de um cobertor?

–Pode ser – Ela disse com os olhinhos brilhando

Ela pegou um cobertor grande e grosso e o levou para o sofá, eu acabava de fazer as pipocas e o suco. Deixei um brigadeiro esfriando para a gente comer mais tarde. Sentamos em frente e a televisão e começou o programa. Frenzy é uma coruja marrom, que se mete em confusões com seus amigos Lola e Tandy. Esther é apaixonada por esse programa mas ela gosta mais da vilã. A dona Aranha.

Ouvi um barulho de aparatação e vi Harry entrando frustrado pela sala.

–O que houve Harry? – Eu perguntei no intervalo

–Tentei convencer Gina a voltar para casa. Mas acho que acabei falando de mais e ela ficou mais magoada e me jogou um sapato.

–O que você disse? – Eu falei abrindo espaço no sofá para ele e ele começou a comer da nossa pipoca

–Falei que nós temos que ficar juntos agora pelo nosso filho. Mas ela começou a falar que não vai ficar junto por causa de filho nenhum e que se eu não amo ela eu não preciso me importar, meu filho vem me visitar nos fins de semana – Ele falou cansado com a cabeça deitada no encosto –Sabe que eu não sei concluir algumas frase as vezes. Nem fazer outras terem sentido. Mas ela convive comigo a 7 anos e 11 meses, já era para ter se acostumado... –Harry era um desastre para conversar sério, em entrevistas depois da guerra ele praticamente deixava tudo por minha conta.

–A Gina normal se acostumou Harry, a Gina com hormônios acima do limite é paranóica, e acha que você só quer ficar com ela por causa do bebê. –Ele suspirou derrotado e deitou-se do nosso lado. O sofá-cama era enorme, mas Harry preferiu colocar as pernas em cima da Esther

–Aiin tio, ta me machucando – Ela disse. Harry fez biquinho e disse:

–Então deita aqui do lado do Tio – Esther saiu de onde estava sentada, e deitou ao lado do padrinho.

Eu ás vezes acho que Harry daria um ótimo pai. Esther o ama muito, e ele é muito bom com crianças. Só ele próprio que não enxergava isso.

Continuamos a ver o desenho quando outra pessoa aparata. Malfoy entrou na nossa frente

–Sai da frente Draco – Harry gritou jogando pipoca nele.

–Desculpa – Ele disse se esquivando da pipoca –Boa noite –Ninguém respondeu – Ué cadê a educação de vocês?

–Está com a sua namorada – Esther disse ríspida sem tirar o olho da televisão

–Oi? Que namorada? – Ele perguntou confuso. Esther o ignorou – Esther, o que houve?

–SAI DA FRENTEEEE!! – Esther gritou tampando mais pipoca nele

–Por que esse estresse? – Ele se ajoelhou ao lado do sofá. Esther se encolheu mais no peito do Harry que começou a afagar os cabelos dela – Esther eu sou seu pai. Me responda!!

Esther o ignorou mais uma vez e ele se zangou

–Hermione ela é a sua filha- Ele disse como se ela fosse só minha – Dá um jeito. Manda ela me responder!!! – Ele disse olhando para mim suplicando

Eu o olhei por longos segundos, piscando como uma lerda. Até que estalei a língua

–Você está atrapalhando eu ouvir a história dona Aranha! – Falei com raiva, mas devagar e calma

–Okay, vão me dar gelo. Tudo bem – Ele subiu, bateu a porta do quarto e ficou lá a noite inteira. Quando o filme acabou Esther disse que iria dormir. Eu falei que ainda tinha brigadeiro, e ela pediu para eu fazer mais amanhã, já que estava cansada.

Ron chegou e se assentou do meu lado, então ficou Harry e Ron nas beiradas e eu no meio. Assistindo um filme de terror trouxa. E comendo brigadeiro

–Porque não nos contou que Esther é filha do Malfoy? – Ron se pronunciou no intervalo

–Vocês iriam dar chilique, iriam bater nele, viriam me obrigar a voltar para Londres. Fora que como a língua de vocês não consegue guardar nada, no meu terceiro mês de gestação vocês já iriam abrir o bocão para ele.

–Sim, iríamos – Harry falou

–É com certeza! – Rony concordou com ele. Eu abri um sorriso e me aconcheguei mais no meio deles.

–Por que Esther está brigada com ele?

–Acho que é porque ele não contou da Pansy para ela

–Mas Pansy não é a namorada dele, é só uma ficante

–Eu não podia explicar para minha filha de 5 anos que Pansy é a mulher que vai pra cama com ele nos fins de semana. Então eu usei um termo mais leve, como namorada

–Isso é ciúme na sua voz? –Ron disse

–Mas é claro que NÃO – Eu bati na cabeça dele – Eu tenho namorado – Eu exclamei rindo

–Humm sei... – Harry disse e eu bati na cabeça dele também – Aiii, seus tapas doem... – Rimos juntos e acabamos por dormir no sofá.

Pov. Esther

–Eu acho que vou subir – Falei coçando os olhos fingindo voz de sono

–Mas meu amor, mamãe fez brigadeiro

–A gente faz mais amanhã...- Eu disse –Boa noite mãe, boa noite padrinho – Falei dando um beijo na bochecha de cada um.

Subi as escadas, me virei para ver se minha mãe subiria atrás de mim, e entrei no meu quarto. Eu sabia que se eu batesse a porta com força ele viria atrás. Bati a porta, e deitei-me na cama e me enrolei no edredom. Contei até vinte quando escutei a porta sendo aberta, fechada e a luz foi acesa

–Não finge que está dormindo Esther – Meu pai falou

–O que está fazendo aqui? – Eu disse com olhos fechados

–Eu quero saber o que a sua mãe te falou para você ficar com raiva de mim?

–A verdade

–Qual verdade Esther? – Ele disse se sentado do meu lado. Eu me levantei, encostei-me ao travesseiro, cobri as minhas pernas e comecei a mexer no meu cabelo

–Porque pediu ajuda com a minha mãe se já tinha namorada?

–Oi?

–A medi-bruxa que a minha mãe bateu

–Ela não é a minha namorada, ela é minha amiga

–Amiga?

–Sim, as vezes a gente se beija Esther, mas ela não é a minha namorada

–Como assim?

–Quer dizer que eu gosto da Pansy como amiga, mas ás vezes agimos como namorados...

–Então se já tem ela, para que quer minha mãe, me diz, se eu conseguisse juntar você com ela e ela se apaixonasse o que você faria? Quebraria o coração dela?

–Eu não ficaria com a Pansy se sua mãe gostasse de mim...

–Por isso ela não gosta de você. Você é muito burro. Para que ela ficaria com você, sabendo que ela não é única na sua vida? Nem a defender você a defende, a mulher a chamou de sangue-ruim e você não disse nada. Eu tenho certeza, que esse Eliot é um idiota, mas sabe cuidar dela...

–Eu... eu... –Ele ficou sem palavras

–Boa noite, pai – Me virei e me cobri

Ele se levantou em silêncio, e apagou a luz do quarto, acho que a intenção não era que eu ouvisse, mas eu escutei muito bem “me desculpe meu anjo”. E logo em seguida a porta foi fechada. E eu fiquei lá, deitada, pensando em como eu queria ter uma família.

Me deitei de barriga para cima e olhei para o teto, prendi a respiração para evitar que eu chorasse, mas falhei, eu chorei.

Eu só queria uma família normal, minhas colegas da Alemanha tinham pai, mãe, irmãos, um cachorro, e viajavam juntos, brincavam, saiam para passear, ás vezes iam para parques. Eram felizes. Eu me lembro de ver a felicidade nos olhos delas – quando eu dormia em suas casas – quando o pai chegava do trabalho, passava a mão no cachorro ou gato, beijava cada um dos filhos na cabeça e depois beijava a mãe.

E muitas vezes eu prendia o choro, eu não queria chorar por meu pai, mas eu sempre falhava. E a maioria dos pais se agachavam na minha frente perguntando o que ouve. Sem obter respostas eles me abraçavam como era bom, mas não era a mesma coisa. Porque aquele não era meu pai.

Eu só queria me sentir completa. Mamãe falou que nem todos podem ter pais, ou mães, ou uma família completa, e eles eram felizes. Mas eu tinha um pai que amava a minha mãe, e uma mãe que amava o meu pai, morávamos na mesma casa. Porque eles não podem ficar juntos?

A essa altura de meus pensamentos, eu já estava com o rosto encharcado. Limpei as lágrimas e respirei fundo. Acendi o abajur, e calcei as pantufas, caminhei até a escada e lá vi a televisão desligada, as luzes apagadas e ouvi o ronco do padrinho Ron. Eu iria voltar para o meu quarto, se uma porta em especial não parecesse tão convidativa. Abri a porta devagar e encontrei ele dormindo, os cabelos loiros caídos pela testa. Cheguei até ele e me deitei em seu canto, passado por cima da barriga dele. Ele sonolento falou

–Esther? O que você... – Eu não deixei ele terminar de falar e já me joguei em seus braços, dormi abraçadinha com ele e ele pareceu deixar para lá, pois também me abraçou e me deu um beijo na testa.

Pov. Draco

Acordei com Esther deitada em cima de mim.

–Acordou papai? – Ela dizia com os olhinhos arregalados e cara assustada

–Não Esther. –Eu disse rindo e a puxando para um beijo na bochecha

–Mamãe veio aqui hoje. Me deu uma péssima notícia – Ela levantou e fez uma expressão triste –Me salva papai. Vamos fugir... Eu soube que Nova Délhi é um ótimo país... –Ela disse dramaticamente

–Primeiro, Nova Délhi não é um país, é a capital da Índia. Segundo, eu não vou fugir com uma criança de cinco anos.. – Corrigi ao ver a expressão dela, como ela era parecida com a Granger – Ok, quase seis. E terceiro não posso fazer nada enquanto não me dizer o que a sua mãe quer...

–Ela quer me levar para conhecer o Eliot!!

*-*-*-*-*-*

Desci as escadas com Esther no colo, estava furioso. Abri a porta da cozinha com força e localizei a cidadã.

–GRANGER!!! –Eu dei um grito alto e ela pulou na cadeira, e a rosquinha que estava prestes para ir em sua boca rolou para o chão

–O que é Malfoy?? EU QUERO TOMAR MEU CAFÉ EM PAZ SEM QUE AS ROSQUINHAS ROLEM!! – Ela disse zangada

–Você não vai levar Esther para conhecer aquele coxinha!!!

–Aé??!! Quem vai me impedir? –Ela suavizou a expressão

–O pai dela. – Eu disse zangado. Eu estudei as expressões dela. Ela tinha os lábios crispados, os braços cruzados embaixo do seio, o olhar duro e estreito me avaliando, e a sobrancelha erguida.

–Você.não.vai.me.impedir.de.nada – Ela falou pontuando cada palavra e com a voz baixa

–Isso.é.o.que.nós.vamos.ver! – Eu disse no mesmo tom, só que com os dentes cerrados.

Pov. Mione

Eu estava muito, muito irritada com o Malfoy. Passei a tarde inteira discutindo coisas com ele, Harry, Ron e outros dois aurores que eu esqueci o nome, sobre Elizabeth Justice. Parece que ela foi vista em um vilarejo trouxa que fica próximo de Hogsmead. Foi mandado um grupo de aurores para lá, mas ela conseguiu fugir.

Esther foi mandada para a Toca em segurança, já que eu não queria a minha menina no meio disso tudo.

Draco tinha realmente a postura de auror, ele sabia expressar opinião, e fazia estratégias como ninguém, fora que a equipe de cinco aurores mais a sabe-tudo Granger era ótima para faz armadilhas, pensar em saídas e arquitetar vários planos.

Acabamos e Malfoy disse que iria sair, tinha de resolver problemas urgentes. Ele parecia pálido.

Quando voltou, falou que não iria dormir na casa do Harry. Claro! Estava com mais uma das suas putinhas...

Eu estava terminando alguns relatórios do meu trabalho, sim, eu estava de férias, e ela se estendeu, já que o ministério notou que eu estou correndo risco de vida, mas eu ainda adiantava alguns trabalhos.

O meu celular tocou e eu vi o identificador: DESCONHECIDO

Eu é claro não atendi. O celular tocou mais 8 vezes. Eu rejeitei todas.

Meia hora depois a porta abriu e Malfoy entrou

–Dá para atender o celular? –Ele disse bravo

–Aaah é você – Eu disse revirando os olhos e me ajeitando no sofá, já que ele iria sentar em cima das minhas pernas

–Sim, sou eu! Posso saber por que rejeitou todas as minhas ligações?

–Simples, era número desconhecido. Já pensou se for a Justice ligando, ela pode rastrear e me encontrar

–Aqui tem feitiços para não ser rastreado. E o Harry te passou uma lista com o número de todos da equipe.

–Não achei necessário ter o seu – Eu disse e ele bufou

–E se fosse algo sério?

–Em todo caso... – Eu disse revirando os olhos – O que você quer?

–Quero dizer que se você for levar a Bu para conhecer o Eliot – Ele fez uma pausa e eu prendi a respiração – Eu vou levar ela para conhecer a minha mãe!

–Primeiro, não imponha condições em minha filha...

–Nossa filha! – Ele disse com raiva

–Posso continuar? – Eu disse irônica- Segundo eu não quero a Esther conhecendo a sua família...

–DEIXA DE SER RÍDICULA GRANGER!! –Ele estressou e eu assustei – MINHA MÃE TEM O DIREITO DE CONHEÇER A NETA!

–SUA MÃE NÃO ME IMPORTA! EU NÃO A QUERO PERTO DO SEU PAI!!

–Ele está no hospital – Ele disse ainda com raiva. Parou para respirar e me olhou parecendo se lembrar de algo – Fora que eu tenho o direito de ficar com ela e levá-la para conhecê-los, eu passei no ministério e me decidi, eu vou registrar a Esther! – Eu arregalei os olhos. Já ia gritar algo quando ele me interrompeu –E você não vai fazer nada, eu perguntei ao Blás, e ele disse que eu tenho a total liberdade de fazer isto se for provado que a criança é minha filha. E a Esther já me adora mesmo, eu serei o pai oficial...

Eu crispei os lábios e olhei para cima, agora era certo, a minha filha não é só mais minha!

–Tudo bem – Eu falei baixinho e me levantei

–Você está chorando? – Ele me olhou espantado – Ei Granger calma... – Ele disse limpando as minhas lágrimas com as mãos –Hermione!! –Ele ficava cada vez mais desesperados, as grossas lágrimas rolavam a pela minha face e ele as secava. –Olha para mim – Eu o olhei diretamente em seus olhos – Sabe que está sendo egoísta, não sabe? – Eu assenti

–Desculpa – Eu disse baixinho e me joguei em seus braços. Fiquei alguns segundos até que parasse de chorar, e mais alguns minutos para parar de soluçar.

Minha cabeça estava na curva do seu pescoço, e eu podia sentir o seu cheiro. Eu não iria me segurar ainda mais que estávamos sozinhos em casa, então me afastei bruscamente. Antes de cometer algum erro. Eu era uma mulher comprometida!

–Acalmou? – Ele disse. E eu assenti. Ele suspirou e se sentou no sofá.

–O que anda acontecendo com você?

–Como? – Ele disse olhando para mim

–Você anda distante, pálido... Ás vezes nem come direito! –Eu disse pegando a sua mão e o levando para a cozinha. Eu fui fazer um chá enquanto ele sentava-se à mesa

–Muitos problemas! – Ele disse baixinho

–Conte-me

–Bom – Ele suspirou derrotado – Primeiro eu já lhe falei que meu pai anda doente, o estado dele só piora, e o da minha mãe também, ela anda cada vez mais afastada e deprimida. Parece também que a empresa Malfoy é minha assim que meu pai falecer, e eu nunca sonhei em trabalhar no ramo da economia. O advogado disse que não tem jeito, ou eu assumo, ou toda a empresa vai para o nome do parente mais próximo, que no caso é um primo do meu pai, que o odeia e vai fazer de tudo para tirar cada centavo da gente, já que a casa e todos os bens estão no nome da empresa... – Ele estava desolado

“-Para piorar minha situação, só para me deixar mais de cabeça quente, Pansy decidiu ligar para a minha mãe e avisar sobre Esther, minha mãe gritou comigo, e praticamente me expulsou de casa por não assumir a própria neta, e depois de ouvir toda a minha história ela fez o mesmo barraco por que eu não a levei para conhecê-la.

“-Então como se não bastasse o que eu estou passando meu pai afirma que só poderei assumir a empresa casado, e dessa vez ele quer realmente um casamento, mesmo que a noiva goste de outras noivas – Ele riu infeliz e eu soltei um riso baixo.

“-Agora eu tenho que procurar novos tratamentos para o meu pai, levar a Esther para conhecer a minha mãe, me casar, largar o cargo de auror para assumir uma empresa que eu odeio, e me preocupar com um primo que quer nos ver pelados e sem comida... Vida infeliz!

Eu coloquei as canecas fumegantes de chá na sua frete, me sentei e comecei a beber junto com ele.

–É, realmente é complicado...

–Aaah e eu não te contei quem se candidatou para se casar comigo... Se adivinhar eu te dou um pudim.

–A medica piranha! – Eu disse rindo

–A própria. – Ele riu junto comigo e tomou um gole do chá.

–Bom, acho que você não precisa se preocupar em se casar ainda, já que seu pai ainda está vivo. Depois, levar a Esther até a sua mãe não é problema, eu mesma posso ir junto com você.

–Mas a questão é: Eu não quero largar o meu trabalho para trabalhar de terno e gravata atrás de uma mesa, com um bando de homem rabugento e secretárias casadas...

–A pior parte de tudo para você é a secretária ser casada? – Eu disse zangada

–Você me entendeu! – Ele me olhou enviesado

–E quanto a parte da empresa, você tem sorte! –Ele me olhou incrédulo – Estou falando sério... Eu amo economia, ainda mais em uma empresa grande quanto a sua, sabe quantos bruxos vão lá por dia? Fora que é divertido...

–Divertido? Divertido é prender assassinos, pegar bandidos, resolver questões que não tem jeito, montar armadilhas... Isso sim é divertido!

–Se acalma, tudo vai se resolver – Eu disse inocentemente colocando a mão sobre a sua.

Ele olhou no fundo dos meus olhos e eu corei, para ele não ver nada eu me levantei para colocar as canecas vazias sobre a pia. Mas quando eu tava ligando a torneira ele me puxou, nem deixou que eu exclamasse ou fizesse algo. Ele logo atacou a minha boca. Não pediu passagem com a língua, a gente não precisava mais disso, bocas conhecidas não precisam disso.

Minhas mãos voaram para o seu cabelo e ele levantou a minha cintura e me colocou sentada em cima do balcão. Minhas pernas se enroscaram em torno da sua cintura e ele chocou ainda mais nossos corpos. O beijo continuava quente, nossas gargantas queimavam implorando por ar, mas eu não desistiria tão fácil.

O ar é uma coisa desnecessária quando se tem a boca dele na sua.

Depois minutos, horas, dias, enfim não sei ao certo, nos separamos ofegantes. Ele colou sua testa na minha e fechou os olhos. Eu finalmente cai em mim e empurrei ele para longe. Nem me virei para vê-lo, subi correndo as escadas e entrei no meu quarto ofegante.

Tranquei a porta com vários feitiços que possa se imaginar. Segurei na maçaneta e escorreguei até o chão. Minha respiração descompassada e uma mão em meus lábios

Droga, por que ele me beijou? Droga, por que eu correspondi? Droga, por que eu subi correndo? Droga, por que eu gostei? Droga, por que eu quero mais? Droga, por que meu coração está apertado? Merda! Porque eu estou sorrindo???? Não, eu não sei de nada... Eu só sei que não posso me apaixonar novamente por Draco Malfoy!

Notas finais
Mais uma vez: Desculpas... =[ Mereço reviews?? Capítulo grandee.. Comentem :* Nanny GENTEEEEEEEE DESCULPA O CAPÍTULO ENOOORME, O CAPÍTULO 12 FOI DELETADO, E EU TIVE QUE JUNTAR ELE AQUI :O Desculpa ¬¬'