Dramione - Fotografias
14 Casamento, Affs
Notas iniciais
Pov. Hermione Granger
Assustei-me com a voz grave de Rony pedindo para falar comigo.
—Tudo bem Rony? – Perguntei preocupada, era raro ver Rony com aquela expressão.
—Não está tudo bem Mione, era pra ser você e eu para sempre juntos contra tudo – ele falou e seus olhos se encheram de lágrimas – Não sabe como doí ver você se casar com outro.
—Agora você sabe como eu me senti quando fiquei sabendo que você ia casar com Lilá.
—Agora eu sei – ele tocou meu rosto – Você foi meu primeiro amor Mione, a pessoa que fez meu coração bater mais forte, a que eu morreria e mataria para proteger, sempre foi o melhor e pior de mim. Eu te amei tanto, e ainda sim não foi suficiente...
As lágrimas se formaram em meus olhos, eu sabia que esse dia ia chegar. Não sabia que eu estaria casando primeiro, mas sabia que um dia eu e Rony teríamos que passar por aquilo.
—Parece clichê dizer que apesar de tudo o que eu mais odiei na Guerra foram as sequelas que ela deixou? – Perguntei já chorando e ele me puxou para bem perto.
—Não porque eu também odeio isso – ele sussurrou no meu ouvido – Ninguém pode dizer que não tentamos superar, ninguém pode dizer que não nos sacrificamos porque de todos os meus sacrifícios esse foi o maior, te perder...
—Não ia dar certo Rony, eu sou uma pessoa incompleta. Nos apaixonamos por pessoas diferentes, pelo passado distante de ambos... Eu me apaixonei pelo inseguro e tímido Ronald Weasley e você pela sabe tudo e doce Hermione, não ia dar certo, mas mesmo assim eu penso que tudo que eu queria era você comigo no Ministério assinando os papéis. A gente não se ama mais Rony, tudo que sentimos um pelo outro é saudades do que erámos, é um amor diferente... O amor louco e apaixonante que eu sentia por você se tornou o mesmo amor que sinto por Harry com apenas uma diferença...
—Parece que falta alguma coisa você se despedir dele, eu sei por que sinto a mesma coisa sempre que te vejo – ele completou olhando nos meus olhos, os olhos azuis molhados me encarando, fez meu coração apertar – Eu preciso de você Mione, eu preciso sentir você.
—Você sabe que não podemos mais fazer isso Ron, é errado com Lilá...
—Eu preciso sentir você pela última vez, me despedir do seu corpo, do nosso amor... Eu preciso dar adeus ao passado e acho que é a única forma de conseguirmos isso. Não me negue isso Mione, eu sei que você precisa do mesmo. Tudo sempre foi inacabado entre nós, fica comigo...
Ele mordeu o lóbulo da minha orelha e eu estremeci com o ato.
—Eu... Não sei...
Mas o que importava o que era certo ou errado? Estávamos fazendo tudo errado desde o começo, e ele estava certo. Eu precisava de uma certeza que realmente tudo acabou, eu não podia continuar assim... Eu tinha que dar adeus a tudo que era antigo e infelizmente isso incluía o meu amor por Rony.
—Eu concordo com você.
As mãos gentis dele tocaram meu rosto e contornaram os meus lábios até me puxar num beijo quente, urgente e desesperado que nunca tínhamos dado antes, nem no auge do nosso romance.
A língua de Rony pediu passagem para travar uma luta perigosa com a minha enquanto caminhávamos aos tropeços para dentro de casa, trancando o portão com um aceno de varinha. Subimos as escadas sem nos desgrudar e meu corpo estava em brasa. Nunca senti o corpo de Rony tão quente no meu. As suas mãos tiraram o pequeno véu que eu usava e desceram para a minha cintura desamarrando o corpete do vestido enquanto eu arrancava sua capa e abria os botões da sua fantasia de vampiro.
Os lábios quentes dele atacaram meu pescoço ora mordendo, ora beijando. Assim que terminou de desamarrar ele passou o vestido pela minha cabeça enquanto seus olhos estavam no tom mais escuro de azul.
—Você é linda. – elogiou-me olhando meus seios.
Rony apertou um bem devagar e gememos juntos com aquele ato, a sua mão quente queimava minha pele de um jeito bom e ele tomou meus lábios de novo beijando meu queixo, descendo até meus seios descobertos e abocanhando um. A sensação era a melhor possível, meu corpo pareceu estar em combustão enquanto ele dedicava seus minutos me proporcionando prazer naquele lugar, uma de suas mãos desceu até minha calcinha que estava visivelmente molhada.
—Desse jeito você vai me matar antes da hora, Mione.
Ele beijou meu umbigo e deu um casto beijo sob minha calcinha indo até o persex, mordeu e o desceu entre os dentes até passar pelo meu pé. Segurou em minha calcinha e a abaixou. Posicionou-se ali e tocou sua língua quente e molhada em meu clitóris me fazendo gemer alto.
Os toques dele me levaram a loucura, aquela sensação era boa, como se naquele momento do oral sentíssemos que toda a nossa racionalidade fosse tirada de nós e com isso eu puxava os cabelos ruivos dele fazendo-o gemer ali baixo. Senti algo quente e alucinógeno subir e o tirei de lá, o único orgasmo que eu queria sentir naquele momento era com ele dentro de mim em um último ato. O joguei na cama e arranquei suas calças fazendo-o rir, beijei seu peitoral trabalhado no quadribol e ele fechava os olhos sentindo os toques e apertando um dos meus seios.
Beijei sua virilha e ele não se conteve, gemeu. Tirei sua cueca muito devagar com uma mão enquanto com a outra eu tocava seu membro extremamente rígido, massageei apenas a glande dele com os dedos e beijei a ponta olhando nos seus olhos que estavam ligados aos meus. Desci a boca pelo seu membro bem devagar e ele puxou meus cabelos com força me fazendo ficar ainda mais molhada pelo ato agressivo.
Eu fazia questão de fazer um bom trabalho naquela parte, era a última vez que fazíamos sexo, eu tinha certeza daquilo e apenas os gemidos dele estavam me dando prazer. Assim que senti que ele estava quase no ápice parei, ele arregalou os olhos e quando foi contestar tapei seus lábios com um dedo e coloquei uma perna de cada lado do seu corpo, sentando-me.
Gememos.
—Tão Molhada.
A sensação de algo dentro de mim era fascinante, não comecei devagar, galopei rápido e forte enquanto as suas mãos apertavam minha cintura me provocando as melhores sensações de uma só vez. Ele apertou meu quadril impedindo-me de descer e subiu o seu me estocando por baixo, minhas unhas cravaram em seu peito e ele nem ligou, apenas aumentou ainda mais o ritmo me levando literalmente as alturas. Eu sentia o membro rígido entrando e saindo de mim sem poder me mexer enquanto ele me torturava da melhor forma possível.
Os gemidos saiam pelos meus dentes trincados enquanto o ruivo mordia minha pele e abocanhava meus seios de novo. Eu já não estava mais aguentando aquela sensação tão boa, até que ele parou e virou invertendo as posições.
Os lábios de Rony tomaram os meus de novo e enquanto ele se estocava forte em cima de mim, uma... duas... três vezes... E eu perdi todos os meus sentidos junto dele. Gozamos juntos com nossos lábios ainda colados e eu sentindo o filete de sangue no seu lábio. Ele se mexeu dentro de mim mais duas vezes para sentirmos pela última vez o líquido de prazer um do outro.
...
Acordei tarde, quase dez horas da manhã. Rony já não estava mais ali tinha saído um pouco mais cedo me dando um beijo na testa e desaparatando do lado de fora dos muros. Respirei fundo depois de outro banho relaxante e vesti meus moletons velhos para comer alguma coisa, aquele seria um dia muito comprido onde eu seria legalmente casada no fim dele.
Desci as escadas e a elfa que tinha contratado já estava ali com Luna, organizando as coisas de Draco que tinham sido mandadas por ele.
—Sra. Granger, eu preparei algo para a senhora comer – falou Pops, a elfa – Vai querer almoçar em casa hoje senhora?
—Não sei...
—De jeito nenhum, hoje a gente vai almoçar fora. Gina vai nos encontrar assim que sair do treino na hora do almoço. – Discordou Luna.
—Tudo bem então, só quero que arrume tudo para mais tarde Pops o casamento é as cinco da tarde e eu e Draco chegaremos as sete, nada demais apenas um jantar.
—Sim senhora.
Tomei o café da manhã enquanto Luna e Pops ajeitavam as coisas do loiro no local, que mesmo eu oferecendo ajuda as duas recusaram veemente. Subi e vesti roupas informais para uma tarde no shopping trouxa e quando desci de novo Luna me esperava no pé da escada impaciente. Para dar a hora exata de encontrarmos com Gina, preferimos usar o ônibus.
Gina estava impossível com essa história de casamento e era isso que me incomodava. Nunca seria algo de verdade porque começava como uma mentira, eu não ia casar numa igreja como Luna e agora ela, Gina, ia se casar. Tudo era apenas um papel, seria frio demais e nada parecido com meus sonhos de casamento para daqui uns anos.
Almoçamos e compramos uma grande variedade de roupas e calçados, acabei encontrando um vestido básico branco levando para usar na cerimônia, eu tinha que me parecer animada.
Faltando apenas duas horas para a hora marcada, voltamos aparatando mesmo para casa. Gina e Luna num humor negro sobre meu casamento se vestiram de preto e eu usei o vestido que tanto chamou minha atenção. Era alguns dedos acima do joelho com as costas e colo em tule e mangas longas de renda branca.
Prendi meu cabelo em um coque de lado com mexas soltas e passei uma maquiagem clara com um batom rosa escuro. Sem falsa modéstia eu fiquei bonita, a imagem no espelho me agradou muito e para dar o xeque-mate calcei os sapatos creme que eu já tinha á algum tempo (mas odiava por ser de salto).
—Você está linda – admirou-se Gina – Fabulosa Mione.
Descemos e Luna esperava por nós na sala enquanto Harry e Rony nos encontrariam com Draco. No fundo eu tinha esperanças e medo que ele desistisse e somente esse pensamento me fez rir. Fomos direto para a área de registro, não era para ser nada formal nem glamoroso demais. Era só para assinar um papel.
—Sua mão está suando. – Gina sorriu de lado, ela deveria entender o que eu estava passando, afinal ela teria um casamento maravilhoso com alguém que ama.
—Será por quê? – ironizei.
Era um departamento pequeno com enormes prateleiras e gavetas, entramos na sala de “Matrimônios” e suspirei fundo ao ver que ele estava lá. Bonito como sempre usando roupas tão informais quanto a minha, fui até ele sem cerimônia nenhuma e o abracei.
—Obrigada por vir. – Sussurrei em seu ouvido.
—Obrigado por não atrasar – Ele respondeu com um meio sorriso – A propósito, você está linda.
Além de nós três que chegamos apenas Draco, Figg, Rony e Harry estavam ali com o juiz Ministerial. Foi tudo tão rápido que nem percebi que estava me casando. Tinha sido tão frio, frio até demais para meu gosto. É claro que eu não podia exigir tanto, mas talvez porque esperasse algo a mais que me senti magoada e uma verdadeira golpista com tudo aquilo.
Draco assinou o papel principal e passou para mim sem trocarmos muitas palavras, assinei sentindo minha mão tremer e me odiando por dentro. Estava me sentindo a pior pessoa do mundo por fazer aquilo, o obrigando a fazer aquilo.
O juiz pareceu perceber mais não falou nada, carimbou os papéis e falou meia dúzia de coisas que não prestei a atenção que deveria.
—Então é isso – falou o homem um pouco sem jeito – Felicidades para o casal. Me falaram da situação de vocês no processo de adoção, podem tirar as cópias Sra. Malfoy.
Aff! Sra. Malfoy, ninguém merece. Fiz uma careta e apertei a mão do homem que saiu da sala pra nos deixar sozinhos por alguns minutos. Com apenas um feitiço fiz as cópias das certidões de casamentos e entreguei uma para Draco e outra Figg levar aos responsáveis pelo processo de adoção.
Por mais que naquele momento eu achasse errado, parecia a única que pensava aquilo. Harry, Gina, Luna e Rony agiam como se tudo fosse a coisa mais normal do mundo enquanto a Sra. Figg apenas observada com um olhar contente por eu ter aceitado o seu conselho.
—Precisamos das fotos para vocês pelo menos usarem depois – falou Luna com minha máquina menor, era uma das minhas preferidas e eu a usava para tirar fotos em queda livre – vamos mentir pessoal.
Todos começamos a rir e ela aproveitou esse momento para tirar as fotos. De mim e ele nos olhando, dele tocando em meu rosto, com nossos padrinhos e madrinhas, com a senhora Figg e várias outras que no fundo tinha sido até legal de inventar.
—Agora a do beijo do casal, já basta não usarem aliança. – Disse Luna.
—Não acho uma boa ideia. – Respondi querendo enfeitiçar minha amiga loira.
—Qual é Sra. Malfoy, está com medo de beijar seu marido? – Brincou Harry.
—Não vou te mandar para um certo lugar porque sou educada e uma senhora aparentemente casada.
—Está com medo, Sra. Malfoy? – Draco perguntou com um sorriso de canto.
—Não disso.
Senti as mãos dele ao redor da minha cintura e arfei com o toque escutando os outros rirem, ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e depois olhou dentro dos meus olhos. O modo como ele fazia isso me deixava de pernas bambas e ele gostou de perceber isso, nos aproximamos devagar até nossos lábios se tocarem bem devagar.
O beijo que começou calmo foi se aprofundando, minha boca era consumida de uma forma tão invasiva que era difícil raciocinar com clareza. Senti a língua de Draco pedir passagem e assim que deixei, ele invadiu fazendo meu corpo inteiro incendiar por dentro do vestido. Quando cobrei a consciência me afastei devagar e quando nossos lábios se soltaram vi que ele estava tão absorto quanto eu naquele beijo e foi somente aí que escutei o barulho dos outros.
—Vocês ainda estão aí? – Draco se virou para eles, tentando parecer casual.
—Isso foi “O” beijo – Luna olhou para as imagens na câmara – Vai ficar perfeito o álbum, acho que consegui tirar todos os momentos.
Mesmo a loira estando há alguns passos de mim eu não conseguia entender direito o que ela tinha dito, aquele beijo tinha sido tão intenso que se estivéssemos sozinhos com certeza absoluta teríamos feito muito mais do que apenas aquilo.
—Acho que já indo – a Sra. Figg se levantou – Tenho certeza que somente boas notícias vão chegar a partir de agora.
—O que a senhora quer dizer com isso? – Perguntei desconfiada.
—Logo você vai saber – Disse a mulher saindo da sala de Matrimônios.
Olhei para Draco que apenas deu de ombros com um sorriso de lado.
— Já podemos ir, está tarde e eles têm que encerrar a seção. – Harry passou os braços ao redor da cintura de Gina.
—Claro. – concordei.
Pov. Draco Malfoy
Aparatamos apenas nós dois na rua da casa dela, quer dizer nossa casa. Hermione estava em silêncio desde a hora que passamos no café com outros, mordia o canto do lábio inferior e eu sabia que ela estava nervosa, pelo pouco que eu a conhecia dava para saber.
Por puro instinto, passei meu braço pelos seus ombros sem falar nada, e ela sorriu em resposta. Caminhamos assim durante um tempo, até chegar no portão da casa que se abriu automaticamente para nós. O jardim estava impecável, nem parecia que um dia antes tinha acontecido uma festa ali.
—Lar doce lar – Falei e ela me olhou curiosa.
—Seja bem vindo...
Eu não a deixei terminar de falar, passei meu braço livre pelos seus joelhos assim que ela destrancou a porta e a peguei no colo.
—Que merda é essa? – ela riu sacudindo para eu deixa-la no chão.
—Dizem que dá sorte o noivo carregar a noiva.
Entramos e a casa estava vazia sem sinal da elfa. Com um cuidado um tanto exagerado a coloquei no chão e ela se ajeitou arrumando o vestido.
—Você é um maluco.
Seguimos ainda rindo para a cozinha e a comida estava servida na mesa menor que ficava ali.
—Pops caprichou – ela parou de frente a uma mini adega de vinhos, pegando uma garrafa e servindo nas duas taças – Vamos jantar? Eu estou morta de fome.
—Achei que o comilão do Trio de ouro era o Rony.
—E é, mas eu acho que agora fico em segundo lugar – ela riu – É sério, eu aprendi a dar valor a boa comida e que quando ela é feita em grande quantidade como agora, não devemos desperdiçar.
A comida da elfa estava realmente muito boa, durante o jantar poucos nos falamos e ela repetiu duas vezes sem nem se incomodar com a minha presença, o que era bom. Muitas das garotas que eu saia ou levava para jantar tinham a péssima mania de dieta, e o que eu mais odiava era ir a algum lugar para comermos e a pessoa pedir uma salada. Affs.
Mas ela não, ela serviu porções caprichadas e mesmo assim não perdeu a compostura usando os talheres. Ela era incrível.
—Acho que estou satisfeita. – pegando o guardanapo, ela se limpou com delicadeza.
—Se não estivesse me assustaria.
Nós dois rimos e ela nos serviu mais uma taça.
—Acha que seria um pouco precipitado falarmos sobre amanhã? – Ela perguntou e eu dei de ombros – Bom, eu queria que tentássemos entrar em contato com Augustus, o informante do voto perpétuo. Ele anda meio desaparecido.
—Acha que podem ter descoberto que ele é nosso informante?
—Não sei, mas é sempre bom mantermos de olho nele – ela disse – O tal Fabricio Melgaço está meio desaparecido, mas os capangas dele estão agindo.
—E muito, ainda acho que aqueles dois bandidos mortos em Hogsmeade eram receptores de produtos ilegais que estava com dívidas com ele.
—Eu só queria que Enzo e Sophia viessem logo morar com a gente, não gosto do silêncio do inimigo. Quanto mais calado.
A frase dela fazia sentido. Quanto mais silencioso pior o ataque, conhecia bem isso da minha época de comensal. Tomamos o restante da garrafa de vinho e subimos para o quarto dela ainda discutindo as coisas rotineiras do Ministério e realmente nem parecia que tínhamos nos casado até entrarmos no quarto dela.
Era lindo e muito parecido com o da cobertura, mas junto com o vermelho havia verde. Eu sabia que ela tinha feito isso para me agradar, no dia anterior eu não tinha prestado atenção nesses detalhes, mas hoje sim. Na casa havia pequenos detalhes verdes além do vermelho grifinório que ela sempre gostava de usar.
E eu também sabia que para ela tudo que eu estava fazendo era um sacrifício e que ela tinha que facilitar as coisas para eu me sentir mais confortável ali. Apesar de estar lisonjeado com a atitude, não dava para não se sentir incomodado. Não pela casa, mas pelo fato dela realmente acreditar que estava sendo um fardo para mim o que não era verdade nenhuma.
Ela desceu para ver se encontrava a elfa para falar sobre o dia seguinte e eu tomei um banho caprichado, minhas roupas estavam guardadas do lado esquerdo do closet enorme dela, muito bem distribuído e organizado o que era muito bom, eu tinha uma certa mania de organização com minhas roupas.
Peguei um travesseiro e um cobertor e arrumei o sofá para me deitar, era estreito e um pouco duro.
—Pops é um doce, ela me lembra muito Dobb... O que você está fazendo ai? — Hermione perguntou entrando no quarto.
—Tentando dormir.
Senti o sofá se mexendo e ela se sentando próximo aos meus pés.
—Bom Draco, eu não acho muito justo você dormir no sofá. Não depois de tudo que está fazendo por mim.
—Nem é tão desconfortável assim – menti – Não se preocupa comigo, eu vou me acostumar com isso, antes eu do que você.
Ela fez uma careta adorável.
—Não posso deixar você dormir aí – ela falou se levantando – Eu vou tomar banho e quando voltar não quero você no meu sofá, pode se ajeitar na cama.
—Eu já...
—Não adianta Malfoy – ela pegou suas coisas – Eu não mudo de ideia facilmente.
A mulher mais teimosa que eu conhecia no mundo, entrou no banheiro não me deixando nem tentar argumentar. Tinha que confessar que as diferenças entre a cama e o sofá eram gritantes.
Encostei a cabeça no travesseiro e me senti no céu. Fechei meus olhos, cansado, me sentido mais confortável. Estava quase dormindo quando escutei o barulho de algo caindo.
—Desculpa, me desculpa mesmo – pediu Hermione – Eu me esqueci de você.
Sem entender nada me levantei um pouco e ela se abaixou para pegar a caixinha de joias no closet. Assim olhei, senti meu corpo inteiro reagir, a morena estava com uma camisola de seda azul marinho escura de alcinhas que destacava cada curva do seu corpo além de deixar as pernas torneadas ainda mais destacadas por causa do contraste de pele clara dela com o tom da camisola.
Ela enrolou o cabelo e prendeu deixando o colo todo exposto enquanto passava um pouco perfume.
—O que foi? – perguntou me olhando pelo espelho.
—É sério Hermione! Você não está me ajudando nada sendo tão gostosa assim.
Ela riu e olhou maliciosa para mim com uma sobrancelha erguida.
—E me olhando assim também não está me ajudando muito. – Completei infeliz.
—Também não é fácil para mim te olhar assim, tão sexy e excitado Draco...
Hermione olhou para o meu calção e depois em meus olhos com um sorriso sedutor. Ela só podia estar brincando com minha cara.
—Olha o jeito que você está vestida, está tão gostosa... – respirei fundo – Você podia vestir alguma coisa maior tipo moletons.
—Geralmente eu durmo nua – ela revelou, e eu tive que pegar o travesseiro para colocar no meu colo – E não estou nada feliz em dormir de camisola.
—Falar esse tipo de coisas não está ajudando. – encarei o teto.
Ela ficou calada um tempo e escutei seus passos se afastando e voltando poucos minutos depois, senti a colchão afundar e me obriguei a ver o que a maluca estava fazendo.
—É assim que você pretende me ajudar Mione? Devo dizer que estou tendo uma visão bem privilegiada das suas cochas, e estão bem mais bonitas desse ângulo.
—Deixa de ser idiota Malfoy – ela prendeu uma cordinha na parede – Aprecie agora porque isso vai acabar daqui uns minutinhos.
Contar até dois milhões era fácil, queria ver algum marmanjo ter aquela visão das pernas dela em pé em cima da cama e se controlar. Suspirei fundo e me levantei para ajuda-la.
—De onde você tirou essa ideia? – ajudei-a prender o lençol.
—Eu gosto de sexo Malfoy e te olhar assim não está me ajudando. Eu não sou que nem você que é só estralar os dedos que vem uma vadia qualquer transar com você, não arrumo homens tão fácil assim. E Rafael está muito longe para eu ligar para ele, não podemos quebrar nosso acordo, mas também não vou sair dando pra qualquer um.
—Deve ser muito difícil arrumar alguém para dormir com você né Hermione? Gostosa desse jeito eu tenho certeza que qualquer homem que você quiser cai aos seus pés. – Falei estressado, ela tinha que tocar no assunto de Rafael?
—Você pode até ter razão, mas eu não quero dar bandeira por aí Draco – ela escondeu um sorriso – Então o máximo de tentação que pudermos evitar será bom.
Aquelas palavras me agradaram.
—Então você confessa que eu sou uma tentação para você? – arqueei uma sobrancelha para ela.
—Você é sexy Malfoy, e te ver é sim uma tentação...
Ela se aproximou de mim enquanto eu terminava de prender a última prega do lençol e passou a mão no meu peito me deixando arrepiado. Me senti mais rígido ainda por baixo do calção e arfei com a mão dela descendo pelo meu peitoral e sua boca encostando na minha orelha.
—Mas eu sou uma tentação ainda maior para você.
Ela me empurrou no colchão e puxou o lençol.
Infelizmente a maldita estava certa, o simples toque dela deixou-me em brasas, apaguei o abajur do meu lado da cama e tentei me controlar o máximo possível para não arrancar aquele lençol e penetra-la escutando-a gemer em meu ouvido.
Olhei para o outro lado e a observei pela sombra andando de um lado para o outro e arrumando os travesseiros, e aquilo só piorava a minha situação. Tinha temido tanto aquela noite e sabia que ia se tornar pior. Ela facilitava tanto minha vida para algumas coisas enquanto para outras, só me infernizava. Ótimo Draco Malfoy, ninguém mandou se casar com uma mulher tão gostosa e nem poder toca-la, a ideia foi sua de sem sexo, então, aguenta seu idiota.
Ótimo além de idiota agora fiquei maluco, tava até falando na terceira pessoa. Eu odeio você Hermione Granger.
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