Dramione - Contra as regras.
25 O pedido da rosa.
Notas iniciais
Hermione Pov
–A princesa acordou do sono com um beijo do príncipe. — Rose disse arfante, e piscando os olhos de maneira galante, parecendo se lembrar de cada trecho do livro. — Beija ele, mamãe!
Eu estava ouvindo direito? "Beija ele, mamãe!"?
Fui interrompida de meus pensamentos, ao ouvir uma gargalhada extremamente alta, virei para o lado, e vi Blásio abraçando a própria barriga, e se curvando para o chão, rindo como se alguém o tivesse enfeitiçado.
Poucos segundos depois, Madame Pomfray apareceu, e fez um aborrecido "Shiu!" para ele. No mesmo instante Blás se recompôs, mas ainda lhe deixou escapar um riso, que abafou com sua mão.
Tentei retomar o verdadeiro foco da situação, mas ainda estava um pouco aturdida. Meus olhos estavam piscando rápido, e estava com uma cara muito boba.
–Mamãe? — Fui despertada pela voz de Rose, que me olhava inquisitiva.
Respirei, e retomei a compostura... Meu Merlin, o que eu vou dizer?!
–Então, mamãe? Cê Vai beijar o papai ou não? Ele tem que acordar! — Rose falou cruzando os braços, e bufando, seu rostinho estava vermelho, o que a deixava muito fofa.
Scorpius parecia avulso a situação quando olhei pra ele, como se achasse aquilo tudo baboseira, e realmente não ligasse, ou acreditasse.
Me aproximei de Rose, curvando-me um pouco á sua altura, e com as mãos juntas espalmadas.
–Meu bem... — Falei meio nervosa, tentando formular uma frase. -Acontece que o que você leu, é apenas uma história. — Disse tentando ser o mais gentil e carinhosa possível, enquanto afagava o cabelo dela com uma das mãos.
–Mas a senhora não sabe, já beijou um belo adormecido antes? — Rose pigarreou, se recusando a acreditar em mim.
Ai meu Merlin, tô lascada... Pensei, enquanto olhava incrédula para Rose, que já demonstrou não abrir mão de sua solução milagrosa para que Draco acordasse.
Respirei, e inspirei, imaginando o que poderia dizer... Achando que preferia lidar com um trasgo, á lidar com a mente inocente e fértil de uma criança.
–Rose, ele não vai acordar com um beijo, ele... — Falava antes de ser cortada por ela.
–Como você sabe, mamãe? Você nem tentou! Você não quer beijar o papai, você não ama o papai?. — Ela questionou com os olhinhos vermelhos e marejados.
Olhei para o lado, e Scorpius me olhava inquisitivo, com uma sobrancelha arqueada.
Como eu responderia aquela pergunta? Não poderia dizer a Rose que não... Mas espera aí... Eu queria dizer que não? Eu quero, não quero?...
Seria melhor apenas acabar com aquela situação, afinal de contas, já tinha beijado Draco Malfoy antes, e uma segunda vez não me mataria.
Soltei o ar, relaxando as tensões, olhei rendida para Rose. Me desinclinei, e dei dois passos até alcançar Draco, parei por um momento hesitante... O encarei, vi suas feições calmas, e o seu respirar lento.
Respirei fundo tentando tomar coragem, cheguei mais perto, e me inclinei perto dele, com nossos lábios quase juntos, e estava quase com a coragem suficiente, quando levei meus lábios até sua orelha esquerda, e sussurrei.
–Se for acordar agora, eu lasco sua cabeça pra te deixar em coma de novo.
Afinal, o quanto seria irônico ele acordar depois disso? Rose se sentiria completamente certa sobre a história da Bela Adormecida.
Voltei meu rosto na direção dos lábios dele, fechei os olhos, e lentamente, encostei nossos lábios... E me senti estranha, os lábios dele já não eram mais quentes, e sim gelados. Sentir ele daquela forma era angustiante.
Aos poucos separei nossos lábios, e olhei para seu rosto, como eu pensava... Continuava dormindo... Afinal o que estava pensando? Estava no fundo com esperanças de que ele acordaria? Impossível...
Quando retornei a minha postura, e me virei para trás, Blásio estava de queixo caído, e me olhava incrédulo, com cara de "Puta que partiu, eu vi isso?!", Pansy estava ao seu lado, tentando inutilmente conter um sorriso sacana.
Quando finalmente percebi Rose, ela estava desapontada. Antes mesmo que eu pensasse em dizer algo, Pansy tomou partido da situação.
–Então, por que não vamos almoçar? — Dizia tentando parecer animada para Rose, enquanto se aproximava dela, pondo as mãos em seus ombros. — Tenho certeza que deve ter algo delicioso. — Terminou sorrindo.
–Quem comer tudo ganha varinha de alcaçuz! — Blásio disse divertido, fingindo começar a correr para a saída.
Scorpius começou a andar até a direção dele, e Pansy foi levando Rose pelos ombros. Antes de começar a andar, olhei na direção de Draco mais uma vez, suspirei, e fui até a saída junto com eles.
O período durante o almoço foi tenso, as crianças estavam desanimadas, e com direito. Depois do almoço, Blás e Pansy foram conosco até nosso salão comunal, e permaneceram lá.
Eles se ofereceram para cuidar um pouco das crianças, enquanto ia na enfermaria ver como Draco estava. E ao cair da noite, fui em direção á enfermaria.
Logo eu já estava lá, fui até a cama onde ele estava, puxei um banco, e me sentei ao seu lado. Passei um bom tempo apenas olhando pra ele. Era no mínimo agoniante aquela situação.
Por que de um jeito muito estranho, sentia falta dele acordado, sentia falta dele me irritando, esgotando minha paciência, das preocupações que me fazia ter, e até dos momentos que conseguiram ser divertidos, até mesmo de ter ele por perto o tempo todo.
Eu só podia estar perdendo o juízo que me restava, mas parecia faltar muito sem ele.
Parei para olhá-lo melhor, quando percebi um tom rosado e brilhante em seus lábios, me inclinei sobre ele para ver melhor, e ri baixinho quando constatei, só poderia ser do meu brilho.
–Deve ter ficado aí, quando o beijei mais cedo... — Suspirei, com um sorriso fraco.
Reparando em seus lábios, e em seu rosto, eu não pude deixar de perceber, o calor, e os arrepios que passaram por meu corpo. Os efeitos que ele conseguia surtir em mim, me incomodavam extremamente. Me irritava.
Com um braço de cada lado da cabeça dele, o meu cabelo caía cobrindo nossos rostos, com a escuridão por todos os lados, e apenas um pouco da luz da lua, que saía por uma grande janela de vidro. Comprimi os lábios, e estreitei os olhos, diante do magnetismo que estava se formando.
De maneira ilógica, eu estava me atraindo cada vez para ele, e a vontade de tomar os lábios dele, me deixou possessa, a essa altura, já deveria estar vermelha de raiva.
Eu o estava desejando!
Bufei de raiva. E antes que pensasse muito, eu o beijei, movimentei meus lábios contra o dele sem resposta, permaneci assim alguns segundos. E estava para sair de cima dele, com os olhos ainda fechados, me sentindo uma estúpida.
Quando sinto seus braços me puxando para seu corpo, me fazendo cair por cima dele.
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