Dramione - Contra as regras.

21 Acidentes no Quadribol.


Notas iniciais
Então gente... Mais uma vez fiquei muito tempo sem postar, e é incrível... Eu sempre tenho bons motivos pra isso... Eu acho que vocês devem saber o que é Depressão, ou já ouviram falar nela. A pouco menos de três semanas, eu fui diagnosticada por um psiquiatra... Essas últimas semanas não foram das melhores, andei até me medicando por isso, chega a ser impressionante uma adolescente de 15 anos precisar de remédios pra dormir, não é? Ou mesmo pra sentir fome... Bom pessoal, não me façam dizer o motivos de ter acabado assim, por que eu não me sinto confortável falando sobre eles... Hoje eu acordei, e passei o dia vendo videos Dramione, senti umas pontas de felicidade, e meio que me inspirei pra escrever, ainda assim, peço desculpas se o capítulo não for tão bom :/ ^^ Boa leitura.

Gina Pov

–Vocês não vão acreditar! — Exclamei, enquanto entrava no salão comunal da Grifinória.

Estavam todos lá, até mesmo Pansy, e Blásio — Que estavam cuidando dos gêmeos -.

–Ela descobriu o nosso plano de juntar Draco e Hermione. — Falei divertida, enquanto me sentava ao lado de Harry no sofá, James no seu colo.

–O que ela disse sobre isso? — Harry indagou, ao meu lado, alto o suficiente para ferir minha audição.

Estava para responder a pergunta de Harry, mas uma voz me cortou.

–O que isso tem de importante para a McGonagall? — Rony questionou meio abobalhado, sentado no chão de frente para nós, Astória e Morgana ao seu lado.

Abri minha boca para responder, mas...

–Ela não nos adverteu, não é? — Astória perguntou, com um tom um tanto apavorado.

–Como ela descobriu sobre isso? — Pansy indagou com a voz estridente. — Eu não falei nada! Você falou Blás? — Perguntou olhando para ele, e lhe apontando o dedo.

–Eu? Nunca! — Blásio disse, erguendo os braços em ato de rendição.

Bufei impaciente. Eles me faziam perguntas, mas sequer me deixavam respondê-las! Aquilo estava me irritando, e muito. No meu limite, berrei com eles.

–Vocês querem me deixar falar?!

Destribuí meu olhar entre eles, eu os tinha assustado, bom!. Suspirei, e tomei ar para começar a falar.

–Eu não sei quando foi, mas ela leu minha mente! Acho que foi assim que ela descobriu, e acreditem ou não... Ela quer ajudar! — Falei sorrindo, porém descrente das minhas próprias palavras.

Pansy estava com a maior cara de paisagem, ela piscava os olhos repetidamente, e parecia estar divagando nas coisas que eu falei.

–Gina, por favor, repete a última coisa. — Pansy pediu com o olhar perdido. — Eu acho que não ouvi direito.

–Ela quer ajudar... Eu sei! Eu também não estou conseguindo acreditar.

–Mas que interesse ela poderia ter nisso? — Blásio indagou.

Parando para pensar nisso, não havia como saber, sabe lá o que poderia fazer Minerva McGonagall, diretora de Hogwarts, querer ver Draco Malfoy e Hermione Granger juntos.

Então, simplesmente dei de ombros para a pergunta de Blásio.

–Sabem que... Parando pra pensar agora, faz mais sentido ela ter enfeitiçado o Draco e a Hermione no primeiro dia no castelo. — Blásio falava, com a mão no queixo, enquanto olhava para o nada. — Ela quer que eles se apaixonem!. — Terminou olhando pra mim.

–Ela e a torcida do Chudley Cannons. — Rony brincou.

Eu, Harry, e Blásio rimos.

–Bem, eu estou muito curiosa para saber o por que disso, mas acho que não é uma prioridade agora. — Astória disse, enquanto se levantava com Morgana no seu colo. — Que horas são?.

–Não sei, mas o sol logo vai se pôr. — Falei, enquanto olhava para uma janela.

–Então ainda dá tempo de fazer alguma coisa, antes que os dois voltem para o salão comunal. — Astória falou com um sorriso torto.

–Como assim? — Rony perguntou com uma cara abobada, enquanto levantava do chão.

–Vocês vão ver. — Astória respondeu com um sorriso sapeca, enquanto olhava pra nós. — Me sigam!.

Astória rumou até a saída do salão comunal, com Morgana em seus braços, olhei para os outros, então dei de ombros, me levantei, e a segui. Os outros vieram logo atrás de mim, e assim saímos do salão comunal.

Draco Pov

O sol já estava se pondo, e como tinha dito que faria, McGonagall nos deixou o dia todo amarrados, um de frente para o outro. Eu não posso mentir, e dizer que não gostei, por que afinal, seria mentira.

–Está ouvindo isso? — A voz de Hermione me despertou dos meus pensamentos.

Me concentrei em ouvir, e escutei passos vindo de uma distância que não parecia tão longa.

–Será ela? — Hermione sussurrou pra mim, olhando atentamente para a porta.

–Espero que sim. — Sussurrei de volta, me concentrando em ouvir.

Os passos se aproximaram cada vez mais, e então ouvi o barulho da porta sendo aberta. Vi Hermione suspirar aliviada, então mesmo sem poder ver — Por estar de costas pra porta. — Soube que era a McGonagall.

–Passaram bem? — Ouvi a voz da velha perguntar, enquanto senti ela se aproximar.

–Eu acho que você pode imaginar. — Cuspi minhas palavras como veneno.

Apesar de ter sido ótimo ficar tão perto de Hermione, eu não podia esquecer que passei um dia inteiro sem comer ou beber, tudo por culpa da McGonagall. Minha garganta estava tão seca quanto um deserto.

–Não seja tão dramático Senhor Malfoy, poderia ter sido mais severa. — Ela falou ao meu lado, enquanto puxava a varinha das vestes.

–Ah, claro! Esqueci que você poderia ter nos largado pelados no frio da floresta negra. — Zombei.

–Draco...! — Hermione me repreendeu baixinho.

Senti as cordas que nos amarravam desaparecerem, e então Hermione rapidamente se afastou, olhou nos meus olhos por um momento, e foi até uma das janelas de vidro, inspirando arduamente o ar do lado de fora.

–Bem, creio que agora já podem ir. — McGonagall falou enquanto saía, mas ela parou subitamente na porta. — Ah! Antes que me esqueça, a casa de cada um de vocês têm setenta pontos à menos. — E então saiu.

Não liguei para as palavras dela, e Hermione pareceu não ligar muito também, já que ela continuava na janela, olhando para o tempo, e respirando o ar.

Me aproximei dela, ficando a poucos centímetros dela. Ela se virou devagar, e se sobressaltou quando viu que eu estava tão perto.

–Draco!...

Ela andou uns passos para trás, ela estava tão próxima da janela, que fiquei com medo que ela caísse, então a puxei pela cintura com minha mão direita.

–Cuidado. — Pronunciei, meio perdido, e absorto em seus olhos.

Ela não me parecia tão diferente, já que olhava atentamente meus olhos.

Ahn... Claro! — E então ela se desvencilhou de mim.

Ela caminhou até a porta, mas antes de sair, pareceu ter dado pela falta de algo, ou de mim, então ela se virou.

–Você não vem? — Perguntou meio tímida, evitando meu olhar, estendendo sua mão.

Dei um sorri torto, e então fui até ela. Segurei sua mão, e senti arrepios pelo meu corpo.

Assim saímos daquela sala, e fomos diretamente para nosso salão comunal, Eu e Hermione estávamos preocupados sobre como poderiam estar nossos gêmeos, mas decidimos ir até nosso salão primeiro, e então iriamos atrás de Pansy e Blás.

Chegando ao quadro do nosso salão, falamos a senha, e então entramos.

–Estranho, está tudo escuro. — Hermione retrucou.

E realmente tudo estava escuro, porém havia um ponto iluminado em algum lugar da sala, eu decidi segui-lo, e Hermione veio logo atrás de mim, segurando no meu braço, provavelmente com medo de tropeçar em algo.

–Mas o que é isso? — Hermione indagou atrás de mim, sua voz parecia um misto de surpresa e divertimento.

Alguém tinha decorado nossa mesa de centro com velas, e um jantar. Rapidamente os rostos de Gina, Pansy, Astória, Harry, Blás, e Ronald passaram pelos meus olhos. Foram eles, com toda certeza!

Vi Hermione ir até a mesa, e pegar um cartão vermelho que eu só tinha notado agora.

Roubamos a Rose e o Scorpius por mais uma horas, aproveitem o jantar. Pansy. – Hermione lia devagar.

Hermione balançou a cabeça, e deu um sorriso torto.

–Gentileza deles ter feito isso, só não vejo a necessidade dessas velas. — Ela disse baixo, analisando a mesa.

Bati a mão na testa, isso que eles fizeram foi suspeito demais!. Caminhei até a mesa, pensando em algo que pudesse tirar a atenção dela disso.

–É... Por que não comemos logo, estou morto de fome. — Disse enquanto me sentava.

Até pensei em puxar a cadeira para Hermione, mas isso seria o mesmo que assinar na mesa dizendo que era um jantar romântico! Então pensei que seria melhor cortar esse cavalheirismo.

–Eu idem. — Ela disse enquanto puxava a cadeira.

Nós passamos boa parte do jantar calados, apenas comendo. Até que Hermione decidiu falar.

–Então... Amanhã será o jogo contra Corvinal, não é? — Perguntou sem olhar pra mim, enquanto tomava um gole de suco de abobora.

–Sim! — Respondi animado, deixando o garfo cair no prato.

Ela riu baixinho com o barulho. Eu recolhi o garfo meio acanhado.

–Vai torcer por mim? — Perguntei meio sem jeito olhando pra ela.

A luz das velas não deixava tudo muito bem iluminado, mas deu para perceber o rubor nas suas bochechas.

–Claro! Afinal se eu estiver lá para ver qualquer bobeira que você der, vou poder te irritar com isso. — Ela brincou.

Eu ri.

–Eu já terminei, vamos atrás deles? — Hermione perguntou divertida enquanto se levantava.

–Vamos.

Draco Pov Off

No dia seguinte, Draco transpirava ansiedade, literalmente! Seria o primeiro jogo da Sonserina, e ele queria se empenhar ao máximo pra ganhar.

Mas o fato mais impressionante da manhã, foi quando eles acordaram, e viram que Rose e Scorpius tinham a aparência de crianças de um ano, e até balbuciavam algumas coisas.

Draco estava no quarto se vestindo com o uniforme do jogo, estava terminando de pôr as luvas, quando sente algo pequeno batendo em seus pés.

Olhou para baixo, e era Scorpius, que estava engatinhando, e tinha trombado nele, ele o pegou nos braços, e o menino sorriu como se tivesse aprontado alguma pirraça.

–O que nós temos aqui? É um Sonserino fortão, hãn? Você sabe o que eu vou fazer hoje? — Draco perguntou ao garoto, como se realmente esperasse que ele se respondesse. — Eu vou jogar Quadribol pela nossa casa hoje, você acha que o seu pai aqui tem chance? — Perguntou sorrindo, o pequeno Scorpius rindo pra ele. — É claro que sim!

Draco estava tão entretido com o garoto em seus braços, que nem percebeu quando Hermione entrou no quarto com Rose, e ficou prestando atenção em sua conversa com Scorpius.

Pai...Soa tão estranho, principalmente sabendo que não é por muito tempo. — Draco falava com uma certa tristeza no olhar. — Sabe, mesmo que você desapareça daqui uma semana... É bom saber que você é uma possibilidade.

Um pequeno fato que eles tinham descoberto sobre os bebês, era que eles não eram simplesmente um coquetel de DNA que desapareceria simplesmente, e que nunca mais voltaria... Eles eram possibilidades futuras.

Hermione não pôde deixar de ficar tocada com o jeito que Draco falou, ela não pensou que ele poderia ter um lado paternal assim. Hermione pigarreou atrás dele, trazendo a atenção de Draco pra ela.

–Vamos, Apanhador? — Hermione perguntou acanhada, segurando Rose em seus braços.

–Ah, sim! — Draco respondeu, enquanto se dirigiam até a porta.

Hermione já estava na arquibancada, Rose e Scorpius sentados cada um em uma de suas pernas.

Quando os jogadores da Sonserina e da Corvinal entraram em campo, Hermione apontou Draco para Rose e Scorpius.

–Estão vendo? — Hermione lhes perguntou meio abobada, arrancando sorrisos deles.

O jogo começou, e o páreo estava bom para ambas as casas. Hermione estava muito concentrada em Draco, e nos lugares para onde ele ia com a vassoura, até que alguém fez com que ela perdesse a atenção.

–Hermione! Tudo bem? — Córmaco McLaggen apareceu sentado ao lado dela.

–Córmaco... — Ela pronunciou seu nome com a voz arrastada. — Olá, eu não vi você chegar. — Falou voltando sua atenção á Draco.

–Você está sozinha, posso te fazer companhia? — Ele perguntou tocando em seu ombro, e fazendo Hermione olhar para ele.

–Onde está sua companheira Córmaco? Não deveria deixá-la sozinha com uma criança. — Hermione simplesmente falou, tentando ser o mais educada possível, e dispensar a companhia dele.

–Ela tá por aí, mas então você tem uns pirralhos bonitos aí, dá pra ver que puxaram o seu gene. — Córmaco falou galante.

Não longe dali, Draco avistou o pomo, e posicionou sua vassoura atrás dele o mais rápido possível, até que num momento de sua correria atrás do pomo, parou a vassoura bruscamente quando viu Córmaco McLaggen se debruçando em Hermione e tentando beijá-la.

E nesse momento de distração, não viu quando um balaço veio com tudo em sua direção, e o acertou em cheio na cabeça.

O narrador do jogo logo se apressou em dizer.

–Merlin! O que é isso? Draco Malfoy caiu da vassoura!.

Hermione logo encontrou Draco com seus olhos, á tempo de o ver cair no chão, inconsciente.

Em meio ao seu desespero, ela berrou.

–Draco!

Notas finais
Queria agradecer aos que votaram em mim no Dramione Awards, não ganhei em nenhuma categoria, mas foi maravilhoso ver que a fanfic tem seus fãs ^^ Obrigada gente. Queria agradecer também a Algodão Doce Colorido pela maravilhosa recomendação ^^.