Notas iniciais
Então, pessoal. Esse capítulo saiu rápido, não é? Eu tenho me esforçado bastante em escrever ^^ Meu próprio doutor disse que não seria bom eu ficar sem fazer coisas que me traziam felicidade, e bem-estar antes, e ele estava certo, eu me sinto melhor escrevendo. Eu espero que vocês gostem desse capítulo ^^ Não vou prometer nada, mas espero postar o próximo capítulo esse fim de semana, beijos.

Hermione Pov

–Hermione, me dá eles, não deixe eles verem isso. — Pansy disse se aproximando de mim, e me tomando Rose e Scorpius.

Eu corri até o meio do campo, tinha uma multidão em volta de Draco, tirei todos eles do caminho sem cerimônia ou educação alguma. Quando eu o vi no chão, corri até ele.

–Draco! — O chamei.

Ele não respondia, o lado esquerdo do seu rosto estava vermelho, e a sua sobrancelha estava aberta num corte, do qual saía muito sangue, e sua respiração estava fraca.

Coloquei sua cabeça em meu colo.

–Draco, sua doninha ambulante, acorda por favor! — Pronunciei num fio de voz, lágrimas correram por meu rosto. — Draco... — O chamei novamente, sacudindo um pouco seu corpo, com a voz totalmente embargada.

O lado esquerdo do seu rosto estava literalmente banhado em sangue. Vê-lo assim me deixou desesperadamente angustiada, um aperto no meu peito se formou, e até mesmo respirar era incômodo.

–Hermione! Eu tentei pegar ele, mas não deu tempo. — Blásio berrou se aproximando, ele estava tão aflito quanto eu.

Blásio se aproximou de nós, e ele ficou pior ainda quando viu o estado de Draco.

Não demorou muito, e uma maca da enfermaria chegou, o colocaram nela, e se apressaram em levá-lo. Eu andei rapidamente até a maca, antes que ela deixasse o campo, e comecei a andar ao lado dela.

Chegamos até a enfermaria, e Madame Pomfray nos recepcionou rapidamente.

–Céus, o que aconteceu? — Indagou, enquanto se aproximava.

Madame Pomfray chegou perto do leito, e analisou Draco.

–Ele foi atingido por um balaço. — Pronunciei com a voz embargada.

Me aproximei dele devagar, coloquei minha mão em seu braço, e lentamente a deslizei até sua mão, e a segurei. Até agora, não estava conseguindo entender o por que de eu estar tão triste, angustiada, e preocupada, mas eu estava.

Madame Pomfray se aproximou, ela trazia uma tigela prateada com água, e lenços brancos dentro. Ela os passou pelo rosto de Draco, limpando o sangue em seu rosto.

Logo depois ela pegou alguma coisa que tinha uma substância pastosa, e uma cor esverdeada clara, acima da sua sobrancelha. Logo depois ela se afastou, e eu me senti com uma ponta de raiva.

Era só isso? Ela não ia tentar acordá-lo? Ela ia deixá-lo inconsciente, sem ao menos saber o que ele poderia estar sentindo?

–Você não vai tentar acordá-lo? — Indaguei um tanto rude, trazendo a atenção dela até mim.

–É melhor deixá-lo fazer isso sozinho, senhorita Granger. — Ela falou simplesmente, e se afastou até sua mesinha.

Um tanto contrariada, me sentei em uma cadeira ao lado do leito dele, e continuei a segurar a sua mão.

Foi

então quando eu olhei ao redor, e vi que não tinha ninguém ali, não tinha ninguém pra ele... Ninguém da sua própria casa veio ver como ele estava, nem mesmo seus companheiros de jogo. Blásio viria, mas com certeza os outros jogadores devem tê-lo forçado a ficar e jogar. Pansy viria, mas ela deve estar torcendo por Blásio, além de ter feito o favor de pegar Rose e Scorpius.

Além de mim, eu percebi que Draco estava sozinho, já que desde a guerra, a família Malfoy, assim como outros Comensais da Morte, eram escória, e todos os odiavam, e eu me sentia mal por ele.

–Eu queria que assim como eu, os outros vissem que você não teve escolha. — Sussurrei.

Ouvi as grandes portas da enfermaria se abrirem, olhei rapidamente, e vi Harry, Gina, Rony, e Astória saírem dela.

–Mione! Nós viemos assim que soubemos. — Gina pronunciou, senti pesar em sua voz.

É, talvez você não esteja totalmente sozinho. Pensei, enquanto olhava pra ele, e deixava um pequeno sorriso me escapar. Olhei novamente para os meus amigos, que estavam vindo até mim.

Então percebi James e Morgana, eles também estavam maiores, estavam lindos, e se pareciam ainda mais com Harry e Gina, e Rony e Astória.

Eles se aproximaram do leito de Draco.

–Eu lembro como é ruim cair da vassoura. — Harry comentou. — Mas eu não fiquei assim como ele está. — Harry complementou, olhando pra Draco, ele tinha um olhar preocupado sobre ele.

–O que Madame Pomfray disse sobre ele? — Rony indagou olhando pra mim, mas logo em seguida, olhando para Draco.

Suspirei.

–Ela não disse nada, apenas cuidou do ferimento na sobrancelha dele, e disse que seria melhor deixá-lo acordar por si mesmo.

Gina Pov

Assim que entrei na enfermaria, eu não pude deixar de prestar atenção em como Hermione estava, ver ela daquele jeito, triste, com os olhos vermelhos, e segurando a mão de Draco como se ele fosse fugir... Talvez ela mesma não estivesse percebendo que estava começando a ter sentimentos mais fortes por ele.

–Você acha que ele vai demorar a acordar? — Perguntei.

–Eu espero que não. — Hermione respondeu baixo, sem ao menos olhar pra mim, e apertando mais ainda a mão dele.

–Apertando a mão dele desse jeito, acho que não vai demorar. — Astória falou divertida, me dando uma cotovelada de leve, me arrancando um riso baixo.

Hermione lançou um olhar estreitado pra nós duas, e soltou o aperto na mão de Draco, deixando apenas sua mão pousada em cima da dele.

Sem duvidas, é amor, senhorita Hermione Granger.

–Acha que seria uma boa hora pra fazer ela sentir ciúme? — Astória sussurrou baixíssimo no meu ouvido.

Pensei por uns instantes, e olhei para como Hermione já estava.

–Não... Agora não. — Sussurrei de volta.

Ouvi as portas da enfermaria abrirem atrás de nós, olhamos todos para trás rapidamente, e McGonagall apareceu, ela andou rápido até nós, e direcionou a atenção para Draco e Hermione.

–Senhorita Granger, eu só pude vir agora, como está o Senhor Malfoy? — Perguntou preocupada, enquanto se aproximava do leito.

Hermione direcionou a atenção para McGonagall, se levantou da cadeira, e então respondeu.

–Ele está inconsciente, Madame Pomfray achou melhor deixar ele acordar no tempo dele, mas o seu corte não sangra mais... — Hermione disse sem olhar para McGonagall, curvada sobre Draco, e passando a mão de leve sobre sua testa.

Olhei para McGonagall, e ela tinha uma expressão indecifrável, mas parecia que ela estava prestes a ganhar um prêmio, seus olhos se moviam de Hermione para Draco, e brilhavam, sua boca estava parcialmente aberta, e as sobrancelhas levantadas.

–Senhorita Weasley, me acompanhe por uns instantes. — Ela chamou minha atenção discretamente.

A acompanhei para perto das portas da enfermaria.

–Então, o que a senhorita acha sobre isso? — Ela me perguntou, estava do olhando, olhando para Hermione e Draco.

–Acho sobre o que? — Indaguei.

–Sobre o Senhor Malfoy e a Senhorita Granger, o que acha deles? — Me perguntou baixo, como se sentisse impaciência por falar duas vezes sobre a mesma coisa.

–Hermione não larga dele... Acho que ela ficaria aqui até depois da hora de ir pra cama. — Suspirei.

–De qualquer maneira, ela não poderá se afastar dele mais que cinco metros.

Pensei um pouco, e algo veio como uma luz em minha cabeça.

–Por que a Senhora não deixa ela decidir isso? — Perguntei, trazendo os olhos dela até mim. — Pense bem, se ela quiser ir embora para o salão comunal, vai significar que temos que nos empenhar mais. Se ela quiser ficar com ele, vai significar que nós já estamos conseguindo alguma coisa. — Disse sorridente, por ter tido um pensamento tão brilhante, modéstia á parte.

A professora McGonagall me deu um sorriso pequeno, e me olhou orgulhosa por cima dos seus óculos, ela saiu caminhando até o leito de Draco, e eu fui junto.

–Senhorita Granger. — Chamou a atenção de Hermione, que olhou para ela. — Acredito que o Senhor Malfoy ficará bem cuidado nas mãos de Madame Pomfray, então se quiser ir para o seu salão comunal descansar, eu permito. — McGonagall disse, mas eu pude perceber apreensão nela.

Ficamos ambas ansiosas pela resposta que Hermione poderia dar. Com uma mão Hermione segurava a mão de Draco, e com a outra passava a mão suavemente em sua testa.

–Obrigada, Professora. Mas eu quero ficar aqui até que ele acorde.

Ponto pra mim! Sorri vitoriosa, e olhei para a professora, que disfarçadamente sorriu para mim também.