Dragon Force
1 Pass far of a Good Birthday
Notas iniciais
Lucy é uma garota de interior que vive em Minnesota, ela mora com seus pais e sua avó em uma pequena casa, jamais um dia Lucy acreditou que algo de interessante acontecesse em sua vida, até seus 18 anos.
- Bom dia querida! – Minha mãe disse vendo-me descer até a cozinha.
- Bom dia mãe. — Eu respondi com uma cara de “acabei de acordar”.
- Feliz aniversário meu bem! – Meu pai surgiu na porta da sala.
- Obrigada pai, obrigada mãe.
- Então filhinha nós já compramos seu presente.
- Sério? Onde ele está?
- Ainda não Lucy, espere até o jantar dessa noite.
- Você vai mesmo fazer isso?
- Por favor, querida, me deixe dar esse jantar para seus parentes, só dessa vez.
- Tudo bem, mas mãe... Por favor, não me trate que nem criança na frente da minha família ok?
- Eu nunca te trato como criança e... Tudo bem vou tentar me controlar.
- Ok ,estou indo para o meu quarto... Mamãe, onde está a vovó?
- Nancy foi até uma loja, fez questão de comprar algo para você.
NancyPOV
- Olá Rufus. – Nancy disse entrando na loja de magias e mandingas.
- Nancy! Como é bom te ver! – Um senhor levantou de sua cadeira cumprimentando-a. – Então o que deseja? Alguma mandinga ou colar da sorte?
- Nada disso, hoje é aniversário de minha neta, eu preciso daquela encomenda que havia feito.
- Ah, Claro, aqui está sua encomenda. – Rufus disse entregando a Nancy uma pequena caixa de madeira. – Você já contou a ela Nancy?
- Pretendo contar hoje, estava esperando por esse dia desde sempre, ela finalmente vai descobrir seu caminho.
- Mas você sabe o que acontece quando um deles completa 18 anos não é?
- é claro que sei! Hoje seus poderes irão estar mais fortes do que nunca e é por isso que devemos tomar cuidado Rufus, ela só deve saber na hora do jantar.
- Saiba que o que você está fazendo é arriscado Nancy, isso pode destruir a tudo e a todos, a aura de sua neta é incrível, nunca havia sentido alguma coisa assim na vida. Aquilo é mais do que uma simples magia, tome cuidado Nancy.
- Pode deixar.
LucyPov
Infelizmente a única pessoa que eu gostaria de passar meu aniversário não está aqui, meu pai, Colan, ele foi para a Grécia antiga fazer uma expedição, ele adorava essas coisas, apesar de eu nunca saber muito bem com o que ele trabalha. Ele nunca mais ligou, nunca mais deu notícias, e eu e minha mãe acreditamos que ele pode até estar morto, mas devemos seguir em frente.
- Lucy? – Minha vó disse entrando no meu quarto.
- Oi vovó.
- Lucy querida eu gostaria de te dar isso. – Minha vó disse me dando uma pequena caixinha de madeira.
- Obrigado vovó.
- Não agradeça. Abra-a.
- Meus Deuses, isso é lindo vó, obrigado. – Agradeci.
O que havia na caixa era um lindo colar com uma pedra cor laranja queimado, era lindo e brilhante.
— Como você conseguiu isso vovó?
— Não importa, eu só quero que seja sua.
O dia se passou e havia chegado a hora do jantar em família.
- Querida seus tios chegaram. – Minha mãe gritou da sala.
É claro que minha mãe separou um vestido muito estranho para que eu usasse de quando ela fez 18 anos, mas eu não podia usar aquilo, eu ia ser a noiva, não a aniversariante. Desci as escadas e vi que meus tios estavam com alguém, não era nenhum de meus primos, muito menos tio meu, ele aparentava ter a minha idade, o menino estava de costas então não conseguir ver seu rosto direito.
- Lucy, feliz aniversário minha pequena... Bem não tão pequena assim. – Minha tia disse me abraçando.
- Eai baixinha, feliz aniversário! – Meu tio Brian disse.
- Obrigado gente. – Agradeci.
Depois de um tempo fui perceber que aquele menino havia desaparecido, como aquilo era possível? Ele estava ao lado dos meus tios a poucos minutos, será que eu estou vendo coisas?
- Lucy venha me ajudar na cozinha. Minha mãe disse.
- O que você quer mãe?
- Coloque os bifes para descongelar na água quente, por favor.
- Tá. – Assenti.
Peguei os bifes na geladeira e enchi duas panelas com água e estava prestes a colocá-la para ferver, mas a porcaria do fogo não ascendia, eu não podia falar para a minha mãe, se algo der errado nesse jantar ela vai surtar.
- Ah qual é? Por favor, ascende. – Eu disse enquanto apertava todos os botões do fogão para que ligasse. – Que droga! – Eu disse dando um soco na peça de mármore que estava na pia, e quando olhei para o fogão de novo, ele estava aceso. E eu juro que não havia apertado botão algum, ele acendeu em sincronia com o meu soco, mas o que foi aquilo?
- Filha está tudo bem? – Minha mãe perguntou.
- Sim mãe. – Respondi. – Acho que era melhor eu voltar para a sala.
Lucy ficou conversando com seus tios e seus avós até o jantar ficar pronto.
- O jantar está pronto! – Minha mãe disse abrindo a porta da cozinha e saindo de lá com um enorme frango assado em suas mãos. Nós nos sentamos à mesa e começamos a comer. Não via a hora de poder comer aquele frango, estava morta de fome, me posicionei para pegar o garfo, e por incrível que pareça ele me queimou, achei que podia ter encostado na travessa que estava o frango mas estava muito longe de mim.
- Ah! – Gritei.
- Filha o que foi? – Minha mãe disse assustada.
- Nada eu só encostei minha mão na travessa sem querer.
- Tome cuidado!
- Está bem me desculpe.
Aquilo foi estranho demais, primeiro fogões acendem sozinhos e agora o garfo simplesmente me queima, o que está acontecendo?
- Lucy, por favor, pegue o gelo na cozinha, eu me esqueci de coloca-lo na mesa. – Minha mãe disse.
- Claro.
Fui até a cozinha, abri a geladeira, e peguei o gelo, coloquei-o em um pote pequeno e segurei para levar até a sala, e em cerca de 5 segundo, já não havia mais gelo, o que eu estava segurando era um pote com água fervente, e quanto mais eu olhava mais quente a água ficava.
Eu não pude segurar por muito tempo, tudo que contia dentro do pote caiu, e agora havia uma enorme poça de água no chão, minha intenção era enxugá-la, mas não pude fazer isso, no momento em que eu olhei para a água, a mesma pegou fogo.
- O que? Desde quando água pega fogo? – Eu pensei. O fogo começou a se espalhar, jogar mais água não adiantou, só estava deixando o fogo maior, eu precisava avisar minha mãe.
- Mãe! A cozinha está pegando fogo! – Eu gritei, abrindo a porta da cozinha, que estava com muita fumaça escura.
- Filha! Oque aconteceu? – Ela gritou. – E nisso o fogo já havia invadido a sala de jantar.
- Eu não sei, mas a gente precisa sair daqui. Rápido, venham! – Gritei.
Todos se levantaram da cadeira assustados e saíram correndo, mas a porta estava bloqueada com um pilar que havia caído por causa do fogo. Eu consegui abrir um espaço grande da porta para que todos passassem, mas seu eu soltasse a porta, ela fecharia e eu não conseguiria passar. Aquele era o meu fim, eu não podia fazer nada além de ficar ali e esperar pela minha morte, pois não conseguia mais respirar, meus pulmões estavam cheios de fumaça. Eu ouvi uma voz.
- Nunca se renda tão fácil. – A voz falou.
O outro pilar estava prestes a cair na minha cabeça e eu não podia fazer nada, não conseguia nem respirar quem dirá andar... Mas, o que era aquela voz, e o que ela quis dizer com aqui...
- Ah! – Eu gritei, pois alguém havia me pegado no colo, quem era aquela pessoa? Ela parecia não estar nem ai para a fumaça. Era um homem, eu tinha certeza disso, mas não pude ver seu rosto graças a fumaça, mas pude perceber que ele tinha uma tatuagem no braço, era um enorme dragão azul. Ele se atirou contra a janela fazendo que caíssemos e eu batesse a cabeça. Eu havia desmaiado. Eu não fazia ideia de onde estava.
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