Dragon Force
2 How much i hate him!
Notas iniciais
LucyPOV
Eu estava desmaiada, não fazia ideia de onde eu estava, era como se eu estivesse acordada somente por dentro. Eu consegui sentir cada nervo do meu corpo se contraindo, me tornando mais forte, meus olhos mudaram de pretos para castanho dourado, eu estava mais magra, e chamas irradiavam por todo o meu corpo, eu conseguia senti-lo esquentar e esquentar cada vez mais, porém o mesmo não me afetava, era como se o fogo que devia estar me queimando, estava me tornando mais forte.
IanPOV
- Mestre, o ritual está começando, ela está se transformando. – Falei.
- Ela tem a pedra, não tem? – O mestre falou.
- Sim.
- Então não temos com o que se preocupar.
- Mas o fogo está passando por todo seu corpo não só pelas mãos. – Megan disse. (Megan e Ian são outros dragões).
- Ela é a uma original não se lembram? Eu estaria mais preocupado se isso não acontecesse.
- Sim, mas isso não é mesmo perigoso? – Perguntei.
- Por que se preocupa tanto Ian? – Megan disse com um olhar malicioso e eu consegui sentir meu rosto esquentando.
- Eu não estou me preocupando, só não quero que a original morra.
- Ah, ta bom. – Ela disse ironicamente.
- Eu nunca falei com ela, ok? Ela não está nem viva Megan acorda pra vida.
- Pare de ser irritante Ian eu estou brincando.
- Brincadeira muito sem graça.
LucyPOV
Aquela Sensação de poder durou mais ou menos 20 minutos e conforme ela ia terminando, eu parecia voltar à sanidade.
- A onde eu estou? – Eu disse me levantando da cama com dificuldade, ficando sentada.
- Olá! Me chamo Megan. – Uma menina de cabelos verdes levantou de uma grande poltrona e veio falar comigo.
- Olá, você poderia, por favor, me dizer a onde eu estou?
- Ah! Desculpe-me, você está em uma Elite.
- Uma Elite?
- Sim. Uma elite é um lugar que acolhe pessoas com dons especiais, como os seus.
- O que? C-Como assim dons? Do que você esta falando?
- Eu vou te explicar, mas você precisa confiar em mim. – Eu realmente estava em duvida do que fazer, o que estava acontecendo? O que havia acontecido com a minha família?
- Me desculpe, mas eu preciso ir embora. – Eu disse.
- Você não pode ir embora assim.
- é claro que posso. – Eu disse me levantando e pegando o meu casaco que estava pendurado em um gancho na parede. No momento em que encostei no casaco, o mesmo pegou fogo e se transformou em cinzas. – O que foi isso?
- Eu disse que você não podia ir embora assim, seus poderes estão descontrolados, por favor, entenda, você precisa ficar aqui um tempo para exercitar seus poderes e aprender a controla-los, depois você pode fazer a escolha se quer continuar na Elite, ou voltar para sua casa.
- É claro que eu vou voltar para a minha casa. Eu não conheço ninguém aqui.
- Mas você vai, pode deixar. Eu quero te apresentar o Capitão da Elite, Rufus Marcov. Mas antes, você precisa se trocar. Essa roupa de hospital não te cai muito bem. – Ela riu.
- Obrigado. – Megan parecia uma pessoa legal, ela era sorridente e a cada palavra que saia de sua boca um sorriso vinha junto.
Ela me levou a um quarto enorme com lustres brancos e com pequenos cristais que refletiam cada refle... Como eu conseguia ver tudo aquilo? Meus sentidos estavam mais apurados? Enfim. Entramos no closet, e era como se eu tivesse voltado no tempo, havia todo tipo de vestidos, blusas, saias, calças, era como se tudo fosse da era passada, era como se Beverly Hills Medieval estivesse lá.
- Você tem alguma preferencia... – Ela interrompeu.
- Lucy.
- Lucy! Que lindo nome.
- Obrigado.
- Acho que para encontrar o Capitão é melhor alguma coisa mais formal... Hm...Vamos ver...Esse aqui! – Ela disse vasculhando todas as coisas e tirando um modelo clássico da era medieval, ele tinha ombreiras, botas de couro de crocodilo, um short e uma regata verde musgo.
- Oh meus deuses, essa roupa é linda!
- Obrigado. – Agradeceu.
Fui experimentar as roupas, e por incrível que pareça, elas serviram certinho, era como se fosse sido feitas especialmente para mim. Eu sai do closet e me olhei no espelho. Megan estava junto comigo.
- Você está ótima! – Megan disse.
- Obrigado, mas, Megan me explique uma coisa, você disse que me resgataram por que eu tenho um dom, certo? Mas que dom é esse?
-Lucy, existem vários tipos de dons, como o de levitação, telepatia, existem sereias, benevolentes, magos do tempo, do ar e de muitos outros, e você é um deles Lucy, você é um dragão, assim como eu e Ian.
- DRAGÃO?!
- Calma não se assuste, você vai se transformar em um dragão Lucy, você tem somente os poderes dele.
- Como assim poderes?
- Você tem pulmões de fumaça para poder guardar as chamas dentro de você, você consegue soltar fogo pela boca, mãos e por todo o resto do corpo. Existem muitos tipos de magia do dragão de fogo que você ainda vai aprender Lucy.
- Dragão de fogo? Então existe outro tipo?
- É claro que sim, eu sou um Dragão do Céu e Ian é um dragão do raio.
- Quem é esse Ian?
- Ele é outro dragão, existem 5, por enquanto somos 3 contando com você, o resto, ou não sabemos onde esta, ou ainda nem nasceu.
Tudo aquilo era fascinante, será que era mesmo verdade?
- Lucy... Eu te aconselho a não tocar em ninguém por enquanto sem ser um Dragão ok?
- Por que eu vou acabar transformando eles em pó também não é?
- Ér... Sim. — Acho melhor te apresentar Ian primeiro, ele estava ansioso para conhecê-la.
- Sério?
-Sim, vamos.
Nós andamos por um extenso corredor branco e com enormes lustres de cristal, aquele lugar era gigantesco, era quase um palácio.
- Vocês moram aqui?
- É claro que não. É somente a sede das Elites, aqui é onde nós nos encontramos para treinar fazer reuniões e etc. Você vai adorar conhecer as pessoas das outras Elites
- Então cada um tem sua casa, certo?
- Sim e você também tem a sua Lucy.
- Tenho? Mas eu nem procurei por uma ainda.
- Você não precisa procurar, desde que você nasceu essa casa já era escolhida para você.
- Legal!
- Ian deve estar treinando lá fora. Aqui nós temos treinamos com as pessoas das outras sedes.
Megan me levou até o jardim e vi que haviam muitos homens enormes e fortes, e lutando com eles, havia um garoto, ele tinha cabelos escuros e olhos azuis. Ele lutava muito bem, fazia golpes incríveis, era como um filme. Mas eu pude jurar que já havia visto aquele menino em algum lugar.
- Ian! — Megan gritou. – Venha conhecer Lucy!
- Estou indo! – Respondeu.
- Se ele estiver ocupado não precis... – Eu interrompi, pois ele havia chegado.
- Olá Lucy! Me Chamo Ian.
- Prazer!
- Não precisa ser tão formal. – Ele se inclinou e falou em meus ouvidos com uma voz rouca. Eu havia corado violentamente.
- Desculpe.
- Não se desculpe também. Você faz parte da família agora.
- Valeu!
- Eu preciso voltar ao trabalho. Vejo você depois pessoal. – Ele disse dando tchau e voltando a lutar.
- Mas o que foi isso? — Megan disse surpresa.
- O que?
- Já se olhou no espelho? Você está mais vermelha que um tomate.
- Não estou não. Ele só se apresentou nada mais.
- Você não está entendendo, Ian é um babacão, ele jamais tratou alguém bem assim na vida!
- Você está falando sério?
- Parece que alguém tem um pretendente não é?
- Cala a boca Megan.
- Pode me chamar de Meggie.
- Ok.
- Acho que agora devemos encontrar Rufus. Ele vai adorar te conhecer.
~Lucy e Megan foram até uma das salas que estava Rufus.~
- Chegamos. – Megan disse
- O que eu devo dizer?
- Diga o que achar que deve, mas não o irrite. Não vai gostar do que pode acontecer.
- Obrigado, me sinto muito melhor agora. – Eu disse ironicamente.
- Não se preocupe vai ficar tudo bem. – Ela disse enquanto abria a porta.
- Você dever ser Lucy Heartfilia certo? – Um homem barbudo e enorme se levantou de sua cadeira.
- Sim.
- Bom, Lucy, você deve estar se perguntando por que você está aqui certo? E como você é um Dragão.
- Exatamente.
- Bem, eu preciso te alertar que você não é um Dragão comum, você é um dos originais.
- Originais? Como assim?
- Um Dragão original, é um dragão que nasceu de um vulcão, e o vulcão em que a senhorita nasceu era o lar do dragão que você é hoje.
- Eu não estou entendendo absolutamente nada.
- Deixe – me explicar. A naturalidade de um dragão humano, é um dragão comum. Quando esse dragão comum está prestes a morrer, ele escolhe uma criança qualquer e seu espirito invade o corpo da pessoa, tornando-a um dragão humano como Megan e Ian.
- Mas por que eu sou diferente?
- Você não foi escolhida Lucy, você foi criada por ele.
- O que? Você só pode estar brincando certo?
- Não. O dragão que você possui dentro de si te criou a partir do fogo de um vulcão. O motivo nós não sabemos qual. Mas foi isso que aconteceu. Lucy você precisa saber de uma coisa. Sua família corre perigo.
- O que? – Eu disse me levantando da cadeira em que estava sentada.
- O dia do incêndio da sua casa foi feito por outra pessoa, pois seus poderes não tinham sido ativados. A pessoa que causou aquele incêndio esta com sua família agora, e os dragões são os únicos que podem ajudar a respeito disso.
- Eu faço tudo para salvar minha família.
- Mas há um, porém. Sua família está bem no momento, todas as pessoas que stavam no incêndio tiveram todas as lembranças de você apagadas da memória, isso faz com que não venham atrás de você. Vocês 3 são os únicos que podem parar essa pessoa.
- Me diga onde ele está.
- Acalme-se Lucy. Ele não pode encostar na sua família por enquanto, graças a você, quando você entrou pela primeira vez naquela casa, por ser uma original, você a abençoou com seus dons.
- Espero que o que está me falando seja verdade. Mas o que eu vou fazer para detê-lo?
- Você precisa treinar com Megan e Ian. Isso te ajudará a ficar mais forte.
- Mas eu não tenho poder algum.
- As cores dos seus olhos mudaram certo?
- Como sabe disso? E como aconteceu?
- Você foi transformada Lucy. Seu poderes se auto ativaram dentro de você, causando algumas mudanças. Megan te levará pra treinar com Ian.
Ian? Por que tinha que ser ele? E por que eu estou tão assustada com isso? Acalme-se Lucy!
- Vamos Lucy. – Megan disse.
- Lembre-se Lucy, o futuro de sua família está em suas mãos.
- Pode deixar.
~Lucy e Megan foram para o lado de fora encontrar Ian.~
- Tente se controlar perto dele. – Megan disse com um olhar malicioso.
- Eu já disse que não sinto nada por ele.
- Megan, Lucy, vocês voltaram. – Ian apareceu do nada.
- Sim, e Lucy treinará com a gente a partir de agora.
- Lucy? Sério? — Ele disse ironicamente.
- Por que você tem algo contra? – Eu disse.
- Claro que não Loirinha, mas não se zangue se você levar uma surra.
Loirinha? Ele realmente me chamou de loirinha? Ele estava passando dos limites.
- Uma surra de você? Acho mais provável que a Megan me bata.
- Não ultrapasse os limites, loirinha.
- Não se gabe antes de mesmo saber do que eu a pessoa é capaz esquentadinho.
Nós nos fitamos por alguns segundos e foi ai que consegui perceber que seus olhos mais azuis do que qualquer mar por ai. Megan tinha razão. Ele é um idiota.
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