Acordo depois de uma ótima e pacífica noite de sono na minha cidade natal. Olho pela janela, para o céu azul e para as nuvens que se projetam ao longo do céu. Desvio o olhar para minha albatroz, que parecia ter acabado de acordar também.

—Bom dia, Taki. Como esperado de Veneza, outro belo dia!

Olho pela janela e...

—Mamma mía, mas que bela garota!

Ela sempre me bicava quando eu dizia isso.

—Ai! Tá bem. Não fique brava.

Este era apenas um dia normal para um jovem veneziano apaixonado e sua albatroz ciumenta.

—Que tal irmos à praia nadar um pouco?

Taki sempre se alegrava quando eu dizia isso, pois ela geralmente aproveitava para pegar uns peixes. Eu também me alegrava, pois na praia era onde eu via as mais belas garotas. Troquei de roupa, peguei minha prancha e chamei Taki logo antes de sair de casa.

—Vamos ver quem chega na água primeiro. — e comecei a correr em direção à praia. Como sempre, ela havia chegado antes.

Taki e eu éramos muito amigos. Havíamos nos conhecido há uns quatro anos, quando ela era apenas um ovo e gaivotas estavam a atacando. Instintivamente, corri para protegê-la. Então, adotei-a e cuido dela até hoje.

—Então, vamos surfar um pouco?

Ela estava comendo e nem prestou atenção em mim. Eu odiava quando ela fazia isso.

—Ok, então. Pesque mais um pouco e depois vamos surfar... Caramba, hoje as ondas estão grandes, hein?

Ainda tinha algo na minha prancha me incomodando.

E depois de pegar muitas ondas...

—Ok, por hoje já deu. Eu sei que o céu está limpo, mas sinto que vai chover. Vamos correndo pra casa e...

Nisso, ouvimos um trovão.

—Não te disse, Taki?

Enquanto nós corríamos, percebi que dois trolls corriam atrás de nós. Eles não estavam ali há alguns segundos. Simplesmente surgiram. Comecei a ficar totalmente desesperado, tropecei e caí no chão. Em meio ao desespero, comecei a fazer movimentos aleatórios com as mãos na direção deles. De repente, as gotas de chuva começaram a perfurá-los conforme eu fazia os movimentos para se afastarem, até que chegou ao ponto que eles estavam totalmente destruídos.

Aterrorizado, chamei Taki e corri de volta para casa o mais rápido possível, pois isso havia me assustado de verdade. Pesquisei sobre acontecimentos parecidos, sem sucesso.

Algum tempo depois, eu e Taki decidimos viajar pelo mundo procurando alguém que tivesse explicações para isso.

—Será que algo assim aconteceu com mais alguém, Taki?...

Notas finais
Texto escrito por Sat0shi