Notas iniciais
Oiiiiiiiii!!! Então, gente (se é que tem alguém lendo), eu estou suuuuper animada com essa fanfic, então eu realmente gostaria que alguém comentasse (indireta leve, mas tudo bem)! Outra coisa, se alguém perceber qualquer erro na historia por favor avise, ja que essa fanfic não tem beta (se vc se oferecer para ser beta eu vou gostar bastante também...)! Só mais uma coisa, se alguém souber fazer capas e tiver afim de fazer uma, eu adoraria! Acho que é só isso (tudo)!! Espero que gostem!

Sr. e Sra. Malfoy, residentes da Mansão Malfoy, tinham orgulho de dizer que possuíam a mais pura das linhagens de sangue. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem com algo mesmo que minimamente relacionado com trouxas, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de gente.

O Sr. Malfoy era um respeitável aristocrata bruxo. Era um homem alto, magro e pálido, que possuía cabelos louros platinados e quase sempre exibia uma expressão de superioridade e desdém. A Sra. Malfoy era magra e loura, como o marido, e poderia ser bonita se não estivesse sempre exibindo uma expressão de nojo. Os Malfoy tinham um filho chamado Draco, que era praticamente uma miniatura dos pais.

Os Malfoy viviam com toda a exuberância que lhes cabia, em uma mansão com mais quartos do que se pode contar, porém por baixo dessa fachada de família esnobe, escondia-se um segredo. O Sr. Malfoy era um dos mais fiéis seguidores de um dos mais poderosos bruxos de todos os tempos, Lord Voldemort. Servir a ele era considerado ilegal pela lei dos bruxos, portanto de jeito algum o Sr. Malfoy poderia deixar-se ser descoberto.

Quando o Sr. e a Sra. Malfoy acordaram na terça-feira monótona e cinzenta em que a nossa história começa, não havia nada no céu lá fora que sugeria que a vida dessa família estava prestes a mudar para sempre. O Sr. Malfoy escolheu uma bela e negra veste de bruxo para a sua habitual visita ao Ministério da Magia que visava manter as aparências e as boas relações enquanto a Sra. Malfoy chamava os servos da casa para cuidarem do Draco.

Assim que ficou pronto, o Sr. Malfoy deu um tchau apressado para a esposa e saiu de casa sem se importar em se despedir do filho, indo em direção a um lugar em que poderia aparatar tranquilamente.

Enquanto saía, Sr. Malfoy pensava no que o seu mestre tinha ido fazer na noite anterior. Como membro do ciclo de confiança do lorde, ele tinha conhecimento da maioria das suas atividades, portanto sabia que o mestre tinha ido para Godrics Hollow eliminar uma família que havia se tornado particularmente incômoda: a família Potter. Ironicamente, essa era uma das mais tradicionais famílias bruxas, mas por algum motivo que o Sr. Malfoy não podia compreender, havia traído o próprio sangue quando o herdeiro casou-se com uma sangue-ruim.

Foi quando desaparatou no átrio do Ministério da Magia que o Sr. Malfoy percebeu que algo estranho ocorria. Nos últimos tempos aquele lugar andava muito agitado devido à ascensão do Lorde das Trevas, porém o Sr. Malfoy nunca havia visto uma confusão tão grande como aquela. Ele pensou em parar um dos bruxos para perguntar o que estava acontecendo, mas percebeu que isso estragaria sua imagem de bem-informado, então continuou seu caminho.

O Sr. Malfoy começou, porém, a prestar atenção às conversas ao seu redor para ver se conseguia compreender o motivo para tanta confusão. Ele captou, então, um pedaço de um diálogo entre dois bruxos que aparentemente pertenciam ao Departamento de Mistério.

–...os Potter, uma lastimável perda para o mundo bruxo...

–...o filho deles, Harry, ninguém sabe o motivo...

O Sr. Malfoy ficou mais calmo, então. Percebeu que a confusão devia-se ao fato de que os tão queridos Potter haviam morrido. Ele particularmente não considerava essa notícia tão desagradável assim, mas aparentemente esse era um choque para aqueles que eram contra Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, pois eles eram assíduos defensores dos sangues-ruins.

Dirigiu-se então ao gabinete do Ministro para ter a sua habitual conversa "amigável e desinteressada" com ele. Foi andando calmamente, enquanto cumprimentava alguns conhecidos por quem passava no seu caminho. O que o Sr. Malfoy não reparou foi que o número de olhares atravessados que recebeu naquele dia foi muito maior do que o normal.

Porém ele reparou que tudo estava confuso demais, por causa, supunha ele, da morte dos Potter. Por isso, ele decidiu que naquele dia não iria frequentar os seus ciclos sociais habituais e passaria o dia em casa com sua esposa, esperando a hora em que o mestre certamente os convocaria para uma reunião em comemoração à morte dos Potter.

O Sr. Malfoy voltou para casa e então percebeu mais um indício de que as coisas não iam bem. Reparou que a Marca Negra que possuía no braço, aquela que distinguia os Comensais da Morte, estava mais fraca que o normal. Nada muito expressivo, porém o suficiente para deixá-lo levemente preocupado.

Ele encontrou o seu filho dando um tapa em Dobby, um dos elfos domésticos, que tentava alimentá-lo, cena que foi completamente ignorada por ele, enquanto ia procurar a Sra. Malfoy. Ele a encontrou na grande biblioteca da casa, onde silenciosamente se juntou a ela, porém sem a tranquilidade habitual, pensando em como o fato de sua marca estar mais fraca poderia estar relacionada à confusão no ministério.

Horas mais tarde ouviu-se o soar da campainha e a Sra. Malfoy levantou-se para atender e, em poucos segundos, o Sr. Malfoy ouviu a voz de sua cunhada, Bellatrix Lestrange, preencher a sua residência. O homem não gostava muito da irmã da esposa, porém levantou-se para recebê-la, porque ela, assim como ele próprio, era uma das mais fiéis servas do Lorde das Trevas.

– Minha marca... Ela está sumindo! E a de Rodolphus também! Olhem! — dizia Bellatrix com uma voz assustada.

Ao ouvir isso, o Sr. Malfoy não conseguiu evitar a onda de preocupação que lhe acometeu. E se realmente houvesse acontecido alguma coisa?

– Lucius, mostre-me a sua! — ordenou a mulher.

Ao ver a marca do cunhado, mais fraca que a dela própria, sua bela face se contorceu em uma careta de desespero.

– Se alguma coisa tiver acontecido ao Lorde das Trevas, farei eu mesmo aquele rato traidor pagar! Eu sempre disse ao lorde que ele não era digno de confiança. E se ele atraiu o mestre para uma armadilha dizendo que era o endereço dos Potter? — rosnou o Sr. Malfoy.

– Lucius, querido, e Bella, fiquem calmos, não sabemos se realmente aconteceu algo, vamos esperar por notícias e tentar não entrar em pânico. — disse a Sra. Malfoy, tentando em vão acalmar os nervos do marido e da irmã.

Estavam todos prestes a dar outro ataque, quando a campainha foi ouvida novamente e, novamente, a Sra. Malfoy foi atendê-la. Qual não foi a surpresa de todos os presentes quando viram que estavam diante de Bartolomeus Crouch, em pessoa. O bruxo que era conhecido por seu ódio a Voce-Sabe-Quem e todos aqueles que eram associados a ele.

– Estou aqui em nome do Ministério da Magia, — começou o bruxo, aparentemente inconsciente dos olhares de ódio que recebia — para acompanhar os residentes dessa casa, Lucius e Narcissa Malfoy, para julgamento imediato.

– E de que estamos sendo acusados exatamente? — perguntou Lucius, enquanto sua mulher parecia que ia desmaiar.

– De ter associação com Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, é claro. Agora que ele está aparentemente morto, o Ministério está colocando o máximo esforço na captura dos Comensais da Morte remanescentes. E várias testemunhas denunciaram vocês, então peço-lhes que me acompanhem.

– Espere um minuto — disse Bellatrix com uma voz esganiçada — você está dizendo que o Lorde das Trevas está morto?

– É exatamente isso que estou dizendo! Foi destruído na casa dos Potter, quando foi atacá-los.

– Mas que notícia boa, — disse Narcissa, lançando um olhar significativo para o marido — nós não podíamos estar mais felizes com isso, é claro!

E então Bellatrix começou a rir, uma gargalhada alucinada. E olhou para os três bruxos presentes com os olhos de uma psicopata e disse lentamente:

– O Lorde das Trevas nunca morrerá. Vocês são tolos se acreditam nisso. Tolos! E quando ele voltar, me recompensará por permanecer fiel!

E dizendo isso, correu para fora da mansão e desaparatou.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Comentem! :)