Notas iniciais
Segundo capituloooo, estou taaaao animada!! Espero que gostem! *-* PS: Se tiver qualquer erro, qualquer coisa escrita errada ou que não bata com alguma informação dos livros, me avisem! Hahaha brigada por lereeem! Beijosss

Quase dez anos haviam se passado desde que os Malfoy haviam sido levados ao Ministério para o julgamento, mas quase nada havia mudado na Mansão Malfoy. O sol nascia para os mesmos jardins sombrios e iluminava o impressionante portão de ferro trabalhado que barrava a entrada dos Malfoy; e penetrava sorrateiro o hall de entrada, que continuava quase igual ao que fora na noite em que o Sr. Malfoy recebeu a última visita da cunhada. Somente as poucas fotografias presentes na casa mostravam o tempo que já passara.

Dez anos antes as fotos mostravam o Sr. e a Sra. Malfoy acompanhados de um bebê anormalmente pálido usando roupinhas de diferentes cores — mas Draco Malfoy não era mais bebê; e agora essas fotografias mostravam um menino pálido e muito louro voando em sua vassoura e usando suas melhores vestes em um dos eventos aos quais seus pais eram obrigados a comparecer.

O mencionado menino estava sendo acordado por um dos elfos domésticos, já que seus pais insistiam que se dormisse até muito tarde seria desleixado aos olhos da sociedade. Draco achava isso uma grande bobagem, não pensava que qualquer um se importaria com a hora em que acordasse.

O menino Malfoy levantou-se rapidamente e colocou suas vestes e dirigiu-se à sala de jantar, onde seus pais já o esperavam impacientes.

– Já estamos esperando há cinco minutos, Draco! — reclamou Lucius.

– Me desculpe, pai.

– Parabéns, meu filho. Você esse ano receberá novas responsabilidades, está começando a tornar-se um homem. — disse Narcissa.

– Muito obrigado, mãe.

– Hoje mais tarde você receberá uma quantia de dinheiro. Você irá até o Beco Diagonal com sua mãe para comprar o seu presente.

– Muito obrigado, pai.

E era isso que Draco recebia pelo seu aniversário. Não havia abraços, nem beijos, nem nenhum tipo de afeto. Draco sabia que os pais o amavam, porém a sua família tradicional não era particularmente afetuosa ou emotiva. Eles haviam aprendido a esconder os seus sentimentos quando tiveram que esconder de todo o Mundo Mágico com quem realmente estava a sua lealdade.

Draco não se lembrava, mas sabia que havia tido uma época melhor onde as coisas eram diferentes. As pessoas não eram obrigadas a esconder suas opiniões nem eram obrigadas a conviver com gente inferior e tratá-los como se fossem iguais. Draco sabia que nessa época, seus pais haviam sido verdadeiramente felizes e sua família, unida, já que depois da queda do lorde sua tia e o marido dela foram enviados à Azkaban.

Uma vez, Lucius contara ao filho todas as liberdades que possuíam quando Você-Sabe-Quem estava no poder e Draco se via sonhando acordado com um mundo como aquele. Lucius também contara como tudo foi mudando aos poucos depois da queda do lorde, como os sobrenomes tradicionais e o sangue-puro começaram a significar cada vez menos. E, com isso, os Malfoy foram tornando-se cada vez mais fechados e amargos.

– Draco, está na hora de irmos — disse-lhe delicadamente sua mãe, tirando-o de seus devaneios.

A Sra. Malfoy acompanhou o filho até a lareira, onde ambos usaram um pouco de Pó de Flu para irem até o Beco Diagonal. Draco analisou a bela rua que conhecia há tanto tempo, pousando seu olhar longamente na loja de varinhas, onde logo poderia finalmente comprar sua primeira varinha, como sonhava há tantos anos. Reparou em como as lojas sempre pareciam iguais, mas ao mesmo tempo sempre mudava alguma coisa, esse ano, por exemplo, havia um cartaz na porta da Floreios e Borrões que anunciava "O Livro Invisível da Invisibilidade", porém Draco nada via.

Depois dessa análise rápida, começou a procurar por possíveis presentes que poderia comprar com a generosa quantia de dinheiro dada pelo pai. Ele observou a beleza da melhor vassoura de corrida do mundo, a Nimbus 2000, que estava sendo exibida com todo o destaque que merecia na loja preferida de Draco, Artigos de Qualidade para Quadribol. Draco poderia comprar essa vassoura, obviamente, mas achava que não era a melhor ideia, afinal sua vassoura já era boa o suficiente e de qualquer maneira, só poderia jogar quadribol em Hogwarts no ano seguinte.

O menino continuou a procurar e acabou vendo dois meninos de uns quinze anos conversando animadamente. Draco não pôde evitar a pontada de inveja que sentiu naquele momento, afinal nunca havia tido amigos de verdade, ele só tinha os filhos dos amigos dos seus pais, a quem ele secretamente odiava. Os bruxos não frequentam escolas antes de ir para Hogwarts, então ele não havia tido a oportunidade de conhecer outros bruxos e ele, obviamente, não possuía amigos trouxas. Era esse o principal motivo pelo qual ansiava tanto ir para Hogwarts.

Eventualmente, ele pousou os olhos em uma bela coruja negra e não pensou duas vezes antes de decidir que era aquilo que queria de presente. Ia ser perfeita considerando que ele iria para Hogwarts naquele ano e precisaria escrever para os seus pais constantemente. Narcissa aprovou a escolha e depois os dois foram comer sorvete na sorveteria do Florean Fortescue.

– Draco, meu filho, — começou Narcissa, depois que eles já tinham se acomodado para comer — eu quero que você saiba que eu e seu pai estamos muito orgulhosos de você. Sei que não demonstramos tanto quanto deveríamos, mas o amamos muito e sabemos que irá se dar bem em Hogwarts e será um grande orgulho para toda a Sonserina. — terminou a mulher, dando um de seus raros sorrisos, que não foi acompanhado pelo filho.

– Mas mãe, e se algo acontecer e eu não for para a Sonserina? — perguntou o menino, revelando pela primeira vez seu grande medo.

– Nem pense nisso, Draco. Todos os Malfoys e os Blacks são Sonserinos e você, que é ambos, não será diferente. Nada dará errado. — respondeu a mulher com uma voz gelada, mas seu olhar estava bem longe dali, como se lembrasse de algo que desejasse esquecer.

– Claro que não, mãe.

– Mas, mudando de assunto, qual vai ser o nome dessa sua linda coruja?

– Hum... — Draco pensou um pouco — Já sei, Blackbird!

Narcissa sorriu com a menção de seu nome de solteira e não fez mais comentários. Draco, porém, não sorria, pois a culpa em seu estômago não permitia. Sua mãe jamais ficaria sabendo, mas ele havia ouvido esse nome, Blackbird, cantarolado por um trouxa em um povoado que havia perto de sua mansão. Ele sabia que deveria rejeitar os trouxas e tudo relacionado à eles, porém algo nessa música o deixara fascinado e ele se pegava cantarolando-a de vez em quando.

Draco sabia que estava sendo estúpido, porque essas visitas a esse povoado trouxa já haviam lhe trazido muitos problemas. Uma vez, quando era muito pequeno, antes de aprender que os trouxas não eram boa companhia, ele havia escapulido para lá e ficado horas em uma praça com uma menininha trouxa, de quem ele nem se lembrava mais o nome, brincando com uma coisa redonda e estranha que ela chamava de "bola de futibola" ou algo assim. No fim da brincadeira, ela resolveu dar o brinquedo de presente para o novo amigo. Porém quando ele chegou em casa carregando aquele objeto levou uma surra da qual nunca mais esqueceu e obviamente foi proibido de voltar àquele lugar.

Nos anos que se seguiram a esse incidente Draco aprendeu o real lugar dos trouxas e até recentemente nunca mais tinha voltado àquele parque. Só que agora ele via os trouxas que brincavam como realmente eram, seres inferiores que não mereciam o mínimo de sua atenção. A única coisa que chamou sua atenção em anos foi essa música, essa única música.

Notas finais
Eu só queria dizer que esse é o ponto de vista do DRACO, não o meu!! Hahaha! COMENTEM bjbj
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.