Notas iniciais
Voltei...
Nesse capítulo, Gil tomará uma decisão importante sobre seus sentimentos por Catherine. Basta saber se a decisão não foi tomada tarde demais...
Antes, obrigada a vocês que me acompanham e pelos comentários sempre carinhosos. E um obrigada a você também que não comenta, mas está sempre por aqui. Sintam - se beijados!

O dia se arrastava devagar. Assim como eu pelos corredores do laboratório. Não vira e nem falara com Gil durante todo o dia. Foi melhor assim.Estava em minha mesa fazendo algumas anotações quando o meu telefone toca.

Pov — Grissom

Estava saindo da minha sala para falar com Catherine quando ouço o telefone dela tocar. Parei bem perto da porta sem que ela me visse.

- Willows! – atendeu. Abaixou o tom da voz. – Oi, estava realmente pensando em você!... Como assim?... Pare de brincadeiras, Lou!...Agora? – indagou surpresa. Mal sabia ela que escutava tudo e não estava nem um pouco satisfeito com o teor da conversa.

Está bem, está bem. Me espere aí que já vou descer e almoçamos juntos. No caminho decido sobre o seu outro pedido –disse sorrindo maliciosamente.

Ela desligou o telefone e entrei em minha sala novamente. A vi pegar a bolsa e entrar no elevador. Acompanhava tudo por uma fresta na porta. Não pensei duas vezes antes de ir atrás dela. Vi o elevador parar no andar do CSI. Provavelmente demoraria. Se o esperasse subir novamente não conseguiria alcançá- la. Corri escada abaixo até a recepção. Parei perto da saída para que ninguém me visse. Pouco depois a vi caminhando em direção ao DP. A segui. Um pouco mais a frente vi Vartann. Cerrei os punhos com ódio. Louis Vartann. A mesma cara de panaca e o mesmo jeito estúpido. Não poderia ser pior.

Ao vê – lo ela sorriu. Correu até ele e o abraçou. Ele correspondeu ao abraço com intensidade, de maneira protetora. — Resolvi ver como você estava. Ontem achei sua voz estranha ao telefone – o ouvi dizer.

- Mal. – se afastou dele e percebi que chorava. – Preciso tanto conversar...

- Vamos comer algo e você me conta o que está acontecendo.

Tive que me segurar para não correr atrás deles e matar Vartann. O vi envolver um braço em volta de sua cintura, acompanhando – a até a entrada, enquanto ela segurava a bolsa. Fechei o punho e soquei a parede tentando descontar meu ódio e ciúme. Como ele se atrevia a tocá- la de tal forma? Não sabia o que mais me incomodava: se a intimidade que os dois tinham ou a inveja por desejar ser ele naquele momento. Respirei fundo e fui em direção ao elevador para voltar a minha sala. De nada adiantaria ficar ali. Ia apertar o botão quando escutei Hodges comentar com Greg algo que era muito interessante.

- Catherine é muito boba. Não sei porque ela não dá uma chance a Vartann e se casa com ele. O cara é apaixonado por ela.

Disfarcei o sorriso. Gostava do que ouvia. Eles até podiam namorar, mas ela não queria assumir um compromisso mais sério.

- Mas Catherine está estranha de uns tempos para cá. Chateada,triste, preocupada, desanimada com tudo. Muito fragilizada. Nem parece aquela mulher forte e destemida que conhecemos. Deve estar com problemas.

- E Vartann parece estar disposto a ser um apoio – Greg Completou.

- Exatamente o que eu ia dizer. Acho que agora ele consegue. Muito esperto da parte dele. Acho que resolveu seguir meus conselhos. – Hodges disse com um sorriso estúpido nos lábios.

- Com certeza. Não há mulher que resista a um consolo desses em tempos difíceis.

- Bom, deixem de fofocar e voltem ao trabalho. – Nick os interrompeu entrando na sala. – Hodges, preciso que analise esse material com urgência – disse lhe entregando o saco de evidências.

Estático encarei os três que entraram em um corredor. Chamei o elevador. O sorriso desaparecera. Eles estavam certos. Catherine estava com problemas e todos se referiam a mim. Eu era o maior problema na vida dela. Sempre fora. E naquele momento, Vartann estava sendo seu consolo, seu ombro amigo. Ela resistiria por muito tempo? Já namoravam há algum tempo. Talvez estivesse na hora de darem o próximo passo.

Não, não, me recusava a pensar naquilo, mas era impossível. Só em imaginar ele a tocando, beijando, tomando o lugar que me pertencia na vida dela, fiquei cheio de ódio. Não podia aceitar aquilo. Não permitiria que ele a roubasse de mim.

Pov — Catherine

Lou e eu chegamos ao restaurante e sentamos em uma mesa próxima à janela. O lugar era muito agradável. Ele escolhera bem. Fizemos os pedidos.

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- Então o insensível do seu ex- supervisor voltou e quer assumir a filha de vocês?

- Agora o que me resta é preparar Lindsey para contar que ele é seu pai...

- Catherine, você não pode deixar que ele se aproxime dela. Esse miserável tem que se afastar de vocês duas.

- Também pensava assim, mas refleti e Lindsey merece um pai. Ela sempre gostou tanto dele e ele dela. Ele não sabia que eu estava grávida. Já te contei toda a história. Ele tem direito de recuperar o tempo perdido.

Lou ficou pensativo. Não achava correto e não escondeu. — A decisão é sua e eu te apoio no que decidir – sorriu e segurou minha mão. Correspondi ao sorriso. Era tudo o que precisava ouvir naquele momento.O garçom chegou com nossa comida.

- Bom apetite! – disse sorrindo antes de espetar o garfo em uma ervilha.

- Bom apetite! – ele também disse e começamos a comer. Ao terminarmos o almoço, fomos caminhando lentamente até o DP. Olhei para o relógio. Ainda tínhamos tempo.Paramos na entrada e me senti na mureta do jardim. Ele fez o mesmo. Permanecia de cabeça baixa. Estava triste. Ele então me abraçou.

- Não fique assim, amor. – ele se afastou do abraço e segurou minhas mãos com carinho. Fitou – me. – Catherine, já estamos há algum tempo juntos e acho que está na hora de darmos o próximo passo. Gostaria de ter um relacionamento mais sério com você, então sei que não é a hora nem o momento, mas como não temos tido muito tempo para nos encontrarmos: Aceita se casar comigo?

Encarei — o surpresa. Não esperava escutar tal coisa. Engoli em seco. Não sabia o que dizer. Sabia o quanto ele era especial e lhe dava valor, mas não conseguia vê – lo de outra forma senão como um namorado, um ombro amigo. Será que conseguiria mudar isso? Será que se me casasse com ele esqueceria Gil?

- Lou, eu...

- Escute, — me interrompeu – sei que logo quando começamos a namorar quis morar com você. Foi algo imaturo, admito. Mas, agora é diferente. Nossa relação está mais sólida e adoraria estar ao seu lado nesses tempos difíceis. Adoro Lindsey, amo você. Me dê uma chance para tentar te fazer feliz e te proteger. Aceita ser a senhora Vartann?

- Posso pensar? Eu ainda estou...

- Não precisa se explicar ou responder agora. Sou paciente e vou esperar quanto tempo for preciso. Só prometa que pensará no pedido. Pense bem e depois nos falamos, ok?

- Ok... – concordei com a voz trêmula. O vi se aproximar ainda mais. Permiti e fechei os olhos. Senti seus lábios nos meus. Em meio ao doce beijo, pensei se aqueles lábios poderiam mudar meus sentimentos. Abri os olhos de relance e ao invés de ver Lou, vi a imagem de Gil. Afastei – me assustada. Voltou a ser Lou. Balancei a cabeça comos olhos fechados. O que estava acontecendo comigo? — É melhor você ir, Lou. Nos vemos depois.

- Esta bem. – concordou e foi em direção a entrada do DP. Olhou para trás e acenou para mim que correspondi com um sorriso. Respirei aliviada ao vê – lo se afastar e fui em direção a entrada do laboratório.

_E agora, o que farei? – falei baixinho enquanto me dirigia a minha sala.

Notas finais
E agora, Gil?
Espero que tenham gostado. Aguardo comentários.
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