Down
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Espero que apreciem!
Pov – Grissom
Não consigo precisar quanto tempo havia se passado quando finalmente tomei coragem para me afastar.Ter Catherine em meus braços era muito bom e se eu pudesse,não me afastaria dela nunca. Mas precisávamos respirar. Rolei para o lado dela na cama. Minha respiração estava pesada e irregular e a dela também. Olhei para o teto por alguns segundos, precisava me controlar.
- Você está preocupado com o que acabei de te contar, as ameaças de Lou? – a voz dela estava baixa e virei meu rosto até encarar seu lindo semblante. Parecia preocupada e ansiosa.
- Na verdade, estou preocupado com você, sua segurança. E também um pouco surpreso, não esperava tal reação da parte dele. Sempre me pareceu uma pessoa sensata, apesar de tudo. Mas não vamos nos preocupar com isso no momento. Vamos ficar de olho nele e como trabalhamos praticamente juntos, não será difícil. E somos investigadores treinados, mesmo que estejamos um pouco enferrujados – falei debochado. – Se ele insistir com as ameaças, comunicaremos ao Brass e ele tomará as medidas necessárias.
- Isso era tudo o que precisava ouvir. Estou mais tranqüila agora e concordo com você. Vamos ficar de olho nele. E me sinto segura ao seu lado. Você é o meu porto seguro – ela confessou e eu me deliciei ao notar que seu rosto ruborizava. Ela ficava encantadora daquele jeito, tão perfeita. Se é que era possível ela ser mais perfeita.
- Eu sempre vou estar aqui, meu amor. Não se esqueça disso.
Assisti enquanto ela me lançava um sorriso mais encantador que eu já vira e empurrava seu corpo na direção do meu. Abracei seu corpo e enfiei a cabeça em seus cabelos ruivos e lisos. Aspirei aos fios e deixei que aquele aroma delicioso fizesse seu trabalho e me acalmasse como nada mais era capaz de fazer. Eu sentia a respiração calma dela em meu peito e não fui capaz de evitar o sorriso bobo que nasceu em meus lábios. Com ela ali presa entre o calor dos meus braços, segura e tranqüila, ficava fácil imaginar que éramos apenas mais um casal apaixonado desfrutando de um momento a dois. Era tão fácil imaginar que Catherine me amava e que era minha.
Fiquei perdido em meus devaneios apaixonados e quando voltei o olhar para ela, dormia tranquilamente. Como um anjo: o meu anjo! Me movi o mais delicadamente possível e consegui sair de seu abraço sem que ela acordasse. Fiquei alguns minutos ao lado da cama, velando seu sono e depois me inclinei para perto dela e coloquei seu corpo nos braços deitando – a de maneira correta contra um travesseiro. Ela se mexeu até que seus dedos encontraram outro travesseiro e ela o abraçou.Sorri de seu jeito e lhe dei um beijo na testa e sussurrei: “boa noite, meu anjo.”
E aquela foi a primeira noite em que dormi realmente bem.Era reconfortante saber que Catherine estava segura, ao meu lado e se Vartann resolvesse levar suas ameaças a sério e tentar feri – la, eu estaria por perto para ampará- la e protegê – la. Pensando nisso, um ódio brotou em meu peito ao imagina – lo tentando fazer mal a ela. Ele que não se atrevesse. Seria capaz de mata – lo.
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- Bom dia! Senti saudades – ela murmurou com o rosto cravado na curva entre meu pescoço e meu ombro. Sorri ao ouvir suas palavras.
- Eu também, meu amor. Você nem imagina o quanto. Dormiu bem?
- A noite foi maravilhosa. Fazia tempo que não dormia tão bem – ela parecia realmente feliz. Ela se moveu acima do meu corpo e se deitou ao meu lado na cama. Acariciei seu rosto por um tempo e ficamos num silêncio confortável. Ela se aproximou do meu rosto e seus lábios tocaram os meus. Sua língua pediu passagem entre meus lábios e permiti que ela intensificasse o beijo. Uma de minhas mãos estava em sua nuca e a outra desceu pela lateral de seu corpo. Parei com os dedos na base de sua coluna e me concentrei no beijo. Catherine era doce e ao mesmo tempo provocadora. Uma mescla perfeita entre doçura e sedução. Seus dedos puxavam meus cabelos tentando me trazer para mais perto e senti meu corpo esquentar ao entrar em contato com sua pele macia. Meus dedos criaram vida própria e se infiltraram por dentro de sua camisola provocante, tocando seu ventre. Eu podia senti – la tremer a cada toque. Movi meu corpo até estar acima do dela, sustentando uma parte do meu peso para não machucá- la. Já estávamos sem fôlego, mas nenhum de nós tinha forças para quebrar o beijo intenso e devorador que estávamos trocando. Me encaixei no espaço criado entre suas pernas e toquei a base de seu pescoço com a boca. Ela respirava pesadamente e tentava me controlar, mas estava cada vez mais impossível me afastar. Meu lado obcecado estava sedento por ela,sua pele, seu gosto.
Senti seus dedos tocando minha camisa. Ergui meus lábios de seu pescoço e notei que ela estava abrindo os botões, mas fazia isso devagar, quase como se estivesse testando minha reação, talvez querendo me enlouquecer. Afastou a camisa com as mãos e tocou meu tórax com a ponta dos dedos, numa carícia deliciosa. Suas mãos desceram aos poucos e tive que me manifestar quando ela chegou a linha da minha cintura. Seus dedos dançavam por sobre o short que eu usava e ela sorria maliciosamente em minha direção. Deixei que meus lábios pousassem em seu pescoço. Ela estremeceu quando a ponta de minha língua tocou sua pele quente e a ouvi gemer baixinho. Quando ergui a cabeça ela havia fechado os olhos. Ordenei que ela os abrisse e ela obedeceu prontamente.
- Eu quero você, Catherine. Nunca mais iremos nos separar –sussurrei enquanto minhas mãos puxavam a camisola que estava usando. Arranquei a peça e a joguei num canto do quarto. Acariciei seu ventre e subi minhas mãos até a base do seu seio e pude tocá – lo. Senti meu desejo aumentar e a pele dela parecia queimar.
- Gil – ela soltou, num arquejo de sua respiração – eu quero você. Agora!
- Devagar, querida. – minha boca desceu por seu torso até que encontrei um de seus mamilos túrgidos pela excitação e o suguei. Minha língua dançava em sua pele, provando seu gosto. Ela puxava meus cabelos quase com desespero e tentava mover os quadris em busca de atrito.Coloquei minha mão esquerda em sua cintura, sem deixar de sugar seu seio e a mantive parada. A essa altura, meu membro estava extremamente apertado e desconfortável dentro do short que eu usava, mas sabia que era melhor continuar vestido por mais alguns minutos. Deixei que minha boca passeasse por todo o seu corpo. Provei cada centímetro de sua pele e seus suspiros e gemidos a meia voz já estavam me enlouquecendo. Precisava sentir meu corpo dentro dela. Me livrei de sua calcinha preta de renda, a última peça de roupa que ainda impedia de um contato total e entrei nela numa única investida,longa e firme. Gememos juntos assim que seu corpo me envolveu. E mais uma vez encontrei meu lugar no mundo.
As investidas começaram lentas e ritmadas, mas eu soube que estava perdido assim que ela começou a mover os quadris no mesmo ritmo em que eu entrava em seu corpo. E a partir dali eu me descontrolei. Não havia nada delicado ou romântico no que estávamos fazendo, era pura luxúria. Catherine atingiu o ápice duas vezes antes que eu finalmenteme permitisse a entrega total. E o que senti foi tão intenso que eu duvidava que algum dia fosse desejar outra pessoa além daquela mulher instável, linda,sensual e encantadora que eu tinha nos braços. Ela era minha e eu pertencia a ela desde a primeira vez em que a vi no estacionamento daquela boate. E era assim que seria pela eternidade. Adormecemos depois de fazermos amor mais três vezes e me assustei com o fato de que meu desejo por ela parecia cada vez maior. Se eu não encontrasse uma maneira de me controlar, acabaria ali na cama com ela para sempre. O que não seria ruim...
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