Notas iniciais
Amores, mais uma vez obrigada pelos comentários, espero não decepcioná - los.
Então, vamos a continuação desse encontro? Espero que gostem. Beijos!!!

POV – Catherine

Abri a porta lentamente e fitei a sala com a boca entreaberta. Era enorme, ocupava quase todo o andar. Tudo era lindo e extremamente organizado.

Fechei a porta delicadamente e voltei – me para o meio da sala, sobre um tapete azul escuro e vi apenas uma grande mesa e uma cadeira voltada para a janela.

Pensei no quão mal educado seria aquele homem que não era capaz sequer de se virar para me cumprimentar. Caminhei até a mesa, antes, dando uma olhada em minha roupa. Queria estar impecável. Tinha que causar uma boa impressão logo à primeira vista. O conjunto preto com uma blusa com estampas por dentro e os sapatos de saltos altos estavam perfeitos e meu cabelo solto dava – me um ar sério e ao mesmo tempo descontraído. Acho que estava bem.

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Esperei alguns segundos, mas nada aconteceu. Resolvi falar:

- Senhor, eu sou Catherine Willows, sua nova assistente.

Sentia – me incomodada com o silêncio constrangedor. Percebi que a cadeira girou lentamente até que o tal homem misterioso ficasse de frente.

Num primeiro instante não o reconheci. A luz que vinha da janela ofuscou a visão. Depois, a imagem começou a se formar lentamente. Um homem encolhido na cadeira como uma criança temerosa, meio atônito, aflito,cabelos grisalhos, olhos incrivelmente azuis, ostentava uma sobrancelha semi levantada. Sem que percebesse, inclinei o corpo para frente para que pudesse analisar melhor aquela figura. Fitei – o estática. Aquela aparência me era tão familiar, tão conhecida. Seria... Não! Definitivamente, não! Jamais poderia ser quem imaginei.

Ri comigo mesma, mas logo meu sorriso confuso fechou – se. Levei a mão à boca, olhos arregalados e dei alguns passos para trás.

Era o homem que amava há tantos anos e que, não poderia negar, ainda amava, mesmo depois dele ter me abandonado para ir atrás de outra e se casar com ela.

(Trecho contado na 3ª pessoa)

Gil não soube explicar quantos minutos passaram ali, apenas se encarando. Parecia uma eternidade. Catherine o encarava de tal modo que ele teve de contemplá- la.

Estava mais linda do que nunca. Dava para ver seus cabelos ruivos caírem – lhe nos ombros. A roupa lhe dava um ar muito sério, mas sexy ao mesmo tempo, mas seu olhar ainda era o mesmo. Aqueles olhos azuis que sempre amou...

Levantou – se da cadeira e parou, ainda fitando seu olhar:

- Catherine... – foi a única coisa que pôde dizer antes que ela caísse desacordada no chão.

Correu até a mulher e abaixando – se, levantou sua cabeça. Ela havia realmente desmaiado. Desesperado, pegou – a nos braços e a levou até o sofá. Colocando uma almofada sob sua nuca, alisou sua fronte. O que deveria fazer?

Olhou de um lado para o outro esperando uma resposta que não veio.

- Acorde, Catherine! Por favor... – implorava enquanto alisava seu rosto – Cath, acorde. Não faça isso comigo.

Quando sentia que o desespero tomaria conta de si, viu aliviado que ela abria os olhos. A ruiva olhou ao redor ainda tonta e ao ver a imagem dele, levantou – se num pulo:

- O que você está fazendo aqui? – indagou com os olhos lacrimejados – Por que voltou?

- Oi, Catherine...

- Não quero te ouvir! – gritou. Em seguida, ficando de pé, o encarou duramente.

- Gil, você foi embora. Nos abandonou em nosso momento mais difícil. Nos trocou por Sara.

Queria correr para longe dele, mas ele a agarrou pelo braço,obrigando – a sentar.

- Não importa o que você pensa a meu respeito, o que eu fiz. Precisamos conversar – encarou – a e não ouvindo resposta, continuou – Eu não te abandonei como você pensa. Pensei em você o tempo todo. Preciso lhe contar tudo o que aconteceu. As coisas com Sara não saíram da forma como pensei.

- O quê? – indagou com apenas um gemido, como se nãoestivesse acreditando no que ouvia. – Como assim, as coisas não foram como você imaginou? Aí você volta para bagunçar de novo minha vida... Agora só falta dizer que se arrependeu...

- Sim, Catherine – disse ao segurar suas mãos e beijá – las. – Quero te reconquistar – ela as puxou com repugnância.

- Me reconquistar? – perguntou e ele balançou a cabeça afirmativamente com o olhar cheio de alegria e esperança . – E durante todo esse tempo nunca me procurou. Não se importou com o meu bem estar, com as minhas dificuldades com a equipe! Com o meu desespero por falta de notícias sua. Como pôde, Gil?

- Catherine, eu não... – procurou algo para dizer mas o olhar dela decepcionado e magoado deve ter feito que ele mudasse de idéia – Eu tenho que te contar...

- Não – dessa vez, ela não gritou. A dor em seu peito era tão forte que não era capaz de falar alto. Não tinha forças – Eu não quero ouvir nada que venha de você. A partir de agora seremos somente colegas de trabalho.

Deu meia volta e saiu pela porta, batendo – a com força.