Doux Apollo et sa muse

17 Chapitre Dix-Sept


Notas iniciais
Eeeeeee aí está outro capítulo! Prometo não abandonar mais essa fic lkjlkfjgldfjg

"Eu falei para você não vir!" Enjolras disse, fechando a porta do café para que os outros não ouvissem sua conversa.

"É, bom, você sabe que eu não sou de seguir regras" Ela tentou fazer piada. Porém o olhar desaprovador de Enjolras fez seu sorriso sumir na hora.

"Isso não é hora para piadas, isso é sério, você pode morrer aqui" Ele disse a segurando pelos ombros.

"Você também!" Enjolras suspirou e passou as mãos nos cabelos.

"Isso não é sobre mim, já conversamos sobre isso, você não vai me impedir de lutar"

Esme acariciou seu rosto, fazendo Enjolras corar um pouquinho com o contato.

"Não quero lhe impedir, quero ajudar!"

Enjolras cruzou os braços.

"Mesmo que eu peça para ir embora você não irá me obedecer não é?" Esme negou com a cabeça e ele abriu um pequeno sorriso.

Ela gargalhou e o abraçou.

"Mas pelo amor de deus, tome cuidado, por favor" Disse, desconfortável com a proximidade. Ela se afastou e bateu continência para ele.

"Sim senhor!" Riu.

Os dois então resolveram sair do café, todos do lado de fora estavam nervosos e tensos, esperando um ataque a qualquer momento. Esme logo procurou por sua amiga.

"Onde está Eponine?" Perguntou a Jehan, este deu de ombros.

"Marius entregou a ela uma carta e ela saiu. Não sei aonde foi"

Ela agradeceu e foi se sentar com Grantaire, que já estava atracado com uma garrafa de vinho.

"Ei R." Disse se sentando ao lado dela.

"Olá...como foi a conversa?" Tomou um longo gole.

"Foi decente. Ele não vai me forçar a sair daqui" Respondeu.

Marius então andou até eles e se sentou do outro lado de Esme.

"Você não deveria estar aqui"

"Não comece, por favor, já levei sermão de Enjolras, não preciso do seu também" Suspirou. Marius apenas a abraçou de lado.

"Desculpe. Me desculpe também por te envolver nisso" Disse.

"Não há nada para você se desculpar. Graças a você eu conheci todos os meninos...foi a melhor coisa que me aconteceu" Ele riu.

"O que será que o vovô está pensando agora?"

"Pro inferno com o que ele pensa!" Esme respondeu e os dois riram, até Grantaire sorriu.

Obviamente a paz não iria durar muito.

Eles ouviram o som de trompetes. Esme pegou um mosquete que estava encostado na parede e logo todos se juntaram aos pés da barricada, ouvindo com atenção.

"Vocês nas barricadas, ouçam! Ninguém vêm ajudá-los a lutar! Estão sozinhos, não têm amigos, larguem suas armas ou morram!" Um oficial gritou do outro lado.

"Danem-se seus avisos e mentiras, eles irão ver, o povo irá se levantar!" Enjolras respondeu. Todos os estudantes gritaram em apoio ao seu líder. Ao ver que os soldados não iriam atacar, largaram as armas.

De repente, um homem escalou a barricada. Esme pareceu a única surpresa, vendo que nenhum de seus amigos pareceu preocupado.

"Ouçam amigos, eu estive entre eles, contei seus homens e suas armas, vou contar tudo o que vi" O homem, ou melhor, senhor, disse. Enjolras foi até ele e deu batidinhas amigáveis em suas costas.

"Tudo bem, se soubermos seus movimentos iremos estragar seus planos"

"Não irá haver ataque esta noite. Eles pretendem nos fazer passar fome e irão atacar pela direita..."

"Mentiroso!" Gavroche, que Esme mal havia visto até agora gritou.

Todos o olharam, confusos.

"Eu o conheço, é o inspetor Javert, ele está mentindo, ele trabalha pra polícia!"

Foi só o menino dizer isso que Courf, Enjolras e Bahorel imobilizaram Javert, o carregando para o Café Musain e o amarrando a uma cadeira.

Em seguida alguns tiros puderam ser ouvidos, assustando a todos.

"Tem um rapaz subindo na barricada." Joly gritou para eles.

Logo Eponine veio até eles, segurando seu peito e com uma expressão de dor no rosto. Marius correu em sua direção.

"Meu deus, o que está fazendo? Você viu Cosette? Porque voltou?" Perguntou apressado. Ela caminhou até ele cambaleando.

"Eu entreguei a carta para o pai dela...ele disse que ia entregar a ela" Disse ofegante.

Nisso, ela tentou dar mais um passo, se apoiando em Marius, mas acabou caindo. Ele se ajoelhou ao seu lado e apoiou sua cabeça em seu colo.

"O que aconteceu? Seu cabelo está molhado...é sangue?!" Ele se desesperou, abrindo o sobretudo que ela estava usando e revelando um ferimento causado por uma bala.

"Não se preocupe, não está doendo" Ela respondeu, fraca. Esme tampou a boca com as mãos e lágrimas ameaçaram cair. Combeferre, que estava ao seu lado, a abraçou.

"É melhor levá-la a um médico antes que ela morra" Ouviram uma voz.

Das sombras do café, surgiu uma figura de cartola preta e pele pálida. Só podia ser uma pessoa. Montparnasse.

"O que faz aqui?" Marius perguntou de seu lugar no chão.

"Eu a segui até aqui. Eu ia avisá-la para não voltar para a barricada, mas perdi a chance."

Esme controlou suas lágrimas.

"O que acha que devemos fazer então?" Perguntou. Montparnasse, que pela primeira vez parecia sério, e não irônico, respirou fundo.

"Deixem-me levá-la a um cirurgião."

"E que cirurgião irá querer atender uma garota atingida na barricada?" Perguntou Marius.

"E-eu acho...que eu poderia ajudar." Joly gaguejou de seu lugar em cima da barricada.

"É cirurgião?" Perguntou 'Parnasse.

"Não, mas estou na faculdade de medicina e sei como extrair uma bala." Joly olhou para Enjolras como se pedisse permissão para sair.

"Pode ir." O loiro acentiu.

Montparnasse andou até Eponine, que respirava devagar e tinha os olhos quase fechados e a pegou no colo. Joly desceu da barricada, abraçou Bossuet e Musichetta (que estava ali para servir comida e bebida para os rapazes), pegou a sua maleta de primeiros socorros e os seguiu.

Gavroche, que até então estava quieto em um canto correu para abraçar Esme, chorando.

"Minha irmã vai ficar bem?" Perguntou. Isso partiu seu coração.

"Joly é um ótimo médico. Ele com certeza irá cuidar dela." Beijou o topo de sua cabeça.

"Hm...gente, aí vem um homem uniformizado" Courfeyrac apontou para um senhor mais ou menos da idade de Javert, usando o uniforme da guarda nacional.

"O que o trás aqui?" Enjolras perguntou, apontando para ele com uma pistola.

"Eu venho como voluntário." Levantou as mãos, em sinal de rendição.

"Você está usando um uniforme do exército" Enjolras apontou.

"Foi por isso que eles me deixaram passar"

Grantaire andou até eles, com uma arma em uma mão e uma garrafa em outra.

"Vê aquele prisioneiro ali? Um voluntário como você" Apontou para o café.

"Um espião chamado Javert" Combeferre disse. O homem pareceu reconhecer o nome, pois ficou tenso de repente.

"Eles estão se preparando para atacar!" Courfeyrac gritou. Ele havia ocupado o lugar de Joly vigiando a barricada.

Enjolras entregou uma arma ao senhor.

"Tome isso e use bem. Mas se nos trair...você morre." Disse sério.

"Estão avançando em direção a barricada!" Courf gritou novamente.
Logo os tiros começaram. Esme achou a sensação de atirar muito estranha. Ruim, para dizer a verdade. Ela odiava a sensação de saber que estava atirando para matar.

"Atirador!" Gritou Feuilly apontando para o topo de uma casa próxima. O atirador apontava para Enjolras.

Esme fechou os olhos e se jogou na frente do tiro.

Porém não sentiu nada.

Ela abriu os olhos e viu que o voluntário havia sido mais rápido e matou o atirador. Os tiros então pararam.

"Viram como eles fugiram? Ganhamos!" Grantaire comemorou, tomando um gole de sua garrafa.

"Eles atacarão de novo." Esme disse.

"Obrigada Monsieur, por sua ajuda. O que posso fazer pelo senhor?" Enjolras agradeceu ao homem.

"Há algo...me dê o espião, deixem-me tomar conta dele"

"O espião é todo seu" Enjolras sinalizou para o homem ir até Javert. Ele fechou a porta do café e todos ficaram esperando. Não demorou muito para ouviram um tiro que fez todos tremerem e o senhor saiu, sozinho.

Enjolras passou o braço pelos ombros de Esme para acalmá-la.

"Courfeyrac, você fica de vigia. Não irão atacar até amanhã. Não se preocupem, não estamos sozinhos. O povo irá se levantar" Disse, convicto.

A esse ponto, Esme já não tinha mais tanta certeza assim.

Notas finais
Comentários são sempre bem vindos!